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"É frequente histórias da filosofia não incluírem um capítulo sobre o pensamento contemporâneo, como se considerassem que, de certa forma, a contemporaneidade não fizesse ainda parte da história. Isso é, sob muitos aspectos, compreensível, pois nos faltam ainda o distanciamento e a perspectiva temporal que nos permitem analisar os filósofos contemporâneos, avaliar aqueles cuja obra e influência serão duradouras. Encontramo-nos próximos demais deles, e, paradoxalmente, isso nos impede de vê-los melhor. Por outro lado, há algo de incompleto em uma história da filosofia que não busque ao menos relacionar os pensadores e correntes contemporâneos com a tradição, interpretá-los como parte dessa história, dessa formação e desse desenvolvimento que chegam até nós.”
MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. p. 284, Rio de Janeiro, Zahar: 2015, 13a. ed..
O pensamento moderno talvez seja mais fácil de ser compreendido por nós, pelo fato de estarmos mais próximos dele do que do antigo e do medieval, e por sermos, ainda hoje, de certo modo, herdeiros dessa tradição. Por outro lado, às vezes, é mais difícil tomarmos consciência e explicitarmos as características mais fundamentais daquilo que nos é mais familiar, exatamente porque nos acostumamos a aceitá-lo como tal.
MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia. p. 151. Jorge Zahar, Rio de Janeiro: 13a. ed.
“Santo Agostinho, bispo de Hipona no norte da África, foi, sem dúvida, o filósofo mais importante, devido à sua criatividade e originalidade, a surgir no pensamento antigo desde Platão e Aristóteles. É um pensador do final do período antigo, ainda profundamente ligado aos clássicos, mas já refletindo em sua visão de mundo e em suas preocupações as grandes mudanças pelas quais passa sua época e prenunciando o papel que o cristianismo terá na formação da cultura ocidental, para o que contribui de forma decisiva. Sua influência na elaboração e consolidação da filosofia cristã, na Idade Média, até a redescoberta do pensamento de Aristóteles no séc. XIII, foi imensa e sem rival”.
MARCONDES, D. Iniciação à História da Filosofia, p.121, Rio de Janeiro, Zahar: 2015,13a. ed .
A partir do texto acima e em relação aos fundamentos principais do pensamento de Santo Agostinho, a afirmação correta é:
“O termo grego logos (λoγos) significa literalmente discurso, e é com tal acepção que o encontramos por exemplo em Heráclito de Éfeso. O logos enquanto discurso, entretanto, difere fundamentalmente do mythos, a narrativa de caráter poético que recorre aos deuses e ao mistério na descrição do real. O logos é fundamentalmente uma explicação, em que razões são dadas.”
MARCONDES, D., Iniciação à história da Filosofia: dos Pré-Socráticos a Wittgenstein. Rio de Janeiro, 2015: Jorge Zanar, 13.a. Ed., p. 26.
A ideia de que juízos de valor são subjetivos expressa uma concepção segundo a qual juízos de valor são: