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Q3524516 História
Leia o texto a seguir.

    Nossa história colonial não se confunde com a continuidade do nosso território colonial. Sempre se pensou o Brasil fora do Brasil, mas de maneira incompleta: o país aparece no prolongamento da Europa. Ora, a ideia exposta neste livro é diferente e relativamente simples.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

A tese do autor é de que a colonização portuguesa, fundada no escravismo, deu lugar a um espaço econômico e social que englobava
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Q3524515 História
Observe o texto a seguir.

    A revolta anti-holandesa nordestina se apresenta como um levante promovido por um bando de caloteiros. Disse-o ali na bucha o padre Antônio Vieira, num parecer encomendado pela Coroa em 1648: “Os principais moradores que moveram a guerra contra a Companhia das Índias Ocidentais em Pernambuco foi porque tinham tomado muito dinheiro aos holandeses, e não puderam, ou não quiseram, pagar”.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

O problema do endividamento dos senhores de engenho esteve relacionado
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Q3524514 História
Considere o texto a seguir.

    A ruptura de 1808 não será tão radical como se tem dito e escrito: ainda se movia no oceano o braço brasilianizado do sistema colonial: a rede de importação de mão-de-obra cativa, o tráfico negreiro. Depois de 1850, o mercado de trabalho nacional continua dependente, nos seus setores dinâmicos, do trato de imigrantes europeus, levantinos e asiáticos. Só nos anos 1930-40 a reprodução ampliada de força de trabalho passa a ocorrer inteiramente no interior do território nacional. Essa é a variável de longa duração que apreende a formação do Brasil nos seus prolongamentos internos e externos.
(ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O trato dos viventes: formação do Brasil no Atlântico Sul. São Paulo: Companhia das Letras, 2000. Adaptado)

O autor relativiza a ruptura de 1808, pois depois da abertura dos portos o Brasil
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Q3524513 História
Leia o texto a seguir.

    É fundamental ressaltar a importância histórica da postura de crítica contundente com que os pesquisadores africanos se debruçam ao examinar a historiografia ocidental sobre o tema. Não é outra a razão de destacarem as principais teorias psicológicas, quais sejam, o darwinismo social, o cristianismo evangélico e o atavismo social, evidenciando sua conivência com uma disposição para o domínio e a exploração, articuladas a um imaginário coletivo aprisionado pela crença em uma superioridade racial e cultural.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

Entre as narrativas formuladas a partir das teorias citadas, é correto identificar a explicação da partilha da África como
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Q3524512 História
Analise o texto a seguir.

    A situação de precariedade e não poucas vezes de humilhação sofrida pelos negros, sobretudo nas Américas e na África, ajudavam a compor um panorama de manifestações diversificadas que incluíam escrituras de intelectuais negros, promoção de conferências e congressos, ao lado da fundação de associações de diferentes âmbitos de atuação, configurando o movimento pan-africano. Estamos diante de um movimento que na sua gênese esteve voltado para a reabilitação do ser negro, a partir da segunda metade do século XIX, na diáspora.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

De acordo com a autora, é correto afirmar que não se observou aderência às ideias do movimento pan-africano na África
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Q3524511 História
Considere o texto a seguir.

    A carta geopolítica da África estava basicamente pronta, sendo boa parte das fronteiras conservada, no seu conjunto, até os dias atuais. Com isso foram desconsiderados os direitos dos povos africanos e as suas especificidades históricas, religiosas e linguísticas. Em outras palavras, as fronteiras da nova carta geopolítica da África, aprovada no encontro, raramente coincidiram com as da África pré-colonial. Mas cerca de trinta anos depois, quase todo o continente estava sob administração, proteção colonial ou ainda era reivindicado por outra potência europeia. A partir do encontro, a corrida ao continente africano foi acelerada, num gesto inequívoco de violência geográfica por meio da qual quase todo o espaço recortado ganhou um mapa para ser explorado e submetido a controle.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

O texto faz referência
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Q3524510 História
Observe o texto a seguir.

    A primeira guerra de independência estava terminada. Mas a continuidade das divisões internas não demorou em transformar-se em uma segunda guerra civil, disputada no âmbito de articulações internacionais, com uma participação ainda maior e mais direta, sobretudo dos Estados Unidos e da África do Sul, enviando tropas de apoio a um lado, enquanto a URSS, a China e sobretudo Cuba deram apoio logístico e humano ao outro lado. A guerra civil foi entremeada por alguns acordos de paz sem sucesso. Apenas no dia 3 de abril de 2002 o Parlamento aprovou uma lei em que foram anistiados todos os crimes contra a segurança do Estado, cometidos no contexto do conflito armado.
(HERNANDEZ, Leila Leite. África na sala de aula: visita à História Contemporânea. São Paulo: Selo Negro, 2005. Adaptado)

O texto trata da história
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Q3524509 História
Leia o texto a seguir.

    Uma das medidas mais controvertidas da administração pombalina foi a expulsão dos jesuítas de Portugal e seus domínios, com confisco de bens (1759).
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

Essa medida pode ser compreendida no quadro dos objetivos de
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Q3524508 História
Analise o texto a seguir.

    Um dos aspectos mais coerentes do governo Vargas foi a política trabalhista. Entre 1930 e 1945, ela passou por várias fases, mas desde logo se apresentou como inovadora em relação ao período anterior.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

Para Fausto, a política trabalhista de Vargas teve como objetivos principais
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Q3524507 História
Observe o texto a seguir.

    O período do chamado “milagre” estendeu-se de 1969 a 1973, combinando o extraordinário crescimento econômico com taxas relativamente baixas de inflação. O PIB cresceu na média anual, 11,2%, tendo seu pico em 1973, com uma variação de 13%. A inflação média anual não passou de 18%. Isso parecia de fato um milagre. Quais eram os pontos fracos do “milagre”? Devemos distinguir entre pontos vulneráveis e pontos negativos.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

Para Fausto, entre os aspectos negativos do milagre, é possível destacar a
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Q3524506 História
Considere o texto a seguir.

    A economia da borracha trouxe como consequência o crescimento da população urbana e a melhora das condições de vida de, pelo menos, uma parte dela, em Belém e Manaus. Entre 1890 e 1900, a população de Belém quase dobrou, passando de 50 mil para 96 mil pessoas. As duas maiores cidades da Amazônia contaram com linhas elétricas de bonde, serviços de telefone, água encanada, iluminação elétrica nas ruas, quando tudo isso em muitas cidades brasileiras era ainda um luxo. Essas mudanças não conduziram, entretanto, à modificação das miseráveis condições de vida dos seringueiros que extraíam a borracha no interior. Não levaram também a uma diversificação das atividades econômicas, capaz de sustentar o crescimento em uma situação de crise da borracha. E a crise veio avassaladora a partir de 1910.
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2015. Adaptado)

A crise citada esteve relacionada
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Q3524505 História
Leia o texto a seguir.

    Comentavam-se à solta as rebeliões escravas que assolavam a ilha, levando ao descontrole geral ou ao controle da situação pelos africanos, o que, na linguagem da época, implicava imensa falta: de regra, de governo, de racionalidade. Como não existiam notícias objetivas, sobrava temor. O que se sabia, vagamente, era que o rico domínio europeu — a Pérola das Antilhas, como era conhecido – experimentava momento convulsionado. Concorrente do Brasil no comércio de açúcar (e com larga vantagem, nesse momento), a colônia era também conhecida por sua desigualdade populacional. Em 1754, lá havia 465 mil africanos escravizados, contra apenas 5 mil brancos; uma desproporção muito mais severa que a brasileira, mas cuja sombra assustava as elites.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)

O texto trata das rebeliões escravas
Alternativas
Q3524504 História
Observe o texto a seguir.

     Em 1678, representantes portugueses e uma expressiva comitiva de rebeldes enviados por Ganga Zumba reuniram-se em Recife para celebrar o tratado de paz proposto pelas autoridades coloniais. O acordo previa devolver aos agentes da Coroa os escravos fugidos — vale dizer, todos os moradores que não tivessem nascido nos quilombos — e, do ponto de vista luso, tinha o objetivo estratégico de liquidar com os profundos laços de cumplicidade e reconhecimento entre os quilombolas e os cativos. Em troca, Portugal garantia alforria, terras sob a forma de sesmarias e foro de vassalos da Coroa para os naturais de Palmares.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)

Em relação à história do quilombo de Palmares, o acordo realizado em Recife representou
Alternativas
Q3524503 História
Analise o texto a seguir.

     Em 1835, a grande sublevação escrava eclodiu em Salvador. Dessa vez, o ataque partiu de dentro da cidade, e a população não teve uma noite fácil. Na madrugada de 25 de janeiro, grupos de africanos escravos e libertos, armados com porretes, instrumentos de trabalho e armas brancas, lutaram nas ruas de Salvador, durante mais de três horas, enfrentando soldados e civis. A religião esteve entrelaçada com a revolta: boa parte dos rebeldes saiu para lutar nas ruas com as compridas túnicas rituais brancas — os abadás — usadas pelos adeptos do islamismo. Ainda carregavam junto ao corpo amuletos com mensagens do Alcorão e com orações fortes para proteção.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)

O texto faz referência
Alternativas
Q3524502 História
Considere o texto a seguir.

    Para a tortura funcionar, é preciso que existam juízes que reconheçam como legais e verossímeis processos absurdos, confissões renegadas, laudos periciais mentirosos. Também é preciso encontrar, em hospitais, gente disposta a fraudar autópsias e autos de corpo de delito e a receber presos marcados pela violência física. É preciso, ainda, descobrir empresários prontos a fornecer dotações extraorçamentárias para que a máquina de repressão política funcione com maior eficácia.
(SCHWARZ, Lilia Moritz; STARLING, Heloisa Murgel. Brasil: uma biografia. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. Adaptado)

Com o texto, as autoras contribuem para a caracterização da tortura como
Alternativas
Q3524501 História
Leia o texto a seguir.

    Foi de longe a maior de todas as revoluções da década de 1970, e que entrará na história como uma das grandes revoluções sociais do século XX. Era a resposta ao programa relâmpago de modernização e industrialização (para não falar de armamentos), com base em sólido apoio dos EUA e na riqueza petrolífera do país, de valor multiplicado após 1973 pela revolução de preços da OPEP. Sem dúvida, além de outros sinais da megalomania habitual entre governantes absolutos com uma formidável e temida polícia secreta, ele esperava tornar-se o poder dominante na região.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

O trecho trata da revolução
Alternativas
Q3524500 História
Examine o texto a seguir.

    Com a revolta de Munique de 1923, Adolf Hitler se viu pela primeira vez nas manchetes. Após a recuperação econômica de 1924, o Partido dos Trabalhadores Nacional-Socialistas foi reduzido a uma rabeira de 2,5 a 3% do eleitorado, conseguindo pouco mais da metade do que o pequeno e civilizado Partido Democrático alemão, pouco mais que um quinto dos comunistas e muito menos de um décimo dos social-democratas nas eleições de 1928.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Assinale a alternativa que indica o principal motivo que levou a um crescimento eleitoral significativo do Partido Nazista nos anos seguintes.
Alternativas
Q3524499 História
Observe o texto a seguir.

    Ao final da Segunda Guerra Mundial, a força e legitimidade do velho colonialismo haviam sido seriamente solapadas. As possibilidades de liberdade pareciam melhores do que jamais antes. Isso se revelou verdade, mas não sem algumas brutais ações reacionárias dos velhos impérios.
(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Entre os exemplos dessas brutais reações, é correto identificar a luta colonialista
Alternativas
Q3524498 História
Analise o texto a seguir

    Os estilos juvenis difundiam-se através da distribuição mundial de imagens; através dos contatos internacionais do turismo juvenil, que distribuía pequenos, mas crescentes e influentes fluxos de rapazes e moças de jeans por todo o globo; através da rede mundial de universidades, cuja capacidade de rápida comunicação internacional se tornou óbvia na década de 1960. Difundiam-se ainda pela força da moda na sociedade de consumo que agora chegava às massas, ampliada pela pressão dos grupos de seus pares. Passou a existir uma cultura jovem global.

(HOBSBAWM, Eric J. Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. São Paulo: Companhia das Letras, 1995. Adaptado)

Segundo Hobsbawm, a cultura jovem global surgiu na segunda metade do século XX, associada
Alternativas
Q3524496 História
Leia o texto a seguir.

    Nas últimas duas décadas do século XX, ainda na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no século XX, surge o conceito de História do Tempo Presente, voltada para o estudo do período simultâneo e posterior à Segunda Guerra Mundial.
(NAPOLITANO, Marcos. História Contemporânea. Em: KARNAL, Leandro (org.). História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas. São Paulo: Contexto, 2015. Adaptado)

A História do Tempo Presente pode ser definida
Alternativas
Respostas
7241: C
7242: E
7243: B
7244: A
7245: C
7246: B
7247: D
7248: E
7249: B
7250: D
7251: B
7252: A
7253: C
7254: D
7255: E
7256: B
7257: A
7258: C
7259: D
7260: E