Questões de Concurso
Para filosofia
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Ateus não acreditam em afirmações da existência de uma divindade. Defendem que o ônus da prova é sobre aqueles que dizem que há um deus. Existem tipos específicos de ateísmo. A este respeito, relacione as colunas:
1ª Coluna
(I)Ateísmo Positivo.
(II)Ateísmo Negativo.
(III)Ateísmo Implícito.
(IV)Ateísmo Explicito.
2ª Coluna
(__) É aquele no qual o ateísmo existe de modo tácito, por isso, constitui-se na desconsideração da ideia de existência de uma divindade e não na rejeição dessa ideia por algum tipo de conceito.
(__) A crença em divindades é conscientemente rejeitada pelo indivíduo. As causas para tal postura não podem ser apontadas, pois são diferentes para cada ateu.
(__) É fundamentado na postura de negar a existência de divindades. Também conhecido como crítico segue o princípio do ataque à ideia dessa existência por meio da apresentação de argumentos.
(__) O fundamento para não acreditar em divindades é o fato de que não há evidências que provem o contrário. Nessa categoria, basta encontrar evidências para justificar a rejeição à existência de deus e, por vezes, apontá-las, mas não há preocupação em refutar a possibilidade dessa existência.
Assinale a alternativa que corretamente apresenta a associação entre as colunas:
Existem diversas vertentes do agnosticismo espalhadas pelo mundo. Enquanto algumas pessoas preferem identificar-se apenas como agnósticas, os estudiosos da área conseguiram identificar várias vertentes deste pensamento. A este respeito, relacione as colunas:
1ª Coluna
(I)Agnosticismo Teísta.
(II)Agnosticismo Ateísta.
(III)Agnosticismo Empírico.
(IV)Agnosticismo Apático.
(V)Agnosticismo Modelar.
2ª Coluna
(__) É embasado na ideia de que questões metafísicas e/ou filosóficas não podem ser verificadas nem confirmadas, mas que um modelo maleável pode ser criado com base no pensamento racional. Esta vertente do agnosticismo não se dedica à questão da existência ou inexistência de deuses e do sobrenatural.
(__) É baseado na ideia de que a compreensão e conhecimento do divino não é, até o presente momento, possível. Admite que há a possibilidade do surgimento de novas evidências e provas sobre o assunto.
(__) Baseia-se na ideia de que, independente da impossibilidade de provar a existência ou não existência de algo divino, a existência destes não influenciaria de forma negativa ou positiva a vida dos seres humanos.
(__) É uma vertente voltada especificamente para a questão da existência de divindades, compreende tanto o teísmo (a possibilidade da existência de divindades), quanto o agnosticismo. A pessoa crê na existência de, pelo menos, alguma divindade, mas diz respeito à base dessa proposição como "algo desconhecido ou indecifrável".
(__) Também é voltada para o tema da existência de divindades, engloba tanto o ateísmo quanto o agnosticismo, pois ambos entendem que o conhecimento sobre a existência de alguma divindade é impossível, ou ainda não possuímos meios de conhecer. Porém, sua opinião quanto ao assunto afirmando é que impreterivelmente não existem divindades.
Assinale a alternativa que corretamente apresenta a associação entre as colunas:
Implica um constante estado de dúvida. Esse estado de dúvida está voltado, sobretudo, para crenças, opiniões e pensamentos tidos pelo senso comum como verdades. Desse modo, essa corrente assume que não é possível atingir, tampouco admite a certeza absoluta a respeito de uma verdade ou conhecimento específico.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto apresentado:
É mais entendido como uma postura, mas também pode ser uma doutrina (ou conjunto de doutrinas). Essa postura argumenta que existem postulados (verdades) inquestionáveis. Considera que alguns posicionamentos, sejam eles morais, epistemológicos ou religiosos, são eternos, imutáveis e rigorosamente inquestionáveis. Ou seja, eles simplesmente não cabem no espectro da crítica e do questionamento.
Marque a alternativa CORRETA que corresponde ao contexto apresentado:
Segundo Latour (2020), no livro Diante de Gaia: Oito conferências diante na natureza no Antropoceno termos como: novo regime climático, grande aceleração e pontos de inflexão estão sendo discutidos no meio científico. Ao que tudo indica, já podemos nos considerar habitando a época geológica do Antropoceno. Em relação ao tema:
1. Batizar uma época geológica de Antropoceno significa reconhecer que a força mais importante a moldar a terra é ação humana sobre o globo, ação que já pode ser considerada equivalente a um evento geológico, pois produziu mudanças sem ponto de retorno. Mudanças na sedimentação dos rios pela construção de barragens, mudança na acidez dos oceanos, introdução no ambiente de produtos químicos até então inexistentes, radiação artificial, extinções abruptas de espécies e construções humanas espalhadas pelo planeta em escala global.
2. Latour (2020) nos alerta que vivemos em modo de negação diante das mudanças climáticas, da acidificação dos oceanos, devastação de áreas naturais por meio do desmatamento e queimadas, extinção em massa de espécies que mal tivemos tempo de conhecer. Há por um lado a tomada de consciência do problema, por outro, um movimento de negação. O autor chama isso de "loucura da denegação". Vivemos nossas vidas como se as questões ambientais não fossem problema nosso, como se estivéssemos desacoplados desse planeta e esse fosse um problema das novas gerações.
3. Chamar nossa época se Antropoceno implicaria que ainda estamos no Período Quaternário, tendo saído do Holoceno e ingressado no Antropoceno. Ainda não sabemos se o limite temporal oficial do Antropoceno será no início da era industrial ou nas primeiras explosões atômicas em 1945 pelos sinais de radioatividade artificial.
