Questões de Concurso
Para geografia
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Analise as afirmativas sobre planaltos, planícies, depressões e os processos de erosão e intemperismo.
I. Uma planície define-se por altitude elevada e intensa dissecação fluvial, com predomínio de erosão sobre deposição no modelado do relevo.
II. Um planalto associa-se a áreas em que processos de erosão predominam sobre deposição, ainda que apresente diferentes altitudes e formas.
III. Uma depressão absoluta corresponde a áreas acima do nível do mar, situadas entre planaltos e planícies, com acumulação de sedimentos marinhos.
IV. O intemperismo reduz-se ao transporte de sedimentos por água e vento, e a erosão corresponde à alteração química das rochas em superfície.
V. O intemperismo altera rochas no local por processos físicos e químicos, enquanto a erosão envolve remoção e transporte, remodelando encostas e vales.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
I. Um mapa temático coroplético representa taxas ou proporções por classes de cores em unidades territoriais, e a comparação depende da legenda e do intervalo de classes.
II. Uma carta topográfica costuma trazer curvas de nível, permitindo inferir declividade e formas de relevo pela variação do espaçamento entre curvas.
III. Uma planta trabalha em escala grande, favorecendo detalhamento de quadras, vias e lotes, e costuma usar símbolos padronizados para elementos do espaço.
IV. Um mapa de isolinhas representa valores por áreas administrativas, usando a mesma lógica de um coroplético para indicar distribuição espacial.
V. Uma planta associa-se a escala pequena, favorecendo representação de áreas continentais com riqueza de detalhes do espaço construído.
Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
Analise o texto abaixo:
Mais de 3 mil pessoas estão desabrigadas na zona da mata mineira, que enfrenta os efeitos da chuva extrema desde segunda-feira (23).
O CBMG (Corpo de Bombeiros de Minas Gerais) divulgou os mais recentes números de mortos e desaparecidos em Juiz de Fora e Ubá. Os municípios da Zona da Mata Mineira sofrem com os efeitos da chuva forte que atingiu a região entre a noite da última segunda-feira (23) e a madrugada de terça (24).
Até o momento, o temporal deixou 53 mortos, sendo 47 em Juiz de Fora e seis em Ubá. No total, mais de 3 mil pessoas estão desabrigadas.
Os bombeiros organizaram 8 frentes de trabalho para lidar com a tragédia, seis em Juiz de Fora e duas em Ubá. Ambas as cidades declararam estado de calamidade pública.
Juiz de Fora teve o mês mais chuvoso de sua história, foi registrado quase o triplo da média histórica de chuva neste mês. Segundo o Inmet, foram acumulados 589,6 mm de chuva em fevereiro, e a média para a região varia entre 170 e 200 mm.
A cidade teve, até agora, 47 mortes confirmadas, e está com 13 pessoas desaparecidas. O número de desabrigados já chega em 3 mil, e de desalojados 400.
Em Ubá, as chuvas extremas alcançaram um acumulado de cerca de 170 milímetros em apenas três horas. O Rio Ubá registrou uma inundação histórica entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada desta terça-feira (24), após atingir 7,82 metros.
O município teve seis mortes registradas e 2 pessoas seguem desaparecidas. De acordo com os bombeiros, há 178 desalojados e 26 desabrigados.
Portal CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/sudeste/mg/temporal-em-juiz-de-fora-e-uba-deixa-mortos-e-desaparecidos/ Acesso em: 02.mar.2026.
Fortes chuvas e alagamentos, a exemplo da matéria acima, fazem parte do cotidiano das grandes cidades brasileiras. Sobre o texto, analise os itens a seguir:
I. Cidades esponja são áreas urbanas planejadas ou adaptadas para absorver, armazenar, infiltrar e reutilizar a água da chuva, reduzindo enchentes e melhorando a sustentabilidade ambiental.
II. Em vez de escoar rapidamente a água por meio de galerias e canalizações (modelo tradicional), as cidades esponja utilizam infraestrutura verde, como: telhados verdes, jardins de chuva, parques alagáveis, lagos artificiais e áreas úmidas e recuperação de rios e nascentes. Essas soluções permitem que a água passe rapidamente pelo solo, descarregue lençóis freáticos e aumente a sobrecarga do sistema de drenagem. Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte e Recife são bons exemplos de cidades brasileiras que já aplicam algumas “técnicas de esponja”.
