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Q3529841 História
O domínio italiano se encerrou, em 1941, quando houve a reconquista da sua independência com apoio anglo- -americano, que operou a partir do Sudão e do Quênia (com a participação de grande número de quenianos), promovendo a retomada do trono pelo imperador e a recaptura de Adis-Abeba. Tornou-se assim, em 1941, o primeiro Estado-nação independente da África, ainda durante a Segunda Guerra Mundial.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
O excerto trata
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Q3529840 História
As elites políticas à frente dos movimentos de independência africanos poucas vezes colocaram em discussão o desmantelamento das fronteiras coloniais, mesmo cientes de que estas não correspondiam à racionalidade das culturas africanas. Assim, confirmados pelos Estados nacionais, os traçados das fronteiras coloniais permanecem, no seu conjunto, até os dias de hoje, por vezes potencializando uma série de conflitos. São clássicos os casos recentes dos sérios conflitos em Serra Leoa, na Libéria, em Angola, em Ruanda, na República Democrática do Congo e no Sudão, para mencionar apenas alguns.
(Leila Leite Hernandez, A África na sala de aula: visita à história contemporânea. Adaptado)
O contexto apresentado pelo fragmento demonstra que
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Q3529839 História
Uma crise econômica mundial de profundidade sem precedentes pôs de joelhos até mesmo as economias capitalistas mais fortes e pareceu reverter a criação de uma economia mundial única, feito bastante notável do capitalismo liberal do século XIX. Mesmo os EUA, a salvo de guerra e revolução, pareceram próximos do colapso. Enquanto a economia balançava, as instituições da democracia liberal praticamente desapareceram entre 1917 e 1942; restou apenas uma borda da Europa e partes da América do Norte e da Austrália. Enquanto isso, avançavam o fascismo e seu corolário de movimentos e regimes autoritários.
(Eric Hobsbawm, Era dos extremos: o breve século XX: 1914-1991. Adaptado)
No contexto apresentado, segundo Hobsbawm, a democracia se salvou porque
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Q3529838 História
Em fins do século XIII, o papa Bonifácio VIII, defensor da monarquia universal pontifícia, proibiu que os eclesiásticos fizessem doações sem autorização da Santa Sé e que os poderes laicos cobrassem taxas sobre bens da Igreja. Na França, em pleno processo de afirmação da monarquia nacional, o rei Filipe IV, em resposta, proibiu a saída de metais preciosos do país e baniu os coletores de impostos papais. Pouco depois, o monarca francês prendeu um bispo, levantando fortes protestos do papa. Filipe acusou Bonifácio de ter sido eleito papa ilegitimamente e em 1303 conseguiu prendê-lo na cidade de Anagni. Apesar de solto logo depois, o papa estava claramente desmoralizado, e o sonho da teocracia pontifícia, falido.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente)
O excerto demonstra que
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Q3529837 História
De toda forma, a recuperação demográfica carolíngia, mesmo pequena, apontava para a expansão que começaria em meados do século X. Apesar da inexistência de uma documentação quantitativa, é inquestionável aquele crescimento na Idade Média Central, na Europa cristã, como se percebe por cinco claros indícios.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente. Adaptado)
Franco Júnior apresenta, como um desses indícios,
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Q3529836 História
Entendeu-se que a função do historiador é compreender, não julgar o passado. Logo, o único referencial possível para se ver a Idade Média é a própria Idade Média. Com base nessa postura, e elaborando, para concretizá-la, inúmeras novas metodologias e técnicas, a historiografia medievalística deu um enorme salto qualitativo.
        Isso não quer dizer, é claro, que os historiadores do século XX tenham resgatado a “verdadeira” Idade Média.
(Hilário Franco Júnior, A Idade Média: nascimento do ocidente. Adaptado)
Para Franco Júnior, não houve o resgate da “verdadeira” Idade Média porque
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Q3529835 História
Leia os excertos I e II a seguir.
I.
        A sua obra Quarto de despejo alcançou sucesso inesperado e impressionante. Sua primeira edição, de 10 mil exemplares, esgotou em menos de uma semana. O poder desta obra de caráter social mede-se por seu impacto na capital paulista: o fim da favela do Canindé, na ocasião a maior e a mais problemática de São Paulo.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
II.
        Em 1847 foi alfabetizado e, no ano seguinte, fugiu da fazenda e foi para São Paulo. Lá se casou, por volta de 1850, e frequentou o curso de Direito como ouvinte.
        Em 1873 foi um dos fundadores do Partido Republicano Paulista. Nos anos seguintes, teve intensa participação em sociedades emancipadoras, na organização de sociedades secretas para fugas e ajuda financeira a negros, além do auxílio na libertação nos tribunais de mais de 500 escravos foragidos.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
Os excertos I e II referem-se, respectivamente, a
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Q3529834 História
Na noite do dia 24 para o 25 de janeiro de 1835, um grupo de africanos escravizados e libertos ocupou as ruas de Salvador, e durante mais de três horas enfrentou soldados e civis armados.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje)
O excerto trata da 
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Q3529833 História
No ano de 1595, quarenta escravos fugiram, à noite, de um engenho no sul de Pernambuco. Esses escravos estavam armados de foices, chuços e cacetes e caminhavam vários dias de manhã à noite contornando lugares de difícil acesso até chegarem a um local onde se sentiram seguros. É assim que, na visão de alguns historiadores, começa a história de Palmares. No início foram poucas pessoas, mas o número foi crescendo até tornarem-se uma comunidade de 30 mil aquilombados, entre homens, mulheres e crianças.
(Kabengele Munanga e Nilma Lino Gomes, O negro no Brasil de hoje. Adaptado)
Para Munanga e Gomes,
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Q3529832 Atualidades
Cavalcanti e Rodrigues, no artigo “Trabalho escravo contemporâneo: hoje, o mesmo de ontem”, defendem a ideia de que
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Q3529829 História
Nas últimas décadas do século XX, na França, para se diferenciar da História Contemporânea já estabelecida e fazer jus à voragem do tempo no século XX, surgiu um novo conceito, voltado ao período simultâneo e posterior à Segunda Guerra Mundial.
(Marcos Napolitano, “Pensando a estranha História sem fim”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
O “novo conceito” refere-se à
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Q3529825 História
O passado deve ser interrogado a partir de questões que nos inquietam no presente (caso contrário, estudá-lo fica sem sentido). Portanto, as aulas de História serão muito melhores se conseguirem estabelecer um duplo compromisso: com o passado e com o presente. Compromisso com o presente não significa, contudo, presentismo vulgar.
(Jaime Pinsky e Carla Bassanezi Pinsky, “Por uma História prazerosa e consequente”. Em: Leandro Karnal (org.), História em sala de aula: conceitos, práticas e propostas. Adaptado)
No artigo citado, considera-se “presentismo vulgar” 
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Q3529378 Atualidades
As conferências ambientais se tornaram eventos de importância global. Qual a conferência ambiental que será realizada em Belém do Pará em 2025?
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Q3529280 História
O modelo heliocêntrico de cosmo foi inicialmente proposto por Copérnico no século XVI, baseado, segundo suas próprias palavras, nos antigos pitagóricos. De início, foi proposto apenas como hipótese, o que o tornava mais facilmente aceitável. Mas não foi aceito de imediato, apesar da maior precisão dos cálculos de Copérnico, talvez porque abalasse crenças arraigadas na ideia da Terra fixa no centro do universo.

