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Q3657797 Fonoaudiologia

Os transtornos motores de fala são classificados em quatro tipos: apraxia de fala na infância (AFI), disartria infantil (DI), atraso motor de fala (AMF) e AFI e DI associadas.



Analise as afirmativas abaixo em relação ao assunto.



1. O Rapid Syllable Transition Training (ReST) foi projetado para abordar diretamente os problemas de planejamento e de programação motora subjacentes à fala.


2. A AFI é caracterizada por dois achados clínicos diferenciais: alteração na coarticulação (transição de segmentos e de sílabas) e alteração na prosódia (acentuação lexical).


3. As intervenções fonoaudiológicas voltadas para os transtornos motores de fala estão associadas ao tratamento de longo prazo, com periodicidade de uma vez por semana ou quinzenal.


4. No atraso motor de fala a criança necessita apresentar pelo menos quatro de doze marcadores motores de fala.


5. A disartria infantil é uma desordem nos mecanismos de execução da fala, caracterizada por lentidão, fraqueza, imprecisão e incoordenação da musculatura da fala.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q3657796 Fonoaudiologia

Os protocolos de triagem auditiva neonatal recomendam testes não invasivos, com variação conforme a presença de indicadores de risco para deficiência auditiva.



Assinale a alternativa que apresenta corretamente os procedimentos indicados para cada grupo.

Alternativas
Q3657795 Fonoaudiologia

Assinale a alternativa que indica corretamente uma condição que pode ocorrer após barotrauma, traumatismo craniano ou esforço físico intenso. À imitanciometria, observa-se curva timpanométrica do tipo A, presença de reflexos estapedianos e ocorrência do fenômeno de Túlio.

Alternativas
Q3657779 Fonoaudiologia
Tendo em vista as consequências decorrentes da surdez e os recursos que possibilitam o desenvolvimento do Indivíduo Surdo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3656326 Fonoaudiologia
Segundo os estudos de Gorski (2013), a Fonoaudiologia tem um papel importante para contribuir na elucidação de casos levados à justiça que envolvam a área de conhecimento do fonoaudiólogo. Diante disso, em um município de médio porte do interior da Bahia, a Promotoria de Justiça solicitou ao serviço de saúde a nomeação de um perito fonoaudiólogo para avaliar um trabalhador que afirma ter desenvolvido disfonia ocupacional após anos de atuação como operador de teleatendimento. No entanto, a informação que recebeu é que entre os sete fonoaudiólogos atuantes no serviço público local, apenas um possui pós-graduação em Voz e nenhum teve formação específica em perícia. Face a esta situação, o gestor municipal procurou orientações sobre a legalidade e a viabilidade da nomeação.

Fonte: GORSKI, L.P.; LOPES, S.G.; SILVA, E.B.. Perícia fonoaudiológica: conhecimento e atuação dos profissionais da fonoaudiologia de dois estados do Brasil. Revista CEFAC, São Paulo, v. 15, n. 5, p. 1338-1346, set.-out. 2013.

Com base no cenário descrito e no panorama atual da perícia fonoaudiológica no Brasil, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3656325 Fonoaudiologia
Uma fonoaudióloga resolveu estruturar uma campanha escolar a partir do atendimento de Rafael, hoje com 7 anos, mas que desde os 3 anos e meio apresenta sinais de gagueira e disfluência, interferindo em sua comunicação e no desempenho escolar. Até então, Rafael não havia recebido nenhum tipo de acompanhamento pelo fato de a família entender a gagueira como uma característica comum entre seus parentes. Na montagem dessa campanha, a profissional chegou ao estudo realizado por Avilla et al. (2022) a respeito das alterações de fluência na fala caracterizada por repetições, prolongamentos e bloqueios em um outro município. A pesquisa demonstrou que a Secretaria de Saúde do local identificou que aproximadamente 5% das crianças em idade pré-escolar apresentam sinais de alterações na fluência da fala, embora apenas uma pequena parte tenha recebido avaliação fonoaudiológica formal.

Fonte:ÁVILA, N.S.F.; JUSTE, F.; COSTA, J.B.; ANDRADE, C.R.F.. Ensaio clínico de tratamento – em três modalidades – para crianças com distúrbios da fluência e gagueira. CoDAS, São Paulo, v. 34, n. 2, e20200264, 2022.

Considerando-se as evidências científicas mais atuais sobre a Gagueira Crônica do Desenvolvimento (GCD), assinale a alternativa CORRETA sobre os aspectos clínicos que podem guiar o alerta da campanha a ser levada para as escolas acerca da GCD na infância.
Alternativas
Q3656324 Fonoaudiologia
Dona Silvia, de 68 anos, tem histórico de tontura e episódios frequentes de instabilidade. Ao passar pela consulta médica, foi encaminhada ao serviço de fonoaudiologia para avaliação otoneurológica. Durante a anamnese, a paciente relatou quedas ocasionais, principalmente ao caminhar em superfícies irregulares. Ela também se queixa de uma sensação de desequilíbrio, que piora quando realiza movimentos bruscos com a cabeça. O fonoaudiólogo, levando em consideração os critérios fundamentados pelo Conselho Federal de Fonoaudiologia (2020), solicitou diversos testes otoneurológicos para avaliar a função vestibular e o risco de quedas desta idosa.
Com base no contexto clínico apresentado e no raciocínio clínico que o profissional fonoaudiólogo deve seguir para montar a avaliação de Dona Silvia, analise as assertivas a seguir:

I- O Dizziness Handicap Inventory (DHI) é um questionário utilizado para avaliar a percepção do paciente sobre os efeitos incapacitantes da tontura, sendo um importante instrumento na escolha do tratamento adequado e na evolução clínica desta paciente.

PORQUE

II- A Escala de Equilíbrio de Berg (EEB) não é adequada para a paciente, já que tem a limitação de ser recomendada apenas para pacientes de até 50 anos, pois o risco de queda em idosos é algo comum e tem relação exclusiva com o déficit motor e muscular.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q3656322 Fonoaudiologia
De acordo com Altmann (2019), a Afasia é uma disfunção da linguagem que pode comprometer a comunicação verbal ou escrita. Esta clareza é importante para analisar o caso de Maria, de 58 anos, que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico há 6 meses e foi diagnosticada com afasia de Broca. Ela apresenta dificuldades significativas em expressar-se verbalmente, mas a sua compreensão de linguagem está preservada. Após uma avaliação fonoaudiológica detalhada, foi iniciado um tratamento terapêutico voltado para a recuperação das suas habilidades linguísticas. O fonoaudiólogo que acompanha Maria optou por uma abordagem que visa a estimulação intensiva da linguagem por meio de exercícios de nomeação, linguagem automática e uso de pistas facilitadoras.

Fonte ALTMANN, R.F.; SILVEIRA, A.B.; PAGLIARIN, K.C.. Intervenção fonoaudiológica na afasia expressiva: revisão integrativa. Audiology – Communication Research, São Paulo, v. 24, e2100, 2019.

Com base no quadro clínico apresentado e no contexto da afasia de Broca, assinale a alternativa CORRETA sobre os conceitos e abordagens no tratamento fonoaudiológico.
Alternativas
Q3656321 Fonoaudiologia
No Brasil, dados da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (2024) indicam que a população idosa crescerá 10 vezes mais que a de jovens até 2050. O envelhecimento populacional traz desafios à saúde pública, especialmente em relação aos distúrbios do sono e às alterações funcionais do sistema estomatognático. Esta situação é o que vem trazendo angústia à família do senhor Maurício de 75 anos, que recebeu diagnóstico de Apneia Obstrutiva do Sono (AOS) moderada, IMC de 28,3 kg/m², hipertenso e em uso de medicação, relatava sonolência excessiva diurna, roncos intensos (confirmados pela esposa), dificuldade de concentração e fadiga ao acordar. Sem sucesso na adaptação ao CPAP, iniciou tratamento fonoaudiológico com foco miofuncional orofacial.

Considerando a atuação fonoaudiológica dentro do processo de envelhecimento e das disfunções associadas à AOS para dar suporte a esse paciente, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3656319 Fonoaudiologia
Carlos, 48 anos, professor de história em escola pública municipal, foi diagnosticado com paralisia unilateral de prega vocal (PUPV) após cirurgia para retirada de um tumor na tireoide. Queixando-se de voz soprosa, cansaço ao falar e episódios frequentes de tosse ao ingerir líquidos, foi encaminhado para avaliação fonoaudiológica, mas, por conta da correria do dia a dia e por um certo receio de se sentir vulnerável, ele reluta em seguir com o tratamento. De acordo com dados de Barcelos et al. (2017), a taxa de abandono da reabilitação vocal em pacientes com PUPV é de aproximadamente 23,5%, o que representa um desafio na adesão aos modelos tradicionais de terapia.

Fonte: BARCELOS, C.B.. Terapia vocal breve e intensiva para paralisia unilateral de prega vocal. São Paulo, 2018. 77 p. Tese (Doutorado) — Fundação Antônio Prudente, Curso de Pós-Graduação em Ciências – Área de concentração: Oncologia. Orientadora: Elisabete Carrara-de Angelis. Considerando a situação clínica apresentada e os conhecimentos atuais sobre a PUPV e sua reabilitação vocal, analise as afirmativas a seguir:

