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Q1327250 Português
Assinale o período CORRETO quanto ao emprego dos sinais de pontuação, segundo a norma padrão.
Alternativas
Q1327068 Português
De acordo com as regras da língua culta escrita, analise o uso da vírgula (presença e ausência) e a colocação do pronome oblíquo átono nestes exemplos: I. Nesta cidade, se vive com qualidade de vida.
II. Nesta cidade se vive com qualidade de vida. III. Nesta cidade, vive-se com qualidade de vida. IV. Nesta cidade vive-se com qualidade de vida. Sobre as proposições acima, temos:
Alternativas
Q1326569 Português
INSTRUÇÃO: O trecho a seguir traz o parágrafo final do artigo de J. R. Guzzo, intitulado Artigo de imitação. Leia o trecho e responda à questão.

Os direitos dos cidadãos, na verdade, talvez representem a área mais notável das semelhanças entre a democracia brasileira e os reis africanos que aparecem nas fotos-símbolo do colonialismo. Nunca houve tantos direitos escritos nas leis; nunca o poder público foi tão incompetente para mantê-los. Não consegue, para desgraça geral, garantir nem o mais importante de todos eles – o direito à vida. Com 60.000 assassinatos por ano, o Brasil é hoje um dos países onde a vida humana tem o menor valor.
Há uma recusa sistemática em combater o crime por parte de nove entre dez políticos com algum peso; o maior pavor deles é ser considerados, por causa disso, como gente da “direita”. Acham melhor, como as classes intelectuais, os comunicadores e os bispos, falar mal da polícia. Pode passar pela cabeça de alguém que exista democracia num país que tem 60.000 homicídios por ano?
(Revista Veja, ed. 2542.) 
Os sinais de pontuação, além de outras funções, garantem a coesão e a coerência interna dos textos, bem como os efeitos de sentido dos enunciados. Sobre sinais de pontuação no texto, analise as afirmativas.

I - Foi usado o travessão em o mais importante de todos eleso direito à vida para colocar em evidência uma expressão, poderia ser substituído pelo sinal dois pontos. II - Em Não consegue, para desgraça geral, garantir nem o mais importante de todos, as vírgulas marcam a omissão de um termo. III - Para separar orações coordenadas não unidas por conjunção, que guardem relação entre si, foi usado o sinal ponto e vírgula em Nunca houve tantos direitos escritos nas leis; nunca o poder público foi tão incompetente para mantê-los. IV - A interrogação na última frase do texto é responsável por fazer um esclarecimento do que o autor disse ao longo do texto.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q1326380 Português
Considerando o emprego da vírgula (,), assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1324977 Português

Imagem associada para resolução da questão

Fonte: Google Imagens (2017)


Sobre a colocação pronominal, é correto afirmar que em _____________, a _______________ é a forma correta de colocação pronominal, _________________________.


A alternativa que preenche, correta e sequencialmente, as lacunas do trecho acima é

Alternativas
Q1324973 Português

Imagem associada para resolução da questão


Sobre a justificativa para o uso das virgulas, analise as assertivas e identifique com V as verdadeiras e com F as falsas.

( ) No trecho “Hamlet, [...]” , a vírgula é utilizada para isolar o vocativo.

( ) No trecho “Quem são essas pessoas, papai?”, a vírgula é utilizada para isolar o aposto.

( ) O trecho “[...] quando você se casar e tiver sua própria casa [...]” é apresentado entre vírgulas para isolar a oração subordinada adverbial.

A alternativa que contém a sequênca correta, de cima para baixo, é

Alternativas
Q1324834 Português
Assinale a alternativa em que a pontuação está incorreta.
Alternativas
Q1324687 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.

As crianças querem e têm o direito de ler notícias

Se entendermos que elas têm o direito a ser informadas, com a linguagem adequada, conseguiremos formar uma geração de cidadãos críticos
STEPHANIE HABRICH*
12 OUT 2017

     Quando digo que publicamos o único jornal para jovens e crianças do Brasil, o quinzenal Joca, normalmente me olham com ar de questionamento. O jornalismo está acabando, o impresso está com os dias contados, as crianças de hoje nasceram num mundo digital...
     Tudo isso pode ser verdade, mas não vale apenas o clichê de que os mais novos só se interessam por games e YouTube. Meu trabalho me mostrou que as crianças se interessam por notícia, querem participar das discussões do mundo que as rodeiam e, acreditem, elas adoram o bom e velho papel. Faço essa afirmação com a experiência de quem publica periódicos infantojuvenis há uma década e acompanha de perto o trabalho das mais de 150 escolas brasileiras que hoje adotam o Joca como material de leitura obrigatória.
     Posso dizer também que me oriento por pesquisas que apontam os resultados incríveis de crescer lendo um jornal adequado a sua idade. Um estudo realizado pela École des Hautes Études Commerciales (prestigiada faculdade da França) e pela Planète D’Entrepreneurs (empresa que analisa o impacto de determinados produtos sobre a sociedade) nos mostrou que o trabalho com o Joca, na sala de aula ou em casa, aumenta o repertório na fala dos jovens e das crianças, o sentimento de pertencimento à sociedade como cidadão e o próprio desempenho escolar. As crianças leitoras do jornal compartilham o que leram com pais, amigos e familiares, debatem temas de ciência e tecnologia e mencionam bem menos reportagens sobre crime, violência e celebridades do que os que não leem.
     Estamos diante de uma geração que é bombardeada por informações o tempo todo, mas precisamos lembrar que crianças e adolescentes ainda não têm critério para avaliar tudo o que chega a eles. Em tempos de fake news, em que boatos se espalham rapidamente como verdade, a leitura diária e constante de jornal é uma forma de educar os jovens a buscar fontes confiáveis de informação e desenvolver um pensamento crítico e autônomo, para que não sejam manipulados pela desinformação.
     (...)
    O direito de ter acesso às mídias e de participar do debate público está assegurado na Convenção Internacional sobre os Direitos da Criança, aprovada pela Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) em 1989 e assinada pelo Brasil em 1990. Dois jornalistas definem bem a importância de crescer aprendendo a ler jornal. Danny Rubin, premiado autor e expert em comunicação para jovens da geração atual, e Assunta Ng, editora do jornal semanal Northwest Asian, listaram algumas razões, entre elas a ampliação da visão de mundo, o impulso à criatividade, à formação de liderança e à descoberta de soluções para questões variadas. Se não alienarmos as crianças, se entendermos que elas têm o direito a ser informadas - com a linguagem adequada, respeitando a inteligência que têm -, conseguiremos formar uma geração de cidadãos críticos, que lutam por seus direitos, que cumprem seus deveres e que terão as ferramentas necessárias para construir um futuro melhor para o nosso país.
* Stephanie Habrich é fundadora da editora Magia de Ler e do jornal Joca, de circulação quinzenal, adotato em escolas e disponível para assinaturas individuais.

(HABRICH, Stephanie. As crianças querem e têm o direito de ler notícias. El País, Brasil, 12/10/2017, Opinião. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/11/ opinion/1507753928_196359.html)
Assinale a alternativa em que NÃO há erros na pontuação.
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Q1324514 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão

Atendimento psicossocial: humanização é foco do tratamento em Aracaju
13 de outubro de 2017 – Tirzah Braga

    Um cuidado fundamentado na humanização, que envolve arte, família e gestão participativa. Assim é o modelo de tratamento utilizado pela Rede de Atenção Psicossocial (Reaps) da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) de Aracaju. Desde 2003, a política pública instituída pelo Ministério da Saúde tem sido desenvolvida na capital aracajuana como forma de transformar a realidade de milhares de pessoas com transtornos mentais ou por uso de álcool e outras drogas.
    As oficinas terapêuticas oferecidas nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps) da cidade são algumas das ações que auxiliam no tratamento humanizado dos pacientes, através da produção de trabalhos manuais, grupos musicais e teatrais, e da prática de atividades esportivas.
    Assim como acontece nas seis unidades dos Caps disponibilizadas à população, a assistente social do Caps Arthur Bispo do Rosário, Rosângela Nunes, realiza constantemente reuniões com os pais ou responsáveis das crianças e adolescentes com transtorno mental que são atendidos na unidade. De acordo com ela, o grupo coloca os familiares em igualdade de condição, gerando apoio mútuo.
    Para o motorista Vitório Heliotério Júnior, pai de uma das crianças atendidas pelo Caps, as reuniões são fundamentais para a evolução no tratamento dos pacientes. “Aqui nós aprendemos a cuidar e a educar o nosso filho de acordo com a necessidade. Antes a gente não sabia direito como lidar com o comportamento dele, mas com as reuniões nós estamos compreendendo e ele está tendo um desenvolvimento melhor. Acredito que a nossa colaboração em casa tem sido bem positiva”, reconhece.
    Além disso, os usuários, trabalhadores e gestores também participam das decisões a respeito do Caps, por meio das assembleias nas unidades. “Eles abordam o que querem nas reuniões, sugerem o que pode melhorar e o que pode ser feito para resolver a situação. Essa cogestão é uma das diretrizes definidas pela Política Nacional de Humanização do Ministério da Saúde que colocamos em prática”, explica Dalmare Sá, coordenador da Reaps.
    A Política Nacional de Humanização (PNH) foi implantada pelo Ministério de Saúde, em 2003, para efetivar os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS) no cotidiano das práticas de atenção e gestão, qualificando a saúde pública no Brasil e incentivando trocas solidárias entre os participantes.
    “O SUS foi criado em 1988 para esse tipo de cuidado, que não olhasse só para a doença, mas sim para todo o contexto. Hoje, a saúde mental é potente por conta disso, ela consegue transcender à (sic) questão da saúde e da doença. Trabalhamos todos os aspectos do indivíduo e vale a pena fazer a diferença na vida das pessoas”, destaca o coordenador da Reaps.

Disponível em: <http://www.faxaju.com.br/index.php/2017/10/13/atendimento-psicossocial-humanizacao-e-foco-do-tratamento-em-aracaju/>. Acesso em: 14 out. 2017 (fragmento adaptado).
“Hoje, a saúde mental é potente por conta disso, ela consegue transcender à (sic) questão da saúde e da doença. Trabalhamos todos os aspectos do indivíduo e vale a pena fazer a diferença na vida das pessoas [...]”.
A respeito do emprego da pontuação e da acentuação nesse trecho, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q1322016 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão proposta.



Apropriação cultural é um problema do sistema, não de indivíduos


É necessário se discutir essa questão com seriedade, porém, sem intransigências e desonestidade

Publicado em 05/04/2016 por DJAMILA RIBEIRO


    Ultimamente tem se falado muito sobre apropriação cultural nas redes sociais. Textos e mais textos sobre o tema, discussões, muitas vezes infrutíferas, e esvaziamento de conceitos. Sim, acredito que é necessário se discutir essa questão com seriedade, porém, sem intransigências e desonestidade. Há colunistas, por exemplo, escrevendo que apropriação cultural não existe, e, por outro lado, pessoas colocando a responsabilidade nos indivíduos, ignorando as questões estruturais. Acredito que ambos os caminhos são equivocados.
    Precisamos entender como o sistema funciona. Por exemplo: durante muito tempo, o samba foi criminalizado, tido como coisa de “preto favelado”, mas, a partir do momento que se percebe a possibilidade de lucro do samba, a imagem muda. E a imagem mudar significa que se embranquece seus símbolos e atores para com o objetivo de mercantilização. Para ganhar dinheiro, o capitalista coloca o branco como a nova cara do samba.
    Por que isso é um problema? Porque esvazia de sentido uma cultura com o propósito de mercantilização ao mesmo tempo em que exclui e invisibiliza quem produz. Essa apropriação cultural cínica não se transforma em respeito e em direitos na prática do dia a dia. Mulheres negras não passaram a ser tratadas com dignidade, por exemplo, porque o samba ganhou o status de símbolo nacional. E é extremamente importante apontar isso: falar sobre apropriação cultural significa apontar uma questão que envolve um apagamento de quem sempre foi inferiorizado e vê sua cultura ganhando proporções maiores, mas com outro protagonista. Uma frase do poeta americano B. Easy, compartilhada no Twitter, e bastante compartilhadas nas redes sociais faz todo o sentido nessa discussão:
    “A cultura negra é popular, mas as pessoas negras, não”.
    Uma coisa é a troca, o intercâmbio de culturas, o que é muito positivo. Outra coisa é a apropriação. No nosso país, as culturas foram hierarquizadas, sendo a negra colocada como inferior, exótica. Dentro desse contexto é possível falar em troca? A troca só é possível quando não existem hierarquias. Enquanto terreiros são invadidos, há marcas que acham cult colocar modelos brancas representando Iemanjá. Esse discurso de que a cultura é humana só é válido quando querem apropriá-la. No momento de considerar a humanidade daqueles que produzem essa cultura, a história é bem diferente. No momento de perceber a necessidade histórica de ser representado e ter posse de sua história, é ignorado. E esse é ponto nevrálgico da nossa crítica em relação à apropriação cultural.
    Porém, isso não significa culpabilizar os indivíduos que estão inseridos dentro dessa lógica. Não julgo certo apontar dedos para pessoas brancas que fazem uso da cultura negra por alguns motivos. Primeiro, muitas dessas pessoas desconhecem a discussão sobre apropriação cultural, segundo, não se pode responsabilizar somente os sujeitos e, por fim, estamos falando de um problema estrutural.
    A crítica deve ser feitas às indústrias que lucram com isso. Achei correta a crítica feita à marca Farm quando colocou várias modelos brancas usando turbantes e nenhuma negra. A marca estava lucrando com um símbolo sem dar protagonismo aos sujeitos que os produzem. Agora, criticar uma pessoa somente por fazer o mesmo, acho energia gasta com o alvo errado.     
    É necessário, sim, se problematizar essas questões, mas tendo em mente que vivemos numa sociedade capitalista e nesta, tudo vira mercadoria.

Disponível em: http://azmina.com.br/2016/04/apropriacao-cultural-e-um-problema-do-sistema-nao-de-individuos/. Acesso em: 05/04/2017. [adaptado].
Leia as afirmativas sobre o uso da pontuação no texto.

( ) No trecho “preto favelado”, as aspas foram usadas com o objetivo de destacar expressão pouco comum. ( ) Em “A cultura negra é popular, mas as pessoas negras, não”, as aspas foram usadas para sinalizar discurso direto. ( ) Nos trechos “Há colunistas, por exemplo, escrevendo que apropriação cultural não existe” e “Por exemplo: durante muito tempo”, a vírgula e os dois pontos foram usados para assinalar a inversão de adjuntos adverbiais. ( ) O uso das vírgulas é facultativo no trecho “mas, a partir do momento que se percebe a possibilidade de lucro do samba, a imagem muda.”

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas
Q1319991 Português

Ladrões podem roubar sua impressão digital a

partir de fotos




A mente criminosa não tem limites. Desta vez, os ladrões estão usando uma nova tecnologia para roubar impressões digitais de fotografias. Detalhe: as imagens em que as pessoas aparecem fazendo o simpático símbolo de “paz e amor” são os principais alvos.

O alerta foi feito por uma equipe de pesquisadores do Instituto Nacional de Informática do Japão que afirmou que as técnicas de reconhecimento de digitais estão se tornando cada vez mais comuns – seja para logar em smartphones e tablets, seja para verificar identidades. E isso está começando a ser explorado pelos criminosos.

As câmeras de alta qualidade dos smartphones e as redes sociais têm aumentado o risco de vazamento de informações pessoais. Os cientistas japoneses copiaram impressões digitais com base em fotos tiradas por uma câmera digital a 3m de distância do indivíduo.

“Fazer um sinal de paz na frente da câmera, por exemplo, pode tornar as impressões amplamente disponíveis”, explicou o pesquisador Isao Echizen ao jornal Sankei Shimbun que publicou a pesquisa. Segundo ele, os golpistas nem precisariam de equipamentos avançados para recriar os traços dos dedos – principalmente se a área da digital estiver iluminada.

O mesmo instituto desenvolveu um filme transparente, à base de óxido de titânio, que pode ocultar as impressões digitais em fotografias. Essa seria uma alternativa para confundir os larápios virtuais. O problema é que os cientistas vão levar, pelo menos, dois anos para aperfeiçoar a técnica antes de lançá-la. Até lá, esconda os dedos.


HIRATA, Gisele. Ladrões podem roubar sua impressão digital a partir de fotos. Revista Super

Interessante. São Paulo: Abril, 2017. Disponível em: <http://super.abril.com.br/tecnologia/ladroespodem-roubar-sua-impressao-digital-a-partir-defotos/>.

Leia o seguinte trecho do texto para responder a questão: “O mesmo instituto desenvolveu um filme transparente, à base de óxido de titânio, que pode ocultar as impressões digitais em fotografias.”

No trecho, as vírgulas são utilizadas para:

Alternativas
Q1319909 Português

TEXTO 1


Escravidão remunerada

É do que se trata a reforma da Previdência e o projeto de terceirização ampla e irrestrita

Por Djamila Ribeiro — publicado 03/04/2017



[1] Vivemos inegavelmente tempos difíceis no que diz respeito aos direitos conquistados. A aprovação pela Câmara dos Deputados do projeto que terceiriza todas as atividades de uma empresa, não somente a atividade meio, como vigorava até então, precariza a vida do trabalhador e da trabalhadora e é um grande retrocesso e uma saída regressiva.

[2] A reforma da Previdência, que caminha no Congresso sob a forma da Proposta de Emenda Constitucional nº 287, também é um acinte, pois aumenta o tempo de contribuição para 25 anos e a idade mínima para 65 anos para as mulheres.

[3] Essa medida não leva em consideração a divisão sexual do trabalho imposta em nossa sociedade. Mulheres ainda são aquelas moldadas para ser responsáveis pela criação dos filhos e pelos trabalhos domésticos. Não se vê que as mulheres partem de pontos diferentes, sobretudo desiguais. Para além dessa constatação, é necessário fazer algumas observações.

[4] Que as duas medidas são configuradas pelo retrocesso, sabemos, porém, questiono: quais os grupos mais afetados e por que existe uma maior comoção a partir do momento em que aqueles mais privilegiados correm o risco de ser atingidos?

[5] Explico: de modo geral, mulheres negras não conseguiam se aposentar antes de a PEC 287 ser proposta. Por conta da informalidade, de uma relação descontínua no mercado de trabalho e da dificuldade das empregadas domésticas terem seus direitos garantidos, esse grupo historicamente sempre se viu à margem. E isso se dá por conta da relação direta entre escravismo e trabalho doméstico.

[6] No processo de industrialização do Brasil, com o incentivo à imigração de trabalhadores europeus, a população negra saiu da condição de escravizada para aquela de “precarizada” ou desempregada. Mulheres negras empreendiam por necessidade ou trabalhavam como domésticas nas casas dos ex-senhores. Essa relação de desigualdade leva esse grupo a uma condição de maior vulnerabilidade.

[7] Para se ter uma ideia, de 2003 a 2014, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o contingente de domésticas sem carteira assinada que contribuíam para o INSS aumentou de 8% para 23% no período.

[8] Ainda assim, a categoria tem dificuldade de se aposentar por tempo de contribuição, pois o setor é marcado por grande informalidade. No último trimestre do ano passado, 68,1% das trabalhadoras domésticas não tinham carteira assinada. O mesmo raciocínio se aplica em relação ao trabalho terceirizado para atividades meio.

[9] Existe um grande contingente de negras nessa relação de trabalho, sobretudo em funções de limpeza. Essas medidas vão dificultar ainda mais a vida dessas trabalhadoras, que já viviam em uma realidade precária. Antes essa condição não gerava muita comoção, justamente por se tratar de grupos historicamente “invisibilizados”.

[10] Por conta desses atentados, propagou-se a ideia de que viveríamos uma relação de escravidão moderna, o que, a meu ver, é equivocado.

[11] A escravidão moderna refere-se à comercialização de seres humanos que legitimou a dominação europeia. Ela fez parte da história de muitos povos. Quem perdia a guerra tornava-se propriedade do outro e existem vários exemplos de como esse processo se dava.

[12] O que entendemos por escravidão moderna foi, porém, a mercantilização de indivíduos, corpos negros como mercadoria a atravessar o Oceano Atlântico e para enriquecer os senhores na base do chicote nos países para os quais foram sequestrados.

[13] Entendo o uso do termo escravidão moderna quando se mencionam os quase 46 milhões de seres humanos a viver em um sistema análogo à escravidão pelo mundo. Nesse caso, falamos de tráfico humano, trabalho forçado, escravidão por endividamento, casamento forçado ou servil e exploração sexual comercial.

[14] Em relação à redução das leis trabalhistas, diria que viveremos uma espécie de “escravidão remunerada”.

[15] Em um país que ainda nega a terrível herança dos mais de 300 anos de escravidão e as violências históricas contra a população negra, apesar do reconhecimento de que a escravidão foi um crime contra a humanidade, como consta no documento final da Conferência de Durban, em 2001, é necessário fazer a historicidade do conceito. Nenhum conceito é “a-histórico”.

[16] Acredito que devemos lutar contra todas as formas de injustiças sociais e não somente contra aquelas que passam a nos atingir. É um dever moral exibir a realidade dos grupos categorizados “como vidas que não importam”, para citar Judith Butler. Dessa forma, poderemos realmente denunciar de maneira mais ampla todas as violências e reivindicar a humanidade verdadeira.


Disponível em: https://www.cartacapital.com.br/revista/946/escravidao-remunerada Acesso em: 04/05/2017. (Adaptado)

Relacione as explicações para o uso de vírgulas apresentados na COLUNA I com cada um dos trechos da COLUNA II.



COLUNA I 



1- Assinalar inversão de adjuntos adverbiais.

2- Separar orações adjetivas de valor explicativo.

3- Separar orações coordenadas ligadas por algumas conjunções.

4- Separar termos coordenados.



COLUNA II



( ) “A reforma da Previdência, que caminha no Congresso sob a forma da Proposta de Emenda Constitucional no 287, também ...” 

( ) “No processo de industrialização do Brasil, com o incentivo” 

( ) “... a categoria tem dificuldade de se aposentar por tempo de contribuição, pois o setor ...” 

( ) “... falamos de tráfico humano, trabalho forçado, escravidão por endividamento ...”



Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA

Alternativas
Q1318907 Português
Leia o texto.


Poluição do ar


Poluição do ar é qualquer substância química que pode causar danos às pessoas ou aos outros seres vivos. Alguns problemas comuns são fumaça, monóxido de carbono, dióxido de nitrogênio, dióxido de enxofre, ozônio e chumbo. Muitos deles prejudicam os animais quando inalados ou penetram na pele. Outros se misturam com substâncias químicas inofensivas na atmosfera para formar a chuva ácida, por exemplo. Até substâncias químicas que não são normalmente tóxicas, como o dióxido de carbono, podem causar problemas ambientais de grande extensão se emitidas em grandes quantidades.

As pessoas estão trabalhando para reduzir a poluição do ar, usando filtros e escovas de chaminés nas usinas e nas centrais elétricas e nos exaustores catalíticos dos carros. Fontes alternativas de energia, materiais ecológicos e novos processos de produção e descarte também estão sendo desenvolvidos. Os governos estão colocando limites e cobrando multas das empresas que poluem. Tratados internacionais, tais como o Protocolo de Quioto, englobam esforços de muitos países para reduzir a emissão desses gases.


Coleção Explore o curioso mundo. São Paulo: Abril, p.142.
Assinale a alternativa que apresenta correto uso da vírgula.
Alternativas
Q1316626 Português

PERDIDO NA CIDADE (Autor desc.)

Um caipira veio pra cidade grande e ficou completamente perdido.

Então perguntou pra um sujeito que estava sentado na praça, fumando.

— Dia, moço... O sinhô sabe onde é que fica o terminal de Ônibus da Praça da Arve?

— Praça da Árvore? — corrigiu o sujeito.

— Isso, exatamente... Praça da Arve!

— Fica ali, ó! Na primeira rua à esquerda. Qualquer idiota sabe!

— Mais é por isso mesmo qui eu perguntei pro sinhô, uai!

