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Q4223850 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Qual é a constituição do período “Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar.” (2º§), considerando sua estrutura sintática?
Alternativas
Q4223849 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
De acordo com o sentido produzido, no contexto, pelos vocábulos destacados, assinale a sugestão de substituição que não resultaria em comprometimento do sentido original.
Alternativas
Q4223848 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Dentre os termos destacados a seguir, apresentam função sintática equivalente, EXCETO:
Alternativas
Q4223847 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Analise o trecho “Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.” (3º§), e assinale a reescrita que constitui em INCORREÇÃO, seja em função de prejuízo quanto ao sentido, ou quanto à adequação de acordo com a norma-padrão.
Alternativas
Q4223846 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Considerando que as escolhas linguísticas são intencionais, assinale o trecho em que o termo que indica quem ou o que executa a ação não é apresentado ou referenciado para que determinada intenção linguística seja atendida. 
Alternativas
Q4223845 Português
A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa


      Durante séculos, a velhice foi tratada como uma espécie de exílio silencioso. A sociedade recorria aos idosos quando precisava de memória, mas raramente quando precisava decidir o futuro. O avanço da idade costumava vir acompanhado da redução dos espaços de influência, da perda gradual de autonomia e da sensação de que o mundo seguia adiante sem consultar aqueles que ajudaram a construí-lo. Agora, uma transformação inesperada começa a alterar esse cenário: a inteligência artificial está devolvendo voz, capacidade de ação e protagonismo a milhões de pessoas na terceira idade.

    Não se trata de uma revolução feita por robôs humanoides nem de cenários futuristas inspirados pelo cinema. O que está acontecendo é muito mais simples e, justamente por isso, mais relevante. Durante muito tempo, a revolução digital foi como uma festa realizada atrás de uma porta fechada. Os idosos ouviam a música, percebiam a movimentação, mas raramente recebiam um convite para entrar. A inteligência artificial começa a mudar essa cena ao transformar códigos, comandos e interfaces em linguagem humana.

    A população mundial está envelhecendo em ritmo acelerado. Segundo estimativas das Nações Unidas, o número de pessoas com mais de 65 anos deverá ultrapassar 1,6 bilhão até meados deste século. Paralelamente, a solidão tornou-se um dos grandes desafios sociais contemporâneos. Pesquisas realizadas em diversos países associam o isolamento prolongado ao aumento de casos de depressão, declínio cognitivo, doenças cardiovasculares e redução da qualidade de vida.

      É nesse contexto que a inteligência artificial começa a ocupar um espaço inesperado.

     Para uma parcela crescente da terceira idade, ela se transformou numa assistente disponível vinte e quatro horas por dia. Ajuda a organizar medicamentos, agenda compromissos, esclarece dúvidas sobre benefícios previdenciários, traduz documentos, explica notícias complexas e orienta o uso de serviços digitais que antes pareciam reservados a especialistas.

   Mas seus efeitos mais profundos não aparecem nas estatísticas.

    Muitos idosos descobriram que podem dialogar com sistemas de inteligência artificial sem receio de julgamento. Diferentemente de ambientes onde perguntas básicas costumam ser recebidas com impaciência ou ironia, a interação ocorre em ritmo próprio. A tecnologia não demonstra pressa nem constrangimento. Para quem passou anos ouvindo que não acompanhava as mudanças do mundo, essa experiência produz um efeito frequentemente subestimado: a recuperação da confiança intelectual.

    Os benefícios alcançam também a área da saúde. Ferramentas baseadas em inteligência artificial auxiliam no monitoramento de doenças crônicas, identificam sinais de risco, analisam grandes volumes de dados clínicos e apoiam decisões médicas. Em regiões onde especialistas são escassos, essas soluções ampliam o acesso a cuidados que antes exigiam longos deslocamentos ou meses de espera.

     A educação constitui outra fronteira em rápida transformação. Nunca foi tão simples estudar um novo idioma, aprofundar conhecimentos em História, Filosofia, Literatura ou explorar temas que permaneceram adormecidos durante décadas de trabalho e responsabilidades familiares. O conhecimento deixou de depender exclusivamente de instituições formais e passou a responder diretamente à curiosidade individual.

    Os efeitos começam a aparecer também no campo da cidadania. Tarefas que antes exigiam auxílio constante de parentes ou conhecidos – preencher formulários, compreender documentos públicos, acessar serviços governamentais ou comparar informações contraditórias – tornam-se mais acessíveis. A consequência não é apenas praticidade. É independência. E independência continua sendo uma das expressões mais concretas da dignidade humana em qualquer idade.

    Isso não significa ignorar riscos. Questões relacionadas à privacidade, fraudes digitais e uso indevido de dados exigem vigilância permanente. Também existe o desafio de evitar que interações artificiais substituam vínculos humanos reais. Nenhuma tecnologia merece adesão automática apenas por ser nova.

     Ainda assim, algo historicamente significativo está acontecendo.

    Talvez estejamos diante de uma das inversões mais surpreendentes produzidas pela revolução digital. A tecnologia que muitos acreditavam destinada exclusivamente aos jovens está se revelando uma poderosa aliada de quem acumulou décadas de experiência humana. Num planeta que frequentemente mede valor pela velocidade, pela produtividade e pela capacidade de adaptação permanente, a inteligência artificial oferece aos idosos algo mais importante do que conveniência tecnológica: devolve presença. Presença na circulação do conhecimento, nas decisões cotidianas, no acesso a oportunidades e na compreensão das transformações que moldam o século XXI. Não se trata apenas de inovação. Trata-se de garantir que milhões de pessoas continuem ocupando o lugar que lhes pertence na vida pública, cultural e intelectual das sociedades.

   Em uma época saturada pela novidade, talvez a maior contribuição da inteligência artificial seja lembrar que experiência continua sendo uma das formas mais valiosas de inteligência já produzidas pela humanidade.


(Disponível em: https://revistaforum.com.br/opiniao. Acesso em: junho de 2026.)
Em “A terceira idade encontrou um novo companheiro de conversa” (título), é possível observar que: 
Alternativas
Q4223709 Química
Referente ao princípio do funcionamento dos equipamentos laboratoriais, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4223708 Biologia
A sucessão ecológica é um processo fundamental para a compreensão da dinâmica de recuperação de áreas degradadas. Com base nesse conceito, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4223707 Química
A limpeza e a conservação adequadas dos materiais e das instalações de um laboratório ambiental são condições essenciais para a prevenção de contaminações e a garantia da qualidade analítica. Nesse sentido, considerando as boas práticas laboratoriais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4223706 Meio Ambiente
A organização e o controle de materiais, equipamentos e insumos são requisitos fundamentais para garantir a qualidade analítica em laboratórios ambientais. Com base nas boas práticas laboratoriais e nos requisitos normativos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4223705 Saúde Pública
As relações entre ambiente e qualidade de vida são objeto de estudo da saúde ambiental e fundamentam as políticas públicas de promoção da saúde. Com base nessa temática e nos instrumentos de vigilância em saúde ambiental no Brasil, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4223704 Engenharia Ambiental e Sanitária
A recuperação de áreas degradas é um tema regulamentado. Com base nos conceitos fundamentais dessa temática, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4223703 Meio Ambiente
O monitoramento ambiental é um instrumento fundamental da gestão ambiental, permitindo avaliar as condições do meio ambiente ao longo do tempo. Com base nos conceitos de indicadores ambientais, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4223702 Pedagogia
A Política Nacional de Educação Ambiental estabelece fundamentos, princípios e objetivos da educação no Brasil. Assinale a alternativa que apresenta a interpretação correta sobre princípios e diretrizes estabelecidos por essa legislação. 
Alternativas
Q4223701 Engenharia Ambiental e Sanitária
Sobre os instrumentos de poluição hídrica estabelecidos no Brasil, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. O enquadramento dos corpos hídricos é um instrumento de planejamento que estabelece a meta de qualidade a ser alcançada ou mantida em um segmento de corpo d’água ao longo do tempo, não correspondendo necessariamente à sua qualidade atual. II. É vedado o lançamento de efluentes que alteram as características do corpo receptor em desacordo com sua classe de enquadramento, mesmo que os parâmetros individuais do efluente estejam dentro dos limites estabelecidos. III. O atendimento aos padrões de lançamento é o único critério exigido para a autorização do lançamento, sendo dispensável o monitoramento da qualidade do corpo receptor após a diluição. 
Alternativas
Q4223700 Direito Ambiental
Com base nos princípios e instrumentos da Política Nacional de Resíduos Sólidos, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. A hierarquia de gestão de resíduos sólidos define a ordem e a prioridade: não geração, redução, reutilização, reciclagem, tratamento dos resíduos e disposição final. II. A responsabilidade compartilhada pelo ciclo de vida dos produtos implica que fabricantes, importadores, distribuidores, comerciantes, consumidores e titulares dos serviços públicos de limpeza sejam solidariamente responsáveis pela gestão de resíduos, sendo obrigados a implementar sistemas de logística reversa para todos os tipos de resíduos gerados em seus processos. III. A logística reversa é um instrumento de desenvolvimento econômico e social, caracterizado pelo conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial para reaproveitamento em seu ciclo produtivo ou em outros ciclos. 
Alternativas
Q4223699 Engenharia Ambiental e Sanitária
A poluição atmosférica apresenta a distinção entre poluentes primários e secundários, bem como seus mecanismos de formação e efeitos. Quanto à classificação e aos mecanismos de formação de poluentes atmosféricos, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4223698 Meio Ambiente
Sobre os tipos de amostragem e o conceito de representatividade amostral, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4223697 Engenharia Ambiental e Sanitária
A coleta de amostras ambientais e a preservação de amostras tem como objetivo evitar alterações físicas, químicas e biológicas entre o momento da coleta e a realização das análises laboratoriais. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta corretamente métodos de preservação de amostras de água.
Alternativas
Q4223696 Engenharia Florestal
Deseja-se identificar Áreas de Preservação Permanente (APPs) ao longo dos cursos d’água de uma bacia hidrográfica utilizando SIG com imagens de satélite de alta resolução, um modelo digital de elevação (MDE) e a base cartográfica da região. Assinale a alternativa que apresenta a operação do SIG mais adequada para delimitar a faixa de APP ao longo dos cursos d’água, com base em uma largura estabelecida pelo Código Florestal.
Alternativas
Respostas
5781: D
5782: A
5783: D
5784: B
5785: A
5786: C
5787: B
5788: A
5789: C
5790: D
5791: B
5792: C
5793: B
5794: A
5795: D
5796: C
5797: C
5798: E
5799: B
5800: D