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Para história
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“Marielle Franco, quinta vereadora mais votada no Rio de Janeiro, uma filha da comunidade da Maré – o maior complexo de favelas do estado do Rio –, negra, lésbica, mãe de uma menina a quem educou sozinha, defensora dos direitos humanos numa cidade sucateada, crítica da atuação política em relação às populações carentes, foi executada com quatro tiros que penetraram do lado direito da sua cabeça. Junto com ela morreu Anderson Pedro Gomes, o motorista do carro que viajavam” (Schwarcz, 2019, p. 170).
O caso Marielle Franco expôs as relações hostis de poder de um país marcado pelo racismo e pela misoginia. Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir:
I Marcadores sociais de raça, gênero e lugar desenvolvem histórias de superação de mulheres e homens, fazendo com que a sociedade se sinta beneficiada com sua presença e crescimento.
II O assassinato da parlamentar foi identificado como crime hediondo em nível nacional e crime político na esfera internacional.
III A vereadora se tornou um símbolo de luta de minorias que defendem um país mais inclusivo e cidadão, no qual, manifestações discursivas como “a gente se encontra na luta” ganhou força.
IV A morosidade na condução do processo revela o poder presente nas mãos das milícias e sua relação com sujeitos pertencentes a instituições de controle.
Em relação ao tema acima exposto, estão corretas as afirmativas:
“Camponeses e moradores eram expulsos das terras, as casas de palha queimadas e as pequenas lavouras de subsistência confiscadas sem a menor indenização. Os programas geralmente se realizavam à noite, quando as famílias inteiras eram despertadas pelas tochas incendiárias sem o menor aviso prévio. E lá se iam, pelas madrugadas, em demanda do horizonte, o pequeno rebanho apavorado. Eram mulheres e crianças que gemiam e que choravam, deixando para trás o tugúrio em chamas” (A União, 27 mar. 1994).
O texto acima faz parte de uma entrevista feita a Claudio Santa Cruz Costa, publicada no jornal A União, abordando as Ligas Camponesas e revelando os horrores enfrentados pela população rural sob a opressão dos latifundiários no Nordeste do Brasil. A criação das Ligas Camponesas teve como principal argumento aglutinar os camponeses em torno de uma entidade associativa para eliminar o cambão, definido como
“O Grupo Habeas Corpus Potiguar – GHAP foi constituído legalmente em 15 de dezembro de 1992, para fins de coordenação, estudo, proteção, luta, reivindicação e representação legal dos homossexuais no estado do Rio Grande do Norte. Como entidade de representação social e política deste setor, o Habeas Corpus convida a sociedade sensível, trabalhadora e culta a se engajar na luta pela construção de um mundo mais justo, mais fraterno e mais humano, onde não haja mais lugar para a ignorância, a prepotência e o autoritarismo, onde se possa transformar [...] preconceito em liberdade” (Nós Por Exemplo, jan. 1994).
O Grupo Habeas Corpus Potiguar nasceu como uma instituição sem fins lucrativos que lutou em defesa dos direitos e cidadania da população LGBTQIAPN+. Seu convite, publicado no jornal Nós Por Exemplo e direcionado à sociedade potiguar, convidava a observar
A representação rupestre acima está localizada no Sítio Arqueológico Xique-Xique I, em Carnaúba dos Dantas – RN. A partir da imagem, observa-se que essa representação rupestre
“O estado do Rio Grande do Norte já era habitado por grupos humanos há 9.400 anos, com resultados comprovados através de datações realizadas desde a década de 90 do século XX pela Universidade Federal de Pernambuco em sítios arqueológicos com enterramentos humanos nos municípios de Carnaúba dos Dantas e Parelhas, localizados na mesorregião central, microrregião do Seridó Oriental. A tipologia dessa presença pré-histórica no Estado inclui vestígios culturais como a cerâmica, o material lítico e os registros rupestres” (Santos Júnior, 2022, p. 15).
As representações rupestres podem ser encontradas nas diversas regiões do Estado do Rio Grande do Norte, materializando
“O Relatório é dividido em duas partes. Na primeira parte, de responsabilidade do capitão José Domingos da Silva, têm-se os resultados das investigações na área rural e na Rede Ferroviária Federal, fixando a responsabilidade de 38 indiciados. Na segunda parte do documento, de responsabilidade do delegado Carlos Moura de Moraes Veras, têm-se os resultados das investigações nos setores sindicais, estudantil, intelectual e Prefeitura do Natal, fixando a responsabilidade de 45 indiciados.”
Com base nesses dados e nos conhecimentos da história local, é possível identificar que a repressão estabelecida a partir do Relatório Veras atingiu:
“Povo pobre, natalense Chegou a vez para quem quer aprender Como sofre o ser humano Quando não sabe o seu nome escrever A prefeitura abre a campanha Para ajuda do ensino e do saber Pela meta do Prefeito Maranhão, De pé no chão, também se aprende a ler”
(Hino oficial da Campanha De Pé no Chão também se aprende a ler).
Considerando as informações expostas acima, o cenário do início dos anos 1960 e o caráter inovador da Campanha, foram princípios e características da iniciativa: