Questões de Concurso
Para filosofia
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“para a sociedade em geral, até a perda do melhor indivíduo é um sacrifício pequeno. É uma pena que este sacrifício seja necessário! Mas seria bem pior se o indivíduo pensasse de outra forma e considerasse sua preservação e seu desenvolvimento mais importantes que o trabalho para a sociedade”
(NIETZSCHE, Gaia Ciência; tradução Paulo César de Souza. 1ª edição - São Paulo: Companhia das Letras, 2012, aforismo 21, p.68).
Nessa relação de forças contraditórias, a Sociedade e o Indivíduo, a filosofia moral de Nietzsche apresenta-se como uma elaborada metáfora dos tempos atuais em que duas forças duelam no interior do mesmo ser, na mimesis dos contrários entre
Assinale a alternativa que apresenta o autor responsável por formular o princípio da falseabilidade como critério de demarcação científica:
(Ladrière, J. A articulação do sentido. São Paulo: Edusp, 1977, p. 69)
“A expressão ‘jogo de linguagem’ deve salientar aqui que falar uma língua é parte de uma atividade ou de uma forma de vida”.
(Wittgenstein, L. Investigações filosóficas. Petrópolis: Vozes, 1996, p. 27)
Avalie as seguintes afirmações:
I. Wittgenstein compreende a linguagem como caixa de ferramentas.
II. Wittgenstein relaciona linguagem e mundo a partir do preenchimento de sentidos, a partir da falta de sentidos.
III. O significado de uma linguagem é dado pelo seu uso, enquanto jogo.
IV. Aprendemos os nomes das coisas, mas não tem relação com o modo de usos.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
(Heidegger, M.Conferências e escritos filosóficos. São Paulo: Abril Cultural, 1973, p. 211).
“Nas últimas décadas, assistiu-se a uma multiplicidade de produções técnic s e bibliográficas sobre/em Ensino de Filosofia. Produções estas que direta ou indiretamente incidem sobre a questão da formação de professores. Embora reconheça a singularidade da experiência filosófica representada (e vivenciada) por cada pesquisador/a da área, assim como a riqueza teórica advinda dos divergentes fundamentos epistemológicos que embasam cada pesquisa. (...) Entende-se que ao dar voz àqueles e àquelas que pensam filosoficamente sobre o ensino e a aprendizagem de/em Filosofia, as linhas que se seguem compreendem, igualmente, um ato político”.
(Velasco, P. O que pensamos nós, formadores/as de professores/as, sobre formação docente em filosofia?Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação, 2(34), 2020, p. 12. https://doi.org/10.26512/resafe.v2i34.35127
O papel do diálogo na formação em filosofia, do ponto de vista do processo de ensino e aprendizagem, encontra na comunidade filosófica um lugar privilegiado.
(Domingues, I. O continente e a ilha. São Paulo: Loyola, 2009, p. 91).
“É bem sabido que Kant, em citadíssima passagem, afirma que não se pode ensinar filosofia, mas apenas ensinar a filosofar. O filósofo de Königsberg quer dizer outra coisa que geralmente lhe atribui; assim, por exemplo, ele jamais entenderia por filosofia ‘história da filosofia’. A oposição que lhe interessa é entre uma ciência constituída como um conjunto de verdades e uma atividade da razão”.
(Porta, M. A filosofia a partir de seus problemas. São Paulo: Loyola, 2002, p. 21).
Avalie as seguintes afirmações:
I. Aprender filosofia significa decorar as ideias principais da história da filosofia e repeti-las de acordo com as necessidades.
II. A tensão entre ensinar filosofia e ensinar a filosofar está relacionada ao método a ser utilizado na formação dos filósofos profissionais.
III. Filosofar é uma atividade da razão. E não se caracteriza por fazer somente repetições de ideias do passado, mas articulá-las com as questões do presente.
IV. Não há uma única forma consagrada de filosofar. Basta observarmos a história da filosofia ocidental, com sua pluralidade de modos de pensar filosoficamente.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
(Aquino, Santo Tomás. Suma Teológica, I, questão 2, art.1).
A questão da existência de Deus é central na filosofia cristã, no tocante às provas da existência de Deus pela razão.
(Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade humana. São Paulo: Martins Fontes, parte II).
“O texto do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, publicado em 1755, é uma resposta à questão formulada em 1753 pela Academia de Dijon, ‘qual a origem da desigualdade entre os homens; ela é resultado da lei natural?’ Tais concursos eram comuns no século XVIII, sobretudo na França e na Alemanha, e, embora o texto de Rousseau não tenha obtido o primeiro lugar, tornou-se um clássico do pensamento político”.
(Marcondes, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 1999, p. 95)
Avalie as seguintes afirmações:
I. Rousseau analisa as origens do mal na sociedade por uma crítica da organização social.
II. A natureza humana originalmente é má, e se caracteriza pela falta de liberdade e instinto de sobrevivência.
III. O ‘bom selvagem’ é o instrumento de Rousseau para criticar o homem civilizado.
IV. O instinto de sobrevivência e o sentimento de piedade são próprios da corrupção da natureza humana.
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
(Arendt, H. A dignidade da política: ensaios e conferências. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1993, p. 145)
Para Hannah Arendt, a banalidade do mal é uma noção fundamental no horizonte contemporâneo da filosofia política.