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Q3379796 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

Para que a ansiedade climática não seja paralisante

Por * Maurício Gonzalez

05/06/2024

    Chegamos ao mês de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente atravessados pela urgência climática. Entre 2023 e 2024, só no Brasil, acompanhamos uma dura sequência de eventos impactantes pela proporção e devastação, além da alta frequência em ocorrências. Chuvas no litoral de São Paulo, seca no Amazonas, enchentes no Recife e, agora, a tragédia no Rio Grande do Sul. Todos representam o que cientistas sempre alertaram: eventos climáticos, cada vez de maiores proporções, serão ainda mais frequentes.
    Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade. Especialmente, com o apoio dos meios de comunicação dispostos a noticiar o assunto com a atenção e cuidado que merece. [...] Se nos meios de comunicação o tema está em prioridade na pauta do dia, as análises de mercado também apontam para um mesmo caminho, sob o ponto de vista do consumidor. Uma pesquisa disponibilizada na Gente, plataforma de conhecimento e insights da Globo, aponta que a ansiedade climática figura em primeiro lugar dentre os temas capazes de impactar nas decisões de consumo e no comportamento da população em 2024. 
    Boa parte da percepção sobre esse tema no Brasil vem de experiências com ondas de calor, chuvas intensas e desastres naturais. Aproximadamente 79% dos brasileiros declararam que sentem os impactos severos de mudanças no clima onde vivem; e 85% acreditam que os efeitos das mudanças climáticas no país serão ainda piores nos próximos 10 anos. Este índice está bem acima da média global, que é de 71% e só foi superado pelos entrevistados na Coreia do Sul (88%). Essa angústia coletiva é plenamente justificada quando nos deparamos com a informação de que 2.797 municípios brasileiros decretaram estado de emergência ou de calamidade por causa de desastres naturais e fenômenos climáticos extremos no último ano, de acordo com a Defesa Civil Nacional.
    “A sensação de impotência e frustração surge com a ação insuficiente dos poderes e a falta de consciência em outros setores da população”, disse a psicoterapeuta britânica Caroline Hickman ao explicar a ansiedade climática ou ecoansiedade.
    Então fica uma provocação: nos falta consciência ou tal ansiedade tem gerado uma inércia limitante? Quando vamos ter um Dia Mundial do Meio Ambiente menos dramático e com avanços concretos nessa pauta? 
    Em tempos em que o Planeta Terra já fecha a conta no ‘cheque especial’ – a demanda da humanidade por recursos naturais supera a capacidade do planeta de produzir ou renovar esses recursos ao longo de um ano – há uma necessidade urgente de se encarar os riscos associados ao clima. Mas, acima de tudo, precisamos nos cobrar uma postura de resiliência que perpassará toda a sociedade, da iniciativa pública à privada, do individual ao coletivo.
     Entendo que é preciso redobrar a nossa capacidade de se antecipar e lidar com impactos causados pelas mudanças climáticas de maneira oportuna e eficiente. Precisamos construir estruturas e sistemas sustentáveis, flexíveis e duráveis, com a ajuda de colegas, parceiros e outras lideranças. E uma autoanálise, urgente e permanente, se estamos fazendo o suficiente para lidar com o que o aquecimento global representa.
    A ansiedade climática, aqui, é encarada como um motor para a transformação dessa realidade que assusta e acomete, principalmente, os mais vulneráveis. Cabe a nós, sociedade e empresas, estarmos dispostos a promover mudanças num movimento que chegue a todos, de forma democrática, justa e eficaz. E no timing da urgência que nos tem sido exposta, diariamente. 


* Maurício Gonzalez é Diretor do Centro de Serviços Compartilhados da Globo (Adaptadohttps://umsoplaneta.globo.com) 
“Mesmo que tais avisos não sejam recentes, é inegável que estão se materializando para toda a sociedade.” 2º§
A vírgula nessa frase separa 
Alternativas
Q3379584 Português
Uma das incorreções no emprego da vírgula é isolar uma oração subordinada adverbial consecutiva. Verifica-se tal incorreção em:
Alternativas
Q3377707 Português
Sobre as funções da vírgula num texto, é correto afirmar que se emprega vírgula para: 
Alternativas
Q3360646 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.



As armas psicológicas que os golpistas usam em vítimas despercebidas


Não passa um dia sem que haja uma notícia sobre uma vítima sendo enganada e perdendo dinheiro. Somos constantemente alertados sobre novos golpes e sobre como nos mantermos seguros contra os criminosos cibernéticos.
Então, por que as pessoas ainda são enganadas e, às vezes, de forma dramática?
Os golpistas usam técnicas psicológicas sofisticadas. Eles exploram nossas vulnerabilidades humanas mais profundas e ignoram o pensamento racional para explorar nossas respostas emocionais.
Essa guerra psicológica coage as vítimas a tomar decisões impulsivas. Às vezes, os golpistas espalham seus métodos entre muitas vítimas em potencial para ver quem é vulnerável. Outras vezes, os criminosos se concentram em uma pessoa específica.
Em ligações aleatórias, eles começam com pequenas solicitações para estabelecer um sentimento de compromisso. Depois de concordar com esses pequenos pedidos, é mais provável que atendamos a demandas maiores, motivados por um desejo de agir de forma consistente.
A chamada não virá de um número da sua agenda ou de um número que você reconheça, mas o golpista finge ser alguém que você contratou para trabalhar em sua casa, ou talvez um de seus filhos usando o telefone de um amigo para ligar para você.
Se for um golpista, talvez mantê-lo ao telefone por muito tempo dê a ele a oportunidade de descobrir coisas sobre você ou sobre as pessoas que você conhece.
Os criminosos fabricam cenários que exigem ação imediata, como alegar que uma conta bancária está em risco ou que uma oferta está prestes a expirar.
Essa tática visa impedir que as vítimas avaliem a situação de forma lógica ou busquem aconselhamento, pressionando-as a tomar decisões precipitadas.
Ele cria uma situação artificial na qual você se sente amedrontado e levado a fazer algo que normalmente não faria.
Chamadas de golpes alegando ser da Receita Federal são um exemplo. Aparentemente, você tem uma dívida a pagar e as coisas ficarão ruins se você não pagar agora mesmo.
Eles se aproveitam das emoções para provocar reações que ofuscam o julgamento, podendo ameaçar com problemas na Justiça para colocar medo, prometer altos retornos de investimento para explorar a ganância ou compartilhar histórias angustiantes, mas falsas, para obter simpatia e bens financeiros.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cn4nv22p6rlo.adaptado.

Então, por que as pessoas ainda são enganadas e, às vezes, de forma dramática?
Assinale a opção correta quanto à nova pontuação sem alteração do sentido original da frase.
Alternativas
Q3354690 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.


O dia em que os médicos aprenderam a lavar as mãos

 

    Na década de 1840, o húngaro Ignaz Semmelweis chefiava a maternidade do Hospital Geral de Viena, na Áustria. E algo o intrigava: as grávidas internadas na ala A contraíam mais infecções do que as que ficavam na ala B do hospital. Por quê? Ignaz percebeu que, na ala A, quem atendia as pacientes eram doutores e estudantes que passavam boa parte do dia no necrotério. Na ala B, por outro lado, quem cuidava das mulheres eram enfermeiras que não tinham contato com os cadáveres. 

   Semmelweis supôs que os médicos transmitiam as doenças dos mortos para as pacientes, mas não sabia explicar exatamente como isso acontecia. Por garantia, exigiu que os funcionários passassem a lavar as mãos durante o expediente. E as infecções logo diminuíram. [...] Semmelweis perdeu o emprego e nunca mais conseguiu se encaixar na área. Publicou suas descobertas em 1861 – e morreu quatro anos depois.

    Ignaz Semmelweis foi um dos pioneiros da revolução sanitária que tomou forma na segunda metade do século XIX. Nessa época, o francês Louis Pasteur – que, junto com o alemão Robert Koch, foi um dos arquitetos da teoria dos germes – começou a disseminar a ideia de que existem microrganismos por todo canto e que eles são responsáveis por diversas doenças. Pasteur estudou como essas bactérias e fungos estragavam comida e desenvolveu o método que leva o seu nome: a pasteurização (um choque térmico que mata bactérias e aumenta a validade dos alimentos). [...]

   Inspirado pelas ideias de Pasteur, o cirurgião inglês Joseph Lister começou a estudar infecções em fraturas ósseas. Lister dava aulas em Glasgow, na Escócia, e gastava horas mergulhado em microscópios [...]. Lister percebeu que fraturas expostas infeccionavam mais do que as que não rasgavam a pele. “A culpa deve estar em algo suspenso no ar”, pensou. O  médico, então, procurou por desinfetantes que pudessem ser aplicados em humanos. Em 1865, ele experimentou uma versão diluída do fenol, um químico usado para tratar esgotos, e a usou para higienizar mãos, equipamentos, feridas e curativos. Lister havia acabado de criar o primeiro antisséptico, que reduziu drasticamente as infecções pós-operatórias. O médico estabeleceu um rígido protocolo de higienização para cirurgias e desenvolveu também sabonetes e sprays desinfetantes.

   Lister publicou suas descobertas em 1867. Nos anos 1880, a teoria dos germes já era amplamente aceita, e a assepsia tornou-se o padrão-ouro em procedimentos cirúrgicos. Lister virou cirurgião particular da Rainha Vitória, e seu nome serviu para batizar um enxaguante bucal lançado em 1895: o Listerine.

    Semmelweis, Pasteur e Lister não são os únicos personagens desta história, claro. A revolução sanitária é também mérito dos profissionais de saúde que desafiaram o status quo e implementaram métodos mais higiênicos. [...] Em meados do século 19, a expectativa de vida mundial era de 30 anos, em média. Hoje, é de 72. Um salto que começou graças a sabonetes e antissépticos. Valeu, Merthiolate.


Revista Superinteressante. Disponível em 
<https://super.abril.com.br/historia/o-dia-em
que-os-medicos-aprenderam-a-lavar-as-maos/> 
A razão para o emprego das vírgulas anteposta e posposta ao trecho —um químico usado para tratar esgotos —, no excerto “Em 1865, ele experimentou uma versão diluída do fenol ,um químico usado para tratar esgotos,e a usou para higienizar mãos, equipamentos, feridas e curativos.”, é a mesma do emprego das vírgulas em:
Alternativas
Q3354239 Português
Observe as orações abaixo, destaque a alternativa que apresenta um erro de pontuação.
Alternativas
Q3353684 Português
Texto 01:


Sinais de consentimento forçado


O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, já levou à retratação de 30 artigos científicos desde 2019. Em comum, os estudos cancelados utilizavam dados genéticos ou biométricos de minorias étnicas e grupos populacionais vulneráveis da China, cuja coleta foi realizada em condições nebulosas. Em alguns casos, não foi possível assegurar que os sujeitos da pesquisa forneceram material biológico de forma voluntária ou que o estudo foi aprovado pelo comitê ético de alguma instituição científica reconhecida. Já outros papers estão lastreados por termos de consentimento informado, nos quais os participantes declaram que foram avisados sobre o escopo da pesquisa e que aceitaram participar dela, mas há a possibilidade de que a coleta de dados tenha sido forçada e os documentos de anuência obtidos sob coação, o que os tornaria inúteis. Essa suspeita se baseia no ambiente de repressão política em que as pesquisas foram feitas e na presença de agentes de segurança do Estado entre os coautores dos artigos.

Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA, de informações biométricas e de métodos de vigilância − tais como câmeras de vídeo e reconhecimento facial − para monitorar a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, no noroeste do país. A mesma estratégia vale para os habitantes das montanhas do Tibete, região controlada pela China desde a década de 1950. "Isso faz parte da arquitetura do controle social e é uma ferramenta de pressão psicológica eficaz", disse Moreau ao jornal The Washington Post.

Em fevereiro, a revista Molecular Genetics & Genomic Medicine anunciou a retratação de 18 artigos apontados como suspeitos por Moreau, reconhecendo "inconsistências entre a documentação de consentimento e a pesquisa relatada". Outra retratação recente envolveu um trabalho publicado em 2022 na revista PLOS ONE , em que pesquisadores chineses coletaram amostras de sangue de centenas de tibetanos e concluíram que marcadores genéticos de seus cromossomos X poderiam ser úteis para identificação forense e testes de paternidade. Moreau alertou os editores da PLOS ONE que forças de segurança chinesas podem ter participado da coleta de dados, uma vez que organizações de defesa dos direitos humanos haviam denunciado a existência de um programa de coleta compulsória de amostras de DNA de populações tibetanas. O pesquisador pediu que investigassem se houve mesmo o consentimento informado dos indivíduos que cederam amostras de sangue. O artigo foi retratado apenas três meses após o alerta. Segundo nota divulgada pelo periódico, documentos fornecidos pelos autores não foram suficientes para afastar dúvidas sobre  a autenticidade do consentimento informado e garantir que o estudo recebeu aprovação ética de comitê regularmente estabelecido.

A rapidez da PLOS ONE em analisar o caso não é um padrão entre as revistas científicas. Moreau e seu grupo fizeram alertas semelhantes sobre mais de uma centena de artigos e ao menos 70 deles seguem sendo investigados há mais de dois anos, sem que as publicações cheguem a uma conclusão sobre se devem ser retratados − o argumento é de que os casos são complexos. "A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau, em uma longa reportagem sobre seu trabalho publicada em janeiro na revista Nature.

Houve casos em que os editores consideraram a suspeita infundada e encerraram as investigações. A editora MDPI declarou não ter encontrado falhas éticas em sete artigos questionados por Moreau, publicados na revista Genes. Um dos artigos investigou as origens genéticas do povo Hui, outro grupo étnico muçulmano do norte da China. Vários autores trabalham para a Academia de Ciências Forenses de Xangai, que é parte do Ministério da Justiça da China. Em um outro artigo, autores eram afiliados ao Departamento de Investigação Criminal da província de Yunnan e ao Gabinete de Segurança Pública da cidade de Zibo, na China. "Não é incomum que a polícia ajude a facilitar a pesquisa forense de genética populacional", afirmou à Nature Dennis McNevin, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, coautor de um artigo apontado como suspeito por Moreau. O trabalho em questão foi publicado em 2018 na revista Scientific Reports e se baseava na análise genética de 1.842 pessoas de quatro grupos étnicos da China. O artigo segue válido, mas em 2022 a editora Springer Nature fez uma correção removendo dados (anonimizados) de participantes que constavam nas informações suplementares do paper, porque não havia consentimento para divulgá-los.

O engajamento de Moreau no combate ao que ele chama de "vigilância genômica" de minorias étnicas começou em 2016, quando soube que o governo do Kuwait lançara um programa para coletar e catalogar perfis genéticos de seus cidadãos e de visitantes. Ele levou o caso à Sociedade Europeia de Genética Humana e pediu que se pronunciasse contra a medida. Com a repercussão negativa, o programa acabou revogado pelo Parlamento do país. No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang, onde os uigures têm sido alvo de vigilância e detenções em massa. Ele fez um levantamento da literatura científica e encontrou dezenas de artigos que descrevem o perfil genético de grupos étnicos minoritários na China. Também observou que mais de 20% das pesquisas publicadas sobre genética forense populacional na China entre 2011 e 2018 concentraram-se nos uigures, embora eles representem menos de 1% da população.

Retirado e adaptado de: MARQUES, Fabrício. Sinais de consentimento forçado. Revista Pesquisa FAPESP.


Disponível em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/sinais-de-consentimento
-forcado/ Acesso em: 19 abr., 2024.





Texto 02:



Trecho da Resolução n.º 466, de 12 de dezembro de 2012


[...] II - DOS TERMOS E DEFINIÇÕES


A presente Resolução adota as seguintes definições:


II.2 - assentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa, criança, adolescente ou legalmente incapaz, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação. Tais participantes devem ser esclarecidos sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa lhes acarretar, na medida de sua compreensão e respeitados em suas singularidades [...];


II.5 - consentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após esclarecimento completo e pormenorizado sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar [...];


II.10 - participante da pesquisa - indivíduo que, de forma esclarecida e voluntária, ou sob o esclarecimento e autorização de seu(s) responsável(eis) legal(is), aceita ser pesquisado. A participação deve se dar de forma gratuita, ressalvadas as pesquisas clínicas de Fase I ou de bioequivalência [...];


II.12 - pesquisa - processo formal e sistemático que visa à produção, ao avanço do conhecimento e/ou à obtenção de respostas para problemas mediante emprego de método científico [...];


II.14 - pesquisa envolvendo seres humanos - pesquisa que, individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos [...];


II.23 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE - documento no qual é explicitado o consentimento livre e esclarecido do participante e/ou de seu responsável legal, de forma escrita, devendo conter todas as informações necessárias, em linguagem clara e objetiva, de fácil entendimento, para o mais completo esclarecimento sobre a pesquisa a qual se propõe participar;


II.24 - Termo de Assentimento - documento elaborado em linguagem acessível para os menores ou para os legalmente incapazes, por meio do qual, após os participantes da pesquisa serem devidamente esclarecidos, explicitarão sua anuência em participar da pesquisa, sem prejuízo do consentimento de seus responsáveis legais.


II.25 - vulnerabilidade - estado de pessoas ou grupos que, por quaisquer razões ou motivos, tenham a sua capacidade de autodeterminação reduzida ou impedida, ou de qualquer forma estejam impedidos de opor resistência, sobretudo no que se refere ao consentimento livre e esclarecido.


Retirado e adaptado de: BRASIL. Ministério da Saúde. RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012.


Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0 466_12_12_2012.html Acesso em: 20 abr., 2024.
Texto 01:


Sinais de consentimento forçado


O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica, já levou à retratação de 30 artigos científicos desde 2019. Em comum, os estudos cancelados utilizavam dados genéticos ou biométricos de minorias étnicas e grupos populacionais vulneráveis da China, cuja coleta foi realizada em condições nebulosas. Em alguns casos, não foi possível assegurar que os sujeitos da pesquisa forneceram material biológico de forma voluntária ou que o estudo foi aprovado pelo comitê ético de alguma instituição científica reconhecida. Já outros papers estão lastreados por termos de consentimento informado, nos quais os participantes declaram que foram avisados sobre o escopo da pesquisa e que aceitaram participar dela, mas há a possibilidade de que a coleta de dados tenha sido forçada e os documentos de anuência obtidos sob coação, o que os tornaria inúteis. Essa suspeita se baseia no ambiente de repressão política em que as pesquisas foram feitas e na presença de agentes de segurança do Estado entre os coautores dos artigos.

Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA, de informações biométricas e de métodos de vigilância − tais como câmeras de vídeo e reconhecimento facial − para monitorar a minoria muçulmana uigur na província de Xinjiang, no noroeste do país. A mesma estratégia vale para os habitantes das montanhas do Tibete, região controlada pela China desde a década de 1950. "Isso faz parte da arquitetura do controle social e é uma ferramenta de pressão psicológica eficaz", disse Moreau ao jornal The Washington Post.

Em fevereiro, a revista Molecular Genetics & Genomic Medicine anunciou a retratação de 18 artigos apontados como suspeitos por Moreau, reconhecendo "inconsistências entre a documentação de consentimento e a pesquisa relatada". Outra retratação recente envolveu um trabalho publicado em 2022 na revista PLOS ONE , em que pesquisadores chineses coletaram amostras de sangue de centenas de tibetanos e concluíram que marcadores genéticos de seus cromossomos X poderiam ser úteis para identificação forense e testes de paternidade. Moreau alertou os editores da PLOS ONE que forças de segurança chinesas podem ter participado da coleta de dados, uma vez que organizações de defesa dos direitos humanos haviam denunciado a existência de um programa de coleta compulsória de amostras de DNA de populações tibetanas. O pesquisador pediu que investigassem se houve mesmo o consentimento informado dos indivíduos que cederam amostras de sangue. O artigo foi retratado apenas três meses após o alerta. Segundo nota divulgada pelo periódico, documentos fornecidos pelos autores não foram suficientes para afastar dúvidas sobre  a autenticidade do consentimento informado e garantir que o estudo recebeu aprovação ética de comitê regularmente estabelecido.

A rapidez da PLOS ONE em analisar o caso não é um padrão entre as revistas científicas. Moreau e seu grupo fizeram alertas semelhantes sobre mais de uma centena de artigos e ao menos 70 deles seguem sendo investigados há mais de dois anos, sem que as publicações cheguem a uma conclusão sobre se devem ser retratados − o argumento é de que os casos são complexos. "A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau, em uma longa reportagem sobre seu trabalho publicada em janeiro na revista Nature.

Houve casos em que os editores consideraram a suspeita infundada e encerraram as investigações. A editora MDPI declarou não ter encontrado falhas éticas em sete artigos questionados por Moreau, publicados na revista Genes. Um dos artigos investigou as origens genéticas do povo Hui, outro grupo étnico muçulmano do norte da China. Vários autores trabalham para a Academia de Ciências Forenses de Xangai, que é parte do Ministério da Justiça da China. Em um outro artigo, autores eram afiliados ao Departamento de Investigação Criminal da província de Yunnan e ao Gabinete de Segurança Pública da cidade de Zibo, na China. "Não é incomum que a polícia ajude a facilitar a pesquisa forense de genética populacional", afirmou à Nature Dennis McNevin, da Universidade de Tecnologia de Sydney, na Austrália, coautor de um artigo apontado como suspeito por Moreau. O trabalho em questão foi publicado em 2018 na revista Scientific Reports e se baseava na análise genética de 1.842 pessoas de quatro grupos étnicos da China. O artigo segue válido, mas em 2022 a editora Springer Nature fez uma correção removendo dados (anonimizados) de participantes que constavam nas informações suplementares do paper, porque não havia consentimento para divulgá-los.

O engajamento de Moreau no combate ao que ele chama de "vigilância genômica" de minorias étnicas começou em 2016, quando soube que o governo do Kuwait lançara um programa para coletar e catalogar perfis genéticos de seus cidadãos e de visitantes. Ele levou o caso à Sociedade Europeia de Genética Humana e pediu que se pronunciasse contra a medida. Com a repercussão negativa, o programa acabou revogado pelo Parlamento do país. No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang, onde os uigures têm sido alvo de vigilância e detenções em massa. Ele fez um levantamento da literatura científica e encontrou dezenas de artigos que descrevem o perfil genético de grupos étnicos minoritários na China. Também observou que mais de 20% das pesquisas publicadas sobre genética forense populacional na China entre 2011 e 2018 concentraram-se nos uigures, embora eles representem menos de 1% da população.

Retirado e adaptado de: MARQUES, Fabrício. Sinais de consentimento forçado. Revista Pesquisa FAPESP.


Disponível em:
https://revistapesquisa.fapesp.br/sinais-de-consentimento
-forcado/ Acesso em: 19 abr., 2024.





Texto 02:



Trecho da Resolução n.º 466, de 12 de dezembro de 2012


[...] II - DOS TERMOS E DEFINIÇÕES


A presente Resolução adota as seguintes definições:


II.2 - assentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa, criança, adolescente ou legalmente incapaz, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação. Tais participantes devem ser esclarecidos sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa lhes acarretar, na medida de sua compreensão e respeitados em suas singularidades [...];


II.5 - consentimento livre e esclarecido - anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação, após esclarecimento completo e pormenorizado sobre a natureza da pesquisa, seus objetivos, métodos, benefícios previstos, potenciais riscos e o incômodo que esta possa acarretar [...];


II.10 - participante da pesquisa - indivíduo que, de forma esclarecida e voluntária, ou sob o esclarecimento e autorização de seu(s) responsável(eis) legal(is), aceita ser pesquisado. A participação deve se dar de forma gratuita, ressalvadas as pesquisas clínicas de Fase I ou de bioequivalência [...];


II.12 - pesquisa - processo formal e sistemático que visa à produção, ao avanço do conhecimento e/ou à obtenção de respostas para problemas mediante emprego de método científico [...];


II.14 - pesquisa envolvendo seres humanos - pesquisa que, individual ou coletivamente, tenha como participante o ser humano, em sua totalidade ou partes dele, e o envolva de forma direta ou indireta, incluindo o manejo de seus dados, informações ou materiais biológicos [...];


II.23 - Termo de Consentimento Livre e Esclarecido - TCLE - documento no qual é explicitado o consentimento livre e esclarecido do participante e/ou de seu responsável legal, de forma escrita, devendo conter todas as informações necessárias, em linguagem clara e objetiva, de fácil entendimento, para o mais completo esclarecimento sobre a pesquisa a qual se propõe participar;


II.24 - Termo de Assentimento - documento elaborado em linguagem acessível para os menores ou para os legalmente incapazes, por meio do qual, após os participantes da pesquisa serem devidamente esclarecidos, explicitarão sua anuência em participar da pesquisa, sem prejuízo do consentimento de seus responsáveis legais.


II.25 - vulnerabilidade - estado de pessoas ou grupos que, por quaisquer razões ou motivos, tenham a sua capacidade de autodeterminação reduzida ou impedida, ou de qualquer forma estejam impedidos de opor resistência, sobretudo no que se refere ao consentimento livre e esclarecido.


Retirado e adaptado de: BRASIL. Ministério da Saúde. RESOLUÇÃO Nº 466, DE 12 DE DEZEMBRO DE 2012.


Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/saudelegis/cns/2013/res0 466_12_12_2012.html Acesso em: 20 abr., 2024.

Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona funções da pontuação com exemplos de seu emprego nos Textos 01 e 02: 

Primeira coluna: função da pontuação

(1)Isolamento de expressão subordinada deslocada. (2)Isolamento de aposto. (3)Enumeração. (4)Isolamento de adjunto adverbial. (5)Inserção de discurso direto.

Segunda coluna: exemplo

(__)No mesmo ano, foi informado de que um programa de catalogação de DNA estava sendo implantado como parte do processo de registro de passaporte em Xinjiang.
(__)"A demora excessiva de editores em proferir decisões equivale à má conduta editorial", disse Moreau.
(__)O esforço do geneticista e bioinformata Yves Moreau, da Universidade Católica de Leuven, na Bélgica.
(__)Anuência do participante da pesquisa e/ou de seu representante legal, livre de vícios (simulação, fraude ou erro), dependência, subordinação ou intimidação
(__)Segundo Moreau, a polícia chinesa se vale de uma base de dados nacional de DNA.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3336504 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Calor humano


Não, não fazia vermelho. Era quase de noite e estava ainda claro. Se pelo menos fosse vermelho à vista como o era intrinsecamente. Mas era um calor de luz sem cor, e parada. Não, a mulher não conseguia transpirar. Estava seca e límpida. E lá fora só voavam pássaros de penas empalhadas. Mas era um calor visível, se ela fechava os olhos para não ver o calor, então vinha a alucinação lenta simbolizando-o: via elefantes grossos se aproximarem, elefantes doces e pesados, de casca seca, embora molhados no interior da carne por uma ternura quente insuportável; eles eram difíceis de se carregarem a si próprios, o que os tornava lentos e pesados.

Ainda era cedo para acender as lâmpadas, o que pelo menos precipitaria uma noite. A noite que não vinha, não vinha, não vinha, que era impossível. E o seu amor que agora era impossível – que era seco como a febre de quem não transpira, era amor sem ópio nem morfina. E “eu te amo” era uma farpa que não se podia tirar com uma pinça. Farpa incrustada na parte mais grossa da sola do pé.

Ah, e a falta de sede. Calor com sede seria suportável. Mas ah, a falta de sede. Não havia senão faltas e ausências. E nem ao menos a vontade. Só farpas sem pontas salientes por onde serem pinçadas e extirpadas. Só os dentes estavam úmidos. Dentro de uma boca voraz e ressequida, os dentes úmidos, mas duros – e sobretudo boca voraz de nada. E o nada era quente naquele fim de tarde eternizada. Seus olhos abertos e diamantes. Nos telhados os pardais secos. “Eu vos amo, pessoas”, era frase impossível. A humanidade lhe era como uma morte eterna que, no entanto, não tinha o alívio de enfim morrer. Nada, nada morria na tarde enxuta, nada apodrecia. E às seis horas da tarde fazia meio-dia. Fazia meiodia com um barulho atento de máquina de bomba de água, bomba que trabalhava há tanto tempo sem água e que virava ferro enferrujado. Há dois dias faltava água na cidade. Nada jamais fora tão acordado como seu corpo sem transpiração e seus olhos diamantes, e de vibração parada. E Deus? Não. Nem mesmo a angústia. O peito vazio, sem contração. Não havia grito. 

Enquanto isso era verão. Verão largo como o pátio vazio nas férias da escola. Dor? Nenhuma. Nenhum sinal de lágrima e nenhum suor. Sal nenhum. Só uma doçura pesada: como a da casca lenta dos elefantes de couro ressequido. A esqualidez límpida e quente. Pensar no seu homem? Não, farpa na parte coração dos pés. Filhos? Quinze filhos dependurados, sem se balançarem à ausência de vento. Ah, se as mãos começassem a se umedecer. Nem que houvesse água, por ódio não tomaria banho. Por ódio não havia água. Nada escorria. A dificuldade é uma coisa parada. É uma joia– diamante. A cigarra de garganta seca não parava de rosnar. E Deus se liquefez enfim em chuva? Não. Nem quero. Por seco e calmo ódio, quero isso mesmo, este silêncio feito de calor que a cigarra rude torna sensível. Sensível? Não se sente nada. Senão esta dura falta de ópio que amenize. Quero que isto que é intolerável continue porque quero a eternidade. Quero esta espera contínua como o canto avermelhado da cigarra, pois tudo isso é a morte parada, é a eternidade, é o cio sem desejo, os cães sem ladrar. É nessa hora que o bem e o mal não existem. É o perdão súbito, nós que nos alimentávamos da punição. Agora é a indiferença de um perdão. Não há mais julgamento. Não é o perdão depois de um julgamento. É a ausência de juiz e de condenado. E a morte, que era para ser uma única boa vez, não: está sendo sem parar. E não chove, não chove. Não existe menstruação. Os ovários são duas pérolas secas. Vou vos dizer a verdade: por ódio enxuto, quero é isto mesmo, e que não chova.

E exatamente então ela ouve alguma coisa. É uma coisa também enxuta que a deixa ainda mais seca de atenção. É um rolar de trovão seco, sem nenhuma saliva, que rola mas onde? No céu absolutamente azul, nem uma nuvem de amor. Deve ser de muito longe o trovão. Mas ao mesmo tempo vem um cheiro adocicado de elefantes grandes, e de jasmim da casa ao lado. A Índia invadindo, com suas mulheres adocicadas. Um cheiro de cravos de cemitério. Irá tudo mudar tão de repente? Para quem não tinha nem noite nem chuva nem apodrecimento de madeira na água – para quem não tinha senão pérolas, vai vir a noite, vai vir madeira enfim apodrecendo, cravo vivo de chuva no cemitério, chuva que vem da Malásia? A urgência é ainda imóvel mas já tem um tremor dentro. Ela não percebe, a mulher, que o tremor é seu, como não percebera que aquilo que a queimava não era o fim da tarde encalorada e sim o seu calor humano. Ela só percebe que agora alguma coisa vai mudar, que choverá ou cairá a noite. Mas não suporta a espera de uma passagem, e antes da chuva cair, o diamante dos olhos se liquefaz em duas lágrimas. E enfim o céu se abranda.


 

LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999. p.33- 34.

Assinale o trecho do texto em que a vírgula foi empregada para isolar o adjunto adverbial antecipado.
Alternativas
Q3326232 Português

O texto abaixo serve de base para a questão. Portanto, leia-o, atentamente, antes de responder a cada questão.


A JABUTICABEIRA 


Um jovem se aproximou de um senhor idoso e perguntou:

- Que planta é esta que o senhor está cuidando?

- É uma jabuticabeira - respondeu o velho.

- E ela demora quanto tempo para dar frutos?

- Ah, pelo menos uns quinze anos - informou o homem.

- E o senhor espera viver tanto tempo assim? – indagou irônico, o rapaz.

- Não, não creio que viva tudo isso, pois já estou no fim da minha jornada, disse o ancião.

- Então, que vantagem você leva com isso, meu velho?

E o velhinho respondeu calmamente:

- Nenhuma, exceto a vantagem de saber que ninguém colheria jabuticabas se todos pensassem como você... Que seria de nós, se não plantássemos hoje a semente que servirá de alimento amanhã?

Não podemos estar voltados somente para nós mesmos. Temos que pensar, também, nas gerações que estão por vir.

Temos que dar nossa colaboração. Muitas medidas tomadas hoje repercutirão no futuro.

Tomara que você sinta orgulho de poder fazer, de alguma forma, parte dele e ter dado a sua contribuição.


https://mpenhahist.blogspot.com/p/textos-interessantes.html/capturado em 27/04/2024 

No período: “...que vantagem você leva com isso, meu velho?”, a vírgula foi usada para separar um
Alternativas
Q3321482 Português
Analise o excerto abaixo:
“Os preparativos para sediar a 30ª edição da Conferência das nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), em novembro de 2025, devem deixar um legado histórico e transformador[...]”.
https://agenciapara.com.br/noticia/56776/obras-em-belem-para-receber-cop-30-estao-transformando-a-capital-paraense#

A expressão “em novembro de 2025” está entre vírgulas por qual motivo? 
Alternativas
Q3321184 Português
Leia o Texto II e responda à questão:

Texto II


Placa com erro ortográfico em obra pública chama atenção de internauta


Uma placa afixada na entrada da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (AIFA), em Macapá, tem chamado a atenção por um erro ortográfico [...]. O erro está na placa que indica os serviços de reforma e ampliação no bloco administrativo do local, que fica às margens da Rodovia Duca Serra, no bairro Marabaixo, Zona Oeste da capital. AAIFAé administrada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) e a obra é executada com recursos federais.


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F o n t e : Pa c h e c o , J o h n . P l a c a c om e rr o o rt o g r á fi c o em o b r a p ú b l i c a c h ama a t e n ç ã o d e i n t e r n a u t a . G1 . D is p o n í v e l em: h t t p s : / / g 1 . g l o b o . c o m / a p / a m a p a / n o t i c i a / 2 0 1 4 / 1 1 / p l a c a - c o m - e r r o - o r t o g r a fi c o - e m - o b r a - p u b l i c a - c h a m a - a t e n c a o - d e - internauta.html?utm_source=twitter&utm_medium=social&utm_campaign=g1. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações.
Observe o excerto abaixo:

“Uma placa afixada na entrada da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (AIFA), em Macapá, tem chamado a atenção por um erro ortográfico”.

Assinale a alternativa que apresenta uma nova possibilidade de pontuação e reestruturação dos constituintes oracionais:
Alternativas
Q3321177 Português
Leia o Texto I e responda à questão.

Texto I


Mulheres devem ser maioria entre médicos no País já a partir deste ano


Segundo CFM, médicas são 49,92% dos profissionais e ligeira vantagem masculina deve acabar neste ano; desde 2009, elas lideram entre egressos de cursos de Medicina


Elas representam mais de 49% dos profissionais em atuação no Brasil. Na cidade de São Paulo, já são maioria.

O número de mulheres médicas já é quase metade do total de profissionais no Brasil e elas devem superar a quantidade de homens e se tornar maioria na profissão ainda neste ano, conforme a nova edição do estudo Demografia Médica, divulgada hoje pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Segundo a pesquisa, que reúne dados atualizados até janeiro deste ano, mulheres representam hoje 49,92% dos profissionais, enquanto os homens são 50,08% do total. Em 1990, só 30% dos médicos no País eram do sexo feminino.

Há localidades do País em que as médicas já são maioria, como na cidade de São Paulo, onde elas representam 51,04% da força de trabalho da profissão, com 39.721 profissionais.

Segundo o CFM, a ligeira vantagem masculina ainda existente no cenário nacional deverá ser superada neste ano porque, desde 2009, as mulheres são maioria entre as egressas das faculdades de Medicina. Entre os profissionais com menos de 40 anos, elas já são maioria (58%). E só considerando os médicos que ingressaram no mercado em 2023, 60% eram do sexo feminino. “A minha turma da faculdade era composta majoritariamente por mulheres. De 40 alunos, só 7 eram homens”, conta a clínica-geral Laura Gomes Flores, que se formou em 2019.

Especialistas e representantes da categoria destacam que a mudança no perfil dos médicos brasileiros traz repercussões também para os pacientes. No estudo divulgado, o CFM ressalta que a evolução na composição de gênero na Medicina “traz consigo novas perspectivas e abordagens para o atendimento à saúde”.

Quanto às áreas de especialização, embora o País esteja atingindo um equilíbrio de gênero no número total de médicos, há especialidades que ainda mantêm amplo predomínio feminino ou masculino.

Estudo de 2023 da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) mostrou que, em dermatologia, pediatria, endocrinologia e alergia e imunologia, as mulheres chegam a mais de 70% dos especialistas. Já em áreas como urologia, ortopedia e neurocirurgia, os homens representam mais de 90% dos profissionais. As especialidades cirúrgicas, no geral, têm menos de 25% de mulheres entre seus médicos.

Para Lígia Bahia, médica e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a chamada feminização da Medicina é um fenômeno mundial impulsionado pela maior participação das mulheres no mercado de trabalho como um todo e traz um impacto positivo para o paciente ao elevar o número de profissionais do sexo feminino, que costumam ter mais habilidades relacionais, como a empatia. “Mulheres são dedicadas, costumam privilegiar a solidez e a qualidade do trabalho em detrimento da competição e valores elevados de remuneração. A presença feminina costuma ser acompanhada por compromisso e maior tempo de permanência com os pacientes”, diz a especialista.

Para o CFM, o cenário “desafia as estruturas tradicionais e as normas de gênero na Medicina, abrindo caminho para um ambiente mais inclusivo e diversificado” e “pode servir como um catalisador para abordar questões mais amplas de equidade de gênero no setor de saúde”.


Fonte: CAMBRICOLI, Fabiana. Mulheres devem ser maioria entre médicos no País já a partir deste ano. O Estado de S. Paulo, ano 145, n. 47655, 8 abr. 2024. Metrópole, p. A12. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/o-estado-de-s-paulo/20240408/page/12. Acesso em: 08 abr. 2024, com adaptações. 
Observe o emprego das vírgulas no fragmento “Para Lígia Bahia, médica e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a chamada feminização da Medicina é um fenômeno mundial impulsionado pela maior participação das mulheres no mercado de trabalho” (9º§) e analise as assertivas.

I- As vírgulas foram empregadas de modo adequado para isolar o aposto “médica e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)”.
II- As vírgulas foram empregadas de modo adequado para separar elementos que exercem a mesma função sintática.
III- As vírgulas foram empregadas de modo inadequado, já que não se deve separar sujeito e verbo.
IV- As duas vírgulas poderiam ser substituídas por travessão.
V- Apenas a primeira vírgula poderia ser substituída por travessão.

É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q3320982 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto 1


O menino e o homem  


    Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caia e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]  

    Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraia fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, 14 perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando ideias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.  

    Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais a frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia a retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.  

    Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atras de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou: 

    — Que é que você está fazendo?

    Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou: 

    — Quantas formigas eram?

    Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três. 

    — Nove! - exclamei, triunfante.

    Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.

    Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado. 

    —Cobra? — ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.

    Foi a minha vez de achar graça:

    — Que cobra que nada! É a chuva — e comecei a rir também. 

    — Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?

    —Sei: papel. 

    Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...] 

    — Fernando! — berrou o papagaio, imitando mamãe: — Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]

    O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

    — Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida? 

    — Quero - respondi.

    O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:

    — Pense nos outros. 

    Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. 

    O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo:

    — Quem é você? — perguntei ainda.

    Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre. 


SABINO, Fernando. O menino e o homem. Disponível em: https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/70.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações. 
No excerto “Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e 0 que mais houvesse para aparar a água que caia”, as três últimas virgulas foram empregadas 
Alternativas
Q3320977 Português
Leia o Texto I e responda à questão.


Texto 1


O menino e o homem  


    Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras. Eram pingos do teto ensopando o soalho de todas as salas e quartos. Seguia-se um corre-corre dos diabos, todo mundo levando e trazendo baldes, bacias, panelas, penicos e o que mais houvesse para aparar a água que caia e para que os vazamentos não se transformassem numa inundação. [...]  

    Naquele dia, assim que a chuva passou, fui como sempre brincar no quintal. Descalço, pouco me incomodando com a lama em que meus pés se afundavam, gostava de abrir regos para que as poças d'água, como pequeninos lagos, escorressem pelo declive do terreiro, formando o que para mim era um caudaloso rio. E me distraia fazendo descer por ele barquinhos de papel, que eram grandes caravelas de piratas. Desta vez, o que me distraiu a atenção foi uma fila de formigas a caminho do formigueiro, 14 perto do bambuzal, e que o rio aberto por mim havia interrompido. As formiguinhas iam até a margem e, atarantadas, ficavam por ali procurando um jeito de atravessar. Encostavam a cabeça umas nas outras, trocando ideias, iam e vinham, sem saber o que fazer. Algumas acabavam tão desorientadas com o imprevisto obstáculo à sua frente que recuavam caminho, atropelando as que vinham atrás e estabelecendo na fila a maior confusão.  

    Do outro lado, entre as que já haviam passado, reinava também certa confusão. Enquanto as que iam mais a frente prosseguiam a caminhada até o formigueiro, sem perceber o que acontecia a retaguarda, as ainda próximas do rio ficavam indecisas, indo e vindo por ali, junto à margem, pintando uma forma qualquer de ajudar as outras a atravessar.  

    Resolvi colaborar, apelando para os meus conhecimentos de engenharia. Em poucos instantes construí uma ponte com um pedaço de bambu aberto ao meio, e procurei orientar para ela, com um pauzinho, a fila de formigas. Estava empenhado nisso, quando senti que havia alguém em pé atras de mim. Uma voz de homem, que soou familiar aos meus ouvidos, perguntou: 

    — Que é que você está fazendo?

    Sem me voltar, tão entretido estava com as formigas, expliquei o que se passava. Logo consegui restabelecer o tráfego delas, recompondo a fila através da ponte. O homem se agachou a meu lado, dizendo que várias formigas seguiam por um caminho, uma na frente de duas, uma atrás de duas, uma no meio de duas. E perguntou: 

    — Quantas formigas eram?

    Pensei um pouco, fazendo cálculos. Naquele tempo eu achava que era bom em aritmética: uma na frente de duas faziam três; uma atrás de duas eram mais três; uma no meio de duas, mais três. 

    — Nove! - exclamei, triunfante.

    Ele começou a rir e sacudiu a cabeça, dizendo que não: eram apenas três, pois formiga só anda em fila, uma atrás da outra.

    Então perguntei a ele o que é que cai em pé e corre deitado. 

    —Cobra? — ele arriscou, enrugando a testa, intrigado.

    Foi a minha vez de achar graça:

    — Que cobra que nada! É a chuva — e comecei a rir também. 

    — Você sabe o que é que caindo no chão não quebra e caindo n'água quebra?

    —Sei: papel. 

    Gostei daquele homem: ele sabia uma porção de coisas que eu também sabia. Ficamos conversando um tempão, sentados na beirada da caixa de areia, como dois amigos, embora ele fosse cinquenta anos mais velho do que eu, segundo me disse. Não parecia. Eu também lhe contei uma porção de coisas. [...] 

    — Fernando! — berrou o papagaio, imitando mamãe: — Vem pra dentro, menino! Olha o sereno! [...]

    O homem disse que tinha de ir embora — antes queria me ensinar uma coisa muito importante:

    — Você quer conhecer o segredo de ser um menino feliz para o resto da sua vida? 

    — Quero - respondi.

    O segredo se resumia em três palavras, que ele pronunciou com intensidade, mãos nos meus ombros e olhos nos meus olhos:

    — Pense nos outros. 

    Na hora achei esse segredo meio sem graça. Só bem mais tarde vim a entender o conselho que tantas vezes na vida deixei de cumprir. Mas que sempre deu certo quando me lembrei de segui-lo, fazendo-me feliz como um menino. 

    O homem se curvou para me beijar na testa, se despedindo:

    — Quem é você? — perguntei ainda.

    Ele se limitou a sorrir, depois disse adeus com um aceno e foi-se embora para sempre. 


SABINO, Fernando. O menino e o homem. Disponível em: https://ima-rs.com.br/wp-content/uploads/2018/11/70.-ano-O-Menino-no-Espelho-Fernando-Sabino.pdf. Acesso em: 22 mar. 2024, com adaptações. 
O fragmento “Quando chovia, no meu tempo de menino, a casa virava um festival de goteiras” pode ser reescrito sem prejuízo do sentido e da correção gramatical da seguinte forma:  
Alternativas
Q3319406 Português
Leia o Texto II e responda à questão:


Texto II


Placa com erro ortográfico em obra pública chama atenção de internauta


Uma placa afixada na entrada da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (AIFA), em Macapá, tem chamado a atenção por um erro ortográfico [...]. O erro está na placa que indica os serviços de reforma e ampliação no bloco administrativo do local, que fica às margens da Rodovia Duca Serra, no bairro Marabaixo, Zona Oeste da capital. A AIFA é administrada pela Secretaria de Justiça e Segurança Pública (SEJUSP) e a obra é executada com recursos federais.


Observe o excerto abaixo:

“Uma placa afixada na entrada da Academia Integrada de Formação e Aperfeiçoamento (AIFA), em Macapá, tem chamado a atenção por um erro ortográfico”.

Assinale a alternativa que apresenta uma nova possibilidade de pontuação e reestruturação dos constituintes oracionais:
Alternativas
Q3319397 Português

Leia o Texto I e responda à questão:


Texto I



Mulheres devem ser maioria entre médicos no País já a partir deste ano



Segundo CFM, médicas são 49,92% dos profissionais e ligeira vantagem masculina deve acabar neste ano; desde 2009, elas lideram entre egressos de cursos de Medicina


Elas representam mais de 49% dos profissionais em atuação no Brasil. Na cidade de São Paulo, já são maioria.


O número de mulheres médicas já é quase metade do total de profissionais no Brasil e elas devem superar a quantidade de homens e se tornar maioria na profissão ainda neste ano, conforme a nova edição do estudo Demografia Médica, divulgada hoje pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).


Segundo a pesquisa, que reúne dados atualizados até janeiro deste ano, mulheres representam hoje 49,92% dos profissionais, enquanto os homens são 50,08% do total. Em 1990, só 30% dos médicos no País eram do sexo feminino.


Há localidades do País em que as médicas já são maioria, como na cidade de São Paulo, onde elas representam 51,04% da força de trabalho da profissão, com 39.721 profissionais.


Segundo o CFM, a ligeira vantagem masculina ainda existente no cenário nacional deverá ser superada neste ano porque, desde 2009, as mulheres são maioria entre as egressas das faculdades de Medicina. Entre os profissionais com menos de 40 anos, elas já são maioria (58%). E só considerando os médicos que ingressaram no mercado em 2023, 60% eram do sexo feminino. “A minha turma da faculdade era composta majoritariamente por mulheres. De 40 alunos, só 7 eram homens”, conta a clínica-geral Laura Gomes Flores, que se formou em 2019.


Especialistas e representantes da categoria destacam que a mudança no perfil dos médicos brasileiros traz repercussões também para os pacientes. No estudo divulgado, o CFM ressalta que a evolução na composição de gênero na Medicina “traz consigo novas perspectivas e abordagens para o atendimento à saúde”.


Quanto às áreas de especialização, embora o País esteja atingindo um equilíbrio de gênero no número total de médicos, há especialidades que ainda mantêm amplo predomínio feminino ou masculino.


Estudo de 2023 da Associação Médica Brasileira (AMB) e da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) mostrou que, em dermatologia, pediatria, endocrinologia e alergia e imunologia, as mulheres chegam a mais de 70% dos especialistas. Já em áreas como urologia, ortopedia e neurocirurgia, os homens representam mais de 90% dos profissionais. As especialidades cirúrgicas, no geral, têm menos de 25% de mulheres entre seus médicos.


Para Lígia Bahia, médica e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a chamada feminização da Medicina é um fenômeno mundial impulsionado pela maior participação das mulheres no mercado de trabalho como um todo e traz um impacto positivo para o paciente ao elevar o número de profissionais do sexo feminino, que costumam ter mais habilidades relacionais, como a empatia. “Mulheres são dedicadas, costumam privilegiar a solidez e a qualidade do trabalho em detrimento da competição e valores elevados de remuneração. A presença feminina costuma ser acompanhada por compromisso e maior tempo de permanência com os pacientes”, diz a especialista.


Para o CFM, o cenário “desafia as estruturas tradicionais e as normas de gênero na Medicina, abrindo caminho para um ambiente mais inclusivo e diversificado” e “pode servir como um catalisador para abordar questões mais amplas de equidade de gênero no setor de saúde”.



Fonte: CAMBRICOLI, Fabiana. Mulheres devem ser maioria entre médicos no País já a partir deste ano. O Estado de S. Paulo, ano 145, n. 47655, Metrópole, 8 abr. 2024.p. A12. Disponível em: https://www.pressreader.com/brazil/o-estado-de-s-paulo/20240408/page/12. Acesso em: 08 abr. 2024, com adaptações.

A oração “desde 2009, as mulheres são maioria entre as egressas das faculdades de Medicina” ( pode ser reorganizada, com 5º§) correção gramatical e atenção à delimitação dos constituintes oracionais, em:

I- As mulheres, são maioria entre as egressas das faculdades de Medicina desde 2009.
II- As mulheres, desde 2009, são maioria entre as egressas das faculdades de Medicina.
III- As mulheres são maioria entre as egressas das faculdades de Medicina desde 2009.
IV- As mulheres desde 2009, são maioria entre as egressas das faculdades de Medicina.