René Descartes percorreu o caminho da busca da verdade, realizando uma análise crítica dos conhecimentos existentes em sua época e chegou à conclusão de que tudo que sabia podia considerar duvidoso e incerto e que seria necessário ter um método para provar racionalmente um saber com algo certo e digno de confiança. A frase que sintetiza a busca de Descartes pela verdade é:
Para Boff (2006), existem muitas morais, tantas quantas culturas e estilos de casa. São diferentes a moral do empresário, que visa o lucro, e a moral do operário, que procura aumento de salário, assim como há as diferentes morais das diferentes profissões. Para o autor, moral é sempre:
Um dos métodos filosóficos e educacionais mais antigos do mundo foi concebido pelo filósofo Sócrates (470-399 a.C.) e consistia em dialogar com o outro, deixando-o expressar suas próprias ideias, em um movimento dialético. Este método é conhecido por:
Na busca das certezas do conhecimento, é a razão humana que ocupa o lugar central da ética, pois é ela que irá se apresentar como trabalho da inteligência ou da vontade humana de dominar e controlar o ímpeto humano de desejos e de paixões. Esse conceito ético corresponde à tradição teórica denominada:
Para Sócrates, a reflexão filosófica começa quando a pessoa aprende a duvidar, particularmente, de suas próprias crenças, seus dogmas e seus saberes. O filósofo considerava que a existência de uma filosofia verdadeira só evolui quando a mente se dedica à reflexão de si mesma. Por isso, ao orientar seus alunos, dizia:
As pessoas que defenderam a aglomeração e andaram sem máscara em locais fechados, em um momento trágico da pandemia no país (que acumulou um total de mais de 660 mil mortes), foram chamadas pelo senso comum de “negacionistas”, por negarem a realidade ou ignorarem as informações e as orientações científicas e médicas de prevenção ao contágio.
Sob o ponto de vista dos fundamentos da filosofia, essas pessoas se afastam da busca da verdade e aprofundam o estado em que se encontram de:
A convivência humana exige que todo ser humano viva no mundo com outros seres humanos em uma humanidade compartilhada, por isso a liberdade de cada um é eticamente limitada pela possibilidade de ela poder afetar a vida de outro. Para se ter consciência da própria liberdade, é necessário ter uma visão de alteridade como uma capacidade de olhar:
Empédocles estabelece quatro elementos corporais — fogo, ar, água e terra —, que são eternos e que mudam aumentando e diminuindo mediante mistura e separação; mas os princípios propriamente ditos, pelos quais aqueles são movidos, são o Amor e o Ódio. Pois é preciso que os elementos permaneçam alternadamente em movimento, sendo ora misturados pelo Amor, ora separados pelo Ódio.
SIMPLÍCIO. Física, 25, 21. In: Os pré-socráticos. São Paulo: Nova Cultural, 1996.
O texto propõe uma reflexão sobre o entendimento de Empédocles acerca da arché, uma preocupação típica do pensamento pré-socrático, porque
TEXTO I
Uma filosofia da percepção que queira reaprender a ver o mundo restituirá à pintura e às artes em geral seu lugar verdadeiro.
MERLEAU-PONTY, M. Conversas: 1948. São Paulo: Martins Fontes, 2004.
TEXTO II
Os grandes autores de cinema nos pareceram confrontáveis não apenas com pintores, arquitetos, músicos, mas também com pensadores. Eles pensam com imagens, em vez de conceitos.
DELEUZE, G. Cinema 1: a imagem-movimento. São Paulo: Brasiliense, 1983 (adaptado).
De que modo os textos sustentam a existência de um saber ancorado na sensibilidade?
Advento da Polis, nascimento da filosofia: entre as duas ordens de fenômenos, os vínculos são demasiado estreitos para que o pensamento racional não apareça, em suas origens, solidário das estruturas sociais e mentais próprias da cidade grega. Assim recolocada na história, a filosofia despoja-se desse caráter de revelação absoluta que às vezes lhe foi atribuído, saudando, na jovem ciência dos jônios, a razão intemporal que veio encarnar-se no Tempo. A escola de Mileto não viu nascer a Razão; ela construiu uma Razão, uma primeira forma de racionalidade. Essa razão grega não é a razão experimental da ciência contemporânea.
VERNANT, J. P. Origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2002.
Os vínculos entre os fenômenos indicados no trecho foram fortalecidos pelo surgimento de uma categoria de pensadores, a saber:
Na Summa contra gentiles, falando a propósito das verdades relativas a Deus, Tomás escreve: “há algumas verdades que superam todo poder da razão humana, como, por exemplo, a verdade de que Deus é uno e trino. Outras verdades podem ser pensadas pela razão natural, como, por exemplo, as verdades de que Deus existe, de que Deus é uno, e outras mais”.
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REALE, G.; ANTISIERI, D. História da filosofia: patrística e escolástica.
Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2003.
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Com base no texto e em seus conhecimentos a respeito de Tomás de Aquino, assinale a alternativa correta.
Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser. Desse ponto de vista, o ser está em constante transformação, donde surge a necessidade de fundar uma lógica que não parta do princípio de identidade, que é estática, mas do princípio de contradição, para dar conta da dinâmica do real.
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ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia.
São Paulo: Moderna, 2009.
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Tendo em vista essas informações, assinale a alternativa que apresenta a nova lógica proposta por Hegel.