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Q3955380 Noções de Informática
No recurso Pincel de Formatação do Microsoft Office, qual das alternativas a seguir apresenta corretamente a sua função principal? 
Alternativas
Q3955379 Noções de Informática
O gerenciador de tarefas do Windows é uma ferramenta administrativa que 
Alternativas
Q3955377 Segurança da Informação
As técnicas de segurança na internet são utilizadas para reduzir os riscos relacionados ao acesso não autorizado, perda de dados e ataques cibernéticos. Considerando práticas e mecanismos amplamente adotados para aumentar a segurança durante o uso da internet, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3955376 Sistemas Operacionais
O sistema operacional Linux é conhecido amplamente pelos usuários por ser comum a prática do uso de linhas de comandos para realizar tarefas em geral, das mais simples às mais complexas. Assinale a alternativa que apresenta a ferramenta que permite ao usuário executar um comando como superusuário. 
Alternativas
Q3955375 Redes de Computadores
Os protocolos SMTP, IMAP e POP são utilizados na comunicação de e-mails entre dispositivos e servidores. Com base nas descrições e diferenças entre esses protocolos, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3955374 Noções de Informática
A assinatura de e-mail é um recurso utilizado para padronizar informações que aparecem automaticamente ao final das mensagens enviadas. Considerando as funcionalidades da assinatura no Gmail, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q3955372 Português
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista o uso dos verbos nas falas que compõem o texto 02.

I- Todos os verbos usados pertencem à primeira conjugação, pois, no infinitivo, terminam em -ar.
II- Todos os verbos usados são regulares, pois seguem o mesmo paradigma, quando flexionados.
III- Os verbos usados no segundo e terceiro quadro estão flexionados na primeira pessoa do plural.
IV- O verbo usado na fala do quarto quadro se encontra flexionado no tempo presente do indicativo.
V- O verbo usado na fala do quarto quadro se encontra flexionado na terceira pessoa do singular.

Estão CORRETAS as afirmativas 
Alternativas
Q3955371 Português
Na fala do terceiro quadro, as vírgulas foram usadas, de acordo com a norma, para intercalar um(a) 
Alternativas
Q3955370 Português
Sobre as ideias que se podem inferir do texto 02, verifica-se que, em relação ao ponto de vista dos personagens, ele apresenta 
Alternativas
Q3955368 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


       Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

       Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

      Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

       Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

      Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, o verbo “ver”, flexionado no plural, assume a forma “veem” (ve + e + m). Analise os verbos a seguir, tendo em vista aqueles que, no plural, seguem essa mesma estrutura.
I- Crer. II- Ler. III- Dar. IV- Ter V- Vir.
Estão CORRETOS os verbos 
Alternativas
Q3955367 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


       Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

       Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

      Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

       Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

      Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir.”, os verbos do último período formam uma figura de linguagem denominada
Alternativas
Q3955366 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


       Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

       Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

      Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

       Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

      Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Na passagem “É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que ‘dá certo’, mas não satisfaz.”, a presença das aspas indica que a expressão “dá certo” foi usada
Alternativas
Q3955365 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


       Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

       Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

      Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

       Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

      Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Considere a passagem “’A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’”.
De acordo com o texto, a pessoa funcional é aquela que consegue
I- seguir uma rotina, mesmo passando por instabilidade emocional. II- realizar atividades, desde que esteja equilibrado emocionalmente. III- cumprir responsabilidades, mesmo diante de problemas emocionais. IV- enfrentar corajosamente a frustação e o sofrimento inerentes à vida. V- ter uma vida intensa, mesmo estando anestesiado emocionalmente.

Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3955364 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


       Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

       Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

      Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

       Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

      Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
Analise os comportamentos a seguir, tendo em vista aqueles que vão de encontro à anestesia emocional. 
I- Encontrar sentido para a vida. II- Sair dos padrões habituais. III- Proteger-se do sofrimento. IV- Viver com intensidade. V- Evitar a frustração.

Estão CORRETOS os comportamentos apresentados em
Alternativas
Q3955363 Português
Texto 01


A vida em “fogo baixo”


       Os dias parecem todos iguais. Até mesmo as coisas que antes encantavam ou entristeciam, agora já não afetam mais. Acordar, trabalhar, comer e dormir. Tudo no modo automático. Você está ali, mas parece que não. Funciona, mas não sente. É como se uma névoa tivesse se instalado diante do mundo. Esse sentimento, quando prolongado, tem nome: anestesia emocional.

       Essa condição é mais discreta que outros transtornos, como a depressão. Ela não nos impede de viver, mas suga o sentido da vida. É nesse momento que muitas pessoas se veem presas em uma rotina que “dá certo”, mas não satisfaz. O relacionamento está ok. O trabalho, estável. A família, bem. Mas algo por dentro parece gritar em silêncio. Às vezes, é bom não colocar tanto peso em tudo, mas se anestesiar emocionalmente do mundo ao seu redor é um quadro sensível.

      Mestre em psicologia clínica pela PUC-SP, Marcos Torati explica que um dos indicadores da anestesia emocional é a ausência do sentido de vida. “Há a sensação de que ela não vale a pena e parece uma repetição eterna”, diz. “A pessoa perde a dimensão profunda dos seus erros e acertos, então se torna funcional, vivendo em ‘fogo baixo’. Não há tanta alegria, mas também não há grande tristeza ao ponto de incapacitar a vida, como na depressão”, complementa.

       Existe uma diferença sutil, mas importante, entre uma apatia passageira e uma anestesia emocional profunda. A primeira costuma estar associada a um evento reconhecível, como o fim de relacionamento, uma demissão no trabalho ou o estresse da rotina. A segunda, por sua vez, parece surgir “do nada”. “Na apatia pontual é mais fácil identificar uma relação de causalidade. Já a anestesia prolongada tem uma base inconsciente que a pessoa não consegue reconhecer tão prontamente”, explica o psicólogo.

      Além disso, nem sempre os sinais de anestesia emocional são óbvios. Em muitos casos, esse sentimento se manifesta de forma silenciosa, disfarçado em rotinas que funcionam, mas não preenchem. Para Torati, essa sensação pode ser resultado de um mecanismo de defesa comum, mas perigoso. “A pessoa pode entrar em um estado emocional apático para se defender contra a possibilidade de se frustrar. Porém, é justamente essa defesa contra a dor que pode levar à depressão”, afirma. Ele ressalta um tipo de paradoxo dessa postura: “É como se a pessoa colocasse a vida no modo econômico para evitar o sofrimento, mas isso também a impede de viver com intensidade.”

     No fim das contas, a anestesia emocional pode ser um pedido silencioso de ajuda. Não para voltar a ser como antes, mas para descobrir um novo jeito de sentir. [...]


BRITO, Diego. A vida em “fogo baixo”. Disponível em: https://vidasimples.co/saude-emocional/. Acesso em: 22 jan. 2026. Adaptado. 
De acordo com o texto, a anestesia emocional é um transtorno que  
Alternativas
Q3955362 Farmácia
Na farmácia de uma UBS, um paciente de 70 anos, hipertenso e em uso contínuo de losartana e hidroclorotiazida, recebe prescrição de ibuprofeno para dor lombar. Após alguns dias de uso, retorna relatando inchaço nas pernas, diminuição da urina e aumento da pressão arterial. O farmacêutico identifica possível interação medicamentosa e precisa adotar a conduta adequada no contexto da assistência farmacêutica no SUS. 

Considerando as boas práticas em análise de prescrições e segurança do paciente, assinale a alternativa que apresenta a decisão farmacêutica mais adequada:
Alternativas
Q3955361 Farmácia
Uma paciente, 32 anos, procura a UBS com queixa de disúria, urgência miccional e dor suprapúbica há três dias. Nega febre ou dor lombar. 


Imagem associada para resolução da questão


Com base na interpretação clínico-laboratorial do exame e na atuação do farmacêutico na orientação terapêutica, analise as assertivas I e II a seguir:

I- Os achados laboratoriais são compatíveis com infecção do trato urinário baixo (cistite), sendo relevante a atuação do farmacêutico na orientação quanto ao uso racional de antimicrobianos e adesão ao tratamento.

PORQUE

II- A presença de nitrito positivo, associada à hematúria discreta e proteinúria em traços, é indicativa de comprometimento glomerular primário, sugerindo glomerulonefrite como diagnóstico mais provável.

Assinale a alternativa CORRETA sobre as assertivas: 
Alternativas
Q3955360 Farmácia
Em uma UBS, o farmacêutico observa que usuários com doenças crônicas enfrentam longas filas para a retirada de medicamentos, recebem orientações rápidas e padronizadas e, raramente, têm espaço para esclarecer dúvidas sobre uso correto, interações medicamentosas ou dificuldades na adesão ao tratamento. Considerando os princípios e as diretrizes da Política Nacional de Humanização (PNH) do Sistema Único de Saúde (SUS), o farmacêutico decide reorganizar o processo de trabalho no serviço de dispensação.

Fonte: Alvarenga, Felipe Queiroz. Farmacêutico bioquímico. Comentário sobre PNH SUS. São João Del Rei (MG), 2026.


Assinale a alternativa que melhor representa a aplicação adequada da PNH no serviço farmacêutico descrito:
Alternativas
Q3955359 Farmácia

Leia o texto a seguir para responder a esta questão. 


Paciente masculino, 32 anos, residente em região com circulação simultânea de dengue, Chikungunya e surtos esporádicos de infecção bacteriana comunitária, procura atendimento com febre alta há 4 dias (39,5 °C), cefaleia intensa, dor retro-orbitária, mialgia difusa, artralgia intensa em mãos e tornozelos, e exantema maculopapular. Refere náuseas e dois episódios de vômito. Ao exame físico: PA: 100/70 mmHg; FC: 102 bpm; prova do laço positiva.