I- Carlos não é um caso isolado e a terapia vocal tradicional, embora apresente evidências de melhora vocal em pacientes com PUPV, está frequentemente associada a dificuldades de adesão, como ausências e abandono do tratamento.
II- A posição da prega vocal paralisada exerce baixa influência significativa nos sintomas clínicos, sendo os quadros de disfonia ou disfagia determinados apenas pela etiologia da paralisia.
III- A terapia vocal breve e intensiva é baseada principalmente em métodos empíricos sem fundamentação neurofisiológica, sendo considerada uma abordagem de eficácia inferior à terapia tradicional para pacientes como Carlos.
IV- Embora cirurgias como a tireoplastia tipo I promovam melhorias, o acompanhamento fonoaudiológico antes e depois da intervenção é considerado essencial para a eficácia do tratamento e para a recuperação de Carlos.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3656316 Fonoaudiologia
João é um menino de 5 anos, encaminhado para avaliação fonoaudiológica pela sua professora da educação infantil e pelos seus pais. Eles relatam preocupações com o desenvolvimento da linguagem oral do menino desde os primeiros anos, pois João demorou a começar a falar as primeiras palavras (por volta dos 2 anos e meio) e, mesmo agora, seu vocabulário é considerado limitado para a idade. Ele frequentemente usa gestos para se comunicar e tem dificuldade em construir frases mais complexas. Na avaliação fonoaudiológica, a discrepância entre o desenvolvimento da linguagem e outras áreas (como a inteligência não verbal) e a ausência de outras condições que justifiquem o quadro apontou para a hipótese diagnóstica inicial de Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem (TDL), o qual, de acordo com Cáceres-Assenço et al. (2020) é caracterizado por dificuldades significativas e persistentes de comunicação em crianças.

Fonte: CÁCERES-ASSENÇO, A. M.; GIUSTI, E.; GÂNDARA, J. P.; PUGLISI, M. L.; TAKIUCHI, Why we need to talk about developmental language disorder. Audiology. Communication Research, v. 25, e2342, 2020.

Considerando a evolução do conhecimento científico e as discussões recentes na área sobre o TDL, analise as assertivas a seguir:

I- O atraso no início da fala de João, bem como o vocabulário limitado para a idade, o uso frequente de gestos e a dificuldade em construir frases mais complexas, são características consideradas compatíveis com quadros de Transtorno do Desenvolvimento da Linguagem.

PORQUE

II- O transtorno indicado no diagnóstico de João, é caracterizado por dificuldades significativas de linguagem sem outras condições clínicas que justificam o quadro, baseando-se na exclusão diagnóstica.

A respeito dessas asserções, assinale a opção CORRETA:
Alternativas
Q3649699 Fonoaudiologia
Em ambiente hospitalar, fluxos seguros para disfagia reduzem pneumonia e tempo de internação. Considerando a implantação de protocolo de triagem e manejo à beira leito, a configuração inicial é
Alternativas
Q3649698 Fonoaudiologia
Na terceira idade, presbifonia cursa com atrofia vocal, fenda glótica e redução de intensidade e projeção. Em idoso sem lesão estrutural significativa à nasofibrolaringoscopia, a conduta terapêutica com evidência é
Alternativas
Q3649697 Fonoaudiologia
O treinamento auditivo visa remodelar habilidades por plasticidade dependente de uso. Qual estratégia favorece transferência para situações de fala em ruído?
Alternativas
Q3649696 Fonoaudiologia
Analise as afirmativas sobre a integração timpanometria–reflexo acústico–audiometria auxilia a localização da lesão.

I. Timpanograma tipo As sugere complacência reduzida, compatível com otosclerose inicial.
II. Timpanograma tipo Ad sugere hipermobilidade, como em descontinuidade ossicular.
III. Ausência de reflexos acústicos com timpanometria tipo A, frente à perda neurossensorial leve, levanta suspeita de lesão retrococlear.
IV. Em otite média com efusão, a curva mais típica é tipo C acentuada.

Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Alternativas
Q3649695 Fonoaudiologia
Suspeita de lesão retrococlear unilateral. Qual conjunto de achados é compatível com acometimento da via auditiva proximal?
Alternativas
Q3649694 Fonoaudiologia
Queixas de “ouvir mas não entender” em ruído, com audiometria tonal limiar normal, são crescentes em adultos expostos a som intenso. Diante de EOAs presentes e PEATE com amplitude da onda I reduzida em altas intensidades, a interpretação provável é
Alternativas
Q3649693 Fonoaudiologia
Marque (V) para as afirmativas VERDADEIRAS e (F) para as FALSAS sobre patologias laríngeas benignas que têm perfis clínico-estroboscópicos distintos.

( ) Nódulos vocais costumam ser bilaterais e simétricos na junção do terço anterior com o médio.
( ) Pólipo hemorrágico é tipicamente bilateral e resolve-se rotineiramente apenas com terapia vocal.
( ) Edema de Reinke associa-se fortemente ao tabagismo crônico.
( ) Laringite por refluxo laringofaríngeo pode cursar com granuloma posterior e hiperemia interaritenoidea.

Marque a opção que apresenta a sequência CORRETA.
Alternativas
Q3649692 Fonoaudiologia
Os distúrbios motores de fala apresentam perfis distintos conforme o sítio de lesão e os parâmetros afetados. Assinale a afirmação corretamente classificada.
Alternativas
Q3649691 Fonoaudiologia
Na fonologia do português brasileiro, certos alofones surgem por condicionamento fonético sem criação de pares mínimos. Sobre palatalização e contraste, assinale a afirmativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
2281: B
2282: C
2283: E
2284: A
2285: D
2286: B
2287: D
2288: E
2289: C
2290: D
2291: C
2292: B
2293: E
2294: A
2295: D
2296: B
2297: E
2298: A
2299: B
2300: C