III. Com as mudanças climáticas e o aumento de eventos extremos, muitas cidades sofrem com enchentes e alagamentos, ilhas de calor e impermeabilização excessiva do solo. As cidades esponja ajudam a diminuir enchentes, melhorar a qualidade da água, aumentar a temperatura urbana, reduzir as áreas verdes alagadas e promover qualidade de vida.
IV. As enchentes urbanas são fenômenos complexos, mas, no fundo, elas acontecem quando a cidade perde a capacidade de “beber” a água da chuva. É o “choque” entre um fenômeno natural e uma ocupação humana muitas vezes desordenada.
V. Dentre os pilares que explicam a grande frequência dos alagamentos nas cidades brasileiras, podemos destacar os seguintes fatores: impermeabilização do solo, poucas áreas verdes, deficiência no sistema de drenagem, bueiros e galerias obstruídos, ocupação de áreas de risco e mudanças climáticas e eventos extremos.
Assinale a alternativa que compreende apenas os itens VERDADEIROS:
Assinale a alternativa que preenche CORRETAMENTE a lacuna do texto:
Leia atentamente os itens a seguir:
Identificar e analisar as demandas e os protagonismos políticos, sociais e culturais dos povos indígenas e das populações afrodescendentes (incluindo as quilombolas) no Brasil contemporâneo considerando a história das Américas e o contexto de exclusão e inclusão precária desses grupos na ordem social e econômica atual, promovendo ações para a redução das desigualdades étnico-raciais no país.
Identificar e caracterizar a presença do paternalismo, do autoritarismo e do populismo na política, na sociedade e nas culturas brasileira e latino-americana, em períodos ditatoriais e democráticos, relacionando-os com as formas de organização e de articulação das sociedades em defesa da autonomia, da liberdade, do diálogo e da promoção da democracia, da cidadania e dos direitos humanos na sociedade atual.
Analisar a formação de diferentes países, povos e nações e de suas experiências políticas e de exercício da cidadania, aplicando conceitos políticos básicos (Estado, poder, formas, sistemas e regimes de governo, soberania etc.).
Discutir o papel dos organismos internacionais no contexto mundial, com vistas à elaboração de uma visão crítica sobre seus limites e suas formas de atuação nos países, considerando os aspectos positivos e negativos dessa atuação para as populações locais.
Analisar os princípios da declaração dos Direitos Humanos, recorrendo às noções de justiça, igualdade e fraternidade, identificar os progressos e entraves à concretização desses direitos nas diversas sociedades contemporâneas e promover ações concretas diante da desigualdade e das violações desses direitos em diferentes espaços de vivência, respeitando a identidade de cada grupo e de cada indivíduo.
Analisar as características socioeconômicas da sociedade brasileira – com base na análise de documentos (dados, tabelas, mapas etc.) de diferentes fontes – e propor medidas para enfrentar os problemas identificados e construir uma sociedade mais próspera, justa e inclusiva, que valorize o protagonismo de seus cidadãos e promova o autoconhecimento, a autoestima, a autoconfiança e a empatia.
Presentes na Base Nacional Comum Curricular (BNCC), os itens acima referem-se a/às/aos:
Leia os itens a seguir:
1. Analisar fenômenos naturais e processos tecnológicos, com base nas interações e relações entre matéria e energia, para propor ações individuais e coletivas que aperfeiçoem processos produtivos, minimizem impactos socioambientais e melhorem as condições de vida em âmbito local, regional e global.
2. Analisar e utilizar interpretações sobre a dinâmica da Vida, da Terra e do Cosmos para elaborar argumentos, realizar previsões sobre o funcionamento e a evolução dos seres vivos e do Universo, e fundamentar e defender decisões éticas e responsáveis.
3. Analisar processos políticos, econômicos, sociais, ambientais e culturais nos âmbitos local, regional, nacional e mundial em diferentes tempos, a partir da pluralidade de procedimentos epistemológicos, científicos e tecnológicos, de modo a compreender e posicionar-se criticamente em relação a eles, considerando diferentes pontos de vista e tomando decisões baseadas em argumentos e fontes de natureza científica.
4. Analisar a formação de territórios e fronteiras em diferentes tempos e espaços, mediante a compreensão das relações de poder que determinam as territorialidades e o papel geopolítico dos Estados-nações.
