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Q3813516 Filosofia
“A referência à arte pode, então, ser estrategicamente utilizada tanto como exemplo de um ato de resistência contra os dispositivos de poder em ação, isto é, acentuando a dimensão crítica do gesto criador, seja como observação, em contraposição, daquilo em que se concentrou e se tornou tangível, a episteme de uma época.”

RAVEL, Judith. Dicionário Foucault. Trad. Anderson Alexandre da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011., p. 14. (Adaptado).

A arte é um tema recorrente da primeira fase do pensamento de Foucault, sendo inseparável de sua teoria da disciplina. Diante disso, a arte é entendida como
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Q3813515 Filosofia
“Corre à boca pequena que Lilith, após assaltar o paraíso, vive em todos os lugares, em todos os espíritos livres e em todos os sonhos de liberdade. Lilith é a festa que não dorme nos céus, na terra e nos infernos, o que seria alegria de viver o que é DEUS.”

BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).

Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.
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Q3813513 Filosofia
No Banquete (203b-204a), Platão nos remete à concepção de Amor (Eros) proposta pela filósofa Diotima de Mantineia, que ensinou Sócrates sobre tal assunto: “porque filho do Diligente (Póros) e da Pobreza (Pênia), tocaram-lhe os seguintes predicados: tendo herdado a natureza da mãe, é companheiro eterno da indigência. Por outro lado, como filho de tal pai, vive a cogitar ardis para apanhar tudo o que é belo e bom; é bravo, audaz, expedito, excelente caçador de homens, fértil em artifícios, amigo da sabedoria, sagaz, mágico e sofista. Por natureza, nem é mortal nem imortal, porém num só dia floresce e vive, ou morre para renascer logo depois. O que adquire hoje, perde amanhã, de forma que Amor nunca é rico nem pobre e se encontra sempre a meio caminho da sabedoria e da ignorância”.

PLATÃO. O banquete. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Ed.UFPA, 2018., p. 145ss. (Adaptado).

Sobre a perspectiva de Diotima, segundo Platão, é correto afirmar que o amor é
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Q3813512 Filosofia
Judá Abravanel (1460-1530), também conhecido como Leão Hebreu, foi um judeu sefardita nascido em Lisboa e reconhecido por seu Diálogo sobre o Amor, onde afirma que “o mundo é produzido à maneira de um filho, a partir da beleza suprema do pai e da sabedoria suprema da mãe, que gera o belo universo. E este é o significado do enamoramento de que fala Salomão no Cântico dos Cânticos: a sabedoria ama o belo, pois é produzida e inferior ao pai, portanto você verá que ela sempre o chama de ‘meu amado’ como inferior, e ele nunca a chama de ‘amada’, mas ‘minha companheira, minha pomba, minha perfeita, minha irmã’, como superior. Mas com seu amor ela se torna plena; e remove a esterilidade ao engravidar, e dá à luz a perfeição do universo: mas o amor nele não é para adquirir a perfeição, porque ele não pode alcançá-la, mas para adquiri-la para o universo, gerando-o como filho de ambos”.

ABRAVANEL, Judá. Dialoghi d'amore. Roma: Gius. Laterza & Figli, 2008., p. 342. (Adaptado).

Abravanel reconstrói a concepção platônica de amor, juntando isso com o Ketuvim (Escritos) do Tanah (Bíblia Judaica). Isso posto, é correto dizer que
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Q3813511 Filosofia
“O conhecimento de causa e efeito que surge da empiria não é, em nenhum caso, alcançado por meio de raciocínios analíticos a priori (necessários), mas provém inteiramente da experiência, sendo sintéticos a posteriori (contingentes).”

HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios morais. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Ed.UNESP, 2004., p. 55. (Adaptado).

Marcondes Falcão Maia, cantor, compositor e humorista cearense, conhecido nacionalmente como Falcão, costuma usar redundâncias e tautologias (A=A) em suas músicas, com fins cômicos. Os exemplos (i) “homem é homem, menino é menino” e (ii) “a minha mãe é a mulher do meu pai” são, respectivamente, juízos afirmativos dos tipos 
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Q3813509 Filosofia
Sobre a Guerra Civil que levou à decapitação do Rei Charles (o primeiro do seu nome) e o início da República da Inglaterra, Thomas Hobbes (1588-1679) afirma: “se aqueles soldados e todos os súditos tivessem agido sob o comando de Sua Majestade, a paz e a felicidade deixadas pelo Rei James teriam permanecido. Mas o povo estava corrompido, e os desobedientes eram considerados os melhores patriotas. Mas como o povo se corrompeu tanto? E que tipo de pessoas eram aquelas que os seduziram assim? Os sedutores eram de diversos tipos. Uns eram ministros de Cristo, como se autodenominavam; e, às vezes, em seus sermões ao povo, embaixadores de Deus; fingindo ter o direito, concedido por Deus, de governar cada um a sua paróquia, a sua assembleia e a nação inteira”.

HOBBES, Thomas. Behemoth. In: Thomas Hobbes. The english work of Thomas Hobbes. Vol. VI. London: John Bohn, 1840., p. 166s. (Adaptado).

Sobre a relação da vontade pública e a retórica do patriotismo e do uso de Deus no discurso político, é correto afirmar que
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Q3813508 Filosofia
Sobre as visões alegóricas de Hildegard von Bingen (1098- 1179), filósofa e mística medieval, pode-se dizer que “animais e monstros aparecem como sinais da natureza e de Deus que a razão precisa compreender. Animais desfilam como formas significativas, unindo os mundos inferior e superior. Símbolos animais que apresentam seus elementos para produzir monstros na arte combinatória da alegoria, imagens da mais radical dissimilaridade, adequadas para representar tanto o diabo quanto Deus”.

CIRLOT, Victoria. Hildegard von Bingen y la tradición visionaria de Occidente. Barcelona: Herder Editorial, S.L., 2005., p. 94. (Adaptado).

Santa Hildegard se insere na grande tradição da filosofia alegórica. Sobre o trecho acima, é correto dizer que
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Q3813505 Filosofia
“Como os laços tradicionais dos nativos constituem a muralha mais forte de sua organização social e a base de suas condições materiais de existência, o método inicial do capital é a destruição e o aniquilamento sistemáticos das estruturas sociais não capitalistas, com que tropeça em sua expansão. Cada nova expansão colonial é acompanhada, naturalmente, dessa luta encarniçada do capital contra a situação social e econômica dos nativos. O capital só conhece, como solução para esse problema, o uso da violência, que constitui um método permanente da acumulação de capital no processo histórico, desde sua origem até os nossos dias. Mas, para as sociedades arcaicas, trata-se de uma questão de vida ou morte, e como não há outra saída, resiste e luta até o seu total esgotamento ou extinção.”

LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. Trad. Luiz Alberto Moniz Bandeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021., p. 367s. (Adaptado).

Sobre a perspectiva de Rosa Luxemburgo (1871-1919), é correto dizer que
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Q3813503 Filosofia
Atente para o seguinte trecho da canção Alucinação do cantor e compositor cearense Belchior (1946-2017):

Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais

Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais

Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais

BELCHIOR. Alucinação, álbum Alucinação. Rio de Janeiro: PolyGram, 1976.

Essas três quadras da canção Alucinação apresentam uma compreensão “micrológica”, ou seja, uma metafísica que parte das coisas pequenas, ordinárias e cotidianas. Trata-se de um entendimento materialista que se desenvolve dentro da Teoria Crítica. Com base nisso, é correto afirmar que
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Q3813502 Filosofia
“O pecado não é senão o consentimento vicioso da vontade livre ao nos inclinarmos àquelas coisas que a justiça proíbe, e das quais o homem é livre de se abster; ou seja, o mal não está nessas coisas, mas no seu uso não legítimo. O uso das coisas é legítimo, contanto que a alma permaneça na lei de Deus e esteja sujeita ao Deus único com um amor perfeito, e se sirva das demais coisas, que lhe estão sujeitas, sem cupidez e sem luxúria, ou seja, de acordo com o preceito de Deus.”

AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.

Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que
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Q3811465 Filosofia
“As teorias do contrato social consideram o Estado-nação sua unidade básica. São obrigadas a fazer isso em função de razões internas à estrutura de suas teorias. Tais teorias não podem fornecer abordagens adequadas a problemas de justiça global, isto é, de justiça que lide com desigualdades entre nações ricas e pobres, e entre seres humanos de qualquer nação. Para solucionar esses problemas, devemos avaliar a complexa interdependência de cidadãos de diversas nações, as obrigações morais tanto de indivíduos quanto de nações com relação a outras nações, e o papel das entidades transnacionais (corporações, mercados, organizações não governamentais, acordos internacionais) em assegurar às pessoas as oportunidades mais básicas para uma vida humana completa.”
NUSSBAUM, Martha. Fronteiras da justiça: deficiência, nacionalidade, pertencimento à espécie. Trad. Susana de Castro. São Paulo: Martins Fontes, 2013, p.112.

Na sua crítica ao modelo contratualista de tratar a relação das nações, Martha Nussbaum propõe uma teoria capaz de 
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Q3811463 Filosofia
Atente para o seguinte trecho original da música Almirante Negro, censurada pela Ditadura Militar e gravada, com modificações, como “O Mestre-Sala dos Mares”, por Elis Regina, no álbum Elis, em 1974. Essa canção foi escrita em homenagem a João Cândido, militar brasileiro também conhecido como Almirante Negro, que, em 1910, liderou a Revolta da Chibata, erguendo-se contra os castigos corporais, remanescentes do passado escravocrata, dentro da Marinha brasileira:

“Rubras cascatas jorravam das costas
Dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do marinheiro gritava não!”
Bosco, João; Blanc, Aldir. Almirante Negro (Censurada). 1974.

Nesse trecho da canção, identifica-se um princípio ético, a saber, 
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Q3809807 Filosofia
Em uma escola pública municipal, dois professores discutiam sobre as diferenças entre ética e moral no ambiente de trabalho. O primeiro afirmava que bastava seguir as regras estabelecidas pela tradição local para agir corretamente. O segundo argumentava que o servidor público precisa fundamentar suas ações em princípios racionais que transcendem os costumes de determinado grupo ou região. Considerando os conceitos de ética e moral aplicáveis ao serviço público, é correto afirmar que:
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Q3808090 Filosofia
O contratualismo busca explicar a origem da sociedade e do Estado a partir de um acordo entre os indivíduos. Sobre esse tema, assinale a alternativa correta:
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Q3808089 Filosofia
As teorias éticas procuram compreender os fundamentos da ação moral humana. Nesse sentido, é correto afirmar que:
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Q3808088 Filosofia
Leia o excerto a seguir:
"O maior bem para o homem é falar todos os dias sobre a virtude e sobre os outros assuntos de que me ouvistes discorrer, examinando a mim mesmo e aos outros, pois uma vida sem exame não é digna de ser vivida."
(PLATÃO. Apologia de Sócrates. Trad. de Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2007, p. 60.)

A partir do excerto, é possível afirmar que o método de Sócrates se caracteriza por:
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Q3807882 Filosofia
Hans Jonas, em sua obra O Princípio Responsabilidade (1979), propõe uma reformulação da ética tradicional diante do avanço tecnológico e das ameaças ambientais. A partir de suas ideias, é correto afirmar que: 
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Q3807881 Filosofia
A Bioética, enquanto campo interdisciplinar que reflete sobre os limites morais da ciência e da tecnologia aplicadas à vida, consolidou-se no século XX como um dos principais referenciais éticos da modernidade. Analise as afirmativas a seguir:
I.A Bioética valoriza a dignidade da pessoa humana e defende a autonomia como princípio ético fundamental nas decisões sobre a vida e a saúde.
II.O princípio da beneficência orienta a prática bioética, buscando promover o bem e evitar danos, reconhecendo a responsabilidade moral do pesquisador e do profissional de saúde.
III.A Bioética considera que o avanço científico é um bem em si mesmo e que as decisões morais devem subordinar-se à liberdade absoluta da pesquisa científica.
É correto o que se afirma em: 
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Q3807880 Filosofia
A noção de indústria cultural, formulada por Theodor Adorno e Max Horkheimer na obra Dialética do Esclarecimento (1947), constitui uma crítica central à racionalidade técnica e à produção simbólica na sociedade capitalista. A partir dessa concepção, analise as afirmativas a seguir:
I.A indústria cultural transforma produtos artísticos em mercadorias padronizadas, destinadas ao consumo em massa e subordinadas à lógica do lucro.
II.A arte de massa, segundo Adorno e Horkheimer, conserva o potencial emancipador da arte autônoma, pois amplia o acesso do público à cultura e estimula a reflexão crítica.  
III.A cultura industrializada contribui para a manutenção da ordem social ao reproduzir valores e comportamentos conformistas, limitando a capacidade de resistência e de pensamento autônomo dos indivíduos.
É correto o que se afirma em:
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Q3807878 Filosofia
Hannah Arendt, ao relatar o julgamento de Adolf Eichmann em Eichmann em Jerusalém: um relato sobre a banalidade do mal, desenvolve uma reflexão profunda sobre o agir humano e a responsabilidade moral. Com base nas ideias da autora, analise as afirmativas a seguir: 
I.A expressão "banalidade do mal" indica que atos extremamente perversos podem ser cometidos por pessoas comuns, que apenas cumprem ordens sem refletir sobre suas consequências morais.
II.A ausência de pensamento crítico e a incapacidade de julgar eticamente as próprias ações são elementos centrais na compreensão da banalidade do mal.
III.Arendt defende que o mal é sempre produto de uma natureza demoníaca ou de uma intenção consciente de causar sofrimento.
É correto o que se afirma em: 
Alternativas
Respostas
421: A
422: A
423: B
424: B
425: A
426: D
427: A
428: C
429: B
430: A
431: A
432: B
433: B
434: E
435: D
436: A
437: D
438: D
439: D
440: D