Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q3252487 Português
Sensações apocalíticas


   Na capa do jornal Estado de terça-feira, uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa, quase opaca. Na TV, paredões de fogo se levantam e marcham. A olho nu, a fuligem se derrama sobre a cidade; filamentos de carvão vindos no vento aterrissam como libélulas no capô do automóvel de um milhão de reais. O desastre climático é um desastre social, que castiga antes os de baixo, mas quando se impõe para valer não respeita a segregação entre as classes. Não respeita nada, cobre até os astros no céu. A Lua fica vermelha, como se obedecesse ao Apocalipse (6:12): “Inteira como sangue”.

   Sol prata, chuva preta (isso quando chove). Aumentam as internações nos hospitais. Sobem os óbitos por problemas respiratórios. O noticiário dá conta de que um território equivalente ao Estado de Roraima já virou cinza. A realidade se mostra pior do que as previsões da teoria.

   O livro A Terra Inabitável, do jornalista americano David Wallace-Wells, passava por pessimista ao ser lançado, em 2017, mas agora parece brando. Seu alerta de que o descongelamento do solo do Alasca e da Sibéria liberaria gases de efeito estufa e ressuscitaria micro-organismos capazes de desencadear epidemias desconhecidas foi superado por cenários ainda mais assustadores.

   O cientista Carlos Nobre se declarou “apavorado”. Num artigo publicado no UOL, ele retomou o adjetivo que deu título ao livro de Wallace-Wells e sentenciou: “Se a temperatura global aumentar em 4º C até 2100, grande parte do planeta, incluindo o Brasil, pode se tornar inabitável”. O Rio Solimões se reduziu a um riacho fantasma, inabitável para peixes. As metrópoles estrebucham entre dois extremos: no primeiro, inundações infectas alagam as casas com doenças e lama; no segundo, a seca ameaça matar de sede os moradores.

   Para onde quer que se olhe, proliferam os sinais de esfacelamento generalizado.


(Eugênio Bucci, Sensações Apocalíticas.
Em: https://www.estadao.com.br/opiniao, 19.09.2024. Adaptado)
Considere as passagens:

•  ... uma foto mostra Brasília submersa em fumaça densa... (1 º parágrafo)
•  ... que castiga antes os de baixo... (1 º parágrafo)
•  Sobem os óbitos por problemas respiratórios. (2 º parágrafo)
•  ... a seca ameaça matar de sede os moradores. (4 º parágrafo)

De acordo com a norma-padrão e o sentido original, a reescrita de Brasília submersa em fumaça densa, o sinônimo de antes e as relações estabelecidas pelas preposições por e de são, respectivamente:
Alternativas
Q3252479 Português
A andorinha da torre


   Desde muito tempo que o serviço da torre da Igreja de X estava confiado ao velho Emílio...

   Era aquele homem de barbas longas e brancas, espécie dessas figuras com que se costuma fazer a imagem mítica dos grandes rios, era aquele velho que via-se de tarde, à janela da torre sob a cúpula enorme do sino grande, olhando vagamente para o espaço, sem dar atenção ao burburinho da cidade, que circulava nas ruas lá embaixo...

   Os mais antigos moradores do lugar lembravam-se de que Emílio fora sempre o mesmo homem de barbas longas e brancas, o mesmo, como a ruína consagrada pelo tempo, que nunca fica mais velha. Respeitava-se muito ao velho sineiro. Era o mais honrado dos homens e, além disso, era o avô da mais galante criança que se tem visto.

    Por aqueles cinco quarteirões em volta não havia quem não gostasse da andorinha da torre. Festejavam muito aquela criança, davam a ela doces e beijos que não havia mãos a medir; sentiam só que ela fugisse tanto a meter-se na torre com o avô e esquecesse pelos velhos amigos de bronze que moravam lá no alto as pessoas da cidade que tanto a queriam.

   Mas como havia de ser se ela amava perdidamente os seus sinos e o seu avô?... Achava os sinos frios demais e pachorrentos como uns homens de idade, mas, em compensação, admirava-os, quando vovô Emílio despertava-lhes a sanha e os fazia pularem, voltearem como clowns*, precipitarem-se no espaço como se fossem desabar e ressurgirem para o alto, com a boca largamente aberta, como um sorriso de gigante satisfeito.

   A pequena Rita admirava os sinos. Esta admiração transformava-se em amorosa simpatia. Estranhava no fundo do espírito aqueles monstros boquiabertos que sabiam ser igualmente a imobilidade e o turbilhão, o silêncio e a trovoada; ajudava o avô a tratá-los, limpar-lhes o bojo profundo e escuro, clarear-lhes os dourados de fora, esgravatar-lhes os interstícios dos relevos que os enfeitavam...

    Havia amor de família naquele pequeno mundo que vivia na torre.


(Raul Pompeia, A andorinha da torre. Em: https://www.biblio.com.br. Adaptado. Acesso em 12.09.2024)

* palhaços 
Conforme os sentidos expressos no texto e a norma-padrão de pontuação, a passagem – Achava os sinos frios demais e pachorrentos como uns homens de idade, mas, em compensação, admirava-os, quando vovô Emílio despertava-lhes a sanha e os fazia pularem... (5º parágrafo) – está adequadamente reescrita em:
Alternativas
Q3252477 Português
A andorinha da torre


   Desde muito tempo que o serviço da torre da Igreja de X estava confiado ao velho Emílio...

   Era aquele homem de barbas longas e brancas, espécie dessas figuras com que se costuma fazer a imagem mítica dos grandes rios, era aquele velho que via-se de tarde, à janela da torre sob a cúpula enorme do sino grande, olhando vagamente para o espaço, sem dar atenção ao burburinho da cidade, que circulava nas ruas lá embaixo...

   Os mais antigos moradores do lugar lembravam-se de que Emílio fora sempre o mesmo homem de barbas longas e brancas, o mesmo, como a ruína consagrada pelo tempo, que nunca fica mais velha. Respeitava-se muito ao velho sineiro. Era o mais honrado dos homens e, além disso, era o avô da mais galante criança que se tem visto.

    Por aqueles cinco quarteirões em volta não havia quem não gostasse da andorinha da torre. Festejavam muito aquela criança, davam a ela doces e beijos que não havia mãos a medir; sentiam só que ela fugisse tanto a meter-se na torre com o avô e esquecesse pelos velhos amigos de bronze que moravam lá no alto as pessoas da cidade que tanto a queriam.

   Mas como havia de ser se ela amava perdidamente os seus sinos e o seu avô?... Achava os sinos frios demais e pachorrentos como uns homens de idade, mas, em compensação, admirava-os, quando vovô Emílio despertava-lhes a sanha e os fazia pularem, voltearem como clowns*, precipitarem-se no espaço como se fossem desabar e ressurgirem para o alto, com a boca largamente aberta, como um sorriso de gigante satisfeito.

   A pequena Rita admirava os sinos. Esta admiração transformava-se em amorosa simpatia. Estranhava no fundo do espírito aqueles monstros boquiabertos que sabiam ser igualmente a imobilidade e o turbilhão, o silêncio e a trovoada; ajudava o avô a tratá-los, limpar-lhes o bojo profundo e escuro, clarear-lhes os dourados de fora, esgravatar-lhes os interstícios dos relevos que os enfeitavam...

    Havia amor de família naquele pequeno mundo que vivia na torre.


(Raul Pompeia, A andorinha da torre. Em: https://www.biblio.com.br. Adaptado. Acesso em 12.09.2024)

* palhaços 
Leia as passagens:

•  Era aquele homem de barbas longas e brancas, espécie dessas figuras com que se costuma fazer a imagem mítica dos grandes rios... (2º parágrafo)
•  Por aqueles cinco quarteirões em volta não havia quem não gostasse da andorinha da torre. (4º parágrafo)

Considerando-se os aspectos de sentido e de regência, as reescritas dos trechos destacados nas passagens atendem à norma-padrão, respectivamente, em: 
Alternativas
Q3245651 Português
Leia o texto para responder à questão.


Brinquedos incendiados

   Uma noite houve um incêndio num bazar. E no fogo total desapareceram consumidos os seus brinquedos. Nós, crianças, conhecíamos aqueles brinquedos um por um, de tanto mirá-los nos mostruários – uns, pendentes de longos barbantes; outros, apenas entrevistos em suas caixas. Ah! maravilhosas bonecas louras, de chapéu de seda! pianos cujos sons cheiravam a metal e verniz! carneirinhos lanudos, de guizo ao pescoço! piões zumbidores! – e uns bondes com algumas letras escritas ao contrário, coisa que muito nos seduzia – filhotes que éramos, então, de Mr. Jordain, fazendo a nossa poesia concreta antes do tempo.

    Às vezes, num aniversário, ou pelo Natal, conseguimos receber de presente algum bonequinho de celuloide, modestos cavalinhos de lata, bolas de gude, barquinhos sem possibilidades de navegação... – pois aquelas admiráveis bonecas de seda e filó, aqueles batalhões completos de soldados de chumbo, aquelas casas de madeira com portas e janelas, isso não chegávamos a imaginar sequer para onde iria. Amávamos os brinquedos sem esperança nem inveja, sabendo que jamais chegariam às nossas mãos, possuindo-os apenas em sonho, como se para isso, apenas, tivessem sido feitos.

(Cecília Meireles. Escolha o seu Sonho)
As crianças, desejosas ____________ brinquedos do bazar, aspiravam ____________ deles como presente de aniversário ou Natal.
Em conformidade com a norma-padrão, as lacunas da frase devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
Alternativas
Q3244950 Português

Leia a tira a seguir para responder à questão.

(Will Leite. Anésia # 77. Disponível em: http://www.willtirando.com.br/)

Considere as passagens do primeiro e do segundo quadrinhos a seguir.
•  quero lançar um livro com suas tiras.
•  Adoraria que a senhora fosse ao lançamento…
•  O lançamento de um livro com tiras sobre a minha vida

As expressões destacadas podem ser substituídas, respectivamente e de acordo com a norma-padrão de regência e crase, por:
Alternativas
Q3244907 Português

Leia o Texto I para responder à questão.


Texto I


    As mudanças climáticas têm potencial de impacto extremamente relevante sobre o setor de saneamento e a vida das pessoas em geral. O impacto é de tal ordem que provoca desabrigados, fome e migrações em busca de melhores condições para sobrevivência.

    As consequências das mudanças de padrão de chuvas trazem ainda outras questões relevantes, como conflitos de uso, quando da ocorrência de secas, e potenciais desastres, quando da ocorrência de cheias. Os conflitos provocados pela falta de oferta geram dificuldades de alocação de água e disputas entre usuários. As cheias provocam, muitas vezes, situações de desastre que impactam vidas e trazem prejuízos econômicos. 

    A resiliência precisa ser construída com o objetivo de reduzir o impacto dos desastres sobre as populações, de modo a possibilitar a adaptação a novos regimes hidrológicos. Outras medidas de adaptação podem atuar sobre a oferta de água, necessitando intervenções estruturais, como a implantação de dessalinizadores, reúso, estruturas de armazenamento de água e interligação de bacias, às vezes até mesmo como sistemas redundantes.

    Há, por fim, a necessidade de serem adotadas medidas que induzam ao uso racional da água e que atuem na redução da demanda. Já há uma preocupação com redução de perdas em sistemas de distribuição, mas também é necessário o incentivo à introdução de equipamentos poupadores, na área residencial ou industrial. 



(Meio ambiente, mudança climática e segurança hídrica –

Brazil Water Week. Disponível em: https://brazilwaterweek.com.br.

Adaptado)

É preciso adotar medidas que contemplem desde _____________  implantação de dessalinizadores ________________ interligação de bacias, ____________ fim de reduzir o impacto dos desastres.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho.

Alternativas
Q3235771 Português
Mancha de poluição no Tietê atinge 207 km


A mancha de poluição no Rio Tietê aumentou 47 km entre 2023 e 2024, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica. Agora já são 207 km de rio poluído, a maior extensão desde 2012, quando a mancha chegou a 240 km. No ano passado era de 160 km, o que dá um aumento de 29%. A qualidade da água foi monitorada em 576 km do rio, da nascente, em Salesópolis, Grande São Paulo, até Barra Bonita, no interior. A extensão total do rio é de 1.100 km. A secretária estadual de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística, Natalia Resende, disse ao Estadão que a piora na condição de rios como o Tietê já era esperada por causa da estiagem prolongada que afetou o Estado e todo o País. "Tivemos diminuição nos volumes de água, o que traz menos oxigenação, menos movimentação da água e maior concentração de nutrientes e esgoto na água", afirmou a secretária. A aposta do governo para reverter esse quadro, disse ela, é o programa Integra Tietê, lançado no ano passado, com o objetivo de, até 2029, ter R$ 23 bilhões investidos na ampliação da rede de saneamento básico, desassoreamento, melhorias no monitoramento da qualidade da água, recuperação de fauna e flora, entre outras medidas. O programa prevê a universalização do saneamento - toda a população atendida com água e esgoto até 2029.


José Maria Tomazela

Jornal O Estado de São Paulo, 21 de setembro de 2024.
No trecho "A aposta do governo para reverter esse quadro, disse ela, é o programa Integra Tietê," as preposições em destaque imprimem às relações que estabelecem, respectivamente, os sentidos de
Alternativas
Q3234526 Português
Assinale a alternativa em que expressão “de que” preenche corretamente a lacuna da frase (textos adaptados da obra: Schwarcz, Lilia Moritz; Starling, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia: Com novo pós-escrito (Portuguese Edition). Companhia das Letras. Edição do Kindle): 
Alternativas
Q3234079 Português

O futebol no meio da relação



No nosso primeiro encontro, Beatriz falou que não era Cruzeiro nem Atlético.


Eu brinquei:


— Então, é Coelho?


Ela riu, também não era adepta do simpático time do América.


Fiquei com aquela informação na cabeça: ela não gosta de futebol. Nem todos têm um time para chamar de seu.


Mas não comentei mais nada dali em diante. Paixão é greve de personalidade. O futebol desapareceu para mim no primeiro mês de namoro. Estava apaixonado. Só queria saber dela, de sair com ela.


Beatriz, por sua vez, achou que eu fosse um gentleman, um intelectual: poeta, pensador, autor de livros sobre relacionamentos e sobre a finitude da vida. Supôs que, nas horas vagas, eu privilegiaria livros, filmes, artes plásticas. Jamais cogitou a hipótese de que eu seria um fanático do esporte ou de um clube.


Quando visitamos Porto Alegre, minha cidade, já com seis meses de relacionamento, ela demonstrou seu interesse em conhecer a Fundação Iberê Camargo de tarde.


O amor já tinha chegado em mim. Amar é mostrar que você tem um mundo pretérito às afinidades momentâneas de casal. Eu disse:


— Não posso!


Foi o meu "não" inicial no romance, o "não" fundador. Reuni as minhas forças para estrear a negativa.


Ela não compreendeu a rejeição:


— Não? Por quê? Tem compromisso?


Não queria que entendesse que estava fazendo pouco caso, tratei logo de explicar:


— Hoje tem jogo do Inter no Beira-Rio, não posso perder, quer vir junto?


Logo estendi uma camiseta vermelha com o nome dela nas costas, que eu recém havia comprado.


Ela ficou pálida, talvez tenha raciocinado com um frio na barriga: "onde eu me meti?".


Esclareci que era colorado doente, cônsul do Inter, ia em todos os jogos.


Ela estava com a boca aberta, de queixo caído:


— Então, você é daqueles que não deixam de assistir um jogo, que desmarcam qualquer evento?


— Sim. E não esqueça que são vários campeonatos: Brasileirão, Sul-Americana ou Libertadores, Copa do Brasil, Gauchão...


— Assiste todos?


— E mais: seco os meus rivais. Ou melhor, lavo, seco e passo os meus adversários.


— Mas não sobrará tempo para nada.


— Pois é, eu precisava desabafar!


— Você não é fanático, você é louco! Depois, descobri com sua melhor amiga que ela tinha um único pré-requisito para um partidão: que ele não gostasse de futebol.


A vida não é perfeita, Beatriz, mas nosso amor é, dentro do possível, de acordo com o calendário da CBF e Conmebol.



Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar

Assinale a alternativa que possui um erro de regência:
Alternativas
Q3233506 Português
Texto para responder à questão.

Brasil tem a maior queda histórica do trabalho infantil

Apesar da diminuição no índice, o país ainda tem 1,5 milhão de crianças e adolescentes em atividades remuneradas.

    A construção de um país próspero e socialmente justo está diretamente ligada às possibilidades de educação e saúde oferecidas às crianças, que são o futuro de um país. Infelizmente muito longe dos parâmetros de uma Noruega, onde o trabalho infantil é quase zero, o Brasil registrou 1,5 milhão de trabalhadores, entre 5 e 17 anos, em 2023. O alto índice vem acompanhado, no entanto, de boa notícia: é o menor dos últimos seis anos. A queda foi de 14,6% em relação a 2022. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua sobre trabalho de crianças e adolescentes de 5 a 17 anos de idade, divulgada nesta sexta-feira (18) pelo IBGE.
    No Brasil, quanto mais as crianças crescem, maior a incidência delas no mercado. Dos menores que trabalham, 1,3% tem de 5 a 13 anos. A porcentagem aumenta em seis vezes na faixa etária entre 13 e 15 anos. O maior grupo de trabalhadores mirins é o de 16 a 17 anos, que representa 14,6% do total. Apesar de estarem em uma idade de trabalho permitida pela legislação brasileira, a maioria não tem carteira assinada, o que dá margem à exploração com salários baixos e sem pagamento de horas extras. Além de exercerem uma atividade remunerada fora de casa, essas crianças e adolescentes ainda são sobrecarregados com atividades domésticas das mais variadas. Com tanta sobrecarga, a frequência escolar acaba comprometida, o que diminui a probabilidade da quebra do ciclo de pobreza familiar no futuro. Sem educação e qualificação, reduzem às perspectivas de melhores oportunidades de trabalho na vida adulta. No Brasil, há 32 milhões de crianças e adolescentes que vivem as múltiplas dimensões da pobreza. O trabalho infantil é apenas uma delas.

(Por Valéria França, Veja, 19 out 2024. Disponível em: https://veja.abril.com.br/comportamento. Adaptado.)
Sem educação e qualificação, reduzem às perspectivas de melhores oportunidades de trabalho na vida adulta. No Brasil, há 32 milhões de crianças e adolescentes que vivem as múltiplas dimensões da pobreza. O trabalho infantil é apenas uma delas.” (2º§) O trecho em destaque apresenta uma inadequação quanto à norma padrão da língua, corretamente indicada em: 
Alternativas
Q3233072 Português

[Tempos muito novos]

 

O melhor conselho que eu poderia dar a um jovem de quinze anos enfiado numa escola desatualizada em algum lugar do mundo de hoje é: não confie demais nos adultos. A maioria deles tem boas intenções, mas eles não compreendem o mundo. No passado, era relativamente seguro apostar em seguir os adultos, porque eles conheciam as coisas bastante bem, e o mundo se transformava lentamente. Mas o século XXI será diferente. Devido ao ritmo cada vez mais acelerado das mudanças, você nunca terá certeza se aquilo que os adultos estão lhe dizendo é fruto de uma sabedoria atemporal ou de um preconceito ultrapassado.

 

A tecnologia não é uma coisa ruim, mas é uma aposta arriscada. Ela pode ajudá-lo muito, mas se ela exercer demasia poder em sua vida, você pode acabar como um refém. Se você souber o que deseja na vida, ela pode ajudá-lo  a conseguir. Mas se você não sabe, será muito fácil para a tecnologia moldar por você seus objetivos e assumir o controle de sua vida. E, à medida que a tecnologia adquire uma melhor compreensão dos humanos, você poderia se ver servindo a ela cada vez mais, em vez de ela servir à você. Você já viu esses zumbis que vagueiam pelas ruas com o rosto grudado em seus smartphones? Você acha que eles estão controlando a tecnologia ou é a tecnologia que os está controlando?

 

Neste exato momento, os algoritmos estão observando você. Estão observando aonde você vai, o que compra, com quem se encontra. Logo vão monitorar todos seus passos, todas as suas respirações, todas as batidas de seu coração. Estão se baseando em Big Data e no aprendizado da máquina para conhecer você cada vez melhor. Se você quiser manter algum controle sobre sua existência pessoal e o futuro de sua vida, terá de correr mais rápido que os algoritmos. Para correr tão rápido, não leve muita  bagagem consigo. Deixe para trás suas ilusões. Elas são pesadas demais.

 

(Adaptado de: HARARI, Yuval Noah. 21 lições para o século 21. São Paulo. Companhia das Leiras, 2018, p. 3285-220)

É plenamente regular o emprego dos elementos sublinhados na frase:
Alternativas
Q3231849 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de regência verbal.
Alternativas
Q3231841 Português
Assinale a alternativa redigida em conformidade com a norma-padrão de regência nominal.
Alternativas
Q3231641 Português

Leia o texto para responder à questão.


 Doadores agora podem declarar sua vontade em cartório


    Um documento legal, digital e gratuito, disponível por meio de qualquer dispositivo com acesso à internet, pode ser a solução para o Brasil superar antigos entraves e salvar a vida de mais de 42 mil pessoas que aguardam na fila da doação de órgãos e tecidos no país.

    A partir de agora, brasileiros que querem ser doadores poderão deixar explícita a sua vontade em um documento oficial, redigido por um tabelião de notas e que possui autenticidade e segurança jurídica: a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, Tecidos e Partes do Corpo Humano – AEDO, que passa a ter validade como declaração de vontade do cidadão.

    Essa Autorização Eletrônica ficará armazenada em uma base de dados nacional única mantida pelo Colégio Notarial do Brasil, que representa os 8344 Cartórios de Notas do país, e permitirá que médicos vinculados ao Sistema Nacional de Transplantes ou às Centrais Estaduais de Transplantes, instituições do Ministério da Saúde, possam consultar, via CPF, se a pessoa falecida deixou expressa sua vontade em ser um doador e, em caso positivo, apresentar o documento à família para obterem a autorização prevista em lei.

    A iniciativa busca superar um dos maiores entraves à doação de órgãos no país, a autorização da família. Em 2023, 42% das famílias recusaram a doação. Com a AEDO, que pode ser solicitada por maiores de 18 anos, essa manifestação de vontade fica registrada e será acessada pelos profissionais da Saúde.

    Para realizar a Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos, o interessado preenche um formulário diretamente no site www.aedo.org.br. Por meio do sistema, poderá escolher qual órgão deseja doar ou se pretende doar todos. No Brasil, a maioria das pessoas na fila única nacional de transplantes aguarda a doação de um rim, seguido por fígado, coração, pulmão e pâncreas. Somente no ano passado, três mil pessoas faleceram pela falta de doação de um órgão. Atualmente, mais de 500 crianças aguardam um transplante.

    Nosso país é o quarto em número absoluto de transplantes, ficando atrás apenas dos Estados Unidos, China e Índia. A taxa de doadores é maior no Sudeste (22,2) e no Sul (36,5). No Centro-Oeste (14,1), Nordeste (13,0) e Norte (7,0).

    Em um momento em que a solidariedade é mais importante do que nunca, a AEDO representa um passo significativo da sociedade na busca de soluções concretas para milhares de brasileiros à espera da chance de uma nova vida. Que todos juntos possamos ser vida na vida de alguém.


(Giselle Oliveria de Barros. https://www.estadao.com.br/politica/blogdo-fausto-macedo/doadores-de-orgaos-agora-podem-declarar-sua-vontade- -direto-no-cartorio-de-notas-entenda/?utm_source=estadao:mail. Publicado em 04.04.2024. Adaptado)

Considere as passagens do texto.


•  A iniciativa busca superar um dos maiores entraves à doação de órgãos no país, a autorização da família. (4º parágrafo)


•  Por meio do sistema, poderá escolher qual órgão deseja doar ou se pretende doar todos. (5º parágrafo)


•  Atualmente, mais de 500 crianças aguardam um transplante. (5º parágrafo)


Segundo a norma-padrão de regência verbal e nominal, os trechos destacados podem ser substituídos, respectivamente, por:

Alternativas
Q3231574 Português

Uma palavrinha



Uma senhora chegou perto de mim enquanto eu almoçava com a minha esposa no restaurante O Italiano. Pensei que quisesse uma selfie. Nada a ver, não era tietagem. Você se sente ainda mais anônimo quando deduz equivocadamente que alguém o reconheceu. A confusão levou-me a um profundo constrangimento.


Ela pediu uma palavrinha comigo.


Beatriz estranhou: que ser era aquele que aparecia de paraquedas, de repente, e solicitava uma conversa a sós com o marido?


A senhora unicamente me perguntou:


— Separar-se é complicado, não é?


E saiu. Foi embora. Largou a pergunta, a encomenda, a bomba reflexiva, e seguiu o seu rumo como um fantasma, entre mesas e mesas lotadas naquele domingo ensolarado. Sequer aguardou a minha resposta. Acabou sendo um consultório sentimental incidental.


Separar-se não é virar as costas, mas enfrentar de olhos arregalados uma mudança. Por isso é tão difícil. É mudar de casa, mudar de cenário, mudar de vida.


É ter que lidar com a frustração dos parentes que haviam se apegado à companhia de tanto tempo. É perder igualmente a família do par − o sogro, a sogra, os cunhados, os enteados.


É aguentar a saudade do que foi bom, o arrependimento do que foi ruim e, além disso, a tristeza do futuro irrealizado − os objetivos do casal que nunca serão alcançados, confinados nos rascunhos hipotéticos dos sonhos.

Separar-se, portanto, exige uma coragem monstruosa. É quando vocês não têm mais opção, não suportam mais se anular por alguém, não consegue mais ceder nada, restando apenas salvar a si mesmo.


Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil. É um desserviço. Pode ser necessário, a única saída, mas é duro. Pode ser imprescindível, mas é desolador.


Não é uma chave que você vira na porta, é uma chave que você devolve.


Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.


https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/6/7/uma-pa lavrinha 

Analise as frases a seguir:



Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil.


A confusão levou-me a um profundo constrangimento.


As formas verbais "diga" e "levou", quanto à regência verbal, são, respectivamente: 

Alternativas
Q3230410 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


O futebol no meio da relação


No nosso primeiro encontro, Beatriz falou que não era Cruzeiro nem Atlético.

Eu brinquei:

— Então, é Coelho?

Ela riu, também não era adepta do simpático time do América.

Fiquei com aquela informação na cabeça: ela não gosta de futebol. Nem todos têm um time para chamar de seu.

Mas não comentei mais nada dali em diante. Paixão é greve de personalidade. O futebol desapareceu para mim no primeiro mês de namoro. Estava apaixonado. Só queria saber dela, de sair com ela.

Beatriz, por sua vez, achou que eu fosse um gentleman, um intelectual: poeta, pensador, autor de livros sobre relacionamentos e sobre a finitude da vida. Supôs que, nas horas vagas, eu privilegiaria livros, filmes, artes plásticas. Jamais cogitou a hipótese de que eu seria um fanático do esporte ou de um clube.

Quando visitamos Porto Alegre, minha cidade, já com seis meses de relacionamento, ela demonstrou seu interesse em conhecer a Fundação Iberê Camargo de tarde.

O amor já tinha chegado em mim. Amar é mostrar que você tem um mundo pretérito às afinidades momentâneas de casal.

Eu disse:

— Não posso!

Foi o meu "não" inicial no romance, o "não" fundador. Reuni as minhas forças para estrear a negativa.

Ela não compreendeu a rejeição:

— Não? Por quê? Tem compromisso? Não queria que entendesse que estava fazendo pouco caso, tratei logo de explicar:

— Hoje tem jogo do Inter no Beira-Rio, não posso perder, quer vir junto?

