Questões de Concurso Sobre regência em português

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Q1178551 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo.

Os destaques ao longo do texto estão citados na questão.


A louca vida sexual das plantas 

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em https://super.abril.com.br/ciencia/a-loucavida-sexual-das-plantas/. Acesso em 09 out. 2018. 

Na frase do texto “as plantas logo perceberam que o sexo poderia trazer benefícios interessantes”, a palavra “perceberam” representa um verbo:
Alternativas
Q1174275 Português
Analise a frase abaixo. Podemos afirmar que nele há um erro gramatical de: “Duzentos gramas de queijo são pouco para o pão de queijo.”
Alternativas
Q1174273 Português
Acerca da regência verbal do verbo “proceder”, analise as afirmativas.
I. É um verbo intransitivo no sentido de “ter fundamento, mostrar-se verdadeiro”. II. É intransitivo na acepção de “comportar-se, portar-se, conduzir-se”. Sempre virá acompanhado de um adjunto adverbial de modo. III. É também intransitivo no sentido de “originar-se, provir, derivar”. É sempre acompanhado de um adjunto adverbial de lugar.

Dos itens acima:
Alternativas
Q1174270 Português

Assinale a alternativa que apresenta o termo retirado do trecho abaixo responsável por exigir a preposição sublinhada, devido à sua regência:


“Pacientes diabéticos já são orientados pelos médicos para redobrar os cuidados com essa parte do corpo, mas mesmo quem não sofre da doença ou de problemas como joanetes ou artrose deve tomar precauções.” (linhas 8 a 12)

Alternativas
Q1166602 Português
O segmento destacado está empregado em conformidade com a norma-padrão da língua em:
Alternativas
Q1163326 Português

Leonardo Boff (Disponível em: https://leonardoboff.wordpress.com/2015/02/02/a-agua-no-mundo-e-sua-escassez-no-brasil/)

No período: “...nos obriga, como nunca antes, a repensar a questão da água e a desenvolver uma cultura do cuidado...(l. 3), assinale a alternativa correta em relação ao emprego dos verbos, quanto à predicação verbal.
Alternativas
Q1163223 Português

UMA MODA MAIS CONSCIENTE, POR FAVOR!

LUCIANA KUCHIKI VILAR


      Através deste viés de preservação e consciência coletiva, podemos afirmar que existe um design de moda mais minimalista e versátil, que aproveita as mesmas peças de roupas de uma maneira inteligente e criativa. São diversos os modos que estão aparecendo e nos mostrando que podemos realizar coisas incríveis com muito menos exageros ou opulência.

      Como a indústria da moda é conhecida como uma das mais perdulárias em atividade há de se rever toda a cadeia produtiva e cortar os luxos. Pode ser uma ideia inimaginável para grandes produtores, mas não para os pequenos. E é através deles que este sistema pode ser reinventado. Com um pensamento de comunidade, de sustentabilidade e de simplicidade, buscando subsídios possíveis para que todos os envolvidos possam usufruir da mesma cadeia produtiva. Não estamos falando de uma comunidade hippie (nada contra!), mas um sistema mais sofisticado, com design pesquisado e não só uma coisa meramente rústica.

      [...]

      Com o pensamento no futuro e na responsabilidade social que cada indivíduo gera para si e para os outros, a representação prática desta teoria é um grande passo para haver uma real mudança de comportamento. Passar a realidade para o consumidor final, mostrando que todos somos, de fato, responsáveis pelo próprio consumo, que podemos escolher o caminho certo a ser seguido e que está na nossa mão o poder de modificar o que pode acontecer através das opções que fazemos diariamente.

      Outro exemplo, muito interessante, vem de designers de fora. O consumidor final já tem a chance de decidir por um estilo mais minimalista consumindo uma moda multifuncional; conversível, reversível e transformável. O princípio é basicamente o mesmo, uma moda mais durável e atemporal, usando uma mesma peça de roupa de diversas maneiras, mas existem algumas particularidades.

      A moda conversível usa a mesma peça, como uma blusa com alças que pode ser reconfigurada, dependendo da modelagem, e ser transformada em uma bolsa ou vestido, por exemplo. Já nas roupas reversíveis, a peça pode ser usada dos dois lados, as superfícies são diferentes e não possuem etiquetas ou costuras visíveis. E a moda transformável é a que investe no minimalismo, em peças básicas e simples, que mudam facilmente a sua modelagem.

      Ou seja, o princípio é consumir menos, sem excessos. Reduzir, reutilizar, reciclar. Tempos difíceis nos mostram que apostar na criatividade humana, no valor da nossa essência, no que o homem pode realizar de positivo é o que importa. Quebrar velhos padrões e estabelecer o novo, através de um design de moda criativo, inteligente e multifuncional.

Retirado e adaptado de: http://obviousmag.org/rg_proprio/2017/uma-moda-mais-consciente-por-favor.html. Acesso em: 14 ago. 2018.

Considere os termos destacados a seguir e assinale a alternativa que apresenta uso da regência verbal.
Alternativas
Q1163116 Português

"Em 1987, eu trabalhava no Museu do Índio (FUNAI/RJ) quando participei da organização de um encontro de professores da etnia Karajá, reunindo representantes dos subgrupos Karajá, Javaé e Xambioá. Na preparação daquele encontro, que se realizaria em julho de 1988, na aldeia Karajá de Santa Isabel do Morro, na Ilha do Bananal, visitei várias aldeias da etnia, inclusive aquelas mais ao norte, do subgrupo Xambioá. Ao chegar pela primeira vez na aldeia do PI Xambioá, já estudava a língua Karajá há algum tempo, tendo defendido no ano anterior minha dissertação de mestrado sobre aspectos da gramática dessa língua. Por isso, arrisquei-me a tentar conversar em Karajá com as crianças que vieram em um bando alegre me receber, quando o jipe da FUNAI, que me trazia, parou no posto indígena, próximo à aldeia.

- 'Aõhe!' saudei em Karajá. 'Dearã Marcus Maia wanire' , me apresentei. Imediatamente cessou a algazarra e fez-se um silêncio pesado entre os indiozinhos. Entreolhavam-se desconfiados e sérios. 'Kaiboho aõbo iny rybé tieryõtenyte?' Vocês não sabem a língua Karajá, perguntei. Ameninada, então, se afastou em retirada estratégica. Fui, em seguida, à casa de uma líder da comunidade, a Maria Floripes Txukodese Karajá, a Txukó, me apresentar. Lá, um dos meninos me respondeu: - 'A gente não fala essa gíria não, moço!' Outro, maiorzinho, concordou: - 'Na cidade, a gente diz que nem sabe de índio, que nem fala o indioma, senão o povo mexe com a gente' .O preconceito de que os indígenas brasileiros são alvo por parte de muitos brasileiros não indígenas é, sem dúvida, um dos fatores responsáveis pelo desprestígio, enfraquecimento e desaparecimento de muitas línguas indígenas no Brasil. Durante minha estada nas aldeias Xambioá, discuti com anciãos, lideranças, professores e alunos, a situação de perda da língua em relação a aldeias em que a língua e a cultura Karajá encontram-se ainda fortes. É interessante notar que, durante a minha temporada na aldeia, quando continuei sempre a exercitar o meu conhecimento da língua indígena, era frequentemente procurado por grupos de crianças e jovens, que vinham me mostrar palavras e frases que conheciam e testar o meu entendimento delas. Os mesmos meninos que haviam inicialmente demonstrado sentir vergonha de falar Karajá, dizendo-me nem conhecer 'aquela gíria' , assediavam-me agora, revelando um conhecimento latente da língua indígena muito maior do que eles próprios pareciam supor! Divertiam-se em demonstrar àquele tori (o não índio, na língua Karajá) que valorizava e tentava usar a língua Karajá que, na verdade, conheciam, sim, a língua indígena. Vários pais também vieram me relatar sua grande surpresa por verem as crianças curiosas, perguntando e se expressando na língua Karajá, não só pronunciando palavras e frases inteiras, como até ensaiando diálogos e narrativas tradicionais."

(...)

(Trecho retirado da introdução do livro - Manual de Linguística: subsídios para a formação de professores indígenas na área de linguagem. Maia 2006) 

"Por isso, arrisquei-me a tentar conversar em Karajá com as crianças que vieram em um bando alegre me receber, ( ... )"

A regência verbal indica a relação que um verbo estabelece com seu complemento.

Assinale a alternativa em que a regência verbal está sendo estabelecida da maneira correta assim como acontece no trecho retirado do texto.

