Questões de Concurso
Múltipla-escolha
Foram encontradas 2.331.196 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Anthony Giddens e Ulrich Beck são teóricos contemporâneos com contribuições signifi cativas para a Sociologia, sobretudo, no que tange às análises sobre a modernidade e a sociedade de risco.
Tendo como base a teoria dos referidos autores, julgue as assertivas e assinale a alternativa CORRETA.
I. Segundo Giddens, o risco é a condição inerente de insegurança, criada socialmente pela interação e pelo impacto do conhecimento e pela transformação do mundo pelo homem no processo de produção social e territorial da modernidade, no que ele denomina de “risco fabricado”;
II. Um desastre ambiental, ocasionado pelo colapso de uma barragem, por exemplo, pode ser caracterizado como expressão da “sociedade de risco”, como teorizada por Ulrich Beck. Um momento em que as contradições da sociedade moderna se revelam nos aspectos negativos do progresso, com implicações para o próprio meio ambiente;
III. Como teorizado por Beck e Giddens, o risco é uma produção social e territorial da modernidade, ou seja, os efeitos indesejáveis, excessos e saturações relacionados ao progresso e à ideia de desenvolvimento, expressões da modernidade.
IV. Os grandes desastres ambientais, sobretudo, os que estão relacionados às grandes obras estruturantes, como a construção de plataformas petrolíferas, no contexto de expansão da matriz energética global, também estão inserido nesse processo. Os aspectos negativos do progresso revelam cada vez mais as contradições da sociedade atual, que confi guram a “Sociedade de risco”, como preconiza Ulrich Beck.
Estão CORRETAS as assertivas:
Para Bauman, os estranhos na sociedade pós-moderna são preferencialmente banidos do mundo ordeiro para guetos e proibições de contato chegando à aniquilação cultural e física dos estranhos. Essa discussão tem a ver com a construção da entidade do indivíduo, que na idade moderna era concebida como um projeto de vida erguido passo a passo de forma planejada dentro de um vínculo com a ordem social, também concebida como projeto.
CARNEIRO LEÃO, Igor Zanoni Constant; CASTRO, Demian. A propósito de O Mal-Estar da Pós-Modernidade, de Zygmunt Bauman. Revista Economia & Tecnologia (RET), Curitiba, v. 9, n. 4, p. 137-148, out./dez. 2013. DOI: http://dx.doi.org/10.5380/ret.v9i4.32947.
Tendo como referência o mundo pós-moderno, a partir da teoria de Zygmunt Bauman, assinale a alternativa INCORRETA.
Desde as teorias sociais e econômicas dos séculos XVIII e XIX, [...], o capitalismo vem sendo interpretado como um sistema cuja geração de riqueza está baseada na exploração de recursos naturais e humanos [...]. Entretanto, [...] as preocupações da civilização ocidental estavam muito mais voltadas para a sedução tecnológica, as conquistas da Revolução Industrial e as condições para expansão do capitalismo proporcionada pelo neocolonialismo europeu do século XIX. A natureza demora mais a protestar do que o ser humano. Certamente, os protestos deste último foram ouvidos mais prontamente [...]. Enquanto as questões ambientais (consideradas, em uma visão mecanicista, como secundárias e distantes) demoraram a ser atendidas como parte integrante do mesmo todo [...]. Esse debate se tornou mais intenso no fi nal do século XX, exatamente no mesmo momento de acirramento das questões relacionadas à expansão da refl exão sobre as consequências da globalização. [..] o fato é que, no início do século XIX, essas duas questões se unem. Estabelece-se, então, uma agenda tanto no debate acadêmico/científi co nas Ciências Sociais e na Economia quanto como pauta política das relações internacionais. A questão fundamental que se coloca é a de como pensar o desenvolvimento econômico realizado com inclusão social (e consequente melhoria de qualidade de vida das populações), ao mesmo tempo que se garante a perpetuação dos recursos naturais, a fi m de assegurar a própria sustentação da economia capitalista.
JAIME, Pedro; LÚCIO, Fred. Sociologia das Organizações: conceitos relatos e casos, São Paulo, SP: Cengage, 2017p. 142-143.
A partir das relações existentes entre globalização e meio ambiente, podemos inferir CORRETAMENTE, conforme citação acima, que surge então:
Um dos nomes mais signifi cativos da crítica à globalização é a do sociólogo polonês Zygmunt Bauman (1927-2017). Em Globalização: as consequências humanas (1999), Bauman dirige seu olhar agudo para a sociedade contemporânea e chama atenção para os louvores com que o fenômeno da globalização vinha sendo aclamado. JAIME, Pedro; LÚCIO, Fred. Sociologia das Organizações: conceitos relatos e casos, São Paulo, SP: Cengage, 2017, p. 137.
Conforme Zygmunt Bauman e a crítica à globalização, assinale a alternativa INCORRETA:
A flexibilização dos processos de produção e das relações de trabalho e de consumo ocasionou a precarização das relações de trabalho. Marcada pela fragilidade contratual e pela redução do controle público sobre as conquistas trabalhistas. Essa precarização, associada à crescente automação, penalizou o trabalho e elevou as taxas de desemprego, empurrando uma parcela significativa da população para a informalidade. O deslocamento dos postos de trabalho formais para os informais tem levado ao crescimento de cooperativas, do trabalho domiciliar e familiar e das pequenas empresas. Nesse contexto, desenvolveu-se a economia solidária.
SILVA, Afrânio; et al. Sociologia em movimento. 2ª, ed. São Paulo: Moderna, 2016, p. 227.
Considerando as principais características que defi nem o modelo de economia solidária, assinale a alternativa CORRETA.
"A análise das feministas radicais era de que o patriarcado e a dominação masculina colocavam mulheres de culturas e classes sociais diversas em uma mesma situação. [...] As análises e teorias do feminismo, embora criticassem o “essencialismo biológico” da defi nição de homem e mulher, também estavam limitadas por não considerarem a interdependência das relações de poder que perpassam as diferenças de raça, de sexo e de classe. Foram as feministas negras que, no final da década de 1970, criticaram radicalmente o feminismo branco, de classe média e heteronormativo".
SILVA, Afrânio; et al. Sociologia em movimento. 2ª, ed. São Paulo: Moderna, 2016, p. 340. A citação acima revela rupturas importantes, nas teorias feministas.
Nessa direção, podemos afirmar CORRETAMENTE que:
No contexto das teorias étnico-raciais, o Sociólogo Florestan Fernandes destacou-se por apresentar de forma crítica as contradições e incoerências no processo global de modernização no Brasil, acentuada na cidade de São Paulo, sobretudo, no que tange à população negra. “A rápida transformação urbana, ocorrida entre o fi nal do século XIX e o começo do século XX, impossibilitou a inserção do negro [...] no estilo urbano de vida, por não possuir recursos para enfrentar a concorrência dos imigrantes. [...] a heteronomia presente na “situação de castas” impediu aos negros assimilar as potencialidades oferecidas pela “situação de classes”.
ARRUDA, Maria Arminda do Nascimento. Vocação Científi ca e Compromisso de Vida. In: BOTELHO, André; SCHWARCZ, Lilian Moritz. Um enigma chamado Brasil: 29 intérpretes e um país. São Paulo, Companhia das letras, 2009, p. 317.
Considerando o enunciado acima, podemos inferir que:
A relação indivíduo e sociedade é uma questão axial para discussão sociológica. Nessa direção, analise as assertivas a seguir e marque a alternativa CORRETA, com base nos autores clássicos da sociologia.