(Marcondes, 2010. Adaptado)

Segundo Danilo Marcondes, a confirmação empírica do modelo copernicano ocorreu no século XVII graças
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Q3529055 História
Leia o texto a seguir:

    Os pressupostos do Programa de Metas mostram que, no governo JK, ocorreu uma definição nacional-desenvolvimentista da política econômica.
(Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)

Para Boris Fausto, no contexto citado, o nacional-desenvolvimentismo era uma política econômica que
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Q3529054 História
Leia o texto a seguir:

    As invasões holandesas que ocorreram no século XVII foram o maior conflito político-militar da Colônia.
Boris Fausto, História do Brasil, 2015.)

Boris Fausto entende que essas invasões
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Q3529050 História
Leia o texto a seguir:

    O AI-1 tinha prazo de validade — terminaria em 31 de janeiro de 1966, data final do mandato de João Goulart. Em outubro de 1965, porém, Castello Branco liquidou com as ilusões de quem ainda acreditava em ditadura temporária, prorrogou o próprio mandato e baixou por decreto o AI-2. Além das medidas destinadas a fortalecer o Executivo, o AI-2 mudava as regras do jogo no caso da representação política: suprimia as eleições por voto popular direto para presidente da República e extinguia todos os partidos políticos então existentes.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)

Uma das reações ao AI-2, segundo a obra citada, foi
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Q3529049 História
Leia o texto a seguir:

    Um evento com tantos contendores, como a Guerra do Paraguai, sempre deixa margem para diversas opiniões. Mesmo no caso brasileiro, as interpretações variaram, e muito. Há quem diga que a origem da guerra estaria condicionada à ambição desmedida de López e a seu caráter autoritário. Mais personalista, tal versão insiste em acusar o presidente paraguaio, sua política fraudulenta e a aversão que d. Pedro II teria ao seu perfil de caudilho. Há também quem explique o conflito a partir da política imperialista inglesa. Ciosa em manter sua influência financeira no local, a Inglaterra teria se imiscuído na guerra, forjando oposições e selando amizades. A seguir tal interpretação, López seria um paladino anti-imperialista, isolacionista, defensor de um modelo mais autônomo e vítima dessa conspiração internacional.
(Lilia M. Schwarcz e Heloisa M. Starling, Brasil: uma biografia, 2015. Adaptado)

A obra citada destaca a existência de uma terceira interpretação, que reconhece esse conflito como 
Alternativas
Q3529048 História
Assinale a alternativa que melhor expressa a caracterização de Eric Hobsbawm, em Era do extremos, sobre a Primeira Guerra.
Alternativas
Q3529047 História
Leia o texto a seguir:

    Visto que o século XX nos ensinou e continua a ensinar que os seres humanos podem aprender a viver nas condições mais brutalizadas e teoricamente intoleráveis, não é fácil apreender a extensão do regresso, por desgraça cada vez mais rápido, ao que nossos ancestrais do século XIX teriam chamado padrões de barbarismo.
(Eric J. Hobsbawm, Era dos Extremos, 1995. Adaptado)

Com base na análise crítica apresentada por Eric Hobsbawm e considerando os eventos centrais do período a que se refere, assinale a alternativa que melhor expressa a interpretação do autor sobre os traços marcantes da trajetória histórica do século 20.
Alternativas
Respostas
7141: B
7142: C
7143: A
7144: D
7145: A
7146: E
7147: C
7148: C
7149: B
7150: E
7151: B
7152: A
7153: A
7154: A
7155: A
7156: C
7157: D
7158: A
7159: C
7160: C