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Q1381670 Português
A internet faz mal ao cérebro?


       O escritor americano Nicholas Carr sentiu que algo estranho ocorria com ele há uns cinco anos. Leitor insaciável, percebeu que já não era capaz de se concentrar na leitura como antes. Na verdade, sua ansiedade disparava diante de qualquer tarefa que exigisse concentração – seus olhos procuravam a tela do computador ou do celular. O impulso de espiar na internet era quase incontrolável, diz ele. “Sentia que estava forçando meu cérebro a voltar para o texto”, afirma. “A leitura profunda, antes tão natural para mim, tinha se transformado numa luta.” Tal afirmação abre o livro Os superficiais – O que a internet está fazendo com nossos cérebros. Nele, Carr faz uma acusação seriíssima: a exposição constante às mídias digitais está mudando, para pior, a forma como pensamos. Ele e um punhado de autores respeitáveis acreditam que, por causa do uso excessivo de computadores e de outros aparelhos digitais, nosso cérebro é alterado e estamos nos tornando menos inteligentes, mais superficiais e imensamente distraídos – o inverso de tudo aquilo que fez de nós a espécie mais bem-sucedida do planeta Terra.
      Bauerlein, professor na Universidade Emory, na Geórgia, supervisiona estudos sobre a vida cultural americana. Ele acredita que as novas gerações, educadas sob a influência das mídias digitais, são formadas por narcisistas despreparados para pensar em profundidade sobre qualquer assunto. Ele diz que uma pesquisa de 2006 com mais de 81 mil estudantes americanos de ensino médio detectou que 90% deles “leem ou estudam” menos de cinco horas por semana – embora passem “pelo menos” seis horas navegando na internet e um período equivalente assistindo à TV ou jogando videogame. “Indivíduos que não sabem praticamente nada de história, que nunca leram um livro nem visitaram um museu não têm mais do que se envergonhar. Tornaram-se comuns”, afirma.
      Se as críticas ao uso dos computadores partissem apenas de intelectuais preocupados com a ruptura de padrões tradicionais, não haveria problemas. Professores se queixando da preguiça de seus alunos era comum nos séculos XX e XIX e, certamente, antes disso. Esse tipo de evidência circunstancial pode ser facilmente contestado por exemplos contrários, que existem abundantemente, mostrando que há milhões de jovens concentrados que leem e estudam com afinco. Mas os críticos vão além das velhas reclamações. Experimentos como o do professor de comunicação Clifford Nass, da Universidade Stanford, são mais difíceis de rechaçar. Eles sugerem que pessoas acostumadas ao funcionamento multitarefa do computador – que permite fazer várias coisas ao mesmo tempo – tendem a imitar a máquina, tocando várias atividades ao mesmo tempo. Escrevem, falam ao telefone, consultam a internet, ouvem música. Tudo simultaneamente, ou quase. As consequências são perversas. Elas erram, ficam irritadas por quase nada e qualquer estímulo as distrai. O estudo mostra que, quanto mais a pessoa se julga eficiente fazendo várias coisas ao mesmo tempo, pior ela as faz. E, quando é necessário que se concentrem numa única atividade por longo tempo, elas precisam de muito mais esforço.
        Ainda que a internet cobre um preço de seus usuários, como afirma o neurocientista Damásio, as críticas a seu uso ignoram um efeito positivo de sua disseminação: a conexão intelectual de milhões de pessoas que, de outra forma, não seria possível. Ela tem potencial de mexer com a inteligência do planeta inteiro. As redes sociais às quais nos integramos – reais ou virtuais – exercem uma influência considerável sobre nosso desenvolvimento individual. Como sabem os pedagogos, um ambiente estimulante aumenta a possibilidade de que a inteligência se desenvolva. Muitas das grandes ideias não nasceram de mentes privilegiadas trabalhando em laboratórios silenciosos. Nas palavras de Steven Johnson, autor de “De onde vêm as boas ideias”, elas “emergem de espaços de conexões, da colisão entre diferentes visões, sensibilidades e especializações”. Não é por acidente que a maior parte da inovação científica e tecnológica do último milênio tenha sido produzida em centros urbanos abarrotados e cheios de distrações.
        A desconfiança em relação às inovações é uma constante humana. Sempre recebemos as novas tecnologias com um misto de esperança e receio. Há 2.400 anos, o pensador grego Sócrates temia que a escrita acabasse com a memória das pessoas. Ele previu que a possibilidade de registrar pensamentos por meio de símbolos sobre uma tábua de cera levaria a um enfraquecimento da mente e do raciocínio. O surgimento da imprensa de Gutemberg, na Europa da Idade Moderna, provocou uma reação parecida em alguns elitistas. Eles achavam que a difusão maciça de livros provocaria a banalização da cultura. Aconteceu o oposto. Em retrospecto, pode-se dizer que a difusão de conhecimento é invariavelmente um fenômeno positivo. Com a internet, é evidente que a humanidade ganhou nesse quesito. A dúvida diz respeito àquilo que perdemos. Algo que um dia poderá parecer tão ridículo quanto as palavras de Sócrates sobre a escrita – ou tão essencial quanto o resto de suas ideias.


Fonte: adaptado de: CAIRO, Alberto; MOON, Peter; SORG, Leticia. OLIVEIRA, M. Disponível em: <http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2011/10/internet-faz-mal-aocerebro.html>. Acesso em: 20 abril de 2016.


Sobre os aspectos gramaticais e seus respectivos contextos, analise as afirmativas.

I. As aspas são empregas como recurso para marcar transcrição da fala do autor americano (1.º parágrafo).
II. O uso dos dois pontos indica inserção de uma explicação que vem na sequência (1.º parágrafo).
III. ‘Por exemplos’ deveria estar entre vírgulas, pois é um aposto explicativo (3.º parágrafo).
IV. Os travessões poderiam ser substituídos por parênteses ou vírgulas sem prejuízo ao sentido da frase (4.º parágrafo).

São CORRETAS as afirmativas:
Alternativas
Q1379697 Português

Atenção: Para responder à questão, considere o texto abaixo. 


[Um leopardo no Kilimanjaro] 


    O Kilimanjaro é aquela montanha na África onde, segundo Hemingway disse num conto*, um dia encontraram a carcaça congelada de um leopardo perto do cume, e nunca ficaram sabendo o que o leopardo fazia por lá. O leopardo de Hemingway já foi considerado símbolo de muitas coisas: espírito de aventura, a busca solitária do inalcançável, a imprevisibilidade do comportamento humano, a pretensão ou a simples inquietação que move bichos e artistas. 
    Num mundo ameaçado de afogamento pelo degelo causado pelo aquecimento global, o leopardo de Hemingway também pode simbolizar o instinto suicida que nos trouxe a este ponto. O próprio Kilimanjaro é um termômetro assustador do efeito estufa cujas consequências e combate se discutiram na Conferência de Bali. O pico do monte já perdeu mais de 80 por cento de sua cobertura de neve nos últimos noventa anos e o cálculo é que a neve desaparecerá por completo nos próximos vinte.
* “As neves do Kilimanjaro”, conto do escritor norte-americano Ernest Hemingway (1899-1961)

(Verissimo, Luis Fernando. O mundo é bárbaro. Rio de Janeiro: Objetiva, 2008, p. 121)
Está inteiramente adequada a pontuação da seguinte frase:
Alternativas
Q1376330 Português

A questão refere-se ao texto reproduzido abaixo.


Sutilezas da mentira

Marco Callegaro 

A mentira, ou o comportamento de enganar os outros, é um padrão de comportamento que está, amplamente, difundido na natureza. Animais e até plantas se disfarçam para evitar predadores, ou para enganar as presas. Em humanos, além da mentira para enganar os outros, existem variadas formas de autoengano, um tipo de mentira em que a pessoa engana a si mesma, declarando não ter conhecimento de uma informação, embora o seu comportamento revele o contrário. Ou seja, humanos mentem para os outros, mas, também, mentem para si mesmos.

Mentir é um comportamento muito mais corriqueiro do que imaginamos, como revelaram pesquisas, nas quais os participantes eram observados durante conversas e mentiam, pelo menos, uma vez a cada oito minutos. A maioria das mentiras não era grave. Em geral, refletia desculpas para comportamentos socialmente censurados. Um exemplo de mentira detectado nessas pesquisas foi justificar um atraso por ter enfrentado um forte engarrafamento no trânsito, mesmo que o sujeito não tenha, na realidade, se empenhado para ser pontual. 

Podemos definir mentira como quaisquer formas de comportamento que comunica, aos outros, informações falsas ou que serve para ocultar informações verdadeiras. Nesse sentido, mentir pode ser um ato consciente ou não, pode ser verbalizado ou transmitido pela linguagem corporal e pode envolver tanto a afirmação da informação falsa, como a negação ou a omissão da informação verdadeira.

O comportamento de mentir evoluiu em função das vantagens de sobrevivência e reprodução, que nossos antepassados obtiveram ao enganar os outros. Mentir também é um comportamento adaptativo em ambientes atuais e acaba sendo um componente central de nossas interações sociais, em certa medida. Despistar as intenções, esconder certas informações ou persuadir fazem parte do jogo social de pessoas saudáveis, embora, claro, os psicopatas usem muito mais esses recursos para manipular, de forma maquiavélica e sem consideração pelos outros.

Um estudo em Neurociências, utilizando ressonância magnética funcional, procurou mapear os circuitos neurais envolvidos na mentira. Nessa investigação, os sujeitos eram instruídos a mentir quando se deparavam com uma carta de baralho que já haviam visto anteriormente. Quando mentiam, negando que tinham visto a carta, aumentava a atividade dos neurônios das regiões do córtex pré-frontal e do giro do cíngulo anterior. O córtex pré-frontal está associado à capacidade de inibição, e o giro do cíngulo anterior, ao direcionamento da atenção e controle dos impulsos, que são faculdades necessárias para que o cérebro possa impedir o surgimento da verdade. Portanto, mentir requer mais processamento e esforço do cérebro do que falar a verdade. 

Outros pesquisadores mediram o tempo de reação dos sujeitos, quando se perguntava a eles se conheciam certos fatos. Os sujeitos deveriam apertar um botão para responder a uma pergunta. A descoberta interessante desse estudo foi que a demora para apertar o botão, respondendo à pergunta, era de meio segundo para a resposta sincera, enquanto as respostas mentirosas requeriam maior processamento, levando o dobro do tempo, mais de um segundo. A resposta continuava mais lenta, mesmo quando os sujeitos eram instruídos e treinados a apertar o botão o mais rapidamente possível.

Mentir, portanto, requer mais processamento do que falar a verdade e, dessa forma, consome mais tempo, um elemento que pode dar pistas para detectar o engodo. Talvez essa seja uma razão pela qual evoluiu o enigmático autoengano, pois , quando uma pessoa esconde a verdade de si mesma, não dá sinais de mentira e, assim, esta não é detectada pelas pistas verbais ou não verbais. Nesse sentido, mentir para si mesmo pode ser uma estratégia que evoluiu para enganar melhor os outros na complexa sociedade dos primatas com maior cérebro e maior tamanho de grupo social de todos, os seres humanos. O filósofo David Smith chegou a sugerir que seria mais correto intitular nossa espécie não como Homo Sapiens (homem sábio), mas, sim, como Homo Fallax, homem mentiroso.

Disponível em: <http://psiquecienciaevida.uol.com.br>. Acesso em: 10 jul. 2016. [Adaptado]

Considere o trecho:

Mentir, portanto, (1°) requer mais processamento do que falar a verdade e, dessa forma, (2°) consome mais tempo, um elemento que pode dar pistas para detectar o engodo. Talvez essa seja uma razão pela qual evoluiu o enigmático autoengano, pois, (3º) quando uma pessoa esconde a verdade de si mesma, não dá sinais de mentira e, assim, (4°) esta não é detectada pelas pistas verbais ou não verbais.


