Questões de Concurso Para história

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Q4352682 História
A Guerra Fria caracterizou-se por uma tensão permanente entre as superpotências, baseada na combinação de dissuasão nuclear, rivalidade ideológica e competição por zonas de influência. Esse sistema não eliminava os conflitos, mas os deslocava para formas indiretas de enfrentamento, evitando a guerra nuclear entre Estados Unidos e União Soviética.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

No interior da formulação estratégica da política externa dos Estados Unidos no início da Guerra Fria, a interpretação de que a expansão soviética deveria ser enfrentada por meio de um processo contínuo de limitação geopolítica, sem confronto direto, tornou-se um dos fundamentos da atuação norteamericana no cenário internacional.

A denominação historicamente consagrada dessa estratégia é
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Q4352681 História
A Revolução Industrial consolidou profundas transformações na Inglaterra, com a introdução de novas técnicas, a ampliação do uso de máquinas e a reorganização dos espaços produtivos. Esse processo esteve associado à concentração das atividades produtivas em unidades maiores, à intensificação do ritmo de trabalho e à crescente especialização das tarefas.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.

A interpretação da Revolução Industrial como um processo de transformação estrutural das relações sociais implica reconhecer que sua especificidade histórica não se reduz à inovação técnica, mas tem como fundamento principal a
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Q4352680 História
No final do século XVIII, o problema agrário francês concentrava uma tensão estrutural decisiva: de um lado, os que cultivavam a terra; de outro, os que dela extraíam renda e privilégios. A crise do Feudalismo não se limitava, portanto, à esfera política, mas envolvia a permanência de direitos senhoriais, restrições corporativas e formas de dominação incompatíveis com a expansão de relações sociais fundadas na propriedade privada e na circulação mercantil.

HOBSBAWM, Eric J. A era das revoluções: 1789–1848. 25. ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2012. Adaptado.

Considerada um momento decisivo da constituição da ordem burguesa, a Revolução Francesa articula-se ao surgimento do capitalismo por ter
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Q4352679 História
A colonização brasileira deve ser compreendida a partir de seu sentido, isto é, da função que desempenha no conjunto da economia europeia. Trata-se de uma empresa voltada para fora, organizada para fornecer gêneros tropicais ao mercado externo, o que condiciona profundamente sua estrutura econômica e social.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. 23. ed. São Paulo: Brasiliense, 1994. Adaptado.

As diferenças entre as formações coloniais europeias na América não se limitam à organização econômica, mas implicam padrões distintos de estrutura social e desenvolvimento histórico.

A característica estrutural que diferenciou parte das colônias inglesas de povoamento da América do Norte, especialmente as estabelecidas na Nova Inglaterra, em relação às colonizações ibéricas teve origem na
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Q4352677 História
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Henrique IV em Canossa, Eduard Schwoiser, 1862

A chamada Reforma Gregoriana, associada ao papado de Gregório VII, representou um movimento de afirmação da autonomia da Igreja frente ao poder secular. Nesse contexto, a controvérsia das investiduras expressou a disputa pela autoridade de nomeação de bispos e abades, evidenciando o conflito entre a pretensão papal e a tradição imperial de controle sobre as estruturas eclesiásticas.

LE GOFF, Jacques. A civilização do Ocidente medieval. Tradução de José Rivair Macedo. Bauru: EDUSC, 2005. Adaptado.

A Penitência de Canossa, ocorrida em janeiro de 1077, inserese no contexto da Controvérsia das Investiduras, conflito que envolveu a definição das prerrogativas relativas à nomeação de autoridades eclesiásticas no Ocidente medieval.

A interpretação historiograficamente consistente desse episódio, à luz da Reforma Gregoriana, implica reconhecer
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Q4352676 História
A transição do mundo antigo para o feudalismo não deve ser compreendida como uma ruptura súbita, mas como um processo histórico prolongado no qual a decomposição do modo de produção escravista romano deu lugar a novas formas de dominação social. A crise do Império Romano implicou a retração das trocas comerciais, a ruralização da economia e a crescente vinculação dos trabalhadores à terra.

ANDERSON, Perry. Passagens da Antiguidade ao Feudalismo. Tradução de Renato Prelorentzou. São Paulo: Brasiliense, 2004. Adaptado.

A compreensão historicamente fundamentada do processo descrito exige reconhecer que a formação do feudalismo corresponde à
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Q4352675 História
O processo de transformação política de Roma, da Monarquia à República e desta ao Império, não representou uma ruptura linear, mas a reorganização das formas de poder conforme conflitos sociais e expansão territorial. A República romana consolidou mecanismos institucionais que limitavam o poder individual por meio da divisão de magistraturas e da atuação do Senado, enquanto o Império preservou formalmente tais instituições, embora concentrasse o poder efetivo na figura do imperador.

FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Grécia e Roma. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2019. Adaptado.

Considere que um professor de História afirma que, ao analisar a passagem da República para o Império em Roma, não se deve compreender esse processo como uma simples substituição de instituições, mas como uma transformação na forma de exercício do poder, mantendo-se estruturas anteriores sob nova lógica política.

A aplicação adequada do conhecimento histórico ao argumento apresentado permite concluir que essa interpretação é
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Q4352674 História
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SANZIO, Raffaello. A Escola de Atenas. 1509.

A pintura A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, representa diversos filósofos da Antiguidade clássica reunidos em um espaço arquitetônico inspirado na tradição greco-romana. No centro da cena, Platão e Aristóteles ocupam posição de destaque, simbolizando diferentes concepções de conhecimento e de realidade. A obra, produzida no contexto do Renascimento, não constitui uma representação histórica literal, mas uma releitura que expressa a valorização humanista da filosofia grega como fundamento da racionalidade ocidental.

HAUSER, Arnold. História social da arte e da literatura. Tradução de Álvaro Cabral. São Paulo: Martins Fontes, 2000. Adaptado.

A compreensão historicamente fundamentada da obra A Escola de Atenas, de Rafael Sanzio, em relação à Grécia Antiga, implica reconhecer que 
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Q4352673 História
Na tradição marxista, a análise das formações sociais do Oriente Próximo exige cautela quanto à aplicação direta das categorias desenvolvidas a partir do mundo clássico. Nessas sociedades, a extração do excedente frequentemente se articulava a formas de dominação política centralizada, nas quais o Estado desempenhava papel decisivo na organização do trabalho e no controle dos recursos.

BOTTOMORE, Tom. Dicionário do pensamento marxista. Tradução de Waltensir Dutra. Rio de Janeiro: Zahar, 2001. Adaptado.

Considere que durante um seminário acadêmico, quatro interpretações foram apresentadas sobre as sociedades mesopotâmicas:

I. A existência de excedente econômico e de coerção sobre os produtores diretos é suficiente para classificá-las como sociedades escravistas, independentemente das formas históricas específicas de organização da produção.
II. A centralização estatal na organização do trabalho e na apropriação do excedente permite identificar formas de exploração associadas ao chamado modo de produção asiático.
III. A ausência de propriedade privada amplamente disseminada impede a caracterização de relações estruturadas de exploração social.
IV. A presença de formas de dependência pessoal e de trabalho compulsório autoriza a identificação de elementos de exploração.

À luz do materialismo histórico e da análise teoricamente apropriada dessas interpretações, a alternativa que apresenta todas as afirmativas corretas é:
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Q4352671 História
No processo de consolidação da História como disciplina científica no século XIX, desenvolveu-se uma perspectiva metodológica que atribuía centralidade à análise rigorosa das fontes documentais. Tal abordagem buscava estabelecer critérios de objetividade capazes de afastar interpretações subjetivas e especulativas, defendendo que o trabalho do historiador deveria se basear em evidências verificáveis. Nesse sentido, a crítica das fontes, a busca por autenticidade documental e a reconstrução factual dos acontecimentos tornaram-se princípios fundamentais dessa tradição historiográfica.

MALERBA, Jurandir (org.). Lições de história: o caminho da ciência no longo século XIX. 2. ed. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2019. Adaptado.

Considerando os fundamentos teórico-metodológicos da tradição historiográfica metódico-documental consolidada no século XIX, a prática historiográfica que melhor expressa seus pressupostos caracteriza-se por
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Q4352670 História
A reflexão historiográfica contemporânea deslocou o entendimento da História como mera descrição de acontecimentos passados para uma abordagem que enfatiza sua dimensão interpretativa, vinculada à experiência temporal dos sujeitos. Nesse quadro, a noção de consciência histórica refere-se ao modo pelo qual os indivíduos e as sociedades articulam passado, presente e futuro na construção de sentido para suas ações.

RÜSEN, Jörn. Razão histórica: teoria da história. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2001. Adaptado.

À luz dessa perspectiva teórica, a relação entre conceito de História e consciência histórica é corretamente compreendida como:
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Q4352582 História
A Guerra Fria foi marcada pela constituição de uma ordem internacional bipolar, na qual Estados Unidos e União Soviética organizaram alianças políticas, militares e econômicas em torno de seus respectivos projetos ideológicos. Nesse período, diferentes regiões do mundo tornaramse palco de conflitos armados que envolveram governos locais, movimentos políticos e interesses externos.

HOBSBAWM, Eric. Era dos extremos: o breve século XX (1914– 1991). São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

No contexto das guerras da Coreia (1950–1953) e do Vietnã (1955–1975), a atuação dos Estados Unidos esteve diretamente relacionada à
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Q4352580 História
A colonização do Brasil organizou-se a partir de um sistema produtivo voltado para o exterior, baseado na exploração de recursos naturais e na utilização intensiva de mão de obra. Essa forma de inserção no circuito econômico internacional condicionou não apenas a estrutura produtiva, mas também a ocupação do território, a distribuição da população e a configuração das atividades econômicas no espaço.

PRADO JÚNIOR, Caio. Formação do Brasil Contemporâneo. São Paulo: Brasiliense, 1942. Adaptado.

A partir das informações contidas no texto e nos conhecimentos sobre sistemas produtivos, a organização do espaço no Brasil colonial 
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Q4352100 História e Geografia de Estados e Municípios
Quais as principais regiões de Santa Catarina? 
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Q4352099 Conhecimentos Gerais
Em outubro de 2026 haverá eleição para escolha de quais cargos? 
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Q4351919 História e Geografia de Estados e Municípios
Bombinhas é uma península situada no litoral de Santa Catarina e faz parte da Região Turística Costa Verde & Mar.
Assinale a alternativa em que todos os municípios citados fazem parte da Região Turística Costa Verde & Mar:
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Q4351831 História e Geografia de Estados e Municípios
Como é chamado quem nasce em Bombinhas?
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Q4351830 História e Geografia de Estados e Municípios
Sobre o estado de Santa Catarina é CORRETO afirmar que: 
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Q4351829 Atualidades
Em junho de 2026, um país vizinho do Brasil foi atingido por um terremoto de magnitude de 7,2 na escala Richter, que deixou m rastro de destruição, mortes e feridos. De qual país estamos falando?
Alternativas
Respostas
201: A
202: C
203: B
204: B
205: D
206: A
207: E
208: B
209: C
210: C
211: A
212: B
213: A
214: A
215: D
216: X
217: A
218: D
219: A
220: A