Questões de Concurso Para filosofia

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Q3427749 Filosofia
No artigo “Elementos da cultura digital para o ensino de Filosofia no Ensino Médio: o que dizem as pesquisas?”, Madalena Silva, Joel Bonin e Ramón Garrote ressaltam: “Dentre os desafios (...), (1) há o desinteresse dos estudantes, pois muitos estudantes do Ensino Médio não veem a Filosofia como uma disciplina relevante para suas vidas e, por isso, podem ter dificuldades para se engajar com os conteúdos e para participar das discussões em sala de aula; (2) em alguns casos, há preconceitos em relação à Filosofia, como a ideia de que ela é uma disciplina abstrata e sem utilidade prática, o que pode afastar os estudantes da disciplina (...)”.
Segundo os autores, as tecnologias digitais podem contribuir para o ensino de Filosofia ao
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Q3427748 Filosofia
Em sua obra Argumentação: a ferramenta do filosofar, Juvenal Savian Filho analisa diferentes formas de raciocínio; entre elas, a seguinte: “(...) guiando-nos pela sensibilidade para com certos sinais aparentemente não relacionados, chegamos a conclusões que fazem sentido, por exemplo, como age um detetive ou como age o cientista no momento em que ‘cria’ novas hipóteses”.
A forma de raciocínio apresentada por Juvenal Savian Filho, no excerto, refere-se ao raciocínio 
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Q3427747 Filosofia
Sobre a metafísica aristotélica, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia, afirmam: “Toda a estrutura teórica da filosofia aristotélica desemboca no divino, numa teologia. A descrição das relações entre as coisas leva ao reconhecimento da existência de um ser superior e necessário (...). Porque, se as coisas são contingentes (...), é preciso concluir que são produzidas por causas exteriores a elas”.
Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, a estratégia aristotélica para evitar a regressão infinita fundamenta-se
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Q3427746 Filosofia
No livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, ao tratar da Filosofia da Linguagem proposta por Ludwig Wittgenstein, Danilo Marcondes aponta: “Se adotamos a noção de jogo de linguagem, o significado não é mais estabelecido pela forma da proposição, nem pelo sentido de seus componentes, nem por sua relação com fatos, mas pelo uso que fazemos das expressões linguísticas nos diferentes contextos ou situações em que as empregamos”.
Com base no excerto, é correto afirmar que a noção de jogo de linguagem introduz uma mudança fundamental na filosofia de Wittgenstein, ao indicar
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Q3427745 Filosofia
A Filosofia da Natureza de Schelling é abordada por Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein, a partir de seu objeto de superação. Ele afirma: “Sua Filosofia da Natureza, seguindo a tendência da época, rompe com o mecanicismo típico do início da modernidade, passando a considerar a natureza como um organismo vivo, dotado de um princípio vital. A arte tem para ele um papel unificador (...), tornando possível uma integração com o real através do elemento estético”.
Com base na exposição de Danilo Marcondes, o mecanicismo superado por Schelling concebe o mundo natural como
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Q3427744 Filosofia
Volnei Garrafa, em seu texto Introdução à bioética, apresenta o que considera ser as bases do estatuto epistemológico da bioética. Um dos referenciais epistemológicos mencionados é: “5. A análise concreta dos fatos a partir do referencial do pensamento complexo (na visão de Edgar Morin) ou da totalidade concreta (na visão de Karel Kosík), que não significa a soma das partes de uma determinada questão, mas sua interpretação estruturada onde todos conceitos e elementos se iluminam mutuamente, proporcionando uma noção mais palpável e harmônica de realidade”.
Volnei Garrafa argumenta que a bioética deve abordar os conflitos éticos por meio de uma
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Q3427743 Filosofia
No estudo dos diferentes tipos de argumentos, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins apresentam, em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia, a noção de falácia: “é um tipo de raciocínio incorreto, apesar de ter a aparência de correção. (...) As falácias de falsa causa (...) são muito comuns e representam as inúmeras inferências que fazemos no cotidiano ao tomarmos como causa o que não é a causa real”.
Assinale a alternativa que apresenta corretamente um tipo de falácia conforme mencionado por Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins.
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Q3427742 Filosofia
Ao analisar os elementos presentes na argumentação, Juvenal Savian Filho, em seu livro Argumentação: a ferramenta do filosofar, afirma: “É no nível dos pressupostos e premissas que podemos ter os melhores debates filosóficos”.
A afirmação mencionada no excerto indica que, para Juvenal Savian Filho,
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Q3427741 Filosofia
Alberto Cupani, em seu texto “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, analisa a Filosofia da Tecnologia de Albert Borgmann e seu entendimento de tecnologia enquanto modo de vida: “O avanço científico e a sua aplicação a finalidades práticas são imprescindíveis para que exista a maioria das invenções tecnológicas, mas a ciência, por si mesma, não pode fornecer-lhe um rumo nem explicar por que a tecnologia tem chegado a ser um modo de vida. Esse modo de vida implica a tendência a reduzir todo e qualquer problema a uma questão de relação entre meios e fins. Reciprocamente, o mundo dos dispositivos é um mundo de meros meios, (...) o que constitui uma novidade na história humana”.
De acordo com Alberto Cupani, a noção de mundo dos dispositivos concebida por Borgmann implica um modo de vida
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Q3427740 Filosofia
Peter Singer, em seu livro Ética prática, discute a obrigatoriedade ética de ajudar o próximo: “Daí que seja absurdo propor que daqui para a frente nos consideremos igualmente responsáveis pelo bem-estar de toda a gente em todo o mundo; mas não é isso que propõe o argumento em prol da obrigação de ajudar”.
