Questões de Concurso Para agente de polícia civil (médio)

Foram encontradas 327 questões

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Q3972304 Raciocínio Lógico
Considere a proposição condicional: “Se o suspeito for encontrado no local do crime (P), então ele será interrogado (Q).”
A negação dessa proposição é dada por:
Alternativas
Q3972303 Raciocínio Lógico
Um estudo da Polícia Civil sobre 100 crimes violentos recentes revelou que 47 ocorreram com uso de arma de fogo (AF), 30 ocorreram durante o período noturno (PN), 20 ocorreram em áreas rurais (AR), 10 ocorreram com AF e PN, 8 ocorreram com AF e AR, 5 ocorreram com PN e AR, 3 ocorreram com AF, PN e AR.
O total de crimes que ocorreram com apenas uma dessas três características (apenas AF, apenas PN ou apenas AR) é igual a:
Alternativas
Q3972302 Matemática Financeira
A Polícia Civil adquiriu uma nova viatura pelo valor de R$ 180.000,00. Sabe-se que esse tipo de veículo sofre uma depreciação de 15% ao ano sobre o valor do ano anterior.
O valor, em reais, dessa viatura após 2 anos de uso é igual a:
Alternativas
Q3972301 Matemática
Um setor de análise de evidências digitais da Polícia Civil possui 4 analistas que possuem a mesma produtividade, que ao trabalharem 6 horas por dia, conseguiram processar 120 gigabytes (GB) de dados em 10 dias. Sabe-se que, em uma nova demanda, 3 desses analistas foram designados para processar 270 gigabytes (GB) de dados e que trabalharão 9 horas por dia. O total de dias em que essa nova demanda será concluída é igual a:
Alternativas
Q3972300 Raciocínio Lógico
Em um pátio da Polícia Civil, estão armazenados 16 veículos apreendidos, dos quais 10 foram identificados como furtados e 6 como adulterados. Se um perito selecionar aleatoriamente dois desses veículos, um após o outro e sem reposição, temos que a probabilidade de que ambos os veículos selecionados sejam furtados é igual a:
Alternativas
Q3972299 Raciocínio Lógico
Alexandre, Bruno, Cleber, Douglas e Edson são suspeitos e estão sendo interrogados sobre um crime. Sabe-se que apenas um deles é o culpado, e apenas o culpado mente; os outros quatro falam a verdade. As declarações de cada um foram:
Alexandre: “Bruno é o culpado.”
Bruno: “Eu não sou o culpado.”
Cleber: “Alexandre mente.”
Douglas: “Cleber não é o culpado.”
Edson: “Douglas fala a verdade.”
A partir dessas informações, temos que o culpado é:
Alternativas
Q3972298 Raciocínio Lógico
O total de anagramas que a palavra AGENTE possui, de modo que não se tenha as duas vogais iguais juntas, é igual a:
Alternativas
Q3972297 Matemática
Um agente da Polícia Civil está analisando a planta de um edifício onde ocorreu um crime. O crime ocorreu em uma sala retangular com um perímetro de 30 metros e em que uma das dimensões é 3 metros maior que a outra.
A área dessa sala retangular, em metros quadrados, é igual a:
Alternativas
Q3972296 Raciocínio Lógico
Um investigador da Polícia Civil está analisando uma série de códigos numéricos encontrados em anotações de um suspeito. Ao observar a sequência: 9, 11, 15, 23, X, 71; ele descobriu que existe um padrão lógico.
O valor de X que completa logicamente essa sequência é igual a:
Alternativas
Q3972295 Raciocínio Lógico
Seja P(x) o predicado “x é um suspeito” e Q(x) o predicado “x tem antecedentes criminais”.
A representação lógica da afirmação “Existe um suspeito que não tem antecedentes criminais” é:
Alternativas
Q3972294 Matemática
Cinco delegacias foram avaliadas quanto à eficiência de resolução de crimes, apresentando os seguintes índices: Delegacia A: 0,85; Delegacia B: √0,64 Delegacia C: 0,805; Delegacia D: 8/9 e a Delegacia E: (√0,81)2

Escrevendo todos os índices na forma decimal, temos que a delegacia com o menor índice de eficiência é a:
Alternativas
Q3972293 Matemática
O orçamento destinado à tecnologia em uma delegacia da Polícia Civil aumenta anualmente em progressão geométrica. Temos que no terceiro ano o orçamento foi de R$ 80.000,00 e no quinto ano foi de R$ 320.000,00. O valor, em reais, do orçamento no primeiro ano foi igual a: 
Alternativas
Q3972292 Matemática
A performance de um agente da Polícia Civil é avaliada com base em três critérios: casos solucionados (peso 4), relatórios de campo (peso 3) e engajamento comunitário (peso 1). Em uma avaliação, um agente obteve as seguintes notas: 8,5 em casos solucionados; 9,0 em relatórios de campo e 7,0 em engajamento comunitário.
A nota média ponderada da performance deste agente é igual a:
Alternativas
Q3972291 Raciocínio Lógico
De um grupo de 8 peritos forenses, 3 serão escolhidos para compor uma equipe. Dentro dessa equipe, um será o Coordenador, outro será o Relator e o terceiro será o Auxiliar. O total de maneiras distintas que essa equipe pode ser formada é igual a:
Alternativas
Q3972290 Raciocínio Lógico
Durante uma ronda policial, a probabilidade de encontrar um veículo suspeito é de 0,15. Considerando que os agentes realizam três rondas independentes em áreas distintas, temos que a probabilidade de não localizar nenhum veículo suspeito em nenhuma das três rondas é aproximadamente:
Alternativas
Q3972289 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
O vocábulo destacado em “Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade” apresenta a mesma função sintática da oração subordinada realçada na alternativa:
Alternativas
Q3972288 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
As categorias sintáticas são as funções que as palavras ou os grupos de palavras desempenham dentro de uma frase ou oração, definindo a relação entre os termos para a construção dos sentidos. A partir dessa definição, aponte a alternativa a seguir em que a função sintática ressaltada esteja corretamente descrita entre parênteses.
Alternativas
Q3972287 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
Analise a relação coesiva existente entre os trechos ressaltados respectivamente, no período seguinte, para marcar o item correto.
“Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta ‘matar’ o amor.” 
Alternativas
Q3972286 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
A coesão textual, a partir da progressão temática proporcionada pela conjunção demarcada a seguir, é do tipo:
Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão [...]”
Alternativas
Q3972285 Português
Sobre o sofrimento e sobre a felicidade

        Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas. Quem não sofre, quando há razões para isso, está doente. Se uma pessoa querida morre e o coração não sangra, se um golpe duro da vida atinge a quem se ama e os olhos não choram, se uma desgraça cai sobre o povo e a alma não fica triste, se o fogo consome as florestas e o corpo não queima também, é porque algo está errado com a gente.

        Quem é feliz e nunca sofre padece de uma grave enfermidade e precisa ser tratada a fim de aprender a sofrer. Sofrer pelas razões certas significa que estamos em contato com a realidade, que o corpo e a alma sentem a tristeza das perdas e que existe em nós o poder do amor. Só não sofrem, quando para isso há razões, aqueles que perderam a capacidade de amar. Toda experiência de amor traz, encolhida no seu ventre, à espera, a possibilidade de sofrer. Assim, a receita para não sofrer é muito simples: basta “matar” o amor.
   
        Mas que enorme seria a perda se isso acontecesse! Porque é o sofrimento que nos faz pensar. Pensamos ou para encontrar formas de eliminar o sofrimento, quando isso é possível, ou para dar um sentido ao sofrimento, quando ele não pode ser evitado. O pensamento, assim, filho da dor, está a serviço da alegria. Todas as belas conquistas do espírito humano, da poesia à ciência, nasceram assim.
   
        Mas há outros sofrimentos que não nascem de perdas reais. A felicidade pode ser destruída por uma doença que mora em nossos olhos. O que é ilustrada por esta estorieta que gosto de contar:
    
        “Um homem encontra uma garrafa que estava enterrada e, ao abri-la, surpreende-se com a saída de um gênio, que se coloca ao seu serviço. O gênio diz ao homem que pode transformar em realidade todos os seus sonhos.
    
        Tão logo percebe que aquilo era mesmo possível, o felizardo começa a imaginar tudo o que poderia pedir: a juventude, uma beleza física irresistível, palácios deslumbrantes nos quatro cantos do mundo, serviçais, as mais belas mulheres, os melhores vinhos, as comidas mais saborosas, os amigos fiéis. Seus olhos brilham, pois ele sabe que tem nas mãos a chave para a felicidade.
    
        Mas, o gênio calmamente diz ao homem que havia se esquecido de mencionar apenas um detalhe: tudo aquilo que o homem pedisse para si o seu pior inimigo receberia em dobro!
    
        Logo, como que por encanto, a face do sortudo muda de expressão, tornando-se mais séria e mais sombria. Ele para, pensa e, novamente com um sorriso de realização, dirige-se ao gênio para fazer seu único pedido: “quero que me fure um olho”.

ALVES, Rubem. A eternidade numa hora. 1. ed. São Paulo: Planeta, 2017.
Atente-se aos períodos I e II a seguir para assinalar a alternativa correta.
I. “Acho que sabedoria é saber sofrer pelas razões certas.”
II. “Porque é o sofrimento que nos faz pensar.” 
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: B
4: A
5: B
6: E
7: A
8: D
9: D
10: C
11: C
12: E
13: A
14: B
15: E
16: A
17: E
18: B
19: C
20: D