http://professoralourdesduarte.blogspot.com.br/2012/05/t extos-engracados.html

Para que a comunicação realmente se efetive, seis fatores participam desse processo, são eles: emissor, receptor, mensagem, código, canal e referente, sendo assim assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1288047 Português
Assinale a ÚNICA alternativa em que o emprego do sinal de pontuação está CORRETO:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FUNDEPES Órgão: CODEMIG
Q1234328 Português
Releia o excerto a seguir.
“A Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), proprietária do empreendimento, assume a administração do espaço [...]”
Em relação ao trecho destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2017 Banca: AOCP Órgão: Prefeitura de Pinhais - PR
Q1224909 Português
Experiências parisienses
Rubinstein apoiou fortemente VillaLobos na realização de seu sonho de longa data: ir a Paris para poder, lá, dedicar-se exclusivamente a seu trabalho de composição. Para fundar o projeto em uma base realista, Rubinstein sugeriu estabelecer um plano de financiamento que foi adotado por alguns amigos de Villa-Lobos. A imprensa relatou sobre isso: “Tudo indica que é chegado o momento de encaminhar para a Europa esse formoso talento que ontem foi delirantemente aplaudido”.  Para colocar à disposição os meios necessários, o deputado Arthur Lemos apresentou uma proposta na câmara municipal de vereadores em julho de 1922 sob o título: “Para a divulgação de nossa música no exterior”. Foram pedidos 108 contos de réis – segundo a moeda de hoje, aproximadamente, 30 mil reais – para que pudessem ser realizados, ao total, 24 concertos com obras de compositores brasileiros nas capitais musicais da Europa. Já em 1912, Nepomuceno, Oswald, Braga e Nascimento haviam encaminhado uma iniciativa semelhante para o jovem compositor, muito promissor, Glauco Velásquez. O projeto contudo, fracassou, e Velásquez morreu dois anos mais tarde.  A fim de propagar seu objetivo, Villa-Lobos realizou uma série de oito concertos – quatro no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo –, os quais ele dedicou a algumas personalidades de destacada posição social: ao presidente Epitácio Pessoa, ao vice-presidente Estácio Coimbra, ao senador Marcílio Lacerda e ao milionário Arnaldo Guinle. [...]  Apesar de todos os esforços, VillaLobos não conseguiu influenciar o ambiente no sentido intencionado. Não houve número considerável de público nem uma ressonância notável por parte da imprensa, e as personalidades importantes solicitadas também se mantiveram reservadas. O quarto concerto no Rio de Janeiro teve até mesmo de ser cancelado, já que não houve venda suficiente de ingressos. Ronald de Carvalho censurou, por conseguinte, em um artigo de jornal, a “decadência” do público no Rio de Janeiro. [...]
NEGWER, M. Villa-Lobos. O florescimento da música brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 2009. p. 141-142. (adaptado)
O segundo parágrafo contém um erro, de acordo com a gramática normativa da língua portuguesa, referendada pela tradição gramatical. Assinale a alternativa que apresenta o trecho que contém esse erro. 
Alternativas
Ano: 2017 Banca: FCC Órgão: PC-AP
Q1214364 Português
Crônicas contemporâneas
O gênero da crônica, entendida como um texto curto de periódico, que se aplica sobre um acontecimento pessoal, um fato do dia, uma lembrança, um lance narrativo, uma reflexão, tem movido escritores e leitores desde os primeiros periódicos. No pequeno espaço de uma crônica pode caber muito, a depender do cronista. Se ele se chamar Rubem Braga, pode caber tudo: esse mestre maior dotou a crônica de uma altura tal que pôde dedicar-se exclusivamente a ele ocupando um lugar entre os nossos maiores escritores, de qualquer gênero.
Jovens cronistas de hoje, com colunas nos grandes jornais, vêm demonstrando muita garra, equilibrando-se entre as miudezas quase inconfessáveis do cotidiano pessoal, às quais se apegam sem pudor, e a uma espécie de investigação crítica que pretende ver nelas algo de grandioso. É como se na padaria da esquina pudesse de repente representar-se uma cena de Hamlet ou de alguma tragédia grega; é como se, no banheiro do apartamento, o espelhinho do armário pudesse revelar a imagem-síntese dos brasileiros. Talvez esteja nesse difícil equilíbrio um sinal dos tempos modernos, quando, como numa crônica, impõe-se combinar a condição mais pessoal de cada um com a responsabilidade de uma consciência coletivista, que a todos nos convoca.
(Diógenes da Cruz, inédito)
Está clara e correta a redação deste livre comentário sobre o texto:
Alternativas
Ano: 2017 Banca: Quadrix Órgão: COFECI
Q1213734 Português
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item subsequente.
Na linha 3, o emprego das vírgulas após “contemporânea” e “pós-modernidade” justifica-se por separar termos de uma enumeração.
Alternativas
Q1211926 Português
Qual frase está pontuada corretamente? 
Alternativas
Respostas
4661: A
4662: C
4663: D
4664: C
4665: E
4666: B
4667: C
4668: B
4669: D
4670: D
4671: A
4672: B
4673: A
4674: A
4675: A
4676: A
4677: E
4678: A
4679: C
4680: A