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RAVEL, Judith. Dicionário Foucault. Trad. Anderson Alexandre da Silva. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2011., p. 14. (Adaptado).
A arte é um tema recorrente da primeira fase do pensamento de Foucault, sendo inseparável de sua teoria da disciplina. Diante disso, a arte é entendida como
BRAGA, Eduardo Nobre. O fascismo para além da circunscrição ética. 2018. Dissertação (Mestrado em Filosofia) – Curso de Mestrado Acadêmico em Filosofia, Universidade Estadual do Ceará, Fortaleza, 2018., p. 34. (Adaptado).
Eduardo Braga apresenta uma alegoria da liberdade em seu texto, onde subjaz uma compreensão marxista da divisão do trabalho masculino e feminino. Lilith, a primeira mulher na Kabbalah judaica, que vinda do pó como Adão, não se submeteu ao domínio patriarcal e se rebelou, simboliza, nessa proposta narrativa, a liberdade. Com base nessa alegoria, assinale a afirmação verdadeira.
PLATÃO. O banquete. Trad. Carlos Alberto Nunes. Belém: Ed.UFPA, 2018., p. 145ss. (Adaptado).
Sobre a perspectiva de Diotima, segundo Platão, é correto afirmar que o amor é
ABRAVANEL, Judá. Dialoghi d'amore. Roma: Gius. Laterza & Figli, 2008., p. 342. (Adaptado).
Abravanel reconstrói a concepção platônica de amor, juntando isso com o Ketuvim (Escritos) do Tanah (Bíblia Judaica). Isso posto, é correto dizer que
HUME, David. Investigações sobre o entendimento humano e sobre os princípios morais. Trad. José Oscar de Almeida Marques. São Paulo: Ed.UNESP, 2004., p. 55. (Adaptado).
Marcondes Falcão Maia, cantor, compositor e humorista cearense, conhecido nacionalmente como Falcão, costuma usar redundâncias e tautologias (A=A) em suas músicas, com fins cômicos. Os exemplos (i) “homem é homem, menino é menino” e (ii) “a minha mãe é a mulher do meu pai” são, respectivamente, juízos afirmativos dos tipos
HOBBES, Thomas. Behemoth. In: Thomas Hobbes. The english work of Thomas Hobbes. Vol. VI. London: John Bohn, 1840., p. 166s. (Adaptado).
Sobre a relação da vontade pública e a retórica do patriotismo e do uso de Deus no discurso político, é correto afirmar que
CIRLOT, Victoria. Hildegard von Bingen y la tradición visionaria de Occidente. Barcelona: Herder Editorial, S.L., 2005., p. 94. (Adaptado).
Santa Hildegard se insere na grande tradição da filosofia alegórica. Sobre o trecho acima, é correto dizer que
LUXEMBURGO, Rosa. A acumulação do capital. Trad. Luiz Alberto Moniz Bandeira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2021., p. 367s. (Adaptado).
Sobre a perspectiva de Rosa Luxemburgo (1871-1919), é correto dizer que
Eu não estou interessado em nenhuma teoria
Nem nessas coisas do Oriente, romances astrais
A minha alucinação é suportar o dia a dia
E meu delírio é a experiência com coisas reais
Um preto, um pobre, um estudante, uma mulher sozinha
Blue jeans e motocicletas, pessoas cinzas normais
Garotas dentro da noite, revólver, cheira a cachorro
Os humilhados do parque com os seus jornais
Mas eu não estou interessado em nenhuma teoria
Em nenhuma fantasia, nem no algo mais
Longe, o profeta do terror que a Laranja Mecânica anuncia
Amar e mudar as coisas me interessa mais
BELCHIOR. Alucinação, álbum Alucinação. Rio de Janeiro: PolyGram, 1976.
Essas três quadras da canção Alucinação apresentam uma compreensão “micrológica”, ou seja, uma metafísica que parte das coisas pequenas, ordinárias e cotidianas. Trata-se de um entendimento materialista que se desenvolve dentro da Teoria Crítica. Com base nisso, é correto afirmar que
AGOSTINHO. Comentário ao Gênesis. Trad. Agustinho Belmonte. São Paulo: Paulus, 2005., p. 349.
Considerando o texto de Agostinho, é correto afirmar que
NUSSBAUM, Martha. Fronteiras da justiça: deficiência, nacionalidade, pertencimento à espécie. Trad. Susana de Castro. São Paulo: Martins Fontes, 2013, p.112.
Na sua crítica ao modelo contratualista de tratar a relação das nações, Martha Nussbaum propõe uma teoria capaz de
“Rubras cascatas jorravam das costas
Dos negros pelas pontas das chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do marinheiro gritava não!”
Bosco, João; Blanc, Aldir. Almirante Negro (Censurada). 1974.
Nesse trecho da canção, identifica-se um princípio ético, a saber,
"O maior bem para o homem é falar todos os dias sobre a virtude e sobre os outros assuntos de que me ouvistes discorrer, examinando a mim mesmo e aos outros, pois uma vida sem exame não é digna de ser vivida."
(PLATÃO. Apologia de Sócrates. Trad. de Carlos Alberto Nunes. Belém: EDUFPA, 2007, p. 60.)
A partir do excerto, é possível afirmar que o método de Sócrates se caracteriza por:
I.A Bioética valoriza a dignidade da pessoa humana e defende a autonomia como princípio ético fundamental nas decisões sobre a vida e a saúde.
II.O princípio da beneficência orienta a prática bioética, buscando promover o bem e evitar danos, reconhecendo a responsabilidade moral do pesquisador e do profissional de saúde.
III.A Bioética considera que o avanço científico é um bem em si mesmo e que as decisões morais devem subordinar-se à liberdade absoluta da pesquisa científica.
É correto o que se afirma em:
I.A indústria cultural transforma produtos artísticos em mercadorias padronizadas, destinadas ao consumo em massa e subordinadas à lógica do lucro.
II.A arte de massa, segundo Adorno e Horkheimer, conserva o potencial emancipador da arte autônoma, pois amplia o acesso do público à cultura e estimula a reflexão crítica.
III.A cultura industrializada contribui para a manutenção da ordem social ao reproduzir valores e comportamentos conformistas, limitando a capacidade de resistência e de pensamento autônomo dos indivíduos.
É correto o que se afirma em:
I.A expressão "banalidade do mal" indica que atos extremamente perversos podem ser cometidos por pessoas comuns, que apenas cumprem ordens sem refletir sobre suas consequências morais.
II.A ausência de pensamento crítico e a incapacidade de julgar eticamente as próprias ações são elementos centrais na compreensão da banalidade do mal.
III.Arendt defende que o mal é sempre produto de uma natureza demoníaca ou de uma intenção consciente de causar sofrimento.
É correto o que se afirma em: