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Para história
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Há uma pergunta central na História que não pode ser evitada, no mínimo porque todos nós queremos saber a resposta: como a humanidade passou do homem das cavernas para o astronauta, de um tempo em que éramos assustados por tigres de dentes de sabre para um tempo em que somos assustados por explosões nucleares – isto é, não assustados pelos perigos da natureza, mas por aqueles que nós mesmos criamos? O que faz desta uma pergunta essencialmente histórica é que os seres humanos, embora recentemente bem mais altos e pesados que nunca, são biologicamente quase os mesmos que no início do registro histórico.
HOBSBAWM, Eric. Sobre História. São Paulo: Companhia das Letras, 2013.
A “pergunta central” a que se refere o trecho está relacionada a um aspecto fundamental do ofício do historiador com implicações no ensino de história. Trata-se da
Se concluímos que não existe um fato histórico eterno, mas existe um fato que consideramos hoje um fato histórico, é fácil deduzir que o conceito de documento siga a mesma lógica. Fato e documento histórico demonstram nossa visão atual sobre o passado, num diálogo entre a visão contemporânea e as fontes pretéritas.
KARNAL, Leandro e TATSCH, Flávia G. Documento e história: a memória evanescente. In. PINSKY, Carla e LUCA, Tania de (Orgs.). O historiador e suas fontes. São Paulo, Contexto, 2009.
Sobre fato e documento histórico, os autores afirmam que
Em reconhecimento ao serviço prestado por Eugênio à causa revolucionária, o Congresso Estadual aprova a Lei nº 361, de 30/06/1910, com a seguinte redação: “Art. 1º. Fica considerado feriado, em todo o território do Estado, o dia 1º de maio de cada anno, como data comemorativa da entrada triumphal, nesta Capital, da Legião Democrata, que, ao mando do intemerato coronel Eugênio Jardim, no anno de 1909, operou em defesa dos interesses do mesmo Estado”.
AMORIM, V. A. J. De José a Eugênio: trajetória genealógica da tríade “Rodrigues Jardim” em Goiás. Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás, n. 35, 2024, p. 145. [Adaptado].
O artigo apresentado homenageia qual evento histórico goiano?
A região de Campinas, antes da primeira década do século XIX, constituía-se em um grande vazio demográfico. Os primeiros povoadores paulistas e portugueses contornavam o Mato Grosso Goiano, floresta luxuriante que dificultava a penetração, obrigando-os a dar voltas enormes quando de suas viagens pela Capitania de Goiás. Aqueles que vinham do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, no final do século XVIII, tinham de percorrer a estrada real, que, do Paranaíba, nas imediações da atual Catalão, demandava Santa Cruz, Bonfim (hoje Silvânia), Meiaponte (Pirenópolis), Ouro Fino, Ferreiro e Cidade de Goiás, onde adentravam pela Cambaúba, hoje na saída para Aruanã.
PINHEIRO, Antônio César C. Campina, a Igreja e Goiânia. In: OLIVEIRA, Eliézer Cardoso; [et al.]. Goiânia 90 anos. Goiânia, GO: Edições Goiás +300, 2024, p. 57.
O texto demonstra a dificuldade dos colonizadores de
Somos o arquétipo do desejo da realização, a vida comunitária dos índios que os hippies tentaram um dia adotar, somos a secular batucada e ritos africanos, onde os Kalunga nos guardam desde tempos imemoriais. Somos a modinha lusitana nos saraus de Vila Boa, o traço europeu nas óperas dos barracões de Meya Ponte, hoje Pirenópolis, somos ainda a herança espanhola ou portuguesa das cavalhadas, a viga mestra do cristianismo na procissão do fogaréu na Cidade de Goiás e somos mais ainda nós, os goianos, os homens pardos de que nos falou Luiz Palacin, na catira, nas folias de reis e do divino ou na dança do congado de Catalão. Aprendemos a ser musicais, afromusicais, euromusicais, pardo musicais. Bandas como a Corporação 13 de Maio de Corumbá de Goiás ou a centenária Banda Phoenix de Pirenópolis reproduzem nossa melhor herança musical dos séculos XVIII e XIX. As mãos autodidatas de Veiga Valle teceram arte em santos barrocos de Meya Ponte a Vila Boa.
Chaul, N. F. A Identidade Cultural do Goiano. Disponível em: http://cienciaecultura.bvs.br/pdf/cic/v63n3/a16v63n3.pdf. Acesso em: 20 jan. 2026. [Adaptado].
O texto reforça qual aspecto da cultura goiana?
As vilazinhas sertanejas eram o retrato do abandono, da pouca ação do governo estadual, e sobreviviam em condições bastante precárias, sem os serviços de iluminação, de rede de água e esgoto, e também sem comunicação com os centros urbanos maiores, como Anápolis, Vila Boa, Goiânia, que ainda se formava, e a cidade mineira de Araguari, ponto final dos trilhos da via férrea. As poucas estradas de chão que cortavam o estado tornavam-se intransitáveis na época das chuvas, ou seja, de novembro a fevereiro de cada ano. Os riscos das viagens e as interrupções provocadas pelos atoleiros levavam ao desânimo os caixeiros viajantes, mascates e comerciantes. Os animais (mula, burro e cavalo) e o carro de boi eram os meios usuais de transporte, no sertão goiano.
Campos, Itaney. Avenida Araguaia, rio de memória. Arte da Cura: Goiânia, 2021, p. 136-137. [Adaptado].
O cenário descrito apresenta qual característica territorial do Estado de Goiás?
I. O nome do município está relacionado ao tenente Antônio Peixoto de Azevedo, integrante de uma expedição ocorrida no século XIX em busca de alternativas de navegação até a capital paraense.
II. A região permaneceu praticamente inexplorada até a década de 1970, período em que projetos governamentais de integração da Amazônia impulsionaram a abertura de rodovias.
III. Os índios Panarás, também chamados de Krênaka-rorê, foram conduzidos pelos Irmãos Villas Bôas ao Parque Indígena do Xingu após a ocupação da região.
IV. A descoberta de ouro em 1979 provocou intensa migração populacional, incluindo colonos vindos da Região Sul e pessoas oriundas principalmente do Norte e Nordeste do país.
V. O distrito de Peixoto de Azevedo foi criado em 1982, por meio da Lei nº 4.999, durante o governo de Júlio José de Campos.
VI. O município chegou a responder por cerca de 10% da produção nacional de ouro entre as décadas de 1980 e início de 1990.
VII. A emancipação político-administrativa do mu nicípio ocorreu em 13 de maio de 1986, enquanto a implantação oficial ocorreu apenas em 1º de janeiro de 1987.
VIII. Desde a década de 1990, o município apresentou crescimento contínuo e sem crises políticas ou administrativas.
Assinale a alternativa que indica o número de afir mativas VERDADEIRAS.