Questões de Concurso
Para engenharia química
Foram encontradas 3.323 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
CaSO4 . ½ H2O (s) + 3/2 H2O (liq) ➞ CaSO4 . 2 H2O (s) + Energia (Calor)
Analisando a variação de entalpia dessa reação:
Um paciente, que teve a perna engessada para imobilização ortopédica, se queixou que o gesso esquentou muito enquanto endurecia. Pode-se estimar a temperatura máxima da peça de gesso assim que se endurece, com base nos dados de entalpia da reação acima, fazendo as seguintes considerações:
- A temperatura ambiente na sala ortopédica ficou estável em 21 °C, não se alterando enquanto o gesso foi aplicado e endureceu;
- A pressão não variou ao longo do processo de endurecimento do gesso e os valores de entalpia de cada substância não são dependentes da temperatura;
- Todo o calor liberado pela reação seria expresso no aumento de temperatura da peça de gesso
([ΔHoReação] = ΔHoAquecimento do Gesso).
Assim, calculando com base na equação de Kirchhoff:
n . [ΔHoReação] = n . Cp . ΔT
Onde:
n = Número de moles Cp = Capacidade Calorífica do Gesso = 186,2 Joules.K-1.mol-1 ΔT = Variação da Temperatura da peça de Gesso (Temperatura final ºK – Temperatura Inicial do Gesso ºK)
Dada a equação de conversão entre °K (kelvin) em °C (celsius):
°C = °K - 273,15
Depois de aplicar o cálculo, considerando que toda a energia térmica da reação fosse acumulada no gesso, com relação à temperatura do gesso, é correto afirmar que
Os poderosos combustíveis sólidos foram adotados inicialmente pela NASA em seus lançamentos e agora também sendo usados pelas agências privadas que prestam serviços aos governos, levando carga e passageiros para suas missões fora do planeta. As reações a seguir, representam as duas principais reações de oxirredução envolvidas na queima dos combustíveis sólidos dos foguetes:
Analisando ambas as reações combinadas, fica evidente que o alumínio passa do estado de oxidação (zero) para (3+), enquanto o cloro passa de (+7) para (-1). Assim, pode-se concluir nessa análise que o estado de oxidação de nitrogênio vai de
A = εbc
Onde:
A é a absorbância da amostra; ε é a absortividade molar da substância analisada; b é o comprimento do caminho seguido pela luz, convencionado em medida unitária (cubeta quadrada de 1 cm por 1 cm); c é a concentração da espécie absorvente.
Comparando-se 3 amostras da mesma substância entre si, chega-se a 3 leituras diferentes de Absorbância, medidas sempre no mesmo comprimento de onda de 540 nm:
Amostra 1 ………… A1 = 2,0
Amostra 2 ………… A2 = 4,0
Amostra 3 ..……….. A3 = 1,0
A partir desses resultados, é correto afirmar que a amostra
Analise o texto abaixo para responder à questão abaixo.
A Cidade do México, Capital Federal do México, foi construída em solos formados por misturas de argila, fragmentos vulcânicos, areia e água, onde antes existia um lago profundo. Sua consistência é pouco compactada e reage com liquefação/fluidificação momentânea na sua superfície, quando submetida a abalos sísmicos de grande magnitude, o que se repete a intervalos de algumas décadas entre si. Segundo o Professor James Jackson, Geofísico da Universidade de Cambridge, na Inglaterra, o solo macio da Cidade do México aumenta os efeitos dos sismos que lá acontecem, pois durante os abalos, o solo responde assumindo aspectos pseudoplásticos em seu comportamento, instabilizando as estruturas de sustentação das edificações. É como se suas fundações deixassem de se ancorar em terra firma durante os terremotos e se apoiassem por instantes em gelatina. Isso explica as enormes perdas em edificações e vidas humanas durante grandes terremotos, como o ocorrido em 1985.
O comportamento não newtoniano desse tipo de solos, mesmo na ausência de grandes abalos, responde também ao excesso de concentração de cargas em edifícios e permite o recalque das edificações, causando a sua inclinação ao longo do tempo. Fenômenos dessa natureza acontecem em várias partes do mundo onde areia, argila e água de origem sedimentar se acumulam por longos períodos. No Brasil, vemos o fenômeno do recalque em cerca de 65 prédios construídos na orla santista, que se inclinam um para o outro (apelidados de “edifícios amantes”). Nesses projetos, foram utilizadas fundações de sapatas rasas, de 4 a 5 metros de profundidade, já que a investigação de solo realizada nos anos 1950s e 1960s apontou que o solo, até 12 metros de profundidade, se mostrava compacto. Porém, não sabiam que abaixo desse solo existia uma camada de solo mole e outras camadas de solos arenosos. Hoje, por segurança, as fundações de edifícios da orla santista, em especial entre os canais três e seis, são estruturas de estacas profundas, que se estendem cerca de 50 m abaixo da superfície, até atingirem rocha mãe, garantindo a estabilidade do prumo das construções mais recentes.
Alguns dos edifícios que sofreram recalques, chegaram a graus de inclinação maiores do que manda a norma e tiveram de sofrer intervenções de engenharia para solucionar seu problema. Os casos de melhor sucesso no reajuste do prumo e estancamento das inclinações envolveram substituir as sapatas de baixa profundidade por uma elevação das estruturas rasas com macacos hidráulicos, drenagem de parte do solo inadequado, preenchimento com concreto formando um piso de sustentação, ancorado por um conjunto de estacas volumosas com profundidades ao redor de 50 m.
A melhor solução para esse problema está na prevenção, retirando tais cátions no processo de tratamento de água. Os 2 principais tratamentos usados para garantir a qualidade da água a ser usada nas caldeiras são:
- Tratamento com fosfatos, que precipitam os sais de cálcio e magnésio, formando um lodo no fundo da caldeira que pode ser facilmente purgado;
- Tratamento com quelatos (como EDTA, por exemplo). Formam-se complexos solúveis com cálcio e magnésio, permitindo a indisponibilização dos mesmos para atacar as paredes das tubulações e da caldeira.
Em escala de laboratório, é comum se trabalhar com água deionizada por passagem em resinas de troca iônica ou até mesmo com água destilada, quando se precisa remover a dureza da água de trabalho. Sobre essa mudança de procedimentos de trabalho entre a escala de laboratório e a escala industrial, é correto afirmar que
O mecanismo típico de catálise heterogênea envolve os seguintes passos:
Zn + 2 Cl− → ZnCl2 + 2 e−
A reação no cátodo produz hidróxido de zinco e óxido de manganês (3+):
2 MnO2 + ZnCl2 + H2O + 2 e− → Mn2O3 + Zn(OH)2 + 2 Cl−
A reação geral simplificada da pilha vai ser: Zn + 2 MnO2 + H2O → Mn2O3 + Zn(OH)2
Essas pilhas alcalinas fornecem um ddp de cerca de 1,5 volts, e como todas as pilhas, tendem a sofrer com a autodescarga e com reações de deterioração. Mesmo ficando sem uso, sua capacidade vai se degradando aos poucos, pois a placa de zinco na pilha vai sendo corroída com o tempo e ocorrem vazamentos que colocam os eletrólitos em contato. Esses processos de auto degradação são acelerados quando as pilhas são submetidas a temperaturas mais altas. Nesse tipo de pilha, cerca de 0,08% de sua capacidade é perdida a cada dia sob uma temperatura de 20 °C (ou seja, em 2 meses, sem usar a pilha, sua capacidade terá chegado a cerca de 94,5% do valor original). Essa degradação é fortemente acelerada, podendo chegar a 0,6% quando a temperatura ambiente é de 45 °C (em 2 meses, sem usar a pilha, sua capacidade terá chegado a cerca de 69,7% do valor original) reduzindo importantemente a vida útil da pilha. Assim, mesmo sem estarem em uso, pilhas AAA alcalinas têm uma capacidade de armazenamento inicial que vai caindo mais ou menos rapidamente, a partir dos valores iniciais de 1250 miliamp.hora ou 1.87 watts.hora. Por conta disso, os fabricantes de pilhas recomendavam guardá-las sob refrigeração enquanto não estivessem em uso, (sempre protegidas em sacos plásticos para não entrarem em contato com alimentos). O barateamento desse tipo de pilha no mundo fez mudar tais recomendações, mas seus princípios seguem válidos. Dessa maneira, a refrigeração faria as pilhas serem melhor preservadas em sua capacidade, até o momento do uso. Segundo a equação de Arrhenius:
K = A.e -Ea /RT
Onde:
K é a constante de velocidade de uma reação química; A é o chamado fator pré-exponencial; Ea é a Energia de ativação da reação; T é a Temperatura em °K .
Com base na equação acima, é correto afirmar que
Absorbância = log (1/Transmitância)
Foram feitas duas leituras de Transmitância (T1 e T2), de amostras distintas. As absorbâncias, nesse caso, indicam a presença de um contaminante (chumbo) na solução. Quanto mais concentrada em íons chumbo (2+) na solução, mais intensa é sua absorbância.
Os valores encontrados para as leituras de transmitâncias, foram os listados abaixo.
T1 = 0,1 T2 = 1,0
Para expressar esses valores nas suas respectivas Absorbâncias (A1 e A2), assinale a alternativa que apresenta, respectivamente, os valores equivalentes e quais seriam as amostras contaminadas com sal de chumbo.
I. espumação na caldeira.
II. fragilização da superfície e de aço.
III. formação de depósitos de limo cáustico que diminuem a eficiência térmica do sistema.
É correto o que se afirma em
• O uso de películas de polímeros aplicadas às placas de vidro, capazes de deixar passar a luz visível e bloqueando a travessia de radiação infravermelha. Isso reduz a perda do calor interno para o ambiente nos dias frios e minimiza a entrada de radiação de calor nos dias quentes.
• Outra solução para o isolamento, comumente adotada em países de primeiro mundo, é o uso de placas de vidro duplas, sendo o espaço entre elas preenchido com gases especiais.
• Uma empresa fornecedora de vidros duplos de performance técnica ofereceu as seguintes alternativas de gases disponíveis entre as placas com suas respectivas condutividades térmicas, medidas em Kgás / cal / cm · K · s:
Considere que a única diferença física entre esses conjuntos de vidro duplo é o gás entre as placas e que:
KGás = Qd / AΔT
Onde:
KGás = Condutividade térmica do gás ou da mistura gasosa;
Q = Quantidade de calor transferido;
d = Distância entre dois planos isotérmicos;
A = Área da superfície;
ΔT = Diferença de Temperatura entre as camadas interna e externa.
Considerando que as diferenças de preço são irrelevantes, assinale a alternativa que apresenta a opção de gás de preenchimento do “sanduíche” de vidro que seria a escolha técnica capaz de garantir o melhor isolamento térmico das janelas com vidros duplos para um projeto no litoral paulista.