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Q3806726 História
TEXTO I

Não há muitas informações a respeito das movimentações de africanos na fase que se estende entre o fim da rebelião de 25 de janeiro de 1835 e os anos de 1837 e 1838, quando os rebeldes livres, federalistas e republicanos, estiveram mais ativos na vida política provincial. Até mesmo os batuques, que tanto assustaram quanto ainda assustariam a “pacífica população” da Província, passaram por uma fase de relativa quietação no período. João José Reis afirma que “em 1835, qualquer batuque feito pelos escravos era confundido com mais um atentado contra a ordem”. Na descrição que faz dos batuques para o período pós-35, não indica a ocorrência de expressivas manifestações do gênero até, pelo menos, meados de 1838, momento em que, aparentemente, teriam reaparecido.

ARAÚJO, Dilton Oliveira do. “A hidra revolucionária não erguerá o seu hediondo colo: a elite e os caminhos da pacificação no pós-Sabinada”. In: O tutu da Bahia: transição conservadora e formação da nação, 1838- 1850. Salvador: EDUFBA, 2009.

TEXTO II

A primeira onda criminalizante direcionada contra o funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil está diretamente relacionada aos arrastões que ocorreram nas praias da Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro entre 1992 e 1993, mas não se limita a eles. Isso porque antes mesmo dos arrastões (especialmente no período que se estende entre 1991 e o mês de setembro de 1992) foi possível perceber a construção da imagem negativa sobre os funkeiros. Esta primeira onda criminalizante, portanto, foi o momento em que imagem do funkeiro como inimigo foi construída e consolidada. A construção desta imagem foi tão sólida que foi possível perceber suas consequências a longo prazo, tendo em vista que este estereótipo foi repetido diversas vezes ao longo de todo o período analisado.

BRAGNAÇA, Juliana Silva. Porque o funk está preso na gaiola (?): a criminalização do funk carioca nas páginas do Jornal do Brasil (1990-1999). (Dissertação de Mestrado) - PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM HISTÓRIA - UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO. Seropédica: 2017.

Os textos apresentados tratam de diferentes momentos históricos em que manifestações culturais negras foram associadas à desordem e criminalizadas pelo poder público e pelos meios de comunicação. Considerando o conteúdo dos textos e seus contextos, é correto afirmar que ambos expressam
Alternativas
Q3806725 História
Desde o início do século XVII, os portugueses instalaram engenhos nos rios que deságuam nas baías da ilha de São Luís; um dos primeiros relatos após a ocupação de São Luís e fundação da cidade de Belém, escrito pelo capitão Simão Estácio da Silveira, refere-se aos rios Itapecuru, Mearim, Munim, Pindaré e Maracu como lugares onde se poderia fundar um “reino opulentíssimo”. Esta primeira impressão se manteve ao longo do século XVII e a região passou a ser ocupada principalmente por engenhos cobiçados inclusive pelos holandeses que ocuparam São Luís de 1641 a 1643. Entretanto, a partir da década de 1650, nas correspondências trocadas entre o Estado e a corte, começam a aparecer inúmeras notícias sobre a ação deletéria dos índios. Já em 1649, os índios Uruati teriam matado quatro religiosos jesuítas estabelecidos no Itapecuru. Em 1662, o procurador do povo do Maranhão, Jorge de Sampaio e Carvalho, representava na corte que o rio Munim “tem terras e várzeas consideráveis em bonidade para nelas se plantar canas de fazer açúcar”. Entretanto, explicava, nada era possível se a região não fosse defendida “dos alarves de que de ordinário é infestado”.

CHAMBOLEYRON, Rafael; MELO, Vanice Siqueira de. “Governadores e índios, guerras e terras entre o Maranhão e o Piauí (primeira metade do século XVIII)”. Revista de História. SÃO PAULO, n. 168, p. 167-200, janeiro / junho 2013.

A partir do texto, compreende-se que o processo de ocupação do Maranhão no século XVII esteve profundamente ligado à exploração econômica e aos conflitos com as populações indígenas. Assim, é possível constatar que a ocupação portuguesa do Maranhão
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Q3806724 História
A memória histórica brasileira é profundamente devedora das projeções construídas a partir do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Constituída com o duplo propósito de identificar o Brasil e de unificá-lo, ela foi engendrada a partir de um eixo: os interesses das elites, reunidas no Centro-Sul do país. Desde a contribuição decisiva de Caio Prado Júnior, Sérgio Buarque de Holanda e Gilberto Freyre, ela conheceu algumas inflexões e diversos alargamentos – tem sido criticada e redimensionada, à medida que a pesquisa documental se expande e que a reflexão teórica se aprofunda em complexidade. Não obstante, o signo que a originou, a preocupação com a Nacionalidade, permanece latente em um dos veículos de maior impacto na reprodução da memória histórica: o Livro Didático.

COELHO, Mauro César; COELHO, Wilma Baía. “A diversidade na História Ensinada nos livros didáticos: mudanças e permanências nas narrativas sobre a formação da nação”. Revista História e Diversidade. Vol. 6, nº 1 (2015)

A partir do texto, compreende-se que a memória histórica brasileira foi moldada por interesses específicos e que sua difusão, especialmente por meio do livro didático, expressa um projeto de nação que a memória histórica brasileira
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Q3806622 História e Geografia de Estados e Municípios
A Amazônia apresenta uma religiosidade singular, marcada pela coexistência de matrizes indígenas, africanas e cristãs, resultando em práticas sincréticas que expressam a interação entre o sagrado e o cotidiano. Segundo a abordagem cultural e histórica discutida no texto-base, compreender a religiosidade amazônica requer reconhecer a complexidade das relações entre cultura, território e espiritualidade, nas quais o sagrado é vivenciado em múltiplas dimensões simbólicas e naturais.

Considerando essa perspectiva, qual das afirmações a seguir expressa, de modo mais adequado, o caráter histórico, cultural e religioso da religiosidade amazônica? Marque a única alternativa correta. 
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Q3806520 História e Geografia de Estados e Municípios
O território correspondente ao atual estado de Santa Catarina tornou-se foco de interesse das coroas ibéricas em razão de sua relevância econômica e estratégica no contexto colonial. A intensificação de investidas estrangeiras desencadeou tensões que exigiram medidas diplomáticas para definir o domínio sobre a região. A celebração de um tratado firmado entre os reinos envolvidos representou um marco para restabelecer a autoridade portuguesa sobre as terras catarinenses. Considerando esse panorama, qual alternativa apresenta corretamente um aspecto relacionado a esse processo? 
Alternativas
Q3806262 História e Geografia de Estados e Municípios
O processo de ocupação do território que deu origem ao município de Itá/SC envolveu deslocamentos humanos, abertura de caminhos e a atuação de empresas colonizadoras, articulando interesses econômicos e familiares. A chegada dos primeiros moradores ocorreu por meio de trajetos terrestres que conectavam antigas localidades do sul do Brasil, resultando na fixação de grupos pioneiros. Nesse contexto, a presença de determinadas famílias assumiu papel central na formação inicial da povoação. Considerando essas informações, qual grupo familiar é apontado como pioneiro na colonização do município de Itá/SC?
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Q3806260 História e Geografia de Estados e Municípios
A região onde hoje se encontra Santa Catarina já era ocupada por povos indígenas antes da chegada de navegadores europeus. Com o passar do tempo, expedições vindas de diferentes partes da Europa alcançaram o litoral catarinense e deram início a um processo de exploração e ocupação. Mais tarde, grupos organizados passaram a entrar pelo território e fundar vilas, contribuindo para o crescimento populacional. Como são chamados os "grupos organizados" aos quais este enunciado se refere?
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Q3806223 Atualidades

Sobre a taxa de desemprego no Brasil no 3º trimestre – 2025, analise o texto, complete as lacunas e assinale a alternativa CORRETA:


A taxa de desemprego no Brasil no trimestre encerrado em outubro foi de _______ a menor já registrada na série histórica que teve início em ______. Os indicadores estão na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad Contínua) divulgada nesta sexta feira, 28 de novembro, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 


  https://www.gov.br/secom/pt-br/assuntos/noticias/2025/11/desemprego-cai para-5-4-trimestre-ate-outubro-o-menor-ja-registrado-na-serie-historica Publicado em 28 de novembro de 2025

Alternativas
Q3806151 Conhecimentos Gerais
Em relação aos conceitos de ética e cidadania, qual das seguintes afirmações apresenta uma distinção fundamental entre eles? 
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Q3805943 História
No Brasil Império (1822-1889) aconteceram várias revoltas que demonstraram insatisfação perante a administração imperial brasileira. Entre elas podemos destacar a revolta da Cabanagem, Sabinada, Malês, Balaiada e a Farroupilha. Analisando o contexto que envolveu a Guerra dos Farrapos, responda a alternativa correta. 
Alternativas
Q3805890 História e Geografia de Estados e Municípios
A colonização do Estado do Pará está ligada à
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Q3805886 Conhecimentos Gerais
Qual o nome do Festival Cultural que ocorre no município de Juruti no último final de semana de julho ou no início de agosto, que tem por objetivo resgatar a cultura indígena?
Alternativas
Q3805883 História e Geografia de Estados e Municípios
A região amazônica apresenta diversos projetos de extração mineral. No município de Juruti, está localizado o “Projeto Juruti”. Qual o minério extraído nesse projeto?
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Q3804407 História
A vinda da Família Real Portuguesa para o Brasil, em meio às turbulências das Guerras Napoleônicas, provocou profundas transformações políticas, econômicas e culturais na antiga colônia. Baseando-se nesse processo histórico, assinale a alternativa correta. 
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Q3803539 Atualidades
Em 2024, Donald Trump foi eleito novamente presidente dos Estados Unidos. Analistas destacaram possíveis efeitos desse resultado sobre a economia mundial. Diante desse cenário, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3802548 História

Leia o texto a seguir:

 

Belém: saiba mais sobre a cidade palco da COP30

 

Nomeada Belém em 1616, a cidade que receberá a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) de 10 a 21 de novembro já foi chamada Mairi. O lugar era o território do povo Tupinambá, guardião de conhecimentos capazes de fazer frente ao desafio global que hoje reunirá líderes de todo o mundo em busca de solução.

Segundo o historiador Michel Pinho, a história do território começou há milhares de anos. Essa região da Amazônia, ao contrário do que foi ensinado por muito tempo, é densamente povoada há 11 mil anos. Existem pesquisadores, como [o arqueólogo] Marcos Magalhães, do Museu Emílio Goeldi, que comprovam uma intensa ocupação ao longo dos rios, lagos e igarapés.

Entre essas ocupações, estava Mairi, ou o território de Maíra, entidade responsável pela origem do mundo e provedora dos segredos ancestrais sobre a mandioca, o açaí e tantas outras culturas ancestrais.

Nós atribuímos a outros povos fora da Amazônia esse grau de desenvolvimento tecnológico e social, como é o caso dos maias, aztecas, incas, egípcios, mas os tupinambás também tinham pleno conhecimento e domínio da natureza. Você tem toda uma costa que hoje é o estado do Pará, partindo de Belém, ocupada por uma população que tem um profundo conhecimento em relação à pesca, em relação à cerâmica, em relação ao plantio, destaca Michel Pinho.

Os estudos arqueológicos da região apontam que esses grupos eram grandes e adensados, podendo ultrapassar mil indivíduos em áreas de cerca de 2,5 hectares segundo descreve Márcio Souza, no livro História da Amazônia.

Os tupinambás colocavam a questão Mairi como um ajuntamento, como um grupo de pessoas. E no nosso caso, esse ajuntamento é plenamente explicável pelo fato de ele estar entre dois espaços geográficos fundamentais, que é o Rio Guamá e a Baía do Guajará. Então, você tem locomoção, você tem proteção e também tem alimentação, explica o historiador Michel Pinho.

Por muitos anos após a chegada de colonizadores no Brasil, os tupinambás resistiram em Mairi, até a disputa entre franceses e portugueses por terras na região levar Francisco Caldeira Castelo Branco e uma tropa com mais de 100 soldados para fundar uma cidade e construir o forte que fosse capaz de barrar a ocupação do território por outras nações europeias.


Fonte: https://www.jb.com.br/brasil/2025/11/1057467-belem-saiba-mais-sobre-acidade-palco-da-cop30.html. Acesso em 03/11/2025. Excerto

A partir da explicação do historiador Michel Pinho sobre a localização de Mairi entre o Rio Guamá e a Baía do Guajará, pode-se inferir que:
Alternativas
Q3801931 História e Geografia de Estados e Municípios
De acordo com o princípio da autonomia municipal, Conceição do Canindé possui competência plena para editar leis que tratem de assuntos de interesse local, incluindo segurança pública, previdência social, sistema prisional e direito penal, desde que essas leis estejam em consonância com a Constituição Federal.
Alternativas
Q3801930 História e Geografia de Estados e Municípios
O nome “Conceição do Canindé” reflete tanto a devoção religiosa quanto a relação geográfica do município com o rio Canindé, indicando que, historicamente, o rio foi essencial para o desenvolvimento econômico, social e cultural da localidade, além de representar uma referência afetiva na identidade do povo conceiçoense.
Alternativas
Q3801929 História e Geografia de Estados e Municípios
A cultura popular de Conceição do Canindé reflete uma rica herança nordestina, com manifestações como quadrilhas juninas, festividades religiosas e grupos de reisado. No entanto, observa-se que, nas últimas décadas, essas tradições foram completamente abandonadas pela comunidade local, principalmente em virtude da urbanização e da migração de jovens para grandes centros urbanos.
Alternativas
Q3801928 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre o Hino de Conceição do Canindé, considere as afirmações abaixo:
I – Não há, no texto, elementos capazes de evocar qualquer sentimento de pertencimento.
II – A estrutura poética e descritiva do Hino limita-se a elementos paisagísticos, sendo desprovida de sentido identitário.
III – As expressões de fé e tradição presentes no Hino podem ser interpretadas como representações simbólicas da identidade sociocultural local.
Assinale a opção que apresenta análise correta, considerando as concepções modernas sobre identidades coletivas e representação simbólica.
Alternativas
Respostas
5581: E
5582: E
5583: B
5584: C
5585: C
5586: B
5587: D
5588: C
5589: B
5590: A
5591: C
5592: D
5593: B
5594: A
5595: D
5596: D
5597: E
5598: C
5599: C
5600: E