No que se refere às vírgulas que sinalizam os elementos linguísticos em destaque, é correto afirmar:

Alternativas
Q1372022 Português
É quase um consenso entre os analistas que os instrumentos criados no Acordo de Paris não bastarão para manter a emissão de gases-estufa nos níveis que os cientistas consideram necessários para evitar os efeitos mais perigosos da mudança climática. É inegável, contudo, que estamos melhor do que na semana passada, já que agora ao menos existe um mecanismo jurídico internacional ao qual poderemos recorrer quando a situação o exigir.
(SCHWARTSMAN, Helio. Sempre teremos Paris? Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas)
A alteração na última frase do texto que mantém o sentido e correta pontuação é:
Alternativas
Ano: 2016 Banca: Quadrix Órgão: CREMAM Prova: Quadrix - 2016 - CREMAM - Administrador |
Q1358171 Português

Para responder à questão , leia os quadrinhos abaixo. 

                          

                                                                    (www.salademergencia.com.br)

Veja:

“Parece haver uma complicação com o desenvolvimento da sua criança”


Assinale a alternativa em que a modificação proposta não leva a desvio em relação à Norma Culta ou a modificação significativa de sentido.

Alternativas
Q1353833 Português
TRIUNFO NO ALÉM
Ruy Castro

     RIO DE JANEIRO - Um intelectual carioca, morto há mais de dois anos, andou se manifestando com alguma frequência em seu antigo endereço. Não ria. Suspirava, mudava coisas de lugar, fazia barulho com papéis – sempre invisível, claro. O relato, apavorado, é dos porteiros e operários que foram chamados a retirar seu material, fazer obras e cuidar da faxina do apartamento. Um deles passou a trabalhar com um terço no pescoço. Outros fugiram e não voltaram.
     Há pouco, quando se anunciou que o apartamento seria alugado, surgiu um problema na caixa-d'água, que ninguém solucionava. Quando finalmente o resolveram, as luzes do hall do andar deram para piscar, como que em código. Mas não ficou ninguém para decifrá-lo. 
      A história não é de hoje. Começou pouco depois que dissemos adeus a nosso amigo e nos perguntamos como o mundo se viraria sem ele. Pelo visto, ele nunca esteve muito longe.
       Acompanho o caso desde o início, mas só a pouco me ocorreu uma explicação. Nosso amigo, um homem lógico, descrente de qualquer possibilidade de vida no Além, pode ter caído das nuvens (literalmente) ao descobrir que, sabe-se lá como, conservara certa consciência depois de morto. Ou seja, a morte não era o fim. Seu desapontamento ao constatar que levara a vida equivocado a esse respeito (e quem o conheceu sabe que ele nunca se equivocava) pode ter provocado os suspiros.
      De repente, convenceu-se de que, ao contrário, foi a força dos seus poderes mentais que o fez vencer a morte. Mais uma vez, a última palavra era a dele. Ficou eufórico, daí o enguiço na caixa-d'água e o pisca-pisca das lâmpadas -é ele testando os seus poderes, enquanto não descobre uma maneira mais cerebral de se comunicar. Vamos esperar. O casalzinho que alugou o apartamento sem saber de nada é quem em breve nos dirá.

In: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2015/10/1692520-triunfo-no-alem.shtml
Considere a passagem “Um deles passou a trabalhar com um terço no pescoço. Outros fugiram e não voltaram”. Reescrevendo-a em um único período e usando a pontuação adequada, teríamos:
Alternativas
Q1348904 Português
Apagão Mental

