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TEXTO 1

TEIXEIRA, V. In: ANTUNES. R. (Org.). Riqueza e miséria do
trabalho no Brasil IV: trabalho digital, autogestão e expropriação da vida.
São Paulo: Boitempo, 2019.
TEXTO 2
A crise da sociedade salarial surge com o declínio da hegemonia taylor-fordista, com a reestruturação produtiva, fundada na flexibilização das relações de trabalho, no contexto de globalização da economia, levando à desestruturação dos arranjos sociais anteriores. As reformas que surgem visam diminuir os custos do trabalho, fragilizando a condição salarial, alastrando a precariedade do emprego, como contrato por tempo determinado, tempo parcial, trabalho temporário e subcontratos. O trabalho perde seu poder de integrar socialmente e garantir as proteções sociais. Observe-se que, se essa “propriedade social” não chegou a se consolidar satisfatoriamente no Brasil, pelo menos os trabalhadores já tiveram seus direitos mais protegidos que no momento atual, em que a reforma trabalhista vem coroar o desmonte progressivo da legislação trabalhista, guiado pelo ideário ultraliberal. A reestruturação do capitalismo global desemboca em uma nova morfologia do trabalho da qual emerge, entre outros fenômenos, o proletariado submetido à hegemonia das tecnologias digitais, principalmente na área de serviços, onde a figura do “trabalhador uberizado” toma a frente da cena. Seus efeitos são a degradação das relações de trabalho, já precedida pela série de precarizações, como a terceirização, a desregulamentação das relações de trabalho, ancoradas no discurso enganoso do empreendedorismo, no assédio crescente, no adoecimento, na ausência de proteção sindical ou de formas de organização solidária entre eles.
ARAÚJO, J. N. G. Neoliberalismo e horizontes da precarização do trabalho.
Cadernos de Psicologia Social do Trabalho, n. 1, 2020 (adaptado).
DIOP, C. A. Nações negras e culturas. Petrópolis: Vozes, 2025 (adaptado).
O Mediterrâneo, enquanto espaço de trocas civilizacionais na Antiguidade, não conhecia fronteiras entre Europa, Ásia e África, resultando em influências multifatoriais que refutam um olhar eurocêntrico sobre a história. Considerando o recorte abordado, pode-se afirmar que
COSTA, J. O mundo em marcha. O Estado de S. Paulo, 3 maio 1953.
Um professor elaborou um plano de aula utilizando esse editorial de jornal. Com o objetivo de analisar o uso de fontes midiáticas, os interesses “dos ocidentais” e os interesses da China, no contexto da Guerra da Coreia, é preciso identificar, respectivamente,
Com o objetivo de articular passado e presente, o professor debateu com os estudantes os aspectos dos movimentos de extrema direita dos séculos XX e XXI. Qual alternativa identifica a relação entre os diferentes contextos históricos?
TEXTO 1

VIEIRA, F. A. Uma diáspora na Antiguidade africana: núbios em trânsito no Novo Império egípcio (1580-1080 a.C.).
In: Anais do Copene Sul, 2015.
TEXTO 2
No referente à divisão do trabalho, mulheres raramente eram representadas em cenas relativas às atividades agrícolas, não aparecendo realizando funções artesanais, com exceção da fabricação de pão e cerveja e a fiação e tecelagem. Nas pinturas, essa característica fica clara, já que os homens eram retratados com uma cor mais escura que as mulheres, mostrando que as ocupações no exterior da casa eram majoritariamente e, algumas vezes, exclusivamente masculinas, enquanto que as ocorridas no interior dos espaços cobertos podiam ser tanto femininas quanto masculinas. Com relação à monarquia divina, a noção de realeza feminina era complementar à desempenhada pelo rei, e não restam dúvidas de que a rainha era extremamente importante em alguns rituais, atuando como contraponto do faraó.
SOUZA, A. F. A mulher-faraó: representações da rainha Hatshepsut como instrumento de legitimação (Egito Antigo – Século XV a.C.).
In: XXVII Simpósio Nacional de História – Anpuh. Natal, 2013 (adaptado).
Considerando os textos 1 e 2, as relações de poder na Núbia e no Egito Antigos demonstram que mulheres
NORFINI, A. Assalto dos cabanos ao trem. Aquarela. Museu de Arte de Belém (Mabe), Belém, 1940.
Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org.
Acesso em: 16 jul. 2025.
Em seu planejamento anual, uma professora de História optou por realizar uma aula sobre a Cabanagem (1835-1840) utilizando imagens. Entre elas, destacou as possibilidades de compreensão dessa aquarela, que faz parte do acervo do Museu de Arte de Belém (Mabe). A professora pode relacionar essa aquarela ao processo de formação do Estado nacional brasileiro, na medida em que a pintura enfatiza a

Disponível em: https://everettondemand.com.
Acesso em: 16 jul. 2025.
Durante uma aula sobre a Reforma Protestante, um professor distribuiu aos estudantes a reprodução dessa gravura, publicada em Leipzig, em 1535, na qual Martinho Lutero aparece ao lado da figura do diabo. Essa imagem representa uma forma de
DUBOIS, F. Massacre da noite de São Bartolomeu. Óleo sobre tela,
93,5 × 151,4 cm. Museu Cantonal des Beaux-Arts, Suíça, 1572.
Disponível em: https://pt.m.wikipedia.org. Acesso em: 16 jul. 2025.
TEXTO 2
LUYKEN, J. Anneken Hendriks, Dam, Amsterdam [Anneken Hendriks,
uma menonita frísia, queimada em Amsterdã]. Gravura, 1685.
Disponível em: https://pt.wikipedia.org. Acesso em: 16 jul. 2025.
Com base nos textos 1 e 2, a que acontecimentos marcantes da Europa no século XVI eles se referem, respectivamente?
A organização Avós da Praça de Maio encontrou o neto número 133 sequestrado pela ditadura argentina que controlou o país de 1976 a 1983. Segundo o Ministério da Justiça e Direitos Humanos da Argentina, ainda existem mais de trezentas pessoas de aproximadamente 45 anos, nascidas entre 1975 e 1983, que seguem desaparecidas. As Avós da Praça de Maio calculam que cerca de 500 bebês de presos políticos foram sequestrados e entregues a famílias de militares, abandonados em instituições de caridade ou vendidos.
LEÓN, L. P. Avós encontram neto n. 133 sequestrado pela ditadura argentina.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br.
Acesso em: 5 maio 2025 (adaptado).
TEXTO 2
Há exatos 50 anos, no dia 11 de setembro de 1973, as Forças Armadas, lideradas pelo general Augusto Pinochet, deram um golpe de Estado, que encerrou o governo socialista e democrático de Salvador Allende. O país se juntava, então, a outros vizinhos latino-americanos que estavam sob o controle de governos autoritários, como era o caso do próprio Brasil desde 1964. Foram 17 anos até que o Chile voltasse a ter eleições presidenciais e as Forças Armadas deixassem o poder. Mas as heranças sombrias desse período continuam a se fazer presentes na sociedade chilena.
CARDOSO, R. Chile, 50 anos do golpe: a luta contra um passado mal resolvido.
Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br.
Acesso em: 5 maio 2025.
Com base nos textos, uma professora de História precisa realizar uma atividade interdisciplinar, considerando a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) do Ensino Fundamental. Qual opção representa o componente curricular e os objetivos de aprendizagem que devem ser utilizados, respectivamente?
Uma professora, ao trabalhar o tema Ditadura Militar no Brasil, utilizou essa fonte. Qual alternativa apresenta, respectivamente, a metodologia que possibilita a participação ativa dos estudantes e o objetivo do uso do relatório?
(BARROS, José D'Assunção. "Fontes Históricas: Uma Introdução à Sua Definição, à Sua Função no Trabalho do Historiador, e à Sua Variedade de Tipos." Cadernos do Tempo Presente, São Cristóvão-SE, v. 11, n. 02, p. 03-26, jul./dez. 2020. Disponível em: http://www.seer.ufs.br/index.php/tempo.)
Sobre as fontes históricas é correto afirmar que:
(__)O Renascimento teve como principal inspiração o mundo rural, por isso as pinturas e as paisagens retratavam cenários idílicos e os espaços de vivência de seus principais expoentes.
(__)Os renascentistas se inspiravam na Antiguidade clássica.
(__)As transformações ocasionadas durante o Renascimento se manifestaram em diferentes áreas, incluindo as artes plásticas, a música, a escultura e o urbanismo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
(POZZER, Katia Maria Paim. Escritas e escribas: o cuneiforme no antigo Oriente Próximo. Classica - Revista Brasileira de Estudos Clássicos, [S. l.], v. 11, n. 11/12, p. 61, 1999. DOI: 10.24277/classica.v11i11/12.449. Disponível em: https://revista.classica.org.br/classica/article/view/449.. Acesso em: 09 set. 2025).
A respeito desse tipo de escrita, é correto afirmar que:
(DOMINGUES, P.; GOMES, F. Histórias dos quilombos e memórias dos quilombolas no Brasil: revisitando um diálogo ausente na Lei 10.639/031. Revista da Associação Brasileira de Pesquisadores/as Negros/as (ABPN), [S. l.], v. 5, n. 11, p. 05−28, 2013. Disponível em: https://abpnrevista.org.br/site/article/view/187.Acesso em: 10 set. 2025.)
A partir dessa premissa, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Os quilombos possuem definição bastante flexível, contudo poderiam ser reconhecidos como quilombos os ajuntamentos de cinco ou mais escravizados fugidos.
(__)Os quilombos eram estruturas afastadas dos centros urbanos e possuíam uma existência completamente isolada das populações coloniais e imperiais.
(__)Desde a Constituição de 1988, é reconhecida a propriedade definitiva das terras às comunidades quilombolas que as ocupam, obrigando o Estado a emitir os títulos. Esse reconhecimento é resultado de lutas do movimento negro.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: