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O período regencial caracterizou-se por forte instabilidade política, pela emergência de movimentos de contestação nas províncias e por disputas entre projetos centralizadores e federalistas.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
Considerando o contexto histórico delimitado pelo excerto, são exemplos de grupos políticos defensores das ideias centralizadoras e federalistas, respectivamente,
Por volta de 1817, quem dissesse que dentro de cinco anos o Brasil se tornaria independente estaria fazendo uma previsão muito duvidosa. A Revolução Pernambucana, confinada ao Nordeste, fora derrotada. Por sua vez, a Coroa tomava medidas no sentido de integrar Portugal e Brasil como partes de um mesmo reino.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)
Para Boris Fausto, o processo de emancipação política do Brasil
Após a Segunda Guerra, além das perdas materiais, as potências coloniais europeias tiveram enorme dificuldade para manter seus impérios. Por quê?
(Enrique Serra Padrós, “Capitalismo, prosperidade e estado de bem-estar- -social”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)
A manutenção dos impérios coloniais, segundo Padrós, foi dificultada
Antiliberalismo, antimarxista, organicismo social, liderança carismática e negação da diferença marcam, a nosso ver, a possibilidade de identificação do fascismo enquanto regime ou forma dominação específica. Neste sentido, insistimos em diferenciar o fascismo das diversas vertentes políticas possíveis existentes no interior da direita.
(Francisco Carlos Teixeira da Silva, “Os fascismos”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha. O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)
Para Teixeira da Silva, o fascismo se distingue de outras vertentes políticas por
Com o crack da Bolsa de Nova York, a crise generalizou-se, provocando um cataclisma em todo o mundo devido à interdependência entre a economia americana e numerosos países do mundo capitalista, especialmente aqueles que receberam empréstimos dos Estados Unidos. As repercussões da crise dentro dos Estados Unidos foram de tal intensidade que exigiram profundas mudanças na sua política econômica.
(José Jobson de Andrade Arruda, “A crise do capitalismo liberal”. Em: Daniel Aarão Reis Filho, Jorge Ferreira e Celeste Zenha, O século XX, o tempo das crises: revoluções, fascismos e guerras, 2005. Adaptado)
As profundas mudanças concretizaram-se, segundo o artigo citado, com
I. Nasceu em Salvador, em 1830, filho de escravos, e foi vendido pelo pai, em 1840, devido a uma dívida de jogo. Passou a viver em cativeiro em Lorena (SP). Em 1847 foi alfabetizado e, no ano seguinte, fugiu de Lorena e foi para São Paulo. Frequentou o curso de Direito como ouvinte. Sempre utilizou seu trabalho na imprensa para a divulgação de suas ideias antiescravistas e republicanas.
II. Historiador e romancista carioca, foi professor da UFRJ e membro do Comitê Cientifico Internacional do Programa Rota do Escravo, da Unesco. É autor, entre outros livros, de O dia em que o povo ganhou, A guerra da independência da Bahia, O que é racismo, História política do futebol brasileiro e Gosto da África.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)
Os excertos I e II, respectivamente, apresentam
A crença na passividade do africano escravizado no Brasil, na indolência, preguiça e de seu conformismo diante da escravidão trata-se de um equívoco histórico. Há fatores que contribuíram e ainda contribuem para que tal equivoco persista entre nós.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje, 2016. Adaptado)
Assinale a alternativa que apresenta, segundo a obra citada, um desses fatores.
Para os metódicos (Gabriel Monod, Charles Seignobos, Charles Langlois e outros), grupo que marcou o nascimento da História acadêmica e consagrou a divisão quadripartite da História da Civilização, quanto mais próxima do presente a pesquisa histórica se pautasse, tanto mais sujeita a erros e distorções por parte do historiador.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015.)
Nesse sentido, segundo Marcos Napolitano, os historiadores metódicos entendiam que
No contexto pedagógico atual, a História Contemporânea, tendo em vista que ela está mais próxima do cotidiano do aluno, tem sido muito valorizada como ponte para o estudo do passado mais remoto. Há o risco de o ensino (e a pesquisa) voltarem-se para um certo presentismo subjetivista e cometer um dos (ou todos) três pecados capitais da explicação histórica: o anacronismo, o voluntarismo teórico e o descritivismo nominalista.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Marcos Napolitano define o voluntarismo teórico como
O século XVIII, antiaristocrático e anticlerical, acentuou o menosprezo à Idade Média, vista como momento áureo da nobreza e do clero.
(Hilário Franco Júnior. A Idade Média: nascimento do Ocidente, 2001.)
Considerando o contexto abordado pelo fragmento, é correto afirmar:
No início do ano de 1798, na cidade de Salvador, amanheceu queimada a forca instalada no largo em que se erguia o Pelourinho — símbolo máximo do poder da Coroa portuguesa. O gesto era de desafio, contestava a autoridade política de Lisboa e dispensava justificações.
Alguns meses depois, na manhã de 12 de agosto, a cidade acordou semeada de panfletos que pareciam vir de todo lugar e apanharam de surpresa população e autoridades. Os panfletos baianos surgiram nos pontos de maior circulação de pessoas.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
As autoras, na obra citada, afirmam que a Conjuração Baiana
Entre a última década do século XVII e a primeira do XVIII, os moradores do planalto de Piratininga começaram a desconfiar que estavam sendo enganados — a Coroa portuguesa havia prometido muito mais do que estava disposta a cumprir e não cogitava entregar a posse das regiões auríferas a seus descobridores. Entre 1707 e 1709, o conflito até então surdo explodiu: os paulistas enfurecidos meteram-se em guerra pelo controle das Minas, contra os emboabas.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
Diante do conflito, a Coroa interveio e
A história do Brasil não cabe num único livro. Até porque não há nação cuja história possa ser contada de forma linear, progressiva, ou mesmo de uma só maneira. Assim, aqui não se pretende contar uma história do Brasil, mas fazer do Brasil uma história. Ao contar uma história, tanto o historiador quanto o leitor aprendem a “treinar a imaginação para sair em visita”, como diria Hannah Arendt. E é por levar a sério essa noção de “visita” que este livro deixará de lado a meta de construir uma “história geral dos brasileiros” para se concentrar na ideia de que a biografia talvez seja outro bom caminho para tentar compreender o Brasil em perspectiva histórica.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)
Dessa forma, no livro citado, a proposta das autoras se constitui em
Que historiador das religiões se contentaria em compilar tratados de teologia ou coletâneas de hinos? Ele sabe muito bem que as imagens pintadas ou esculpidas nas paredes dos santuários, a disposição e o mobiliários dos túmulos têm tanto a lhe dizer sobre as crenças e as sensibilidades mortas quanto muitos escritos.
Marc Bloch, Apologia da História ou o ofício do historiador, 2002.)
Segundo o excerto e a obra citada, Bloch