Logo estendi uma camiseta vermelha com o nome dela nas costas, que eu recém havia comprado.

Ela ficou pálida, talvez tenha raciocinado com um frio na barriga: "onde eu me meti?".

Esclareci que era colorado doente, cônsul do Inter, ia em todos os jogos.

Ela estava com a boca aberta, de queixo caído:

— Então, você é daqueles que não deixam de assistir um jogo, que desmarcam qualquer evento?

— Sim. E não esqueça que são vários campeonatos: Brasileirão, Sul-Americana ou Libertadores, Copa do Brasil, Gauchão...

— Assiste todos?

— E mais: seco os meus rivais. Ou melhor, lavo, seco e passo os meus adversários.

— Mas não sobrará tempo para nada.

— Pois é, eu precisava desabafar!

— Você não é fanático, você é louco!

Depois, descobri com sua melhor amiga que ela tinha um único pré-requisito para um partidão: que ele não gostasse de futebol.

A vida não é perfeita, Beatriz, mas nosso amor é, dentro do possível, de acordo com o calendário da CBF e Conmebol.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar
Assinale a alternativa que possui um erro de regência:
Alternativas
Q3230378 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Uma palavrinha


Uma senhora chegou perto de mim enquanto eu almoçava com a minha esposa no restaurante O Italiano. Pensei que quisesse uma selfie. Nada a ver, não era tietagem. Você se sente ainda mais anônimo quando deduz equivocadamente que alguém o reconheceu. A confusão levou-me a um profundo constrangimento.

Ela pediu uma palavrinha comigo.

Beatriz estranhou: que ser era aquele que aparecia de paraquedas, de repente, e solicitava uma conversa a sós com o marido?

A senhora unicamente me perguntou:

— Separar-se é complicado, não é?

E saiu. Foi embora. Largou a pergunta, a encomenda, a bomba reflexiva, e seguiu o seu rumo como um fantasma, entre mesas e mesas lotadas naquele domingo ensolarado. Sequer aguardou a minha resposta. Acabou sendo um consultório sentimental incidental.

Separar-se não é virar as costas, mas enfrentar de olhos arregalados uma mudança. Por isso é tão difícil. É mudar de casa, mudar de cenário, mudar de vida.

É ter que lidar com a frustração dos parentes que haviam se apegado à companhia de tanto tempo. É perder igualmente a família do par − o sogro, a sogra, os cunhados, os enteados.

É aguentar a saudade do que foi bom, o arrependimento do que foi ruim e, além disso, a tristeza do futuro irrealizado − os objetivos do casal que nunca serão alcançados, confinados nos rascunhos hipotéticos dos sonhos.

Separar-se, portanto, exige uma coragem monstruosa. É quando vocês não têm mais opção, não suportam mais se anular por alguém, não consegue mais ceder nada, restando apenas salvar a si mesmo.

Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil. É um desserviço. Pode ser necessário, a única saída, mas é duro. Pode ser imprescindível, mas é desolador.

Não é uma chave que você vira na porta, é uma chave que você devolve.

Fabrício Carpinejar - Texto Adaptado.

https://www.otempo.com.br/opiniao/fabricio-carpinejar/2024/6/7/uma-pa lavrinha
Analise as frases a seguir:

Jamais diga a qualquer pessoa que se separar é fácil.
A confusão levou-me a um profundo constrangimento.

As formas verbais "diga" e "levou", quanto à regência verbal, são, respectivamente:
Alternativas
Q3227792 Português


Internet:: <sema.df.gov.br>  (com adaptações).

Quanto aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Na linha 8, caso se substituísse a forma verbal “destinou” por foram destinados, a correção gramatical e a coerência do texto estariam mantidas, mas seriam alteradas as relações sintáticas estabelecidas no período.

Alternativas
Q3226819 Português
No 4° quadro, a lacuna pode ser corretamente preenchida, em conformidade com a norma-padrão de regência, por:
Alternativas
Respostas
381: E
382: D
383: C
384: D
385: A
386: C
387: A
388: C
389: B
390: A
391: C
392: D
393: C
394: A
395: E
396: D
397: D
398: A
399: E
400: A