Alternativas
Ano: 2018 Banca: Quadrix Órgão: CRESS-PR Prova: Quadrix - 2018 - CRESS-PR - Agente Fiscal |
Q1161630 Português

No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


Na linha 10, o emprego do acento indicativo de crase em “às sociedades” justifica‐se pela regência do termo “ameaças” e pela presença do artigo definido feminino plural que se antepõe a “sociedades”.
Alternativas
Q1161512 Português

Em relação ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.


O emprego do acento indicativo de crase em “e à indireta” (linha 24) justifica‐se pela regência do termo “expostas” (linha 23) e pela presença de artigo definido feminino, empregado para determinar o termo “violência” (linha 24), que está omitido no segmento.
Alternativas
Q1161347 Português
Leia o texto, para responder à questão .

Uma história literária do fanatismo

        A palavra “fanático” nem sempre foi um insulto ou uma acusação: até onde se sabe, pode ter começado como uma espécie de elogio. O termo latino fanaticus vem de fanus – um altar ou um santuário. Designava o benfeitor de um templo, ou um indivíduo diretamente inspirado pelos deuses; um mecenas das artes sacras ou um artista invulgarmente talentoso poderiam ser, a sua maneira, fanáticos.
       Cícero, no século I a.C., talvez tenha sido o primeiro a usar a palavra de forma pejorativa – numa de suas orações, o termo vira sinônimo de supersticioso.
       Centenas de anos depois, Voltaire chegou a uma definição mais próxima daquela que usamos hoje. “O fanatismo é uma doença da mente, que se transmite da mesma forma que a varíola”, escreve no Dicionário Filosófico, de 1764. “Não se transmite tanto por livros quanto por discursos e reuniões. Raramente nos sentimos exaltados quando estamos lendo sozinhos, com a mente tranquila e sedada.”
        Não sei até que ponto concordo com a indulgência plenária que Voltaire concede aos livros: poderíamos encher uma razoável biblioteca com obras que inspiraram paixões sangrentas. Mas o iluminista francês parece aproximar-se de uma verdade atemporal ao apontar a natureza gregária e contagiosa do fanatismo. Como uma força da natureza, essa praga mental se propaga pela ânsia exacerbada de unanimidade e pelo horror ao pensamento independente. Um contágio mais propenso a afetar manadas do que eremitas.
(José Francisco Botelho. Veja, 25.04.2018. Adaptado)
Assinale a alternativa que substitui, respectivamente e de acordo com a norma-padrão de regência, as expressões destacadas nas passagens – a indulgência plenária que Voltaire concede aos livros / Mas o iluminista francês parece aproximar-se de uma verdade atemporal / Um contágio mais propenso a afetar manadas do que eremitas.
Alternativas
Q1161003 Português

Leia o texto para responder à questão.


Cotas têm prós e contras.


    Levantamento feito pela Folha de São Paulo ao final de 2017 mostrou que, em boa parte dos cursos universitários, alunos que ingressam por meio de cotas se formam com notas próximas dos demais. O estudo usou os resultados de mais de 250 mil estudantes nas três últimas edições do Enade e constatou que alunos cotistas chegam a ter notas melhores que os outros, por exemplo, em odontologia.

    É refrescante dispormos de dados objetivos sobre um assunto tantas vezes poluído por ideologias. É inegável que ações afirmativas, como as cotas, são importantes mecanismos de justiça social em um país tão profundamente injusto como o nosso. E as conclusões do levantamento indicam que tais ferramentas são válidas também no plano acadêmico: não se confirmam os prognósticos de que o ingresso de alunos cotistas resultaria em degradação da qualidade dos cursos.

    O perigo é alguém acreditar que cotas resolvem alguma coisa no médio prazo. Nosso sistema educacional está doente, e cotas são como um antitérmico, que reduz o desconforto do paciente, mas não ataca as causas da febre. O que precisamos é que a escola pública, democrática e gratuita, ofereça formação de qualidade, para que as cotas se tornem desnecessárias. Não é uma utopia: acontece em muitos outros países, inclusive mais pobres que o Brasil.

    Ações afirmativas não podem servir de álibi para continuarmos oferecendo formação inferior aos filhos das classes mais desfavorecidas. Até porque propiciar acesso à universidade a alguns desses jovens deixa muita coisa por resolver. O mesmo levantamento mostra que as notas de cotistas são sim inferiores à média nos cursos de exatas, possivelmente os mais críticos para o desenvolvimento do país.

    Não é difícil aventar uma explicação. Em matemática, cada etapa prepara a seguinte, não é possível pular. Quem não aprendeu multiplicação, não vai nunca entender frações. Se a matemática não é ensinada na escola, na faculdade é simplesmente tarde demais. E aí os benefícios da ação afirmativa foram desperdiçados.

    Na virada do ano, outra notícia alvissareira: a Unicamp, talvez a mais inovadora de nossas universidades, aprovou a criação de até 10% de vagas extras em seus cursos para candidatos premiados em competições escolares, como as Olimpíadas Brasileiras de Matemática e Física. Uma espécie de “cotas por mérito”.

    Como todas as ideias inteligentes e com potencial para fazer diferença, essa também desperta oposição. Inclusive de setores que advogam as cotas sociais, o que talvez não seja surpreendente, mas é certamente lamentável. Tomara que a inteligência prevaleça.

(Marcelo Viana. Folha de S.Paulo, 21.01.2018. Adaptado)

Substituindo-se os termos em destaque na passagem – ... aprovou a criação de até 10% de vagas extras em seus cursos para candidatos premiados em competições escolares... –, a redação estará correta quanto à regência, de acordo com a norma-padrão, em:
Alternativas
Q1159056 Português

Leia tira, para responder à questão.





(Bill Watterson, Calvin e Haroldo. Disponível em: <https://www.google.com.br>.Acesso em: 20.10.2018)

Assinale a alternativa que reescreve livremente fala da tira, observando a norma-padrão de regência e emprego do sinal de crase.
Alternativas
Q1158266 Português

SALES, Herberto. O automóvel. In: Os melhores contos de Herberto Sales.

Seleção de Judith Grossmann. 2. ed. São Paulo: Global, 1999. p. 23.

Sobre os mecanismos linguísticos usados no texto, é correto o que se afirma em
Alternativas
Q1158260 Português

SALES, Herberto. O automóvel. In: Os melhores contos de Herberto Sales.

Seleção de Judith Grossmann. 2. ed. São Paulo: Global, 1999. p. 23.

Do último período do texto, é correto afirmar:
Alternativas
Q1155169 Português
A única assertiva em que a regência verbal se encontra CORRETA é:
Alternativas
Q1153270 Português
Leia o texto para responder à questão.


Escolas fazem diferença?


        As matérias são ministradas em inglês, e a mensalidade pode chegar a R$ 10 mil. Estamos falando de uma das novas escolas internacionais que se instalaram em São Paulo. Ela se soma a vários colégios bilíngues e a outros mais tradicionais na cada dia mais acirrada disputa pelo público endinheirado.
         Vale a pena gastar tanto com educação? O que a escola agrega ao conhecimento do aluno? Essas são questões que vêm despertando o interesse de pesquisadores desde os anos 60, quando James Coleman mostrou que a extração familiar e a condição socioeconômica do estudante eram fatores mais importantes para explicar seu desempenho acadêmico do que variáveis mais específicas como a qualidade dos professores, investimento por aluno etc.
       Isso já explica parte do segredo do sucesso das escolas de elite: elas são boas porque recrutam alunos mais ricos, que tendem a sair-se melhor do que a média dos estudantes. E o que acontece quando você põe um desses alunos de elite numa escola normal? Seu desempenho piora?
      Essa é uma pergunta mais traiçoeira, já que depende muito do tipo de estudante de que estamos falando e da escola.
        De todo modo, um belo trabalho de 2011 de Atila Abdulkadiroglu mostrou que, ao menos no caso de bons alunos, a escola não faz diferença. Ele comparou o desempenho de alunos que conseguiram entrar nas concorridíssimas “exam schools” de Nova York e Boston com o daqueles que por muito pouco não passaram e tiveram de contentar-se em estudar em colégios normais. No final, os dois grupos se saíram igualmente bem no SAT, o Enem dos EUA.
         Escolas, vale lembrar, atuam numa via de mão dupla. Elas dão conhecimento aos alunos, mas também extraem algo deles: a sua excelência.


(Hélio Schwartsman. Folha de S.Paulo. 14.04.2018. Adaptado)
Considere as frases:
• ... que tendem a sair-se melhor do que a média dos estudantes. (3º parágrafo)
• ... depende muito do tipo de estudante de que estamos falando... (4º parágrafo)
Assinale a alternativa que substitui, correta e respectivamente, as expressões verbais destacadas, no que diz respeito à regência, de acordo com a norma-padrão da língua portuguesa.
Alternativas
Q1152868 Português

Texto para o item.

Julgue o item seguintes, relativos ao texto e a seus aspectos linguísticos.


A expressão “um novo estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID)” (linhas 5 e 6) completa o sentido da forma verbal “conclui” (linha 5), empregada como transitiva.

Alternativas
Q1151191 Português

A questão refere-se ao texto que segue. 


     No belíssimo ensaio em que trata das representações utópicas no século XVIII, Bronislaw Baczko1 assinala que a vontade de redimir a civilização moderna dos males que a afligem e de erguer uma ‘boa vida’ coletiva está presente nas mais variadas formas do imaginário social, constituindo um marco do ‘espírito do tempo’. A busca de um modelo ideal de convivência humana evidencia-se não só na proliferação de textos redigidos nos moldes tradicionais da literatura utópica, narrando viagens a um país feliz e/ou elaborando projetos para um governo justo, mas, também, na abundância de imagens e ideias para a reforma social em uma imensa quantidade de escritos e documentos pertencentes seja à cultura douta, seja à popular (cf. Baczko, 1979, passim). 

      A esse respeito, lembra o comentador, a bibliografia especializada no assunto registra cerca de 80 relatos de viagens imaginárias, publicados na França entre 1676 e 1789, número que apresenta um crescimento impressionante, chegando a mais de 2 mil textos, se forem consideradas as múltiplas e diferentes projeções utópicas presentes na literatura da época.

      A imagem de homens livres e iguais que vivem fraternalmente em comunhão de bens, sem leis nem governos, representa, em geral, o ideal de sociedade entre as correntes progressistas da época, fascinando inclusive escritores políticos como Voltaire, Montesquieu e Diderot, que nunca defenderam a abolição da propriedade e do Estado, circunscrevendo suas propostas de reforma do poder ao âmbito de um despotismo esclarecido, fiscalizado por uma opinião pública letrada, ou de uma monarquia constitucional inspirada no modelo vigente na Inglaterra após a Revolução Gloriosa2.

     De modo análogo, Charles Rihs3, em seu livro sobre os utopistas do século XVIII, chama a atenção para essas ‘antinomias’, lembrando, por exemplo, o descompasso entre o ideário social elitista de Voltaire e suas observações, feitas ao historiar os costumes, a respeito da felicidade dos povos do Novo Mundo e das tribos africanas que ignoram “o meu e o teu” (cf. Rihs, 1970, p. 14). Na mesma linha, Montesquieu, rígido defensor do ‘espírito das leis’ em sua obra principal, retrata com entusiasmo, nas Cartas persas, a organização social do pequeno reino árabe dos Trogloditas, onde todos trabalham jocosa e espontaneamente pelo bem comum. Além das divagações utópicas suscitadas pela investigação geográfica e histórica de culturas não-europeias, os homens das Luzes empreendem também a aventura filosófica, suspensa entre o real e o imaginário, como o Suplemento à Viagem de Bougainville, de Diderot, ou o Eldorado, em Cândido, de Voltaire, visões de paraísos onde os homens vivem felizes, sem brigas pela riqueza e pelo poder.

(Adaptado de PIOZZI, Patrizia. Os arquitetos da ordem anárquica: de Rousseau a Proudhon e Bakunin. São Paulo: Editora UNESP, 2006, p.73-74) 


Obs.: 1Bronislaw Baczko (1924-2016), filósofo e historiador de ideias polonês


 2Revolução Gloriosa ou Segunda Revolução Inglesa: movimento revolucionário de caráter pacífico, ocorrido na Inglaterra entre os anos de 1688 e 1689, que gerou a troca do absolutismo monárquico pela monarquia parlamentar.


3Charles Rihs, autor de obra sobre os filósofos utopistas. 

No belíssimo ensaio em que trata das representações utópicas no século XVIII, Bronislaw Baczko assinala que a vontade de redimir a civilização moderna dos males que a afligem e de erguer uma ‘boa vida’ coletiva está presente nas mais variadas formas do imaginário social, constituindo um marco do ‘espírito do tempo’.
Sobre o que se tem acima, afirma-se com correção:
Alternativas
Q1141617 Português
No texto, sem alteração de sentido, seria sintaticamente correto substituir
Alternativas
Respostas
3401: B
3402: A
3403: E
3404: A
3405: D
3406: C
3407: E
3408: A
3409: C
3410: C
3411: A
3412: A
3413: D
3414: C
3415: A
3416: C
3417: A
3418: E
3419: B
3420: C