Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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Texto 8
Por parte de pai
Todo acontecimento da cidade, da casa, da casa do vizinho, meu avô escrevia nas paredes. Quem casou, morreu, fugiu, caiu, matou, traiu, comprou, juntou, chegou, partiu. Coisas simples como a agulha perdida no buraco do assoalho, ele escrevia. A história do açúcar sumido durante a Guerra, estava anotada. Eu não sabia por que ossoldados tinham tanta coisa a adoçar. Também desenhava tesouras desaparecidas, serrotes sem dentes, facas perdidas. E a casa, de corredor comprido, ia ficando bordada, estampada de cima a baixo. As paredes eram o caderno de meu avô. Cada quarto, cada sala, cada cômodo, uma página. Ele subia em cadeira, trepava em escada, ajoelhava na mesa. Para cada notícia escolhia um canto. Conversa mais indecente, ele escrevia bem no alto. Era preciso ser grande para ler, ou aproveitar quando não tinha ninguém em casa.
Enquanto ele escrevia, eu inventava histórias sobre cada pedaço da parede. A casa de meu avô foi meu primeiro livro. Até história de assombração, tinha. Era de Maria Turum, preta que foi escrava […] e ajudou a criar os filhos. Sua alma costumava passear no terreiro em noites de sextas-feiras […]. Minha avó, muito desembaraçada, conversava com ela.
História não faltava. Eu mesmo só parei de urinar na cama quando meu avô ameaçou escrever na parede. O medo me curou. Leitura era coisa séria e escrever, mais ainda. Escrever era não apagar nunca mais. O pior é que, depois de ler, ninguém mais esquece, se for coisa de interesse. Se não tem interesse, a gente perde ou joga fora. Um dia Milicão pediu o serrote emprestado. Meu avô disse estar muito cheio de dentes. Milicão foi embora e meu avô escreveu a história na parede. Milicão voltou e disse que serrote tem dentes mesmo.
(QUEIRÓS, Bartolomeu Campos. Por parte de pai. Belo Horizonte: RHJ, 1995.)
Considere as seguintes propostas de alteração nos sinais de pontuação do texto, desconsiderando o uso de iniciais maiúsculas ou minúsculas.
1 – Na linha 12, suprimir a vírgula que antecede o segmento e encontraram.
2 – Na linha 14, substituir os dois-pontos depois de até aqui por ponto-e-vírgula.
3 – Na linha 17, substituir o ponto final depois de Pronto por vírgula.
4 – Na linha 19, substituir o ponto final depois de MIT por ponto-e-vírgula.
Quais propostas manteriam a correção gramatical do texto?
A questão refere-se ao texto abaixo.

(Fonte: http://www.viajarpelomundo.com/2009/12/gramado-um-sonho-de-cidade.html – adaptação)
A questão refere-se ao texto abaixo.

(Fonte: http://www.viajarpelomundo.com/2009/12/gramado-um-sonho-de-cidade.html – adaptação)
A questão refere-se ao texto abaixo.

(Fonte: http://www.viajarpelomundo.com/2009/12/gramado-um-sonho-de-cidade.html – adaptação)
A questão refere-se ao texto abaixo.

(Fonte: http://www.gramadosite.com.br/noticias/autor:GramadoSite/id:294406 - adaptação)
Quais estão corretas?

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Exigências da vida moderna. Disponível em http://pensador.uol.com.br/frase/MzI3NDUz/ Acesso em: 01/11/2015.
Adaptado.)
( ) Escreve-se como “dispersão” todas as palavras abaixo relacionadas. extor__ão – excre__ão – transmi__ão – microempre__ário.
( ) A divisão silábica das palavras abaixo está INCORRETA. ob-je-ti-vos – di-gi-tais – re-a-li-za-ção – cons-ci-en-te.
( ) A pontuação está correta nas frases abaixo. Não, estude para essa prova. Não estude para essa prova.
( ) O plural diminutivo de “campeão” é campeõesinhos.
Assinale a alternativa correta.
Avalie as propostas de reelaboração do seguinte trecho do texto:
“Em resumo, isso significa o seguinte: carroça, só se for puxada pelos nossos parentes literalmente mais próximos: os Homo sapiens.” (Linhas 2 e 3)
I. Em resumo isso significa, o seguinte: carroça só se for puxada pelos nossos parentes, literalmente, mais próximos - os Homo sapiens.
II. Em resumo isso significa o seguinte: carroça, só se for puxada pelos nossos parentes literalmente mais próximos; os Homo sapiens.
III. Em resumo isso, significa o seguinte: carroça - só se for puxada pelos nossos parentes, literalmente mais próximos - os Homo sapiens.
A relação entre as ideias e a correção gramatical é respeitada em:
Leia o texto para responder à questão.
O Rio
O homem viu o rio e se entusiasmou pela sua beleza. O rio corria pela planície, contornando árvores e molhando grandes pedras. Refletia o sol e era margeado por grama verde e macia.
O homem pegou o rio e o levou para casa, esperando que, lá, ele lhe desse a mesma beleza. Mas o que aconteceu foi sua casa ser inundada e suas coisas levadas pela água.
O homem devolveu o rio à planície. Agora quando lhe falam das belezas que antes admirava, ele diz que não se lembra. Não se lembra das planícies, das grandes pedras, dos reflexos do sol e da grama verde e macia. Lembra-se apenas da sua casa alagada e de suas coisas perdidas pela corrente.
(Oswaldo França Júnior. As laranjas iguais, 1985)
Leia com atenção as seguintes frases:
I – Empreste-me, João, a blusa!
II – João, empreste-me a blusa!
Com relação à pontuação as frases:
Meu amigo Brasílio
No sábado, fui visitar meu velho amigo Brasílio. Ele me recebeu no portão, animado, com um uisquinho na mão, me convidou para entrar, abriu uma champanhe francesa, me deu uma taça, acendeu um charuto cubano. Disse que as coisas estavam indo bem para ele, que os negócios tinham engrenado, que ele finalmente tinha descoberto o segredo para viver na fartura.
- Fica para jantar - ele convidou.
Feliz com a felicidade do meu amigo querido, aceitei. Ele foi buscar um prato na cozinha, mas, ao abrir a gaveta, parou, constrangido.
- Ixi, não tenho talheres.
- Como não tem talheres, Brasa? - perguntei. Eu tinha cansado de fazer boquinha na casa do Brasílio e sempre usávamos uns talheres lindos, de prata, herança de família. - Vendi pela internet.
Foi assim que comprei este charuto - disse, distraído, enquanto a cinza caía no chão. Foi aí que notei as paredes vazias e esburacadas. Os quadros tinham sumido. E os fios de eletricidade haviam sido arrancados.
- Descobri que dá para viver muito bem apenas catando as coisas de valor da família e colocando para vender. Isso que é vida.
Claro que o Brasílio não existe e que a história aí em cima é fictícia - ninguém faria um absurdo desses, vender o patrimônio para torrar em desfrute. Ou faria?
Em grande medida, o modelo econômico deste nosso país é baseado numa lógica bem parecida com a do meu querido e fictício amigo. Bem mais que a metade da economia brasileira é sustentada pela mera extração de recursos naturais, de maneira não sustentável. Arrancamos a floresta, passamos nos cobres e aí torramos a grana - e ficamos sem floresta. É o mesmo que vender a prataria da família e gastar em uísque e charutos.
Muito da prosperidade recente do país foi abastecida por indústrias de alto impacto, que fazem dinheiro a curto prazo, mas nos deixam mais pobres depois. Historicamente este país confundiu gerar riqueza com atacar o patrimônio, surrupiando-o de nossos descendentes. Não precisa ser assim. Há países como a Suécia. Lá, boa parte da economia é baseada na exploração sustentável da floresta. Se a gelada e infértil Suécia conseguiu um dos maiores padrões de vida do mundo explorando floresta, por que um país tão fértil, com uma floresta incomensuravelmente mais rica, como é o caso do Brasil, não poderia fazer o mesmo?
Porque a floresta equatorial brasileira não é simples e previsível como a floresta temperada sueca. Lá, cresce basicamente uma única espécie de árvore, que permite uma exploração industrial da madeira pelas indústrias de papel, móveis e navios. A floresta brasileira é muito mais rica do que a sueca, mas é também muito mais complexa. E lidar com complexidade é muito mais difícil. Em vez de fazer um produto só, há que se aprender a fazer centenas, milhares. Em vez de uma matéria-prima só, há quase infinitas.
Muito difícil. Melhor derrubar tudo e vender a lenha. Melhor alargar tudo para gerar energia. Melhor passar o trator e fazer monocultura de soja ou gado. E aí ficar sem talheres para o almoço.
(Denis Russo Burgierman. Disponível em: <http://super.abril.com.br/blogs/mundo-novo/>,

(Adaptado de <http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2015/04/150430_vert_fut_ciencia_vendas_ml>
I. Os dois pontos da linha 18 inserem uma citação. II. Todas as aspas do texto são usadas em virtude da mesma regra. III. A vírgula da linha 36 separa um adjunto adverbial deslocado.
Quais estão INCORRETAS?
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

I. "Hoje, os 10% da população mais rica da OCDE ganham 9,5 vezes a renda dos 10% mais pobres; em 1980, essa relação era de 7 para 1 e tem aumentado continuamente desde então". (linhas 05 e 06). II. "chegando a cerca de 10 para 1 na Itália, Japão, Coreia do Sul, Portugal e Reino Unido; 13 a 16 para 1 na Grécia, Israel, Turquia e Estados Unidos, e 27 a 30 para 1 no México e no Chile". (linhas 19 a 21).
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Coluna 1 1. A vírgula separa termos deslocados, como o adjunto adverbial. 2. A vírgula separa a oração adjetiva explicativa. 3. A vírgula separa termos de mesma função sintática.
Coluna 2 ( ) “Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que divulgou o novo relatório envolvendo seus 34 países- membros” (linhas 03 e 04). ( ) “incluindo membros da União Europeia, os Estados Unidos, a Turquia, o México e o Japão” (linhas 07 e 08). ( ) “Durante os últimos anos pós-crise, a renda familiar média estagnou” (linha 15). ( ) “Nos Estados Unidos, no Reino Unido, na Suécia, Finlândia e Noruega” (linhas 27 e 28).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

