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Para radiologia
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Na avaliação de câncer do colo uterino por ressonância magnética, o edema estromal associado a tumores grandes leva à superestimação da invasão parametrial nas imagens ponderadas em T2, com redução da acurácia de 70% em lesões menores para 50% nas maiores.
Em imagens de RM obtidas em oposição de fase, a presença de artefato de tinta nanquim na interface entre nódulo intrarrenal e o parênquima renal é característica de oncocitoma.
O fenômeno de pseudorrealce, caracterizado por aumento superior a 10 UH da atenuação de lesões císticas renais em fase contrastada de TC, depende do algoritmo de reconstrução das imagens, da tensão (kVp) e do tamanho da lesão, mas independe de efeito de volume parcial.
A identificação de cicatriz central em massa renal é altamente sugestiva de oncocitoma – o tumor renal sólido benigno mais comum – e evita intervenção desnecessária.
Cicatriz central associada a calcificações em massa pancreática é um achado altamente específico e virtualmente patognomônico de cistadenoma mucinoso.
Na hiperplasia nodular focal e no carcinoma hepatocelular fibrolamelar, a cicatriz central é composta por tecido fibroso e apresenta características de sinal similares à RM.
Hiperplasia nodular focal, o segundo tumor hepático benigno em frequência, contém cicatriz central visível em aproximadamente 85% dos casos.
Hemangiomas gigantes apresentam-se como massas heterogêneas, muitas vezes contendo cicatriz central sem realce, decorrente de trombose intralesional.
Em ressonância magnética sem administração de meio de contraste exógeno, o emprego de sequências com tempo de eco (TE) muito longo é útil para a caracterização de nódulos hepáticos, pois apenas as lesões benignas mais comuns — cistos simples e hemangiomas — têm T2 longo suficientemente para exibirem sinal hiperintenso nessas sequências, permitindo discriminá-las de outras lesões.
Hemangioma cavernoso, o tumor hepático benigno mais comum, apresenta padrão hemodinâmico típico, caracterizado por realce periférico descontínuo na fase arterial com progressão centrípeta nas fases tardias.
Cistos hepáticos complicados com hemorragia usualmente exibem realce parietal à tomografia computadorizada e à ressonância magnética.
A presença de gordura macroscópica, caracterizada por atenuação inferior a -30 UH à tomografia computadorizada e por baixo sinal em sequências ponderadas em TI com supressão espectral do sinal de gordura à ressonância magnética, é o sinal mais específico, embora pouco sensível, para adenomas adrenais típicos.
Feocromocitomas tipicamente exibem sinal reduzido em sequências ponderadas em T2.
À ressonância magnética, os adenomas adrenais típicos caracterizam-se por queda do sinal nas sequências em que a água e a gordura precessam em fase.
Na síndrome de Conn (hiperaldosteronismo primário) decorrente de adenoma adrenal, observa-se atrofia do restante da glândula adrenal comprometida e da glândula adrenal contralateral.
O padrão de depuração do meio de contraste iodado dos adenomas ricos e pobres em lipídios é similar à tomografia computadorizada.
Adenomas adrenais típicos (ricos em lipídios) caracteristicamente exibem atenuação inferior a 10 UH, o que permite usar esse valor como ponto de corte para o diagnóstico dessa condição com elevada especificidade (cerca de 2% de resultados falso-positivos).
No câncer esofágico, o principal papel da tomografia computadorizada quanto ao estadiamento T é a exclusão de doença T4. Nesse contexto, aquisição de imagens em decúbito ventral pode ser útil para melhor definir a relação da lesão com a aorta e com os planos pré-vertebrais.
Na avaliação por tomografia computadorizada de massa no mediastino médio, a presença de atenuação central superior a 40 UH na fase pré-contraste afasta a possibilidade de cisto congênito.
No adulto, a neoplasia primária do compartimento mediastinal anterior mais frequente é o timoma.