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Dentre as muitas interfaces do tratamento do terapeuta ocupacional em casos de artrite reumatoide (AR) (doença inflamatória, crônica e progressiva na membrana sinovial das articulações, causando destruição óssea e cartilaginosa), as órteses não fazem parte dos recursos utilizados para promover redução de dor, rigidez e favorecer o desempenho funcional do paciente.
O trabalho como uma centralidade na constituição da identidade do indivíduo e sua implicação na interação social é uma questão frequentemente abordada na clínica de um terapeuta ocupacional. Assim, podemos afirmar que uma intervenção eficaz em um terapia ocupacional relacionada ao trabalho do indivíduo estaria relacionada a uma compreensão do indivíduo em sua totalidade, considerando sua história de vida, contexto sociocultural em que está inserido, papéis ocupacionais que exerce, bem como sua estrutura psíquica e maneira de estabelecer relações e vivenciar afetos, dando importância ao conteúdo simbólico do trabalho, as relações subjetivas do trabalhador com sua atividade, o desgaste gerado pelo trabalho e os efeitos sobre a saúde física e mental dos indivíduos.
Na Terapia Ocupacional, as abordagens corporais constituem-se como estratégias expressivas que promovem aos sujeitos reconhecimento dos seus corpos, suas singularidades e potencialidades, dentre as quais se insere a dança. Diante disso, podemos afirmar que atividades corporais como música, teatro e dança podem proporcionar a aproximação com o corpo, favorecendo a interação social e comunicativa, além de possibilitar a percepção de si e do mundo.
Por meio do Plano Viver sem Limite, o governo brasileiro criou a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, uma política que encoraja a articulação, comunicação, integração e unificação entre os serviços, para garantir ações de promoção à saúde, prevenção dos danos de doenças, tratamento e serviços de reabilitação em todo o país. A partir disso é possível afirmar que o processo de reabilitação é desenvolvido somente pelo terapeuta ocupacional, sem necessidade de uma equipe multiprofissional de saúde. Somente o profissional de terapia ocupacional deverá agir com o propósito de favorecer a funcionalidade e autonomia da pessoa com deficiência de maneira geral, seja no âmbito físico, mental e/ou social.
Pode-se afirmar que, de acordo com o Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, é permitido que o terapeuta ocupacional realize consulta ou prescreva tratamento terapêutico ocupacional de forma não presencial em todos e qualquer casos no qual próprio profissional julgar necessário.
No que se diz sobre órteses de mão, não é importante que sejam de fácil colocação, livres de pontos de pressão e facilmente ajustáveis, pois todos os pacientes deverão ter algum auxiliador no dia-a-dia para colocação das órteses, e além disso o tempo de garantia deve ser de aproximadamente de 6 meses.
Considerando que em cada sequência do ciclo de vida possuímos tarefas de desenvolvimento básicas para garantir o próprio desenvolvimento e ajustamento psicológico e social, podemos afirmar que os idosos possuem tarefas que diferem das demais idades por seu caráter funcional, por serem mais defensivas e preventivas, como por exemplo, manter obrigações sociais e cívicas e estabelecer arranjos físicos satisfatórios para viver bem a velhice, além de ajustar-se às perdas biológicas decorrentes do envelhecimento do corpo, sempre lembrando que com a idade ocorrem mudanças físicas diversas como perda de força e de resistência.
Com relação com o que se diz no Código de Ética e Deontologia da Terapia Ocupacional, pode-se afirmar que compete ao terapeuta ocupacional prestar assistência somente ao ser humano no plano individual participando da promoção, prevenção de agravos, tratamento, recuperação e reabilitação da sua saúde e cuidados paliativos, sendo o plano coletivo responsabilidade somente de profissionais de outras áreas.
Independentemente do tipo de lesão nas mãos, o terapeuta ocupacional pode optar pelo uso de órteses como forma de tratamento. Além disso, outras intervenções, como engrossadores, também podem ser consideradas valiosas para melhorar a execução dos movimentos, fortalecer os músculos, reeducar os sentidos e preparar as mãos para funções específicas.
Podemos afirmar que, no tecido social, toda prática em terapia ocupacional é política justamente porque lida com um mundo concreto, uma sociedade em particular e com um mundo que queremos construir. Tem relação com o tipo de questões que são produzidas por nossas ações e uma sociedade e mercado neoliberais, com um desejado tipo de governança. É política porque somos produzidos por nós mesmos a partir de problemas sociais, porque os questionamos a partir de uma realidade a que pertencemos e de que participamos.
No processo de terapia ocupacional, as atividades do "agir criativo" não possibilitam que cada sujeito seja reconhecido e se reconheça por outros afazeres, nem mesmo permitem conhecer a história de vida de cada sujeito, pois para isso o indivíduo deve se expressar por sua fala.
