Questões de Concurso Múltipla-escolha

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Q4016531 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.


ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.

O Nascimento de Vênus


O quadro O Nascimento de Vênus, criado entre 1482 e 1485, é de autoria do pintor italiano Sandro Botticelli (1445-1510). A tela é um ícone incontornável do Renascimento.


A obra, cujas dimensões são 1,72 m x 2,78 m, está atualmente no Galleria degli Uffizi (Florença, Itália).


                                                          Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www.culturagenial.com/quadro-o-nascimento-de-venus-botticelli/. Acesso em: 05 fev. 2026.


Considere os excertos do romance Diva, de José de Alencar:


“surgiu mulher da espuma das ondas”


“lembrava o gracioso mito da beleza”


Essas expressões estabelecem um diálogo intertextual com O Nascimento de Vênus, de Sandro Botticelli, pintura que representa a deusa emergindo das águas. Considerando o funcionamento desse diálogo no texto literário e na obra pictórica, assinale a alternativa que melhor interpreta o efeito estético produzido.

Alternativas
Q4016530 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.


ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.

Considere os seguintes trechos extraídos do fragmento de Diva, de José de Alencar:
I. “o mais lindo braço”
II. “admiração ardente das turbas”
III. “as turbas”
Com base na identificação das figuras de linguagem presentes em cada expressão e na estilística de José de Alencar, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4016529 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Seu trajo era um primor do gênero, pelo mimoso e delicado. Trazia o vestido de alvas escumilhas, com a saia toda rofada de largos folhos. Pequenos ramos de urze, com um só botão cor-de-rosa, apanhavam os fofos transparentes, que o menor sopro fazia arfar. O forro de seda do corpinho, ligeiramente decotado, apenas debuxava entre a fina gaza os contornos nascentes do gárceo colo; e dentre as nuvens de rendas das mangas só escapava a parte inferior do mais lindo braço. Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas. Quando Emília sentava-se, abatendo com a mão afilada os rofos da Escócia, parecia-me um cisne colhendo as asas à margem do lago, e arrufando as níveas penas. Quando erguia-se e coleava o talhe flexível fazendo tremular as brancas roupagens, lembrava o gracioso mito da beleza, que surgiu mulher da espuma das ondas.


ALENCAR, José de. Diva. Rio de Janeiro: Edições de Ouro. [s.d.]. p. 48-49.

No trecho “Era o toque severo do pudor corrigindo a túnica da vestal imolada à admiração ardente das turbas”, a escolha do substantivo turbas desempenha papel decisivo na construção do sentido do período. Assinale a alternativa cuja reescritura mantém de forma mais precisa o valor semântico-discursivo de turbas, sem atenuar ou intensificar indevidamente o sentido original.
Alternativas
Q4016528 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


A disciplina do amor


Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção. 


TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.

No fragmento “Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina”, a forma velhíssimo expressa um valor morfológico-semântico que corresponde a:
Alternativas
Q4016527 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


A disciplina do amor


Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção. 


TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.

Considere a frase: “Casou-se a noiva com um primo.” Na frase acima, o pronome “se” integra o verbo pronominal “casar-se”, não exercendo função de partícula apassivadora. Assinale a alternativa em que o pronome “se” apresenta o mesmo valor sintático-semântico, integrando o verbo pronominal:
Alternativas
Q4016526 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


A disciplina do amor


Foi na França, durante a segunda grande guerra: um jovem tinha um cachorro que todos os dias, pontualmente, ia esperá-lo voltar do trabalho. Postava-se na esquina, pouco antes das seis da tarde. Assim que via o dono, ia correndo ao seu encontro e na maior alegria acompanhava-o com seu passinho saltitante de volta à casa. A vila inteira já conhecia o cachorro e as pessoas que passavam faziam-lhe festinhas e ele correspondia, chegava a correr todo animado atrás dos mais íntimos. Para logo voltar atento ao seu posto e ali ficar sentado até o momento em que seu dono apontava lá longe. Mas eu avisei que o tempo era de guerra, o jovem foi convocado. Pensa que o cachorro deixou de esperá-lo? Continuou a ir diariamente até a esquina, fixo o olhar ansioso naquele único ponto, a orelha em pé, atenta ao menor ruído que pudesse indicar a presença do dono bem-amado. Assim que anoitecia, ele voltava para casa e levava sua vida normal de cachorro até chegar o dia seguinte. Então, disciplinadamente, como se tivesse um relógio preso à pata, voltava ao seu posto de espera. O jovem morreu num bombardeio, mas no pequeno coração do cachorro não morreu a esperança. Quiseram prendê-lo, distraí-lo. Tudo em vão. Quando ia chegando aquela hora, ele disparava para o compromisso assumido, todos os dias. Todos os dias. Com o passar dos anos (a memória dos homens!) as pessoas foram se esquecendo do jovem soldado que não voltou. Casou-se a noiva com um primo. Os familiares voltaram-se para outros familiares. Os amigos, para outros amigos. Só o cachorro já velhíssimo (era jovem quando o jovem partiu) continuou a esperá-lo na sua esquina. As pessoas estranhavam, mas quem esse cachorro está esperando?... Uma tarde (era inverno) ele lá ficou, o focinho voltado para aquela direção. 


TELLES, Lygia Fagundes. A confissão de Leontina e fragmentos. Rio de Janeiro: Ediouro, 1996, p. 81-82.

A partir da leitura do texto “A disciplina do amor” e considerando os fatores de textualidade responsáveis pela produção de sentido, assinale a alternativa que melhor expressa a ideia central da narrativa:
Alternativas
Q4016525 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


Resumo


Dualidade e fragmentação no ensino médio e na educação profissional devem ser compreendidas não apenas na sua expressão atual, mas também nas suas raízes sociais – a estrutura secular da sociedade de classes e de implantação do capitalismo. Uma visão da totalidade social evidencia o sentido da disputa do consenso na sociedade e dos recursos públicos para a educação profissional reduzida ao mercado ou à travessia acidentada para a educação unitária, omnilateral, politécnica, de formação integrada entre o ensino médio e a educação profissional como política pública.


Palavras-chave: Ensino médio. Educação profissional. Dualidade. Fragmentação.


CIAVATTA, M.; RAMOS, M. Ensino Médio e Educação Profissional no Brasil: dualidade e fragmentação. Retratos da Escola, [S. l.], v. 5, n. 8, p. 27–41, 2012. DOI: 10.22420/rde. v5i8.45. Disponível em: https://retratosdaescola.emnuvens. com.br/rde/article/view/45. Acesso em: 3 fev. 2026.

Com base nas convenções do gênero resumo científico (normatizado no Brasil pela ABNT NBR 6028) e na análise da organização retórico - discursiva do fragmento apresentado, assinale a alternativa que define CORRETAMENTE sua tipologia e funcionalidade:
Alternativas
Q4016524 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

No verso “dizia-me ele embriagado de vazios”, o pronome oblíquo átono “me” aparece em posição enclítica. Com base nas normas da gramática tradicional sobre a colocação pronominal, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016523 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

Considerando os processos de formação de palavras na língua portuguesa, analise as afirmações abaixo sobre o vocábulo garrafeiro, assinalando V para as VERDADEIRAS e F para as FALSAS:
(  ) O vocábulo é formado por derivação sufixal, em que o sufixo -eiro é anexado ao radical nominal garraf-.
(  ) A palavra exemplifica um processo de parassíntese, uma vez que exige a presença simultânea de um prefixo e um sufixo para ter sentido.
(  ) O sufixo -eiro presente na palavra exerce a função semântica de indicar profissão, ocupação ou agente.
(  ) Trata-se de um caso de composição por justaposição, pois une dois radicais com autonomia de significado na língua.
(  ) Do ponto de vista morfológico, a palavra deriva de um substantivo (garrafa) para formar outro substantivo (garrafeiro).
A sequência CORRETA de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4016522 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

Mantendo o sentido original e a carga semântica do Texto, a palavra que melhor substitui o vocábulo rútilos do verso “como rútilos presos nos cristais” é:
Alternativas
Q4016521 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

Embora seja um texto literário escrito em versos (gênero poema), o texto "O garrafeiro", da contista e poetisa piauiense Graça Vilhena, apresenta predominância de características da tipologia textual:
Alternativas
Q4016520 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

No poema "O garrafeiro", de Graça Vilhena, a construção da imagem do personagem central e sua relação com o mundo circundante pauta-se por uma série de informações implícitas que orientam a interpretação do leitor. Ao analisar os pressupostos e subentendidos que sustentam a tessitura poética, depreende-se que:
Alternativas
Q4016519 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO


"O garrafeiro"


o garrafeiro era apenas um homem

que sobrava das ruas

também sujo de terra e esquecido

como as garrafas e cacos no quintal


suas mãos de cuidado

tangiam aranhas, lagartixas

e vez por outra

um escorpião afiado


depois arrumava as garrafas

lado a lado

âmbares, azuis, verdes, transparentes,

num arco-íris pobre

"essas são de vinho tinto"

dizia-me ele embriagado de vazios

e as de fundo côncavo serviam

para pescar piabas no Poti


o mundo é duro e frágil, eu aprendia

mas nele lições pequenas eternizam

piabas prateadas nas garrafas

como rútilos presos nos cristais


VILHENA, Graça. PEDRA DE CANTARIA. Teresina: Nova

                                           Aliança e Entretextos, 2013. 

No poema "O garrafeiro", a poetisa piauiense Graça Vilhena constrói um retrato lírico que ultrapassa a mera descrição de um ofício marginalizado. A análise da relação entre o eu lírico, a figura do garrafeiro e os objetos que compõem o cenário permite afirmar que a unidade de sentido do texto se fundamenta em:
Alternativas
Q4016518 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Sob a óptica da gramática normativa e da análise sintática do período composto, a palavra em destaque do enunciado “Quando eu vejo um pobre fico com o coração apertado!”, da personagem Mafalda, no texto de Quino, é classificada como:
Alternativas
Q4016517 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Na sentença do terceiro quadro — "Deviam dar casa, trabalho, proteção e bem-estar aos pobres!" — ocorre uma locução verbal. Do ponto de vista da sintaxe funcional e da predicação, assinale a alternativa que analisa CORRETAMENTE essa estrutura:
Alternativas
Q4016516 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Considerando o fator de textualidade Informatividade, analise a construção discursiva do Texto e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016515 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

No que tange aos mecanismos de coesão textual empregados no Texto, a articulação entre os enunciados revela uma estruturação pautada na economia linguística e na manutenção da referência. Analise as assertivas abaixo e assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q4016514 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

A coerência de um texto não reside apenas em sua estrutura linear, mas na capacidade do leitor de reconstruir o sentido a partir de inferências e do conhecimento de mundo. Sobre a construção da coerência no Texto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4016513 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO


                                                             

https://zinecultural.com/blog/melhores-tirinhas-da-mafalda. Acesso em jan. 2026.

Analise o projeto discursivo do texto de Quino, apresentado acima, considerando os fatores de textualidade, especificamente a intencionalidade, e assinale a alternativa CORRETA que apresenta o objetivo principal que orienta a construção do texto.
Alternativas
Q4016307 Fisioterapia
Paciente com fratura exposta de tíbia apresenta retardo de consolidação após quatro meses. A radiografia mostra calo ósseo insuficiente. Com base nos princípios da consolidação óssea e nas possíveis complicações, qual das alternativas descreve corretamente o quadro clínico?
Alternativas
Respostas
17061: A
17062: B
17063: A
17064: A
17065: D
17066: C
17067: C
17068: A
17069: A
17070: C
17071: E
17072: B
17073: C
17074: E
17075: B
17076: D
17077: A
17078: C
17079: C
17080: E