   Subestimada por décadas, a ansiedade pode inviabilizar a vida social e a profissional, mas poucas pessoas buscam tratamento para aliviar os sintomas antes que cheguem ao limite. Segundo a Previdência Social, os transtornos mentais já são a terceira razão de afastamentos do trabalho no Brasil, sendo que os gastos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) giram em torno de R$ 200 milhões em pagamentos de benefícios anuais, dado que reforça a importância de se criar medidas de prevenção. Nesse contexto, a ansiedade, assim como a depressão, são os males que mais afetam as pessoas.
     Os gatilhos que desencadeiam a ansiedade são muitos. Os tipos dela, também. Desde que foi categorizada como uma patologia e inserida na terceira edição do DSM (sigla em inglês para Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais), a ansiedade desdobrou-se em muitos males, como fobias e alguns tipos de transtorno - do pânico, obsessivo-compulsivo, de estresse póstraumáticos, de ansiedade social ou de ansiedade generalizada, por exemplo. [...]
   Em suma, a ansiedade é entendida como um sintoma disfuncional da personalidade que acarreta em um conjunto de sensações físicas e psicológicas, um sentimento vago e desagradável de medo e tensão que surge com a antecipação de perigo ou uma apreensão em relação ao sofrimento futuro. “A pessoa que está lidando no automático com a vida ou alguma situação específica não consegue compreender o que está fazendo. Geralmente quem vive dessa maneira tem grandes chances de sofrer um episódio de pânico, desenvolver o transtorno de ansiedade generalizada ou uma fobia social. Fazer mais e mais atividades é uma tentativa de não deixar o aparelho psíquico negociar diferentes instâncias”, diz o psicanalista Claudio César Montoto. Nesse sentido, a ansiedade é uma espécie de “acúmulo de várias negligências internas com as próprias necessidades”, completa o psicólogo clínico Frederico Mattos. [...]
   Há dois tipos de crise mais comuns. O primeiro é o transtorno do pânico, caracterizado por um ataque em que, de repente, a pessoa passa a sentir falta de ar, taquicardia e chega até a sentir que vai morrer. O segundo é a ansiedade generalizada, que pode trazer tontura, tensão muscular e um medo persistente.
      Mas há uma parcela considerável de pessoas que se queixa desse problema num nível, digamos, não patológico. Por isso, entender esse sintoma passa por entender sua ambiguidade: se hoje esse distúrbio parece ser, junto com a depressão, um grande vilão do mundo moderno, ele nem sempre foi visto assim. A psicanálise e até mesmo a medicina, por exemplo, consideraram em outros tempos que esse mal era simplesmente uma condição típica do ser humano, por meio da qual ele se relaciona com o mundo. Nesse cenário, lidar com a ansiedade possibilitou ao homem aprender, por exemplo, a antecipar o risco, o que teria ajudado na sobrevivência da espécie. [...]

(Maria Beatriz Gonçalves, Adaptado de http://tab.uol.com.br/ansiedade/ -
acesso em 04 de abril de 2016)
Assinale a alternativa em que a pontuação está inteiramente correta.
Alternativas
Q1345069 Português
Texto para a questão.

Médico debocha de paciente na internet: 'Não existe peleumonia'

    Um médico plantonista no Hospital Santa Rosa de Lima, em Serra Negra (SP), foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título “Uma imagem fala mais que mil palavras”. Na foto, Guilherme Capel Pasqua mostra o receituário médico com o seguinte dizer: “Não existe peleumonia e nem raôxis”.
    Vinte minutos antes da postagem, na quartafeira (27), o médico havia atendido o mecânico José Mauro de Oliveira Lima, 42 anos, que estudou até o segundo ano do ensino fundamental e não sabe como falar corretamente algumas palavras.
   Seu enteado, o eletricista Claudemir Thomaz Maciel da Silva, de 25 anos, o acompanhava na consulta e revela que, assim que souberam o diagnóstico, o mecânico perguntou sobre o tratamento para a "peleumonia". A reação do médico não foi muito profissional, afirma Claudemir.
    "Quando meu padrasto falou pneumonia e raios X de forma errada, ele deu risada. Na hora, não desconfiamos que ele iria debochar depois na internet. O que ele fez foi absurdo. O procurei e escrevi para ele na rede social que, independente dele ser doutor, não existe faculdade para formar caráter. Assim que ele viu minha postagem, apagou a foto. Ele não quis conversar com a gente", diz Claudemir.
    O eletricista conta que o padrasto ainda não sabe que virou assunto na internet e teme pela reação dele. Claudemir diz que o mecânico não pôde estudar por falta de dinheiro.

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2016/07/medico-debocha-depaciente-na-internet-nao-existe-peleumonia.html Acesso 29-07-16
O emprego da vírgula segue as mesmas diretrizes do enunciado abaixo em:
“Um médico plantonista no Hospital Santa Rosa de Lima, em Serra Negra (SP), foi afastado do trabalho após ter uma foto sua publicada numa rede social com o título “Uma imagem fala mais que mil palavras.”
Alternativas
Q1345065 Português

Sobre os aspectos que constituem a charge é correto afirmar que:


Charge para as questão

Imagem associada para resolução da questão

I- A comicidade é uma característica desse gênero textual. II – Seguindo as diretrizes gramaticais, a vírgula separa o verbo do seu complemento. III – A elipse do sujeito é uma marca do verbo “achar
Alternativas
Q1344952 Português

Dois velhinhos

                                                                        Dalton Trevisan


Dois pobres inválidos, bem velhinhos, esquecidos numa cela de asilo.

Ao lado da janela, retorcendo os aleijões e esticando a cabeça, apenas um podia olhar lá fora.

Junto à porta, no fundo da cama, o outro espiava a parede úmida, o crucifixo negro, as moscas no fio de luz. Com inveja, perguntava o que acontecia. Deslumbrado, anunciava o primeiro:

— Um cachorro ergue a perninha no poste.

Mais tarde:

— Uma menina de vestido branco pulando corda.

Ou ainda:

— Agora é um enterro de luxo.

Sem nada ver, o amigo remordia-se no seu canto. O mais velho acabou morrendo, para alegria do segundo, instalado afinal debaixo da janela.

Não dormiu, antegozando a manhã. Bem desconfiava que o outro não revelava tudo.

Cochilou um instante — era dia. Sentou-se na cama, com dores espichou o pescoço: entre os muros em ruína, ali no beco, um monte de lixo.


TREVISAN, D. Mistérios de Curitiba. Rio de Janeiro: Editora

Record, 1979, pág. 110.

Leia as alternativas abaixo, retiradas do texto “Dois velhinhos”, e assinale a alteração de pontuação que apresenta ERRO.
Alternativas
Q1344489 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto está citado na questão.

Contar mentirinhas vicia o cérebro, revela estudo
Por Felipe Germano Bruno Garattoni


(http://super.abril.com.br/comportamento/contar-mentirinhas-vicia-o-cerebro-revela-estudo/– Adaptação)
Em relação ao uso da vírgula, analise as afirmações que seguem:
I. Na linha 05, a vírgula separa uma oração adverbial. II. A primeira vírgula da linha 13 poderia ser omitida sem causar nenhum tipo de prejuízo à frase. III. Na linha 19, a primeira vírgula separa uma oração intercalada, já a segunda, um aposto.
Quais estão corretas?
Alternativas
Q1344312 Português
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto está citado na questão.

Psicologia da Internet: ................ nos tornamos outras pessoas na vida digital.


(Fonte: http://cristianonabuco.blogosfera.uol.com.br/ — texto adaptado)
Analise as seguintes assertivas a respeito da pontuação do texto e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Os dois pontos presentes no título poderiam ser substituídos por vírgula sem provocar erro. ( ) A vírgula da linha 31 (primeira ocorrência) e a da vírgula 32 (segunda ocorrência) são empregadas pelo mesmo motivo, já que ambas separam termos de mesmo valor sintático. ( ) A vírgula da linha 41 (primeira ocorrência) separa uma oração subordinada objetiva direta. ( ) A vírgula da linha 43 (primeira ocorrência) e a da linha 44 (segunda ocorrência) são empregadas pelo mesmo motivo: separar um adjunto adverbial deslocado.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1338595 Português

INSTRUÇÃO: Leia os parágrafos iniciais de uma reportagem sobre o que os jovens da atualidade pensam e fazem publicada na revista Época, nº 938, e responda à questão.


Poucas palavras são tão abusadas como “geração”. Geração X, Geração Y, Geração Z, Geração do Milênio são meros rótulos que ajudam palestrantes, consultores e departamentos comerciais a vender. É impossível definir um padrão de comportamento comum a milhões de pessoas simplesmente porque elas compartilham, em seus documentos de identidade, datas de nascimento próximas. Quando se reduz o número de pessoas a observar e a pretensão da análise, fica mais fácil. Quando se fala em Geração Perdida, por exemplo, fala-se num grupo de escritores americanos que viveram em Paris e em outras partes da Europa nos loucos anos 1920. Nem todos os que viveram naquela era vanguardista e vibrante tiveram tanta aventura e liberdade como Hemingway, Fitzgerald e Gertrude Stein, por exemplo. Mas pode-se dizer que o grupo conhecido como Geração Perdida representava o espírito do seu tempo.

O mesmo ocorre com o grupo de brasileiros com menos de 30 anos reunido nas páginas desta revista. Eles não representam a realidade da maioria dos jovens do país. São jovens, no entanto, que se destacam em vários tipos de atividades e, por isso, representam o espírito de nosso tempo. São idealistas, sonhadores ― o que é bom, mas não uma novidade. A diferença é que essa geração não se limita a sonhar. Ela transforma as causas que abraça em projetos. Em objetivos de vida. Em profissões. 

O uso correto dos sinais de pontuação, principalmente da vírgula, organiza as ideias de um texto e propicia o entendimento pelo leitor. Sobre o assunto, assinale a assertiva correta.
Alternativas
Q1338496 Português
Julgue os itens abaixo em verdadeiro (V) ou falso (F). Em seguida assinale a alternativa com a ordem correta das respostas, de cima para baixo: (__) Os parênteses que isolam a expressão “o mundo do além” (linhas 3 e 4) poderiam ser substituídos por travessões, mantendo-se a correção e o sentido original do texto. (__) Os dois pontos imediatamente após a palavra “humana” (linha 17) introduzem um esclarecimento ao que foi dito anteriormente. (__) O ponto e vírgula imediatamente após “céu” (linha 21) é utilizado para separar partes de um período, as quais já estejam subdivididas por vírgula.
Alternativas
Q1337922 Português
Em relação ao trecho “Os refugiados são pessoas que se encontram em uma situação de vulnerabilidade (...)” (linhas 4 a 6), assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q1337914 Português
De acordo com as regras de pontuação, a vírgula que isola a expressão “Assim” (linha 8) no Texto 01 é de uso:
Alternativas
Q1336136 Português
A GENTE É VELHO...
Rubem Alves 



