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“Em meados da década de 1970, irrompe-se a febre do búfalo no Amapá. implementase uma política de bubalinização no Amapá idealizada pelo engenheiro agrônomo Júlio A. H. Cantelli, secretário de agricultura na época, e fortalecida pela vontade do comandante Arthur Henning, governador do Território. “(....) Foi um momento em que o governo chegou a investir na mudança de mentalidade empresarial dos pecuaristas amapaenses. Mesmo que isso tenha se circunscrito a alguns aspectos da percepção de tecnologia do criatório intensivo, defendia, contraditoriamente, a ideia do extensivismo pecuário para os campos inundáveis do Amapá” (RAIOL, Osvaldino da Silva. A utopia da Terra na fronteira amazônica; A geopolítica e o conflito pela posse da terra no Amapá. Macapá, Editora Gráfica O DIA Ltda, 1992).
Desta forma,
Observe a localização geográfica do Município de Amapá e analise os itens abaixo:

I. Pela sua localização estratégica, na porção centro-ocidental do Estado do Amapá, este município apresenta excelentes oportunidades de crescimento econômico devido seu território localizar-se junto a importantes jazidas minerais.
II. Sua localização é a mais adequada para se desenvolver corredores de exportação de produtos primários, notadamente da pecuária, uma vez que o município não possui partes de seu território em nenhum tipo de Unidade de Conservação.
III. Com uma porção considerável de seu território banhada pelas águas do Oceano Atlântico, as condições climáticas do município que, no geral, seguem o padrão climático do Estado do Amapá, sofrem em parte, influência da Maritimidade.
IV. Observando-se do ponto de vista geográfico, o Município de Amapá situa-se na parte nordeste do Estado do Amapá, fazendo limites, por exemplo, com os municípios de Calçoene, Pracuuba, Tartarugalzinho, Cutias e Macapá.
Assim, marque a alternativa com a relação dos itens CORRETOS:
I - O espaço do positivismo na historiografia brasileira é marcado por transformações culturais, sociais e políticas: tempos de república, independência dos poderes, Estado laico, fim da escravidão e, consequentemente, período de muitas correntes ideológicas vindas da Europa.
II - No Brasil influenciado pelos ideais da cientificidade, no segundo reinado, coube a Varnhagen trilhar os primeiros passos da historiografia do Brasil Colonial a partir de visão dos portugueses, da missão “civilizatória” dos colonizadores. Assim nasceu a História Geral do Brasil.
III - A história, na primeira metade do século XX, pelas necessidades de compreensão do passado e pela ampliação do número de fontes e de interpretações, promoveu um processo de diálogo com as demais ciências que compunham as ciências humanas.
É verdadeiro o que se afirma em:
I - Normalmente, a lavoura indígena baseava-se na mandioca, no milho e na batata-doce que, vez por outra, poderiam vir associados ao amendoim, ao cará, ao feijão e à banana. O sistema de preparo da terra utilizado pelos diversos grupos aproxima-se bastante do forest-fallow, podendo praticar-se, também, o long-fallow. Trata-se do plantio, em clareiras, de mandioca ou batatas. Esgotado o solo, tais clareiras deviam repousar por longos anos.
II - Os europeus não reconheciam como válido o sistema agrícola indígena, em que se observava o plantio em montículos – a coivara – e o pousio longo, formando amplos campos pobres em torno das vilas, as capoeiras. Nesse contexto, os europeus implementavam adaptações advindas da agricultura europeia.
[ ] A África conheceu, e praticou, a escravidão bem antes da chegada dos europeus e o estabelecimento das colônias europeias no continente.
[ ] Entretanto, a escravidão e o tráfico negreiro como uma instituição permanente, rotineira, desenvolveram-se, na África em decorrência de um fato histórico ocorrido a partir do século XV: as navegações portuguesas.
[ ] A escravidão praticada entre os povos negros da África tinha como interesse os reinos negros quando da vitória sobre um povo rival, e a subsequente captura dos vencidos, voltava-se para mulheres e crianças.
[ ] Em muitas sociedades africanas, principalmente nas fímbrias do Saara e do Sahel, um contingente verdadeiramente volumoso da população era constituído de escravos.
I – Os historiadores de inspiração positivista do século XIX e início do XX consideravam o documento como testemunho escrito, comprovação e prova sobre os acontecimentos do passado.
II - Os historiadores de inspiração positivista do século XIX e início do XX, apesar ter o direito de decidir quanto à escolha do documento a utilizar, tinham que manter a fidelidade do conteúdo dos textos.
III – Ao longo do século XIX e início do século XX, cabia ao historiador, depois de constatar a autenticidade do texto, descrever o real, baseando-se nos dados nele descritos. Nesse sentido, todo texto era considerado documento.
IV - Ao longo do século XX, o documento adquire outra amplitude no trabalho do historiador. São utilizadas outras fontes de pesquisa histórica relacionadas à preocupação de se estudar outras dimensões da vida social.
É verdadeiro o que se afirma em:
O nacionalismo liberal foi espelhado no mundo real pelas políticas liberais ou liberalizantes de imigração e cidadania que atingiram o pico na mesma época. Contudo, a ironia é que o nacionalismo liberal entrou em campo justamente quando a sociedade e o Estado foram radicalmente remodelados segundo as linhas neoliberais. Se aplicado às políticas de imigração e cidadania, o neoliberalismo partilha com o liberalismo a aversão à discriminação categórica a nível de grupo. Para o neoliberalismo, tal discriminação é particularmente odiosa porque entra em conflito com os seus fundamentos meritocráticos. Mas o neoliberalismo afasta-se do liberalismo ao repudiar a responsabilidade da sociedade e do Estado de corrigir resultados desiguais do mercado. Em vez disso, o neoliberalismo estipula uma autorresponsabilidade austera do indivíduo, seja ele cidadão ou imigrante. Na verdade, a distinção cidadão-imigrante torna-se irrelevante, uma vez que a unidade individual numa ordem neoliberal é o “cidadão trabalhador” etnicamente anônimo. Ao mesmo tempo, o nacionalismo neoliberal remodela a comunidade política de uma comunidade de destino para uma comunidade contratual e dependente da contribuição individual e de um sentido estrito de reciprocidade.
Adaptado de JOPPKE, Chirstian. Neoliberal nationalism and immigration policy, Journal of Ethic and Migration Studies, vol. 50, n. 7, 2024, p. 1658.
Com base na leitura do trecho, é correto afirmar que o neoliberalismo
Observe a imagem a seguir.

A fotografia registra um grupo de pessoas durante a manifestação no Ato pela Anistia na Praça da Sé, em São Paulo. No primeiro plano, três homens se destacam: o do centro fala ao microfone, o da direita está em pé ao seu lado, e o da esquerda exibe uma página de um jornal. Ao fundo, pode-se ver uma faixa com a inscrição: “Pela Anistia”. Avalie as afirmativas a seguir que apresentam os grupos que foram contemplados pelos benefícios da Lei da Anistia.
I. Indivíduos condenados por crimes de terrorismo e assalto, o que priorizou a liberdade dos presos políticos que estavam em presídios brasileiros.
II. Indivíduos exilados fora do Brasil, o que resultou, principalmente, no retorno de artistas brasileiros que haviam sido proibidos de permanecer no território nacional.
III. Indivíduos que cometeram crimes por motivação política, o que favoreceu os militares que participaram de torturas e assassinatos.
Está correto o que se afirma em
Adaptado de: Atlas Histórico do Brasil. Governo Juscelino Kutischek 1956 – 1961, FGV CPDOC.
As opções a seguir descrevem corretamente medidas desenvolvimentistas do governo de Juscelino Kubitschek, à exceção de uma. Assinale-a.
( ) Estabeleceu a obrigatoriedade da carteira de trabalho apenas para os trabalhadores homens exercerem qualquer ocupação, enquanto as mulheres continuaram a trabalhar de maneira informal.
( ) Estabeleceu o salário mínimo para os trabalhadores urbanos, mas excluiu os empregados domésticos desse direito trabalhista.
( ) Estabeleceu a distinção entre os trabalhos de natureza manual e intelectual, privilegiando a condição laboral do trabalhador intelectual.
As afirmativas são, respectivamente,
Rebelião em unidades da Marinha ocorrida entre setembro de 1893 e março de 1894. Começou no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, e chegou ao sul do Brasil. Sem apoio popular ou do Exército, o movimento foi sufocado pelo presidente Floriano Peixoto, a quem pretendia depor. Iniciada em 1893, teve seus antecedentes dois anos antes, em 3 de novembro de 1891, quando o primeiro presidente da República, marechal Deodoro da Fonseca, sem conseguir negociar com as bancadas dos estados, especialmente os produtores de café (São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais), fechou o Congresso Nacional. Unidades da Marinha se sublevaram e, sob a liderança do almirante Custódio José de Melo, ameaçaram bombardear o Rio de Janeiro. Para evitar uma guerra civil, em 23 de novembro Deodoro renunciou. O vice-presidente, marechal Floriano Peixoto, assumiu seu lugar e não convocou eleições presidenciais, conforme previa o artigo n° 42 da Constituição para o caso de vacância do cargo em menos de dois anos após a posse do presidente.
Adaptado de: Verbete de Atlas Histórico do Brasil – FGV CPDOC
O trecho descreve a