Questões de Concurso Nível médio

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Q4395325 Noções de Informática
Utilizando-se o MS Word 365, em sua instalação padrão, no idioma português-BR, é possível alterar a orientação da página de vertical para horizontal acessando a guia Layout e, no grupo Configurar Página, clicando no ícone ______________, para escolher Paisagem.

Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. 
Alternativas
Q4395324 Noções de Informática
Analise a imagem abaixo, do grupo Cabeçalho e Rodapé, da guia Inserir do MS Word 365, em sua instalação padrão, no idioma português-BR, para responder à questão.

Q22.png (210×126)

Considerando a imagem, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, os nomes das funções indicadas pelas legendas 1, 2 e 3.
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Q4395323 Noções de Informática
Um usuário, utilizando o Windows 11, em sua instalação padrão, no idioma português-BR, pretende selecionar, simultaneamente, todos os arquivos em determinada pasta do Explorador de Arquivos. Para a execução dessa ação, o usuário pode realizar o comando de teclado
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Q4395322 Raciocínio Lógico
Ao pensar em seu final de semana, Priscila fez a seguinte afirmação: “Se chover, então assistirei a um filme e comerei em casa”. Considerando a afirmação de Priscila como uma proposição lógica, assinale a alternativa que apresenta uma proposição equivalente que Priscila poderia dizer.
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Q4395321 Matemática
Todo final de semana Cristiano e seus amigos se reúnem para montar quebra-cabeças. Ele e três amigos demoram 5 h 00 min para montar um quebra-cabeça de 800 peças. Considerando que a produtividade de cada um seja a mesma, assim como o grau de dificuldade dos quebra-cabeças, assinale a alternativa que apresenta o tempo necessário para que Cristiano e 5 amigos montem um quebra-cabeça de 1.500 peças.
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Q4395320 Raciocínio Lógico
Ana e Ângela são amigas e estão estudando juntas como construir tabelas verdade. Ana tem passado atividades para a amiga e as corrigido. Uma das atividades passadas foi a construção da tabela verdade da proposição composta p → ¬(q ∧ ¬r). Ângela construiu a tabela e, na coluna final, obteve somente valores de verdade V (Verdadeiro) e nenhum valor F (Falso). Ana disse à amiga que ela ainda precisa treinar, pois, para esta tabela, a coluna final possui exatamente
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Q4395319 Matemática
Em uma equipe esportiva, a média aritmética das alturas dos 8 jogadores é igual a X cm. Caso Caio e José saíssem da equipe, a nova média entre os jogadores restantes seria 3 cm maior que a média original dos 8 jogadores. Desse modo, assinale a alternativa que apresenta a média aritmética das alturas de Caio e José, em cm. 
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Q4395318 Raciocínio Lógico
Considerando as proposições compostas p → q, r → ¬s e p ∧ s como premissas verdadeiras, assinale a alternativa que apresenta uma conclusão logicamente válida.
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Q4395317 Matemática
Um doce muito popular no Estado de São Paulo é conhecido como “cone recheado”. Ele consiste de um cone feito com uma massa do tipo wafer ou “casquinha de sorvete” que depois é recheada até a borda, com o cone de cabeça para baixo, com um creme de sabor específico (chocolate, maracujá, morango, limão etc.). Cléber é confeiteiro e faz esse tipo de cone para vender. Cada um dos cones possui 4 cm de diâmetro e altura igual a 8 cm. Desconsiderando a espessura do cone, considerando π = 3,14 e que Cléber possui 4 litros de recheio, assinale a alternativa que apresenta o número máximo de cones que Cléber conseguirá rechear completamente. 
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Q4395316 Matemática
Geraldo desenhou um retângulo de 96 cm² de área, cujo comprimento excedia em 4 cm a sua largura. Em seguida, utilizou a diagonal da figura como lado de um quadrado. Sendo assim, assinale a alternativa que apresenta a área desse quadrado.
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Q4395315 Matemática
Em determinado abrigo para animais de uma cidade existem 34 indivíduos, entre humanos e cachorros. Considerando que todos os cachorros neste abrigo possuem 4 patas e todos os humanos possuem 2 pés e que a quantidade total de patas e pés é de 112, assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, o número de humanos e de cachorros neste local.
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Q4395314 Português
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto à regência verbal, assinale a alternativa correta. 
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Q4395313 Português
O projeto da artista era voltar ao estilo __________ que recorria quando começara __________ pintar em homenagem __________ que a acompanhavam desde o começo.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto ao uso da crase, assinale a alternativa que preenche correta e respectivamente as lacunas.
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Q4395312 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

“Daí” tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa.

De acordo com a norma padrão da Língua Portuguesa, quanto à significação das palavras e às classes de palavras, a palavra “daí” é utilizada no texto como
Alternativas
Q4395311 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las.

De acordo com norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto ao uso da vírgula, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4395310 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta um antônimo de “exposta”, destacado no texto, de acordo com o contexto.
Alternativas
Q4395309 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

Você precisa estar lá e você precisa, peloamordeDeus, sair correndo de lá. Você adora “aquelas pessoas” e você, nossaSenhora, tem pavor daquelas pessoas.

De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, quanto ao uso de pronomes, assinale a alternativa em que os termos destacados foram corretamente substituídos por um pronome pessoal.
Alternativas
Q4395308 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

Você precisa estar lá e você precisa, “peloamordeDeus”, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, “nossaSenhora”, tem pavor daquelas pessoas.

De acordo com a leitura do texto, assinale a alternativa que apresenta o efeito de sentido gerado pelo uso das palavras sem espaço entre elas nos trechos destacados.
Alternativas
Q4395307 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Assinale a alternativa que apresenta como contrastam a atitude da autora e a das mães das crianças no último parágrafo.
Alternativas
Q4395306 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


    Recentemente, conheci uma artista plástica que me disse: “Voltei a pintar só agora, depois de 30 anos”. Eu perguntei o que havia acontecido e ela me contou traumatizada: “Uma pessoa disse que eu era ruim”. Uma pessoa? Pensei na quantidade de gente que já fez textão pra me detonar e queria rir.

    A artista contou que só conseguiu voltar porque “mudou completamente”. Entendo. Eu começo a digitar meia palavra numa crônica e fico meio enjoada. Até quando eu vou escrever como eu escreveria? Daí tento ser diferente e acho tão chato que preciso comer absolutamente tudo que tem em minha casa. Uma semana antes da Flip, eu acordei desejando profundamente que algo acontecesse e eu me visse livre da viagem. Podia inundar a cidade, pegar fogo na pousada que me receberia, ter algum desmoronamento na estrada. Lembrando que pensamentos intrusivos não fazem de mim uma má pessoa. Outras coisas, sim.

    A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras. Você precisa estar lá e você precisa, pelo amor de Deus, sair correndo de lá. Você adora aquelas pessoas e você, nossa Senhora, tem pavor daquelas pessoas. Você é celebrado e um lixo. Então, quatro dias antes da Flip, brincando de cavalinho com uma criança de três anos, eu realizei meu sonho. Meu disco rasgou, hérnia pra fora. O ortopedista do hospital lamentou, enquanto me aplicava morfina e Diprospan: “Esquece Paraty”. Eu andava pela casa como uma orangotango idosa. Meus braços pendiam imensos e minha cabeça parecia sair do meio do meu estômago. Eu estava tão feia e tão desgraçada que não conseguia parar de fazer piadas. Minha filha e meu namorado riam muito e comecei a gostar da situação.

    Quando cheguei ao hospital, rapidamente vieram me trazer uma cadeira de rodas, mas eu percebi que as pessoas na sala de espera desviavam o olhar por incômodo e para não rir. Estava feito o convite: eu precisava entregar o show. A orangotango velha desfilou entre elas. Provocativa, dramática, “exposta”, exagerada. As crianças riram muito, ainda que as mães tentassem controlá-las. A força que isso foi me dando. O prazer que a exposição ao ridículo me dá. (É assim que você escreve e olha o que causa!) Não se curve! Não se curve!! Fiquei totalmente de pé na manhã da viagem.


(Altos, baixos e curvados. Tati Bernardi para Folha de SP. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão.

A Flip é extraordinária, mas também o desfile máximo de nossos egos e sombras.

De acordo com o que aparece no texto logo após o trecho, assinale a alternativa que apresenta a correta interpretação da frase acima.
Alternativas
Respostas
2361: D
2362: B
2363: C
2364: D
2365: C
2366: A
2367: D
2368: E
2369: B
2370: C
2371: B
2372: D
2373: D
2374: B
2375: A
2376: C
2377: D
2378: D
2379: E
2380: A