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Em relação a indicadores e informação em saúde, julgue o item subsequente.
Na análise de indicadores em saúde, devem ser considerados aspectos como série histórica, distribuição por grupos populacionais e por território, bem como a articulação com informações sobre determinantes sociais da saúde, evitando-se interpretações simplistas baseadas em valores isolados ou em um único momento temporal.
Em relação a indicadores e informação em saúde, julgue o item subsequente.
Para fins de gestão do SUS, a informação em saúde deve ser entendida apenas como o produto final de sistemas de informação automatizados, não sendo influenciada por processos como coleta, registro, crítica, validação e análise dos dados, que são etapas essencialmente técnicas e sem impacto na qualidade da decisão.
Indicadores de saúde consistem em construções quantitativas que resultam da relação entre pelo menos duas variáveis, permitindo sintetizar aspectos complexos do estado de saúde, de seus determinantes ou do desempenho dos serviços, e são fundamentais para o planejamento, monitoramento e avaliação das ações em saúde.
Como o foco da vigilância em saúde ambiental está centrado na ocorrência de doenças já instaladas na população, é desnecessário o monitoramento contínuo de fatores ambientais, bastando as ações de combate a surtos ou epidemias.
O monitoramento de fatores ambientais em saúde é uma atribuição exclusiva dos órgãos ambientais, não cabendo ao setor de saúde qualquer participação na coleta, análise ou interpretação de dados ambientais.
São objetivos da vigilância em saúde ambiental a identificação e o monitoramento de fatores ambientais que possam interferir na saúde humana, como qualidade da água, do ar, do solo, presença de vetores e riscos decorrentes de desastres naturais ou tecnológicos.
No SUS, os serviços de saúde são organizados em rede para possibilitar a continuidade do cuidado entre diferentes pontos de atenção.
No planejamento de ações do SUS, pode-se utilizar análise de perfil epidemiológico para a definição de prioridades territoriais.
Impactos socioambientais não interferem em cobertura vacinal, visto que a imunização depende apenas da disponibilidade de vacinas.
A reconstrução de áreas atingidas por eventos socioambientais elimina automaticamente riscos sanitários residuais relacionados a esses eventos.
O deslocamento forçado de populações pode interromper tratamentos contínuos, o que afeta o controle de doenças como hipertensão, diabetes e tuberculose.
A exposição prolongada a contaminantes ambientais pode produzir doenças crônicas que se manifestam anos após o evento de exposição inicial.
A contrarreferência não é necessária quando o atendimento especializado resolve a queixa principal do usuário.
A atenção especializada deve atuar como retaguarda técnica para casos clínicos que ultrapassem a capacidade resolutiva da atenção primária.
A organização da atenção especializada requer monitoramento de tempos de espera como indicador de acesso e eficiência da rede de atenção à saúde.
Eventos climáticos extremos podem alterar padrões territoriais de morbimortalidade, o que exige atualização periódica dos indicadores de risco.
A presença de sistema de abastecimento de água elimina a necessidade de monitoramento da qualidade da água consumida.
O monitoramento em populações prioritárias pode exigir recortes territoriais e socioculturais específicos, tais como áreas periurbanas ou comunidades tradicionais.
A ausência de registros de doença em determinada área comprova a inexistência de risco ambiental.
A exposição crônica a contaminantes ambientais pode demandar o monitoramento de indicadores de longo prazo para a captação de efeitos cumulativos na saúde.