Está mantida a correção gramatical e a adequada delimitação dos constituintes oracionais em:
Alternativas
Q3307778 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Vantagens da robótica nas escolas. Na era da tecnologia (...), a educação avançou além dos métodos de ensino tradicionais. A robótica educacional mudou a forma como as crianças aprendem e interagem com o conhecimento, abrindo novas possibilidades a médio e longo prazo, preparando nossos alunos para o mundo profissional futuro.


(...)


A robótica educacional é uma iniciativa interdisciplinar que integra a tecnologia e a aprendizagem prática, proporcionando um ambiente de ensino mais envolvente e eficaz. Através de atividades de construção e programação de robôs, os alunos desenvolvem habilidades importantes, como pensamento crítico, melhoria nas operações formais, resolução de problemas e trabalho em equipe.

(Disponível em: https://economizador.net.br/roboticaeducacional-futuro-criancas/> - adaptado- Acesso em 15/05/24).

A vírgula é um sinal de pontuação fundamental na língua portuguesa, utilizado para organizar e esclarecer o sentido das frases, suas funções são variadas e ajudam a garantir a clareza e a correta interpretação dos textos. Desse modo, as vírgulas empregadas ao longo do segundo parágrafo do excerto acima cumprem as funções de:



I. Isolar orações coordenadas.


II. Separar elementos em uma enumeração.


III. Caracterizar itens em uma enumeração.


IV. A vírgula é usada para separar uma locução adverbial que foi deslocada para o início da frase.


V. Isolar uma explicação, ou aposto em: “os alunos desenvolvem habilidades importantes, como pensamento crítico”.



Estão CORRETAS:

Alternativas
Q3303066 Português
Leia o texto para responder à questão.


O bem-vindo retorno das vacinas


     Depois de anos de quedas sucessivas na cobertura vacinal, o Brasil saiu, enfim, do indesejável ranking dos 20 países com mais crianças não vacinadas. A auspiciosa notícia vem do relatório divulgado recentemente pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) sobre os níveis de vacinação no mundo.

    A melhora dos índices de cobertura vacinal do Brasil destoa do que acontece no panorama global – de acordo com o relatório, a taxa de imunização no mundo ficou estagnada. A título de exemplo, o número de crianças que não receberam nenhuma dose da DTP1, que protege contra difteria, tétano e coqueluche, caiu de 418 mil em 2022 para 103 mil em 2023 no Brasil.

   Em abril, o Ministério da Saúde já havia apresentado dados que mostravam o aumento da cobertura vacinal no País. Na ocasião, informou que 13 dos 16 imunizantes do calendário infantil tiveram alta na adesão. Motivo suficiente, na época, para reconhecer os méritos da atual gestão da pasta, que buscou revigorar em 2023 o Programa Nacional de Imunizações.

   Não é uma vitória trivial e, portanto, deve ser comemorada. Mas mantê-la exigirá vigilância e trabalho. Por exemplo, as coberturas vacinais da maioria dos imunizantes seguem abaixo da meta. E o próprio Ministério da Saúde informou ter pesquisas segundo as quais 20% da população não confia ou confia pouco em algumas vacinas – índice que, no passado, não passava de 5%.

   Convém reconhecer que a queda na cobertura vacinal já vinha apresentando piora desde 2016, com números decrescentes entre os imunizantes do calendário infantil. Uma evidência de que só a confiança da população nas vacinas não basta. É preciso fazer campanha permanente.


(https://www.estadao.com.br/opiniao, 22.07.2024. Adaptado) 
Assinale a alternativa em que a reescrita de informações do texto atende à norma-padrão de pontuação e de regência verbal.
Alternativas
Q3284987 Português

Texto para a questão.


Q16_20.png (666×169)


(Rose Araújo. Iscola... o crime.)

No último quadrinho, o emprego da vírgula se justifica por
Alternativas
Q3283346 Português
Texto 1


Como cuidar da saúde do coração?

Por Sabin – Diagnóstico e Saúde


   As doenças cardíacas se referem a um grupo de doenças que afetam a saúde do coração. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças cardíacas são a principal causa de morte no mundo, representando um grave problema de saúde pública. Doenças do coração são consideradas multifatoriais, pois diversos fatores podem influenciar o seu desenvolvimento. Esses fatores incluem predisposição genética, obesidade, fatores ambientais e questões relacionadas a hábitos de vida e alimentação.

   O sedentarismo e o consumo de alimentos ricos em gorduras são um dos principais vilões para a saúde do coração. Dessa forma, fica evidente que cultivar uma rotina de vida saudável, incluindo atividades físicas e uma alimentação equilibrada, pode ajudar na prevenção de doenças cardíacas. É essencial conscientizar a população acerca dos riscos das doenças cardiovasculares.

[...]

   As doenças cardíacas englobam um grupo de distúrbios, como os ataques cardíacos (infarto), que podem afetar o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos que o irrigam. No entanto, existem outros tipos de doenças cardíacas.

[...]

   Mais conhecido como ataque cardíaco, o infarto agudo do miocárdio é causado pela falta ou redução da irrigação sanguínea em partes do músculo cardíaco. Isso compromete a chegada de nutrientes e oxigênio para as células do coração, levando à morte dessas células e danificando o tecido cardíaco.

   A causa mais comum do infarto é a doença arterial coronariana, ocasionada pelo bloqueio dos vasos sanguíneos que irrigam o coração, devido à formação e acúmulo de placas gordurosas nas paredes dos vasos, impedindo o fluxo sanguíneo. Essas placas são formadas a partir de vários fatores de risco cardiovascular, que “agridem” as paredes (endotélio) das artérias, iniciando um grandioso processo inflamatório de disfunção endotelial. As placas de “entupimento” são formadas, principalmente, por colesterol, e o acúmulo delas faz com que o interior das artérias se estreite ao longo do tempo, o que pode bloquear parcial ou totalmente o fluxo sanguíneo, em um processo chamado aterosclerose.

  Outros eventos também podem desencadear um infarto, como o deslocamento de coágulos (ou trombos) pela circulação. Os principais sintomas do infarto são: dor intensa no peito (também conhecida como angina); sensação de fraqueza, tontura ou desmaio; dor ou desconforto no braço esquerdo (ou ambos), ombros ou mandíbula. Além disso, podem ocorrer: cansaço súbito, falta de ar (dispneia), náuseas, vômitos ou dor na altura do estômago (epigástrio).

   Em casos de infarto, é muito importante reconhecer os sintomas e encaminhar o paciente o mais rápido possível para um serviço de saúde de emergência. O atraso (perda de tempo) pode resultar em maior perda de músculo cardíaco!

[...]


Adaptado de: https://blog.sabin.com.br/saude/como-cuidar-dasaude-do-coracao/. Acesso em: 30 jul. 2024. 




Texto 2





Adaptado de: https://iris.paho.org/bitstream/handle/10665.2/55091/OPASNMHMH210032_por.pdf?sequence=1&isAllowed=y. Acesso em: 30 jul. 2024.
A respeito dos sinais de pontuação identificados no Texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
681: D
682: D
683: D
684: B
685: D
686: E
687: D
688: C
689: E
690: A
691: B
692: A
693: E
694: B
695: B
696: B
697: D
698: C
699: A
700: C