Exames laboratoriais:


• Hemoglobina: 16,2 g/dL (VR: 13,5-17,5 g/dL)

• Hematócrito: 51% (VR: 40-50%)

• Leucócitos: 2.600/mm³ (VR: 4.000-11.000/mm³)

• Neutrófilos: 48%

• Linfócitos: 44% (linfócitos reativos presentes)

• Plaquetas: 82.000/mm³ (VR: 150.000-450.000/mm³)

• AST (TGO): 110 U/L (VR: até 40 U/L)

• ALT (TGP): 95 U/L (VR: até 41 U/L)

• Proteína C Reativa (PCR): 22 mg/L (VR: < 5 mg/L)


Fonte: ALVARENGA, Felipe Queiroz. Farmacêutico bioquímico. Interpretação de exames laboratoriais. São João Del Rei (MG), 2026.


Analise as afirmativas a seguir, com base nos achados clínicos e laboratoriais e no papel do farmacêutico bioquímico na interpretação crítica de exames:


I- A presença de leucopenia, plaquetopenia, hemoconcentração e linfócitos reativos favorece o diagnóstico de infecção viral, sendo o conjunto mais compatível com dengue em fase crítica do que com infecção bacteriana sistêmica.

II- A elevação da PCR descarta etiologia viral, sendo marcador específico de infecção bacteriana, e indica o início imediato de antibioticoterapia empírica.

III- A hemoconcentração evidenciada pelo aumento do hematócrito, associada à plaquetopenia, sugere extravasamento plasmático, mecanismo fisiopatológico característico das formas potencialmente graves da dengue.

IV- A elevação das transaminases, associada à prova do laço positiva, reforça o comprometimento sistêmico e a possibilidade de disfunção endotelial com risco hemorrágico, exigindo monitoramento laboratorial seriado.

V- A artralgia intensa é manifestação frequentemente associada à Chikungunya; contudo, o padrão laboratorial com hemoconcentração e plaquetopenia significativa é mais frequentemente descrito na dengue.


Estão CORRETAS as afirmativas


Alternativas
Q3955358 Farmácia

Considere o caso clínico a seguir para responder a esta questão. 


Caso clínico: Homem, 60 anos, IMC 33 kg/m², sedentário, hipertenso em uso de losartana, com diagnóstico prévio de diabetes mellitus tipo 2 (DM2) há 5 anos, comparece à consulta de acompanhamento. Refere polidipsia, poliúria e fadiga nos últimos meses.


Exames laboratoriais recentes:


• Glicemia de jejum: 186 mg/dL (VR: 70-99 mg/dL)

• Hemoglobina glicada (HbA1c): 9,3% (VR: < 5,7%; meta terapêutica usual para DM2: < 7%)

• Colesterol LDL: 148 mg/dL (VR: < 100 mg/dL para pacientes de risco)

• Triglicerídeos: 242 mg/dL (VR: < 150 mg/dL)

• Creatinina: 1,0 mg/dL (TFG estimada normal)


Fonte: ALVARENGA, Felipe Queiroz. Farmacêutico bioquímico. Interpretação de exames laboratoriais – bioquímica associado a tratamento farmacológico. São João Del Rei (MG), 2026.


Considerando os dados clínicos e laboratoriais apresentados, bem como os princípios do tratamento farmacológico e não farmacológico do DM2, analise as afirmativas a seguir:


I- Os valores de glicemia de jejum e HbA1c indicam controle glicêmico inadequado, justificando reavaliação terapêutica associada a intervenções no estilo de vida.


II- A manutenção isolada da metformina pode ser insuficiente diante de HbA1c persistentemente acima da meta, sendo indicada terapia combinada com outro agente antidiabético, uma vez que diferentes mecanismos de ação permitem melhor controle da resistência insulínica e da hiperglicemia crônica.


III- A adoção de plano alimentar individualizado, redução ponderal e prática regular de atividade física contribuem para a melhora da sensibilidade à insulina e redução dos níveis glicêmicos.


IV- A presença de dislipidemia associada ao DM2 aumenta o risco cardiovascular, sendo necessária abordagem integrada que contemple controle glicêmico e tratamento dos fatores de risco associados.


V- A HbA1c de 9,3% encontra-se dentro da meta terapêutica recomendada para a maioria dos pacientes com DM2, não havendo indicação de ajuste farmacológico no momento.


Estão CORRETAS apenas as afirmativas



Alternativas
Respostas
941: B
942: A
943: C
944: D
945: A
946: D
947: E
948: C
949: A
950: A
951: C
952: D
953: B
954: B
955: D
956: E
957: D
958: C
959: B
960: A