      A gente é velho quando, para descer uma escada, segura firme no corrimão. E os olhos olham para baixo para medir o tamanho dos degraus e a posição dos pés.
     Quando eu era moço, não era assim. Não segurava no corrimão e não media degraus e pés. Descia os dois lances de escada do sobrado do meu avô com a mesma fúria com que um pianista toca o prelúdio 16, de Chopin. Ele, pianista, não pensa. Se pensasse, não conseguiria tocar, porque o pensamento não consegue seguir a velocidade das notas. Toca porque seus dedos sabem sem que a cabeça saiba. O pianista se abandona ao saber do corpo. Assim descia eu as escadas do sobradão do meu avô. Mas no dia em que o pé começou a tropeçar, a cabeça compreendeu que eles, os pés, já não sabiam como sabiam antes. Agora é preciso o corrimão. Depois virão as bengalas, corrimões portáteis que se leva por onde se vai.
      A gente é velho quando, no restaurante, é preciso cuidado ao se levantar. Moço, as pernas sabem medir as distâncias que há debaixo da mesa. Mas, agora, é preciso olhar para medir a distância que há entre o pé da mesa e o bico do sapato. Há sempre o perigo de que o bico do sapato esbarre no pé da mesa e o pé da mesa lhe dê uma rasteira, você se estatelando no chão. Quando se é velho, até uma pequena queda pode se transformar em catástrofe. Há sempre o perigo de uma fratura.
     A gente é velho quando é objeto de humilhações bondosas. Como aquela que aconteceu comigo 25 anos atrás. O metrô estava cheio. Jovem, segurei-me num balaústre. Notei então que uma jovem de uns 25 anos me olhava com um olhar amoroso. Olhei para ela. E houve um momento de suspensão romântica. Minha cabeça e meu coração se alegraram. Até o momento em que ela se levantou com um sorriso e me ofereceu o seu lugar. Foi um gesto de bondade. Com o seu gesto ela me dizia: "O senhor me traz memórias ternas do meu avô..."
     A gente é velho quando entra no box do chuveiro com passos medrosos e cuidadosos. Há sempre o perigo de um escorregão. Por via das dúvidas, mandei instalar no box da minha casa uma daquelas barras metálicas horizontais que funcionam como corrimão.
    A gente é velho quando começa a ter medo dos tapetes. Os tapetes são perigosos de duas maneiras. Há os pequenos tapetes de fundo liso, que escorregam. E há os grandes tapetes que ficam com as pontas levantadas e que fazem ondas. O pé dos velhos movimenta-se no arrasto e tropeça na ponta levantada do tapete ou na armadilha da onda.
     A gente é velho quando começa a ter medo dos fotógrafos. Fugir das fotos de perfil porque nelas as barbelas de nelore aparecem. Nelore é um boi branco. Os pastos estão cheios deles, vivos, e as mesas também, sob o disfarce de bifes. E eles têm uma papada balançante, as barbelas, que vai da ponta do queixo (boi tem queixo?) até o peito. Velhice é quando as barbelas de nelore começam a aparecer. Aí vem a humilhação conclusiva. Prontas as fotos, eles nos mostram e dizem: "Como você está bem!"
    A gente é velho quando, tendo de subir ao palco para dar uma palestra, tem sempre uma jovem simpática que nos oferece a mão, temendo que a gente se desequilibre e caia. A gente aceita o oferecimento com um sorriso. Nunca se sabe...
    A gente é velho quando perde a vergonha e se desnuda fazendo as confissões que acabei de fazer... 


Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff3010200704.htm Acesso em: 27 ago. 2016 
A vírgula está empregada corretamente, EXCETO em:
Alternativas
Q1333986 Português


Fonte: http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2013/08/130829_demografia_ibge_

Texto adaptado especialmente para esta prova.

Analise as assertivas feitas sobre a pontuação do seguinte período do texto.
O coeficiente, representado pela taxa de fecundidade total, é, atualmente, de 1,77 filhos em média por mulher.
I. O emprego das vírgulas no primeiro trecho sublinhado justifica-se por se tratar de uma oração de caráter explicativo. II. O emprego das vírgulas no segundo trecho sublinhado justifica-se por se tratar de um aposto. III. Seria correto substituir as duas primeiras vírgulas por travessões.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1333343 Português


* COP 21 – Conferência, ocorrida em dezembro de 2015, em Paris, em que os 196 países integrantes da ONU discutiram sobre como lidar com as mudanças climáticas. http://www.cartacapital.com.br/sustentabilidade/uma-terra-mais-quente-e-desigual

Assinale V, se verdadeiras ou F, se falsas, acerca da estrutura e da pontuação do seguinte período do texto:
     São muitas as questões que nos afligem: a crise econômica brasileira, a questão dos refugiados na Europa, o mosquito Aedes aegypti, os fanáticos do Estado Islâmico, entre outras; todas são altamente relevantes e merecedoras de nossa atenção.
( ) Seria correto substituir o sinal de dois- pontos por um ponto-e-vírgula. ( ) Seria correto substituir o sinal de ponto-e- vírgula por ponto (com inicial maiúscula na frase seguinte). ( ) Três das quatro vírgulas separam termos de mesma função sintática. ( ) Seria correto suprimir a quarta vírgula e colocar a expressão “entre outras” entre parênteses.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q1332376 Português
Assinale a alternativa em que há erro de pontuação:
Alternativas
Respostas
4861: D
4862: A
4863: C
4864: E
4865: E
4866: B
4867: A
4868: B
4869: E
4870: D
4871: C
4872: C
4873: D
4874: D
4875: C
4876: B
4877: A
4878: C
4879: B
4880: C