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Para analista judiciário - área administrativa
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No contexto internacional, amplia-se o debate em torno do desenvolvimento da sociedade. Ao analisar os dados apresentados nos dois fóruns, conclui-se que
A forma verbal grifada na frase acima denota, no contexto,
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o do grifado acima está na frase:
I. O texto sugere que Paulinho "suspirou de alívio" porque também ele julgava enfadonho "mostrar a cidade".
II. Para o cronista, a representação artística da natureza peca por eliminar os aspectos rústicos das paisagens.
III. A referência aos turistas foi feita para exemplificar a "lenta osmose inconsciente" de que fala o autor.
Em relação ao texto, está correto o que se afirma APENAS em
I. a natureza real do campo.
II. a natureza como paisagem representada.
III. as belezas naturais de uma cidade.
IV. a natureza poética como criação da Verdade.
O cronista RESISTE a admirar a natureza nas acepções indicadas APENAS em
A humanidade tem dominado a natureza a fim de tornar
a vida cada vez mais longa e mais cômoda. Essas vantagens se
expandiram para um número crescente de seres humanos.
Graças à combinação dessas duas tendências, os homens
imaginaram que seria possível construir uma utopia em que
todos teriam acesso a tudo: todos, pelas mudanças sociais; a
tudo, por causa dos avanços técnicos. No século XX, numa
demonstração de arrogância, muitos chegaram a marcar o ano
2000 como a data da inauguração dessa utopia.
Neste início de século, vemos que a técnica superou as
expectativas. Os seres humanos dispõem de uma variedade de
bens e serviços inimagináveis até há bem pouco tempo, que
aumentaram substancialmente a esperança de vida, ampliaram
o tempo livre a ser usufruído e ainda oferecem a possibilidade
de realizar sonhos de consumo. Mas a história social não cumpriu
a parte que lhe cabia no acordo, e uma parcela considerável
da humanidade ficou excluída dos benefícios. Ainda mais
grave: o avanço técnico correu a uma velocidade tão grande
que passou a aumentar a desigualdade e a ameaçar a estabilidade
ecológica do planeta. A exclusão deixou de ser vista como
uma etapa a ser superada: é um estado ao qual bilhões de
seres humanos - os excluídos da modernidade - estão
condenados.
Na modernidade técnica, o processo social, tanto entre
os capitalistas mais liberais quanto entre os socialistas mais
ortodoxos, é analisado do ponto de vista econômico, ignorandose
ou relegando-se a um segundo plano os aspectos sociais e
os éticos. Já no século XIX, na luta pela abolição da escravidão,
Joaquim Nabuco procurava encarar o processo social
sob três óticas: a moral, a social e a econômica. Mais de um
século passado, é urgente retomar essa visão triangular, se se
deseja superar a barbárie da exclusão.
(Cristovam Buarque. Admirável mundo atual. S. Paulo: Geração
Editorial, 2001, pp. 188 e 328)