O terapeuta ocupacional possui papel ativo na reabilitação e no uso de dispositivos de órteses por oportunizar o acesso, implementação e integração dos aspectos motores e sensoriais do ser humano nas atividades de vida diária (AVDs). No processo de confeccionar órteses aos pacientes, o terapeuta deve estar sempre atento ao objetivo do plano de tratamento no processo de reabilitação, ao paciente e suas características pessoais, tipo de material para confecção da órtese, bem como uma avaliação física anatômica e funcional da região acometida.
É necessário que o terapeuta ocupacional ative a possibilidade de estar atento naquilo que é mais sutil, se abrir para a experiência de um olhar que encontra o outro olhar. Nesse sentido, é correto afirmar que as abordagens corporais se configuram como atividades que podem promover estratégias para o cuidar, sendo uma oportunidade de conscientização da importância do toque e aprendizagem de uma relação de cuidado com o próprio corpo, na busca de sentidos e novas possibilidades.
De acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde, que estabelecem requisitos mínimos para o funcionamento de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) e outras disposições, a presença do terapeuta ocupacional é facultativa, deixando a critério da instituição de saúde a decisão de incluir ou não esse profissional em sua equipe de UTI.
Especialmente sobre instrumentos de avaliação no campo da infância e adolescência, é inevitável que o terapeuta ocupacional deve se atentar às particularidades dessa população, onde as mudanças ocorrem de forma mais acelerada quando comparadas a outras fases da vida, repercutindo em todas as áreas do desenvolvimento, o que leva a compreender que um instrumento de avaliação precisa ser sensível a essas mudanças e que a necessidade de reavaliação é constante. Obviamente não é possível capturar todo o dinamismo do fazer humano em processos de avaliação, porém, deve-se optar pelo que é bom o bastante ou o suficiente para substanciar o raciocínio clínico do terapeuta ocupacional, questionando como determinado instrumento irá contribuir para o entendimento global da função ocupacional do sujeito.
As seguintes atividades podem ser consideradas como atuação e responsabilidade do terapeuta ocupacional no âmbito hospitalar: procedimento de avaliação, intervenção e orientação, realizado em regime ambulatorial (hospitalar) ou internação, com o cliente/paciente/usuário internado e/ou familiar e cuidador, em pronto atendimento, enfermaria, berçário, CTI, UTI (neonatal, pediátrica e de adulto), unidades semiintensivas, entres outras, para intervenção o mais precoce possível, a fim de prevenir deformidades, disfunções e agravos físicos e/ou psicossociais e afetivos, promovendo o desempenho ocupacional e qualidade de vida a todos os clientes/pacientes/usuários, incluindo os que estão “fora de possibilidades curativas”, ou atuando em Cuidados Paliativos.
A dança é uma ferramenta na terapia ocupacional que, mesmo quando não exije movimentos de grande intensidade, é necessário equilíbrio, coordenação motora e habilidade cognitiva. Além disso, ela proporciona benefícios emocionais e pode ser adaptada à condição clínica de diversas pessoas, favorecendo a interação entre indivíduos com diferentes habilidades funcionais. Contudo, devemos lembrar que a dança em abordagens de terapia ocupacional não pode ser aplicada em nenhum tipo de idosos, visto que os indivíduos não terão condições físicas de dançar.
A terapia ocupacional (TO), no contexto social é ditada por características, problemas e necessidades concretas da população com e para a qual trabalha e, também, a partir de sua responsabilidade social na área da saúde em um sistema em transformação. Por conta disso a TO social é historicidade, e só é definido no contexto e na inter-relação, compreendendo a pessoa entre a objetividade de seu problema e a subjetividade da interpretação de suas necessidades, entre seu modo de enxergar a vida e aquele do terapeuta ocupacional, entre a técnica e as dificuldades reais do cotidiano.
A Terapia Ocupacional, enquanto área de conhecimento e prática de saúde, se interessa pelos problemas do homem em sua vida de atividades, ou seja, considera as atividades humanas como o produto e o meio de construção do próprio homem e busca entender as relações que este homem em atividade estabelece em sua condição de vida e saúde. Dentre as competências e habilidades do Terapeuta Ocupacional no campo da atenção à saúde, destaca-se o desenvolvimento de ações de prevenção, promoção, proteção e reabilitação da saúde, tanto em nível individual quanto coletivo.
Antes da sociedade contemporânea, a ideia da sequência do ciclo de vida era muito bagunçada e ocorria bastante um processo que podemos chamar de alongamento das fases da vida (infância, adolescência e adultez). A maior facilidade de obtenção de emprego e o não prolongamento de estudo, aliado a autonomia financeira na sociedade contemporânea, contribuem para que os jovens permaneçam menos tempo com seus pais. Dadas as mudanças que vêm ocorrendo em função de transformações das condições sócio-históricas e culturais, os referenciais não funcionais que demarcavam os limites entre uma idade e a outra começam a ser reorganizados.