5. Analisar e avaliar criticamente as relações de diferentes grupos, povos e sociedades com a natureza (produção, distribuição e consumo) e seus impactos econômicos e socioambientais, com vistas à proposição de alternativas que respeitem e promovam a consciência, a ética socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional, nacional e global.
6. Analisar as relações de produção, capital e trabalho em diferentes territórios, contextos e culturas, discutindo o papel dessas relações na construção, consolidação e transformação das sociedades.
7. Identificar e combater as diversas formas de injustiça, preconceito e violência, adotando princípios éticos, democráticos, inclusivos e solidários, e respeitando os Direitos Humanos.
8. Participar do debate público de forma crítica, respeitando diferentes posições e fazendo escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e responsabilidade.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), são competências específicas de Ciências Humanas e Sociais aplicadas para o ensino médio os seguintes itens:
Sobre o evento, analise os itens que seguem:
I. As COPs constituem encontros anuais entre as nações que integram a Convenção-Quadro da ONU sobre Mudança do Clima, com o objetivo de articular o combate ao aquecimento global. Atualmente, a liderança desse processo permanece com o Brasil até a abertura da próxima edição, agendada para este ano (2026), na Turquia.
II. Em coletiva de imprensa na COP30 o secretário geral da ONU, António Guterres, criticou a falta de apoio governamental brasileiro na realização do evento, o descompromisso de grandes líderes globais no combate às mudanças climáticas e a insuficiência dos avanços do Acordo de Paris, 15 anos após a sua assinatura, ao passo que sugeriu uma transição justa, ordenada e equitativa do uso de combustíveis fósseis para energias limpas, destacando que essa transição é uma necessidade climática – e um teste de estabilidade econômica, segurança energética e governança responsável.
III. Um dos momentos mais marcantes da COP30 foi protagonizado por Sônia Guajajara que, após intensa participação nas negociações, foi ovacionada de pé na plenária final. A Ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Brasil adotou uma postura realista: reconheceu as falhas do acordo, mas reiterou que o encontro gerou avanços, por mais modestos que pareçam.
IV. Ana Toni, secretária-executiva da COP30, expressou satisfação com os desfechos do encontro, ressaltando os grandes obstáculos superados. A conferência ocorreu sob uma conjuntura geopolítica hostil, marcada por conflitos armados e pela retirada dos Estados Unidos do Acordo de Paris, o que dificultou ainda mais a articulação internacional. Ela destacou a importância da solidariedade da comunidade internacional em Belém e da aprovação de 29 textos, através do consenso com 195 países, em um momento delicado na geopolítica global. Esse é um grandioso legado da COP30.
V. O encerramento da COP30 ocorreu com a ratificação de documentos relevantes. Todavia o evento falhou em progredir no combate aos pilares da crise climática: o uso de combustíveis fósseis e a supressão de vegetação nativa. O plano da liderança brasileira de traçar diretrizes claras sobre o desmatamento e o uso de fontes fósseis foi impedido durante a conferência. A resistência veio principalmente dos produtores de petróleo, apoiados por delegações do continente africano.
VI. A COP 30 consolidou o protagonismo do Brasil no cenário global de combate às mudanças climáticas. O país tornou-se referência de organização, seja pela boa infraestrutura hoteleira, com ótimo custo - benefício, boa segurança, ausência de protestos e invasão de manifestantes durante o evento ou pelos compromissos sólidos das nações, com destaque para as promessas dos representantes de primeiro escalão de países, como os Estados Unidos e a China.
VII. As principais deliberações da conferência foram consolidadas em um conjunto de medidas denominado Pacote de Belém, direcionado sobretudo à promoção de uma transição justa, ao fortalecimento do financiamento climático e às estratégias de adaptação aos impactos das mudanças do clima nos países em desenvolvimento. A chamada “Decisão Mutirão” reafirma o compromisso das nações com o Acordo de Paris e com a meta de limitar o aquecimento global a 1,5 °C. No entanto, apresenta poucos avanços concretos para viabilizar esse objetivo. Um exemplo disso é a exclusão, no texto final, dos combustíveis fósseis — responsáveis por cerca de 80% das emissões de gases de efeito estufa —, o que evidencia a fragilidade das medidas práticas adotadas.
Assinale a alternativa que corresponde aos itens VERDADEIROS: