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Então o que é, ou era, exatamente o crescente fértil? Primeiro, é preciso mencionar que se trata de um conceito moderno, cujas origens são não só ambientais, mas também geopolíticas. A designação crescente fértil foi inventada no século XIX, quando as potências imperiais da Europa estavam retalhando o Oriente Médio de acordo com seus interesses estratégicos. Em parte, devido à estreita ligação entre a arqueologia, a história antiga e as instituições modernas dos impérios, essa designação passou a ser amplamente adotada entre os pesquisadores para descrever uma área desde as costas orientais do Mediterrâneo (Palestina, Israel e Líbano atuais) até o pé da cordilheira de Zagros (correspondendo mais ou menos à fronteira entre o Irã e o Iraque), depois de atravessar partes da Síria, da Turquia e do Iraque. Hoje em dia, são apenas os pré-historiadores que continuam a usar essa designação para indicar a região onde se iniciou a agricultura: um cinturão de terras aráveis cercado por montanhas e desertos.
David Graeber e David Wengrow. O despertar de tudo: uma nova história
da humanidade. Tradução de Denise Bottmann e Claudio Marcondes.
São Paulo: Cia. das Letras, 2022, p. 248 (com adaptações).
No que concerne à região mencionada no texto anterior, julgue o item subsequente.
O Acordo Sykes-Picot, que dividiu o Oriente Médio em áreas de influência britânica e francesa, renegou as promessas de liberdade feitas aos árabes pelos britânicos durante a Primeira Guerra Mundial.
Em relação a memória, oralidade e cotidiano no ensino de história, julgue o próximo item.
Diferentemente do que ocorre com documentos escritos, imagens ou objetos históricos, é prescindível o cotejo da memória com outros testemunhos históricos, já que ela é resultado de experiências psíquicas e individuais que revelam a complexidade dos comportamentos humanos.
Em relação a memória, oralidade e cotidiano no ensino de história, julgue o próximo item.
Por ser heterogênea e imperfeita, a memória seleciona, elimina, exagera, minimiza, glorifica e modela uma versão dos fatos.
Em relação a memória, oralidade e cotidiano no ensino de história, julgue o próximo item.
A influência da antropologia na história ensejou a inclusão de temáticas como a história do cotidiano, a história regional, a história dos marginalizados, a história dos vencidos, entre outras.
Em relação a memória, oralidade e cotidiano no ensino de história, julgue o próximo item.
A credibilidade da história oral foi reforçada com o advento da concepção da história positivista no século XIX.
A respeito das concepções do pensamento histórico, da dinâmica historiográfica e de sua influência no ensino da história, julgue o item a seguir.
Na perspectiva marxista, a vida espiritual (metafísica e religiões) constitui a base real ou efetiva da história humana.
A respeito das concepções do pensamento histórico, da dinâmica historiográfica e de sua influência no ensino da história, julgue o item a seguir.
De acordo com o pensamento positivista, a reflexão teórica e a especulação filosófica contribuem para maior objetividade na organização histórica dos fatos.
A respeito das concepções do pensamento histórico, da dinâmica historiográfica e de sua influência no ensino da história, julgue o item a seguir.
Enquanto a macro-história se interessa pela pesquisa histórica das estruturas abrangentes, a micro-história tem enfoque na pesquisa das pessoas e de seu cotidiano.
A respeito das concepções do pensamento histórico, da dinâmica historiográfica e de sua influência no ensino da história, julgue o item a seguir.
A trajetória do movimento dos Annales é marcada por três fases: a primeira privilegiou a história econômica e social; a segunda priorizou a história econômica em detrimento da história social; e a última, ainda atual, se caracteriza por aspectos interdisciplinares e multidisciplinares.
A divisão dos territórios sergipanos instituída pelo governo estadual em 2007 distribuiu os municípios sergipanos em oito unidades territoriais, a saber: Grande Aracaju, Sul, Centro-Sul, Leste, Agreste Central, Alto Sertão, Médio Sertão e Baixo São Francisco. Acerca da divisão territorial sergipana e de suas dinâmicas, julgue o seguinte item.
O rio Paraguaçú, afluente do São Francisco, é o maior curso fluvial do estado, e delimita a divisa entre Sergipe e o estado vizinho de Alagoas nos territórios do Alto Sertão sergipano e do Baixo São Francisco sergipano.
A divisão dos territórios sergipanos instituída pelo governo estadual em 2007 distribuiu os municípios sergipanos em oito unidades territoriais, a saber: Grande Aracaju, Sul, Centro-Sul, Leste, Agreste Central, Alto Sertão, Médio Sertão e Baixo São Francisco. Acerca da divisão territorial sergipana e de suas dinâmicas, julgue o seguinte item.
Sergipe é o segundo menor estado da federação em área territorial, atrás apenas do Acre, mas, apesar disso, conta com o total de 125 municípios, divididos em oito territórios com características culturais, econômico-produtivas e ambientais distintas.
A divisão dos territórios sergipanos instituída pelo governo estadual em 2007 distribuiu os municípios sergipanos em oito unidades territoriais, a saber: Grande Aracaju, Sul, Centro-Sul, Leste, Agreste Central, Alto Sertão, Médio Sertão e Baixo São Francisco. Acerca da divisão territorial sergipana e de suas dinâmicas, julgue o seguinte item.
A Grande Aracaju, localizada na porção centro-leste de Sergipe, é o território mais populoso do estado, além de agregar a atual capital estadual, Aracaju, e a primeira capital sergipana, São Cristóvão.
A situação da insegurança alimentar em Sergipe seria ainda mais grave caso não houvessem ações de transferência de renda do governo federal, essenciais para reduzir a pobreza absoluta, mas ainda insuficientes para sanar as desigualdades socioespaciais.
Em Sergipe, a taxa de população subutilizada — indicador social que engloba a situação de desemprego, de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas e de força de trabalho potencial — é uma das maiores da região Nordeste e do Brasil, o que indica a presença de problemas estruturais no mercado de trabalho do estado.
Apesar das desigualdades sociais, a renda média da população de Sergipe é uma das mais expressivas da região Nordeste, uma vez que aproximadamente metade da população sergipana ativa recebe entre 1 e 3 salários mínimos.
A região de influência urbana de Aracaju está limitada aos núcleos urbanos da região metropolitana e ao interior do estado de Sergipe, sendo os demais núcleos urbanos sergipanos majoritariamente influenciados por metrópoles de outros estados, como Recife e Salvador.
Aracaju é uma cidade macrocéfala, pois concentra a maior população urbana de Sergipe e exerce funções urbanas especializadas, bem como funções administrativas de gestão, decorrentes da sua condição de capital estadual.
A população de Aracaju cresceu no período compreendido entre os dois censos, mantendo o município na posição de maior centro urbano do estado de Sergipe.