De acordo com Peter Singer, o argumento mencionado consiste em
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Q3427739 Filosofia
Sobre o Iluminismo, diz Danilo Marcondes, em seu livro Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein: “A própria noção de Iluminismo (...) indica, através da metáfora da luz e da claridade, uma oposição às trevas, ao obscurantismo, à ignorância. O grande instrumento do Iluminismo é a consciência individual, autônoma em sua capacidade de conhecer o real; suas armas são, portanto, (...) a ciência, a educação”.
Segundo Danilo Marcondes, o Iluminismo se opõe ao obscurantismo por meio de 
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Q3427738 Filosofia
Volnei Garrafa, em seu texto Introdução à bioética, distingue a bioética de outras abordagens éticas conforme se segue: “A bioética, assim, diferentemente da ética profissional e deontológica, de cunho legalista, não tem por base a proibição, a limitação ou a negação. (...) Para ela, a essência é a liberdade, porém, com compromisso e responsabilidade”.
Com a expressão “a essência é a liberdade”, Volnei Garrafa argumenta que a bioética se fundamenta na
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Q3427737 Filosofia
Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia, ao discutirem acerca da relação entre ciência e valores, afirmam: “(...) A ciência tem por objetivo conhecer a estrutura do mundo. De fato, embora sejam inegáveis as aplicações tecnológicas, não é essa a intenção primeira da investigação científica, que antes de tudo visa ao conhecimento. Sob esse aspecto, a ciência só visaria a valores cognitivos, isto é, ao cientista só interessaria conhecer por conhecer”.
Segundo Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, caracteriza-se como um tipo de valor cognitivo a
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Q3427736 Filosofia
Ao analisar o tópico do trabalho, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia, afirmam: “Marx nega que a nova ordem econômica do capitalismo fosse capaz de possibilitar a igualdade entre as partes, porque o trabalhador perde mais do que ganha, já que produz para outro: a posse do produto lhe escapa. (...) Não escolhe o salário (...), não escolhe o horário nem o ritmo de trabalho e é comandado de fora”.
No excerto apresentado por Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins, está explícito o conceito de
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Q3427735 Filosofia
Em seu livro Filosofando: introdução à Filosofia, Maria Lúcia de Arruda Aranha e Maria Helena Pires Martins comentam a obra Eclipse da razão, de Horkheimer. Segundo elas, “na obra Eclipse da razão, Horkheimer distingue dois tipos de razão: a cognitiva e a instrumental. A primeira, como o nome diz, é a que busca conhecer a verdade, enquanto a razão instrumental é a operacional, aquela que visa a agir sobre a natureza e transformá-la”.
Segundo a análise de Horkheimer apresentada por Aranha e Martins, a predominância da razão instrumental sobre a razão cognitiva acarreta 
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Q3427734 Filosofia
Leia o excerto a seguir, a respeito da concepção sobre o esclarecimento e a maioridade proposta por Kant:
Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. Ouse saber! Tem coragem de fazer uso de teu próprio entendimento, tal é o lema do Esclarecimento.
(Kant, “Resposta à pergunta: O que é a ilustração?”, em Danilo Marcondes, Iniciação à história da Filosofia: dos pré-socráticos a Wittgenstein. Adaptado)
Segundo Kant, conforme apresentado por Danilo Marcondes, a passagem da menoridade para a maioridade representa
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Q3427733 Filosofia
Alberto Cupani, em seu texto “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, faz a seguinte consideração acerca da filosofia da Mario Bunge: “Quer se trate de técnica quer de tecnologia, o que está em jogo é uma atividade consistente na produção de algo artificial, de um ‘arte-fato’. (...) Algo artificial é, segundo Bunge, ‘toda coisa, estado ou processo controlado ou feito deliberadamente com ajuda de algum conhecimento aprendido, e utilizável por outros’”.
Conforme Alberto Cupani, Mario Bunge faz uma distinção entre técnica e tecnologia, de modo que a
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Q3427732 Filosofia
Alberto Cupani, em seu texto “A tecnologia como problema filosófico: três enfoques”, ao explicar a Filosofia da Tecnologia de Mario Bunge, afirma: “Ele (Bunge) considera particularmente nefasta a noção, tão difundida, de que a tecnologia seja axiologicamente neutra. Para combatê-la, Bunge defende uma ética que aponte as responsabilidades naturais e sociais da inovação tecnológica”.
De acordo com Alberto Cupani, a medida adotada por Bunge também envolve a
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Q3427731 Filosofia
Em sua obra Boas-vindas à Filosofia, Marilena Chauí destaca a seguinte postura do fazer filosófico: “A Filosofia começa dizendo não às crenças e aos preconceitos do dia a dia (...). Por isso começa dizendo que não sabemos o que imaginávamos saber. Esse foi o principal ensinamento do patrono da Filosofia, Sócrates, quando afirmou que começamos a buscar o conhecimento verdadeiro apenas quando somos capazes de dizer: ‘Só sei que nada sei’”.
A máxima socrática referida no excerto é considerada fundamental para a
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Q3427730 Filosofia
Em seu livro Ética prática, Peter Singer formula a seguinte crítica aos experimentos com animais: “Os cientistas revelam-se tendenciosos em favor da sua própria espécie sempre que efetuam as suas experiências em animais não humanos com objetivos que eles próprios pensam que não justificariam o uso de seres humanos com um grau igual ou inferior de senciência”.
A crítica de Peter Singer, apresentada no excerto, está fundamentada na discussão sobre o especismo, que consiste na
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Respostas
1001: E
1002: B
1003: A
1004: D
1005: C
1006: E
1007: A
1008: B
1009: D
1010: C
1011: A
1012: E
1013: B
1014: B
1015: D
1016: C
1017: E
1018: A
1019: E
1020: C