I. Émile Durkheim afi rma que o coletivo sempre prevalece sobre o indivíduo. As leis e as regras construídas coletivamente formatam o indivíduo, garantindo integração e maior coesão entre os membros da sociedade;
II. A preocupação central da sociologia de Max Weber é compreender o indivíduo e suas ações sociais. A sociedade existe concretamente, mas não é algo externo e acima das pessoas;
III. Segundo Karl Marx, são as condições materiais de existência que determinam a realidade social, se contrapondo ao idealismo alemão de Hegel. Não é, portanto, a consciência dos homens que lhes determina a realidade objetiva, mas ao contrário, a realidade social é que lhes determina a consciência;
IV. Para Karl Marx existem condicionamentos estruturais que levam o indivíduo, os grupos e as classes para determinados caminhos, em razão do modo de produção da vida material. Ademais, apesar de reconhecer a força desses condicionamentos estruturais, o autor aponta caminhos e possibilidades de transformação social.
Estão CORRETAS as assertivas:
Com base no texto, responda:
O Novo Rural
“Alguns municípios do Brasil, principalmente, no Estado do Rio Grande do Sul estão desenvolvendo diversos empreendimentos socioculturais, a partir da prática do turismo rural em áreas onde estão estabelecidas propriedades de agricultura familiar. De fato, a associação entre o turismo e o modo de vida das famílias rurais está demonstrando que essa é uma estratégia altamente promissora para o desenvolvimento local. Potencialidades que o meio rural sempre pôde oferecer, mas foram constantemente subaproveitadas por falta, tanto de políticas públicas locais como pela carência de uma mentalidade empreendedora baseada no associativismo e cooperativismo, agora estão sendo exploradas de maneira sustentável. Por isso, se pode dizer que uma nova construção social rural está surgindo em alguns municípios brasileiros”.
BLANCO, Enrique Sergio. O turismo rural em áreas de agricultura familiar: as "novas ruralidades" e a sustentabilidade do desenvolvimento local. In: Caderno Virtual de Turismo. ISSN: 1677-6976, vol. 4, n° 3, Rio de Janeiro: LTDS/FAPERJ, 2004, p.45.
A partir da discussão sobre as transformações recentes no espaço rural brasileiro, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), “espera-se que ajude a superar a fragmentação das políticas educacionais, enseje o fortalecimento do regime de colaboração entre as três esferas de governo e seja balizadora da qualidade da educação. Assim, para além da garantia de acesso e permanência na escola, é necessário que sistemas, redes e escolas garantam um patamar comum de aprendizagens a todos os estudantes, tarefa para a qual a BNCC é instrumento fundamental”.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC. a educação é a base, 2013, p.9. Disponível em https://basenacionalcomum.mec.gov.br/ images/BNCC_EI_EF_110518_versaofi nal_site.pdf. Acesso em 04 fev. 2026.
Considerando os fundamentos teóricometodológicos da Sociologia e as orientações da BNCC, assinale a alternativa CORRETA.
“A Educação do Campo é fruto de um debate consolidado na atualidade cujos sujeitos protagonistas são os camponeses, camponesas, educadores, educadoras e militantes de movimentos sociais comprometidos com uma educação voltada para a realidade campesina. Seu principal objetivo é garantir que a escola esteja profundamente ligada à realidade dos sujeitos, respeitando todos os tempos e espaços da vida. Ao pensar em um espaço educativo com esta identidade, busca-se levar em consideração que os trabalhadores do campo possuem o direito de estudar onde moram e de serem respeitados nas suas relações de produção, bem como no seu processo histórico”.
SANTOS, Arlete Ramos dos; et all. Apresentação. In: SANTOS, Arlete Ramos dos... [et al.] (Orgs.) Educação do campo: políticas e práticas. Ilhéus, BA: Editus, 2020, p.11.
A partir do fi nal do século XX, através de movimentos sociais do campo e de pesquisadores, a educação do campo se fortalece no Brasil. Nessa perspectiva, assinale a alternativa CORRETA:
"A Constituição [Federal do Brasil] mudou na sua elaboração, mudou na defi nição dos poderes, mudou restaurando a Federação, mudou quando quer mudar o homem em cidadão. E só é cidadão quem ganha justo e sufi ciente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa. Num país de 30 milhões, 401 mil analfabetos, afrontosos 25% da população, cabe advertir: a cidadania começa com o alfabeto".
GUIMARÃES, Ulisses. Promulgação da Constituição do Brasil. 5/10/1988. Disponível em https://www12.senado. leg.br/noticias/materias/2008/09/29/em-discurso-historicoulysses-guimaraes-comemora-a-promulgacao-da-cartade-1988. Acesso em 04/05/2026.
Em relação à cidadania na Constituição de 1988, assinale a alternativa CORRETA.
Com base no texto responda:
O outro Brasil que vem aí
“O mapa desse Brasil em vez das cores dos Estados terá as cores das produções e dos trabalhos. Os homens desse Brasil em vez das cores das três raças terão as cores das profi ssões e das regiões. As mulheres do Brasil em vez de cores boreais terão as cores variamente tropicais. Todo brasileiro poderá dizer: é assim que eu quero o Brasil, todo brasileiro e não apenas o bacharel ou o doutor o preto, o pardo, o roxo e não apenas o branco e o semibranco.”
FREYRE, Gilberto. O outro Brasil que vem aí. In:___. Casagrande e senzala: formação da família brasileira sob o regime da economia patriarcal. 481 ed. rev. — São Paulo: Global, 2003, p.4.
Na primeira metade do século XX, diversos pensadores brasileiros propuseram novas interpretações sobre a formação histórica, política e cultural do país. Apesar de suas especifi cidades, a Geração de 30, como fi caram conhecidos tais autores, propunha:
Com base no texto responda:
A Cidadania no Brasil.
“O esforço de reconstrução, melhor dito, de construção da democracia no Brasil ganhou ímpeto após o fi m da ditadura militar, em 1985. Uma das marcas desse esforço é a voga que assumiu a palavra cidadania. Políticos, jornalistas, intelectuais, líderes sindicais, dirigentes de associações, simples cidadãos, todos a adotaram. A cidadania, literalmente, caiu na boca do povo. Mais ainda, ela substituiu o próprio povo na retórica política. Não se diz mais "o povo quer isto ou aquilo", diz-se "a cidadania quer". Cidadania virou gente. No auge do entusiasmo cívico, chamamos a Constituição de 1988 de Constituição Cidadã”.
CARVALHO, José Murilo de. Introdução: mapa da viagem. In: Cidadania no Brasil: o longo caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p.5.
Com relação ao tema em discussão, assinale a alternativa CORRETA.
ABRAMOVAY, Miriam et al. Violência nas escolas: uma pesquisa nacional. Brasília, DF: FLACSO Brasil, Ministério da Educação, 2016. Disponível em: https://www.fl acso. org.br/?publicacao=violencia-nas-escolas-uma-pesquisanacional. Acesso em: 5 fev. 2026.
Esta interpretação está ancorada na perspectiva que compreende:
WAISELFISZ, Julio Jacobo. Mapa da Violência 2023: homicídios e juventude no Brasil. Brasília: FLACSO, 2023. Disponível em: https://www.fl acso.org.br/?p=2145. Acesso em: 04 fev. 2026.
A partir dessa caracterização, avalie as assertivas abaixo quanto à sua correlação com as principais perspectivas teóricas da sociologia do sistema penal, assinalando (V), se VERDADEIRAS, ou (F), se FALSAS.
( ) A configuração do sistema corrobora análises que compreendem a punição como um dispositivo de administração de grupos sociais considerados problemáticos ou excedentes, e não como uma mera reação técnica ao crime. ( ) O perfi l demográfico predominante nas prisões evidencia que os processos de seleção e processamento penal tendem a reforçar, em suas operações cotidianas, as clivagens de classe, raça e território preexistentes na sociedade. ( ) A expansão quantitativa do encarceramento representa uma estratégia funcionalmente adequada para a contenção da criminalidade, alinhada a uma visão da pena como instrumento de defesa social e neutralização de riscos. ( ) A realidade observada de consolidação de poder paralelo e socialização carcerária contradiz frontalmente o discurso ofi cial que atribui à pena privativa de liberdade uma finalidade corretiva e reintegradora.
A sequência CORRETA (V/F) encontra-se em:
Durante as eleições de 2022, circulou intensamente nas redes sociais um vídeo editado que mostrava supostos “invasores” de propriedades rurais portando armas, gerando grande comoção e pedidos por intervenção policial. Posteriormente, verifi cou-se que as imagens eram de anos anteriores e fora de contexto.
SANTOS, João Vitor T.; IZUMINO, E. Mídia e violência: novas tendências na cobertura da criminalidade. São Paulo: Hucitec, 2015. p. 89-112. COHEN, Stanley. Folk Devils and Moral Panics: The Creation of the Mods and Rockers. 3. ed. London: Routledge, 2002.
Analisando este fenômeno a partir de uma perspectiva sociológica que investiga a relação entre comunicação, desvio e ordem social, é possível afi rmar que tal caso ilustra principalmente:
A partir dos anos 2000, ganhou força no Brasil um modelo de gestão escolar inspirado no setor privado: as metas de aprendizagem são defi nidas com base em índices como o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB); os bônus para professores são atrelados ao desempenho dos alunos nas provas; escolas são ranqueadas em listas públicas; e conglomerados educacionais privados passam a administrar unidades públicas por meio de parcerias. Para um conjunto de sociólogos críticos, essa não é apenas uma mudança administrativa, mas a expressão de uma lógica mais profunda que transforma a educação, antes pensada como direito social e formação cidadã, em uma commodity regulada pela lógica do mercado.
BALL, Stephen J. Educação global S.A.: novas redes políticas e o imaginário neoliberal. Tradução de Janete Bridon. Petrópolis: Vozes, 2022.
A interpretação sociológica que melhor explica a transformação descrita é a que identifi ca a operação de um paradigma que:
Em um bairro nobre de São Paulo, as famílias não escolhem escolas apenas pela grade curricular. Elas avaliam se a escola oferece debate parlamentar em inglês, orquestra sinfônica, equipes de robótica que participam de competições internacionais e viagens de estudo ao exterior. Essas atividades, que vão muito além do vestibular, produzem nos alunos um estilo de fala, uma postura corporal e uma rede de contatos que os distinguem. Em processos seletivos para estágios em multinacionais ou entrevistas para universidades no exterior, essa “gramática corporal” e esse “repertório de mundo” frequentemente pesam mais do que as notas. Essa lógica de distinção social é analisada com base no conceito de habitus e campo.
BOURDIEU, P. A distinção: crítica social do julgamento. São Paulo: Edusp, 2019.
A análise sociológica que melhor decodifi ca essa lógica, entendendo a educação como um jogo de distinção social no qual se acumulam e se convertem diferentes formas de capital, é tributária da obra de um autor para quem o mundo social se estrutura como:
Dados da PNAD Contínua (2023) e do Atlas da Violência (2023–2024) evidenciam que pessoas negras seguem mais expostas a vulnerabilidades, mesmo após políticas de inclusão. Essas desigualdades revelam que múltiplas dimensões da vida social (raça, gênero, classe) se entrecruzam na reprodução das hierarquias (IPEA, 2024). IPEA. Atlas da Vulnerabilidade Social nos Municípios Brasileiros. Brasília: IPEA, 2022. Disponível em: https://www. ipea.gov.br/portal/images/stories/PDFs/atlas/220826_atlas_ da_vulnerabilidade_social_nos_municipios_brasileiros.pdf. Acesso em: 02 fev. 2026.
À luz desse cenário, a sociedade brasileira pode ser compreendida, por uma perspectiva que considera a interação entre variáveis sociais, como: