Questões de Concurso
Sobre uso da vírgula em português
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O Texto a seguir refere-se ao item.
ELES NÃO APRENDEM
Estudo monitora psicopatas condenados por crimes violentos e descobre que eles respondem mal a penalizações como forma de aprendizado
O neurologista norte-americano James Fallon já estudava há décadas o cérebro de pacientes diagnosticados com distúrbios psíquicos quando ficou sabendo de seis assassinatos na família de seu pai. Decidiu, então, fazer uma tomografia, e, ao analisar o resultado, encontrou características semelhantes às apresentadas por psicopatas. “Minha mãe teve quatro abortos espontâneos, então, quando cheguei, me trataram como um garoto de ouro. Se tivesse sido tratado normalmente, talvez fosse hoje meio barra-pesada”, ele diz.
Fallon agora se reconhece como psicopata. Ele faz parte da corrente que acredita que é possível diagnosticar a psicopatia a partir de anomalias no cérebro, teoria ainda contestada por parte da comunidade médica, mas que acaba de ganhar um reforço importante. Um estudo feito pela Universidade de Montreal e pelo King's College London analisou 12 homens condenados por conduta violenta e diagnosticados clinicamente como psicopatas e outros 20 condenados pelo mesmo motivo, mas diagnosticados apenas como antissociais. Eles jogaram uma espécie de jogo da memória enquanto estavam dentro de uma máquina de ressonância magnética. As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se adaptavam a essas mudanças — errar é uma forma de aprendizado, já que o cérebro costuma entender a mensagem, representada no jogo pela perda de pontos, e deixa de repetir o padrão que levou à punição.
Os psicopatas tiveram mais dificuldades que os antissociais para aprender com as penalidades, e duas áreas do cérebro apresentaram comportamentos anormais. “Nosso estudo desafia a visão de que psicopatas têm baixa sensibilidade neural a punições”, dizem os pesquisadores. “Em vez disso, o problema é que existem alterações no sistema de processamento de informações responsável pelo aprendizado”. A expectativa é que a descoberta seja útil na busca por novos tratamentos para prevenir ações violentas.
Adaptado de: https://revistagalileu.globo.com/Revista/noticia/2015/05/psicopatas-podem-se-recuperar-ao-serem-penalizados.html. Acesso em: 16 mar. 2022.
Considerando os aspectos linguísticos do texto, julgue o seguinte item.
Em “As regras eram alteradas com frequência, e a ideia era justamente observar como eles se
adaptavam a essas mudanças [...]”, a vírgula está sendo empregada porque separa uma oração
coordenada sindética aditiva.
A arte silenciosa e o café
Ia escrever sobre café. Já escrevi algumas vezes sobre esse prazer que hoje me é proibido, por conta de uma esofagite. Queria refletir sobre o motivo de o nome das casas de café, muitas vezes, associarse à arte: Café Sabor & Arte, Café e Arte, Arte do Café, Café, Letras & Arte, etc. Uma amiga me disse que é porque a cafeína conduz a um estado sublime, tal qual a arte. Às vezes, o café pode estar amargo; e a arte também, muitas vezes, tem de ser amarga. Frequentar cafés, os estabelecimentos, não é um hábito tão comum no Brasil quanto na Europa ou nos EUA, onde tem dois cafés a cada quadra. Justo nós que somos seu maior e talvez melhor produtor.
Nos últimos anos, essa moda parece ter crescido. Nas grandes cidades, como aqui em Natal, já há lugares onde se pode sentar sem pressa, pedir um expresso, ler um livro. E há uma profusão de tipos para escolher: tem café orgânico, descafeinado, macchiato … tem até café para quem não quer sentir o gosto do café. Talvez, o café seja artístico porque saber tirar o café seja uma arte; que aliás dá nome a uma profissão que tem curso e sindicato na Itália, é a do barista (o operador de máquinas de café). A gente só descobre a diferença quando toma café tirado por barista, com pó de qualidade, máquina limpa e, sim, arte no tirar.
Sobre tudo isso eu queria escrever e reabilitar a minha paixão pelo café. Mas ontem à noite revi o filme O Rosto, de Bergman, e fui dormir (ou não domir) pensando na condição do artista enquanto escravo da tentativa de agradar. E nessa fase de pandemia em que proliferam lives e mais lives, às vezes, surdas plataformas de exibicionismo, o quanto talvez não caiamos na ilusão de que “somos atraentes quando somos mascarados”, nas palavras do cineasta sueco. O filme também discute fé e ceticismo, misticismo versus ciência, só para agregar mais atualidade a outro tema da película.
A morte, um de seus temas, também está lá, além da procura de Deus, um Deus silencioso que deixou os homens à própria sorte – lembremos que o cineasta era filho de um pastor austero. A solidão da certeza da morte, em muitos de seus filmes, é aliviada apenas pelo amor. Além de O Rosto, vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento e na mais psicanalítica de suas películas, plena de imagens surreais, Morangos Silvestres.
Tinha terminado esta coluna quando soube de uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni na Itália. Reabro esse texto, apanho uma xícara de café (não posso, mas para isso existe omeprazol). Me lembro de que os dois morreram no mesmo dia, 30 de julho de 2007. Como esquecer a força que me causou Blow up, fita que vi sozinho, num quarto escuro, e que até hoje tento entender? Nela, com sutileza, sempre sutileza, e objetividade, esgarça o mais tênue limite entre aparência e realidade. Antonioni das mulheres sábias, do diálogo surdo entre Mastroianni e Monica Vitti em A Noite, dos espaços entre as falas para se adivinhar o que pensam as personagens. Antonioni da noite vazia, escura como café.
O que mais assemelha os dois cineastas talvez seja o silêncio, hoje tão raro nesse nosso descartável cinema barulhento. A força do silêncio, na amarga arte dos dois. Se Antonioni foi uma xícara vazia, Bergman foi o café do cinema ocidental.
André Carrico. Disponível em: https://apartamento702.com.br/cronica-arte-silenciosae-o-cafe/
Texto para o item.

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
Na oração “Ele me cobre de glórias” (linha 14), a sequência “de glórias” constitui um adjunto adverbial de curta extensão, razão pela qual é dispensável o emprego de vírgulas para isolar essa expressão no período em que ela se encontra.
Texto para o item.

Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item.
A vírgula empregada logo após “artista” (linha 7) poderia ser substituída pelo sinal de dois-pontos, sem prejuízo da coerência do texto e da correção gramatical do segundo parágrafo.
Texto I
Durante toda a minha vida lidei mal com as demonstrações públicas de sofrimento. Sempre que tive que enfrentá-las, experimentei a inquietante sensação de que meu cérebro bloqueava a sensibilidade, inclusive em relação a mim mesmo. Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar. Sabia que ele a amara durante toda a sua vida de forma muito sincera, e eu mesmo estava tão aturdido pela dor que mal conseguia articular uma palavra, mas, mesmo assim, não pude evitar de sentir que toda a cena era extraordinariamente falsa, e aquilo me perturbou quase mais do que a morte em si. Logo parei de sentir, o quarto me pareceu maior e vazio, e na metade desse espaço pensei que todos nós tínhamos ficado rígidos como estátuas. A única coisa que eu era capaz de me repetir, sem parar, era: “Boa atuação, papai, que boa atuação, papai...”.
Quando vi aquela mulher gritando na praça, tive uma sensação parecida. O cabelo desgrenhado, as duas garotas quase adolescentes, os claros sinais de embriaguez... havia algo tão obsceno nela que nem sequer fiquei escandalizado com minha ausência de compaixão. Eu a olhava da janela do meu escritório como se a distância que nos separasse fosse cósmica. Ela gritava, e seus gritos não faziam sentido. Insultava alternadamente o prefeito e Camilo Ortiz, que deveria estar escutando tudo de sua cela. Eu me sentei e continuei trabalhando. A mulher se calou. Houve um silêncio inesperado e então começou a gritar de novo, mas de forma muito diferente: “Foram as crianças! Foram as crianças!”.
(BARBA, Andrés. República Luminosa. São Paulo: Todavia, 2018, p. 35)
Considere o período abaixo para responder à questão.
“Lembro-me de que, quando minha mãe morreu no hospital, meu pai se jogou sobre seu corpo sem vida e começou a gritar.” (1º§)
A ocorrência das duas vírgulas, na passagem
acima, deve ser justificada por isolar:
Texto para o item.


Julgue o item, referente a aspectos linguísticos do texto.
Na linha 15, o emprego do vocábulo “inclusive”,
destacado entre vírgulas, evidencia a intenção do autor
do texto de destacar os “fatores socioambientais” como
a mais importante causa da depressão.
Texto para o item.

Internet:<http://www.drauziovarella.uol.com.br/>
Com relação a aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
Não haveria prejuízo da correção gramatical do texto
caso fossem suprimidas as vírgulas que isolam o termo
“talvez” (linha 3).



I. Em "Teimosia, falta de empatia, polarização política" (linha 01), as vírgulas estão sendo utilizadas para separar elementos de uma enumeração.
II. Em "Isso ocorre principalmente nas regiões frontais, mas elas estão conectadas a regiões subcorticais que estão envolvidas com emoção, motivação, memória etc." (linhas 19 e 20), as três vírgulas utilizadas marcam separação de orações subordinadas.
III. Em "Delírio é grosseiramente uma ideia irremovível, é uma convicção muito profunda [...]" (linhas 61 e 62), a palavra "grosseiramente" poderia estar entre vírgulas sem prejuízo ao significado do trecho em que ocorre.
IV. A oração "principalmente quando são negativas" (linha 16) poderia estar isolada por vírgula em vez de travessão, sem prejuízo ao significado do trecho em que ocorre.

O termo em destaque apresenta uma marca de:
Para responder a questão, analise a tirinha de Alexandre Beck apresentada a seguir:

(__)O período: "Se continuarmos a agir assim, esgotando os recursos da natureza" - inicia com conjunção subordinativa condicional, seguido de verbo conjugado no futuro do modo subjuntivo, preposição essencial, verbo de terceira conjugação na forma nominal do infinitivo, a vírgula separa oração reduzida de gerúndio.
(__)As palavras: "Preste _____" e "Nobre _____" têm a última sílaba escrita da mesma forma que "riqueza".
(__)Na frase: "É muito importante preservar o Planeta Terra, por quê". - a grafia da expressão destacada deve-se a ela estar no final da frase interrogativa.
(__)A oração: "As atividades humanas têm reduzido cada vez mais as condições de vida da Terra". - está escrita com os termos essenciais escritos na ordem direta e com exemplo de tempo verbal composto.
Marque a alternativa com a série CORRETA