Questões de Concurso Para história

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Q3026931 Conhecimentos Gerais
Ainda seguido a linha de análise de Boito Jr., do ponto de vista político e econômico, o que se convencionou chamar de golpe por parte de setores de esquerda e progressistas, no Brasil, no ano de 2016, sacramentado com impeachment de Dilma Rousseff e chegada de Michel Temer à Presidência da República, pode ser definido como fruto dos esforços:
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Q3026930 Conhecimentos Gerais
Os estudos do cientista político de Armando Boito Jr. têm ajudado a esclarecer as tendências (política e econômica) adotadas nos governos do Partido dos Trabalhadores (PT), desde a chegada de Lula da Silva à presidência em seu primeiro governo. Longe do que tem sido defendido em teses que tentam impingir a ideia de um direcionamento “comunista” aos governos Lula e Dilma, Boito Jr., comprova que estes governos adaptados ao neoliberalismo, contudo em uma versão que visa atender uma fração da burguesia que não foi positivamente atendida em seus interesses, muito menos foi a classe hegemônica, em governos como os de Collor, Fernando Henrique Cardoso e Temer. No caso das gestões petistas têm-se uma versão reformista da política e economia neoliberais, mas sem jamais ultrapassar os limites do neoliberalismo. Os governos petistas foram, portanto: 
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Q3026913 História
“A Nova República começou em clima de otimismo, embalada pelo entusiasmo das grandes demonstrações cívicas em favor das eleições diretas. O otimismo prosseguiu na eleição de 1986 para formar a Assembleia Nacional Constituinte, a quarta da República. A Constituinte trabalhou mais de um ano na redação da Constituição, fazendo amplas consultas a especialistas e setores organizados e representativos da sociedade.”
Texto extraído de: CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 6ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 200.

Sobre o período da Nova República brasileira, conforme análise de José Murilo de Carvalho, é CORRETO afirmar:
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Q3026912 História
“Ao mesmo tempo em que cerceavam os direitos políticos e civis, os governos militares investiam na expansão dos direitos sociais.”
Texto extraído de: CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 6ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 170.

Em relação aos direitos sociais no Brasil no período ditatorial (1964 – 1985), conforme análise de José Murilo de Carvalho, é correto afirmar:
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Q3026911 História
Após a constitucionalização do país, a luta política recrudesceu. Formaram-se dois grandes movimentos políticos, um à esquerda, outro à direita. O primeiro chamou-se Aliança Nacional Libertadora (ANL) [...]. O outro foi a Ação Integralista Brasileira (AIB), de orientação fascista [...].”
Texto extraído de: CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 6ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 102.

Sobre esses dois movimentos políticos mencionados, conforme análise de José Murilo de Carvalho, é CORRETO afirmar:
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Q3026910 História
“[...] se o povo não era um eleitor ideal e nem sempre teve papel central nos grandes acontecimentos, como a Proclamação da Independência e da República, ele achava com frequência outras maneiras de se manifestar.”
Texto extraído de: CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 6ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 67.

Sobre essas “outras maneiras” de manifestação política popular brasileira, de acordo com as análises de José Murilo de Carvalho, é CORRETO afirmar:
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Q3026909 História
“A colonização foi um empreendimento do governo colonial aliado a particulares.”
Texto extraído de: CARVALHO, José Murilo de. Cidadania no Brasil: o longo caminho. 6ª edição. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2004, p. 18.

Sobre o período colonial brasileiro, conforme análise de José Murilo de Carvalho, é CORRETO afirmar:
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Q3026908 História

“[...] a ação política [...] desenvolvida pelos saquaremas, a busca de uma restauração dos quadros de uma defensividade ganhou, quase sempre, a formulação da garantia da soberania nacional. Sem embargo, os saquaremas não apenas impuseram a questão da soberania nacional e sobrepuseram a questão da escravidão à questão nativista. No momento da consolidação do Estado imperial, eles articularam a soberania nacional à questão da escravidão [...]”


Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, p. 233.



Sobre a escravidão no período imperial brasileiro e suas dinâmicas sociais, políticas e econômicas, de acordo com a análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:

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Q3026907 História
“[...] esta ampliação do conjunto de agentes administrativos [...] permite que também percebamos de modo diverso o papel dessas instituições que, habitualmente, são entendidas como meramente ligadas às tarefas de repressão. Tomemos o exemplo da Guarda Nacional [...].”
Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, p. 226.

Sobre a Guarda Nacional, de acordo com a análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:
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Q3026906 História
“[...] os depoimentos de Luzias e Saquaremas [...] nos mostram [...] a distinção que ambos estabeleciam entre os movimentos levados a efeito pela ‘flor da sociedade brasileira’ [...] e os demais, da ‘escória da população [...].”
Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, p. 124.

Sobre as relações e os conflitos sócio-políticos no Império brasileiro, tendo como perspectiva a análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:
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Q3026905 História
“Pelo porto do Rio de Janeiro, quantidades crescentes de sacas de [...] café seguiam para o consumo no estrangeiro. No decênio de 1821-1830, 3.178.000 sacas foram exportadas [...]; no decênio seguinte, o número de sacas exportadas triplicou [...]. Prosseguindo sua trajetória ascendente, as exportações de café alcançariam cerca de 54% das exportações do Império em 1854 – 1855.”
Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, p. 72.

Sobre a economia cafeeira no período imperial brasileiro, conforme análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:
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Q3026904 História
“[...] o monopólio constitui-se no elemento que une as duas faces da moeda colonial, assim como lhe confere o valor. De um lado, a ‘cara’, ou a face metropolitana, apresentando-se por meio do Reino ou do Estado Moderno: de outro, a ‘coroa’ ou a face colonial, na forma de Região, face geralmente oculta, impossível de ser pensada isoladamente da primeira, mas guardando também existência própria [...]. [...] o colono está obrigado ao cumprimento do monopólio [...]; o colonizador [...] está obrigado a resguardar o monopólio do proprietário [...]. As relações entre colonos e colonizados, por sua vez, pressupunham também o monopólio dos homens e da violência.”
Texto extraído de: MATTOS, Ilmar Rohloff. O tempo Saquarema. São Paulo: Hucitec, 2004, pp. 32, 37, 38, 40).

Sobre os contextos e sujeitos envolvidos na relação entre Brasil e Portugal, na era colonial, conforme análise de Ilmar Mattos, é CORRETO afirmar:
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Q3026903 História
“A unificação política dos Estados alemães, a elevação do rei da Prússia a imperador [...], e a promoção de Berlim [...] a capital do Kaiserreich [...] deram um forte impulso à formação de uma classe alta alemã mais uniforme.”
Texto extraído de: ELIAS, Norbert. Civilização e informalização (parte I). In: ____. Os alemães: a luta pelo poder e a evolução do habitus nos séculos XIX e XX; tradução: Álvaro Cabral. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 1997, p. 60.

Sobre o processo de unificação política que originou a Alemanha e as relações entre diferentes grupos sociais nesse contexto, conforme análise de ELIAS, é CORRETO afirmar:
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Q3026901 História
“O movimento cartista apelava para um conjunto de impulsos tão diferentes que sua emergência quase poderia ser predita após o fracasso do owenismo e de suas iniciativas prematuras. Ele foi um esforço puramente político que tentou ganhar influência no governo através de canais constitucionais.”
Texto extraído de: POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época; tradução: Fanny Wrobel. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000, p. 208.

Sobre o movimento cartista, conforme análises de Polanyi, é CORRETO afirmar:
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Q3026900 História
“O mercantilismo destruiu o particularismo desgastado do comércio local [...] abrindo caminho para um comércio nacional”.
Texto extraído de: POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época; tradução: Fanny Wrobel. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000, p. 86.

Sobre a implementação do sistema mercantil na era moderna, conforme análise de Polanyi, é CORRETO afirmar:
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Q3026899 História
"Retornando à história russa de um quarto de século, parece que aquilo que chamamos Revolução Russa consistiu realmente em duas revoluções separadas.”
Texto extraído de: POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época; tradução: Fanny Wrobel. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000, p. 287.

Sobre o processo revolucionário russo na primeira metade do século XX, conforme análise de Polanyi, é CORRETO afirmar:
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Q3026898 História
“O fascismo teve tão pouco a ver com a Primeira Guerra Mundial como com o Tratado de Versalhes, [...] como com o temperamento italiano. O movimento surgiu em países derrotados, como a Bulgária, e em países vitoriosos, como a Iugoslávia; [...] não houve qualquer tipo de formação – de tradição religiosa, cultural ou nacional – que tornasse um país imune ao fascismo [...].”
Texto extraído de: POLANYI, Karl. A grande transformação: as origens de nossa época; tradução: Fanny Wrobel. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2000, p. 277).

De acordo com as análises de Polanyi, é CORRETO afirmar sobre o fascismo:
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Q3026897 História
“[...] as citações dos profetas incluídas nos evangelhos abriram uma gama de possibilidades icônicas de todo imprevisíveis”.
Texto extraído de: GINZBURG, Carlo. Olhos de madeira: nove reflexões sobre a distância. São Paulo: Companhia das Letras, 2001, p. 116.

No capítulo Ecce, da mencionada obra, o historiador italiano propõe-se a contatar as análises sobre o Novo Testamento e a iconografia cristã. Sobre essa proposta analítica e suas conclusões, é CORRETO afirmar:
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Q3026896 História
“O dito príncipe, para poder conservar Portugal, necessita totalmente das riquezas do Brasil, e de nenhuma maneira das de Portugal, que não tem, para sustentar o Brasil de que se segue, que é mais cômodo e mais seguro estar onde se tem o que sobeja, que onde se espera o de que se carece”.
Texto extraído de: CUNHA, Luís da. Instruções políticas. Lisboa: Abílio Diniz Silva (ed.), 2001, p.366-367 apud PEDREIRA, Jorge. A economia política do sistema colonial. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil Colonial, volume 3 (ca.1720-ca.1821). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. (Parte I – O mundo português em transformação: o logo século XVIII e Parte II - Transformações na economia e na sociedade), p.420.

Dom Luís da Cunha, na passagem acima, instruiu o rei, reforçando a crença de ser o Brasil uma “vaca leiteira de Portugal”. Essa crença iria nortear as relações da metrópole com a parte dita mais rica do Império, isto é, a economia política do sistema colonial. Sobre esse assunto, julgue as afirmativas abaixo conforme análise de Cunha:

I. O governo do futuro marquês de Pombal não seguiu um programa definido, respondendo aos problemas circunstanciais à medida que iam surgindo, de modo articulado a seus ministros de confiança. Essa articulação, mais pragmática do que teórica, ajudou a formar a sua percepção dos problemas da sociedade portuguesa, assim como as suas perspectivas sobre os propósitos e as responsabilidades do governo.
II. A criação da Junta do Comércio possibilitou aos homens de negócio possuírem uma instituição representativa própria, uma corporação que consagrava o reconhecimento a nível institucional, abolindo a diferenciação entre os comerciantes de negócios dos comerciantes de retalho ou de loja, ainda que não os estabelecessem como corpo social privilegiado, devido, em grande parte, à pressão da nobreza de Corte sobre o rei.
III. As companhias monopolistas constituíram um instrumento para a promoção do comércio e da agricultura nas regiões menos dinâmicas do Brasil e para manter o controle dos nacionais sobre essas atividades, mas nunca contribuíram diretamente para as finanças do Estado, pelo contrário, os seus amplos privilégios poderão ter retirado recursos da Coroa.
IV. Pombal não seguia os preceitos mercantilistas de uma forma dogmática. Embora estivesse empenhado em restituir o monopólio do comércio colonial aos negociantes portugueses, não obstava ao desenvolvimento, nas margens do sistema, do comércio direto entre as próprias colônias. O pacto colonial não constituía um objetivo da política pombalina.

Estão CORRETAS:
Alternativas
Q3026895 História
Marque a alternativa CORRETA que trata das transformações econômicas e sociais do Estado do Brasil no século XVIII analisadas por Sampaio:
Texto de apoio: SAMPAIO, Antonio Carlos Jucá de. A curva do tempo: as transformações na economia e na sociedade do Estado do Brasil no século XVIII. In: FRAGOSO, João; GOUVÊA, Maria de Fátima (orgs.). O Brasil Colonial, volume 3 (ca.1720-ca.1821). 1.ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2014. (Parte I – O mundo português em transformação: o logo século XVIII e Parte II - Transformações na economia e na sociedade).
Alternativas
Respostas
16561: C
16562: A
16563: D
16564: B
16565: C
16566: E
16567: D
16568: A
16569: B
16570: D
16571: E
16572: C
16573: A
16574: B
16575: E
16576: A
16577: C
16578: D
16579: C
16580: B