Questões de Concurso
Para técnico em eletrotécnica
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Na figura abaixo é mostrado o circuito terminal para alimentação de um chuveiro elétrico com potência de 3300 W e tensão de 220 V. Assinale a alternativa na qual consta, RESPECTIVAMENTE, o valor da corrente elétrica de projeto e o número de condutores carregados. Considere tanto o fator de potência quanto o rendimento do chuveiro como sendo iguais à unidade.
Sobre as condições mecânicas das linhas aéreas que compõem uma instalação elétrica de média tensão, é CORRETO afirmar que:
De acordo com a NBR 14039, que trata das instalações elétricas em média tensão, as instalações devem ser projetadas e construídas para suportar com segurança os efeitos térmicos e mecânicos resultantes de correntes de curto-circuito. Assinale a alternativa na qual consta um tipo de curto-circuito que NÃO deve ser considerado nestes projetos.
Motores em corrente contínua podem ter a velocidade de rotação do eixo do rotor controlada pela tensão de terminal aplicada na armadura ou pela variação do fluxo na bobina de campo. Sobre esse aspecto de motores de corrente contínua, é CORRETO afirmar que:
Numa pequena indústria, existem 8 motores monofásicos, em que cada um consome 2000 VA com fator de potência 0,8. Um circuito de iluminação com 50 luminárias fluorescentes, sendo que cada luminária contem 4 lâmpadas de 40 W. Um segundo circuito de iluminação com 10 lâmpadas de vapor de mercúrio de 1000 W. Sabendo-se que os motores funcionam 10 horas por dia, as lâmpadas fluorescentes funcionam quatro horas por dia e as lâmpadas de vapor de mercúrio funcionam 2 horas por dia, qual será o consumo de energia ao final de 24 dias de operação?
Um transformador ideal está sendo utilizado no circuito da figura seguinte. Assinale a alternativa que corresponde à relação de espiras que fará com que a fonte entregue a máxima potência possível.
Sendo a corrente de projeto de um circuito terminal identificada por IB, a corrente nominal de um disjuntor termomagnético por IN, e a capacidade de condução de corrente do condutor utilizado pelo circuito terminal por IZ. Dada as seguintes proposições:
I - IZ deve ser sempre maior que IB.
II - IB deve ser sempre maior que IN.
III - IN deve ser menor do que IZ.
IV - IZ deve ser sempre menor que IB.
Analise as proposições anteriores e assinale a opção CORRETA, em conformidade com a NBR 5410.
O esquema de comando apresentado na figura seguinte foi empregado para o acionamento de um motor de indução trifásico para o fechamento e abertura de um portão de uma garagem. As chaves fins de cursos são acionadas uma na abertura total e a outra no fechamento total do portão. Analise o diagrama e as proposições de I a IV seguintes:
I - A contatora K1 é responsável pelo acionamento do motor para a abertura do portão.
II - Uma vez iniciada a abertura do portão, essa ação poderá ser cancelada a qualquer momento.
III - Uma vez iniciado o fechamento do portão, essa ação poderá ser cancelada a qualquer momento.
IV - Após abertura total do portão, esse será fechado automaticamente após 5s.
Assinale a alternativa CORRETA.
Um galvanômetro G foi utilizado para construir um voltímetro; a resistência que foi utilizada tem o valor igual a R. Se este voltímetro for utilizado para medir a tensão no resistor RL indicado na figura seguinte, considerando-se que RI=RL=R, é CORRETO afirmar que o erro percentual de medição será igual a:
Sobre o método de dimensionamento de condutores através da queda de tensão, é CORRETO afirmar que:
Um técnico foi designado para realizar um ensaio em um transformador de 220/12V, 240W, 1∅. Para a realização do ensaio, ele utilizou um multímetro, colocou uma ponta de prova em cada um dos terminais de baixa tensão do transformador. É CORRETO afirmar que:
O valor da resistência equivalente entre os pontos a e do circuito abaixo é:
Um motor trifásico de 10 CV deverá ser ligado em uma rede 220/380 trifásica. Para que não haja danos e nem mau funcionamento do motor, a tensão indicada na placa dele DEVE ser:
De acordo com a figura apresentada abaixo é CORRETO afirmar que as indicações dos voltímetros VA e VB serão:
Considerações sobre a loucura
Ferreira Gullar
Ouço frequentemente pessoas opinarem sobre tratamento psiquiátrico sem na verdade conhecerem o problema. É bacana ser contra internação. Por isso mesmo traçam um retrato equivocado de como os pacientes eram tratados no passado em manicômios infernais por médicos que só pensavam em torturá-los com choques elétricos, camisas de força e metê-los em solitárias.
Por isso mesmo exaltam o movimento antimanicomial, que se opõe à internação dos doentes mentais. Segundo eles, os pacientes são metidos em hospitais psiquiátricos porque a família quer se ver livre deles. Só pode fazer tal afirmação quem nunca teve que conviver com um doente mental e, por isso, ignora o tormento que tal situação pode implicar.
Nada mais doloroso para uma mãe ou um pai do que ter de admitir que seu filho é esquizofrênico e ser, por isso, obrigado a interná-lo. Há certamente pais que se negam a fazê-lo, mas ao custo de ser por ele agredido ou vê-lo por fim à própria vida, jogando-se da janela do apartamento.
Como aquelas pessoas não enfrentam tais situações, inventam que os hospitais psiquiátricos, ainda hoje, são locais de tortura. Ignoram que as clínicas atuais, em sua maioria, graças aos remédios neuroléticos, nada têm dos manicômios do passado.
Recentemente, num desses programas de televisão, ouvi pessoas afirmarem que o verdadeiro tratamento psiquiátrico foi inventado pela médica Nise da Silveira, que curava os doentes com atividades artísticas. Trata-se de um equívoco. A terapia ocupacional, artística ou não, jamais curou algum doente.
Trata-se, graças a Nise, de uma ocupação que lhe dá prazer e, por mantê-lo ocupado, alivia-lhe as tensões psíquicas. Quando o doente é, apesar de louco, um artista talentoso, como Emygdio de Barros ou Arthur Bispo do Rosário, realiza-se artisticamente e encontra assim um modo de ser feliz.
Graças à atividade dos internados no Centro Psiquiátrico Nacional, do Engenho de Dentro, no Estado do Rio, criou-se o Museu de Imagens do Inconsciente, que muito contribuiu para o reconhecimento do valor estético dos artistas doentes mentais. Mas é bom entender que não é a loucura que torna alguém artista; de fato, ele é artístico apesar de louco.
Tanto isso é verdade que, das dezenas de pacientes que trabalharam no ateliê do Centro Psiquiátrico, apenas quatro ou cinco criaram obras de arte. Deve-se reconhecer, também, que conforme a personalidade de cada um seu estado mental compõe a expressão estética que produz.
No tal programa de TV, alguém afirmou que, graças a Nise da Silveira, o tratamento psiquiátrico tornou-se o que é hoje. Não é verdade, isso se deve à invenção dos remédios neurolépticos que possibilitam o controle do surto psíquico.
É também graças a essa medicação que as internações se tornaram menos frequentes e, quando necessárias, duram pouco tempo – o tempo necessário ao controle do surto por medicação mais forte. Superada a crise, o paciente volta para casa e continua tomando as doses necessárias à manutenção da estabilidade mental.
Não pretendo com esses argumentos diminuir a extraordinária contribuição dada pela médica Nise da Silveira ao tratamento dos doentes mentais no Brasil. Fui amigo dela e acompanhei de perto, juntamente com Mário Pedrosa, o seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional.
Uma das qualidades dela era o seu afeto pelas pessoas e particularmente pelo doente mental. Eis um exemplo: como o Natal se aproximava, ela perguntou aos pacientes o que queriam de presente. Emygdio respondeu: um guarda-chuva.
Como dentro do hospital naturalmente não chovia, ela concluiu que ele queria ir embora para casa. E era. Ela providenciou para que levasse consigo tinta e tela, a fim de que não parasse de pintar.
Ele se foi, mas, passado algum tempo, alguém toca a campainha do gabinete da médica. Ela abre a porta, era o Emygdio, de paletó, gravata e maleta na mão. “Voltei para continuar pintando, porque lá em casa não dava pé.” E ficou pintando ali até completar 80 anos, quando, por lei, teve que deixar o hospital e ir para um abrigo de idosos, onde morreu anos depois.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2016/02/174 1258-consideracoes-sobre-a-loucura.shtml)
Considerações sobre a loucura
Ferreira Gullar
Ouço frequentemente pessoas opinarem sobre tratamento psiquiátrico sem na verdade conhecerem o problema. É bacana ser contra internação. Por isso mesmo traçam um retrato equivocado de como os pacientes eram tratados no passado em manicômios infernais por médicos que só pensavam em torturá-los com choques elétricos, camisas de força e metê-los em solitárias.
Por isso mesmo exaltam o movimento antimanicomial, que se opõe à internação dos doentes mentais. Segundo eles, os pacientes são metidos em hospitais psiquiátricos porque a família quer se ver livre deles. Só pode fazer tal afirmação quem nunca teve que conviver com um doente mental e, por isso, ignora o tormento que tal situação pode implicar.
Nada mais doloroso para uma mãe ou um pai do que ter de admitir que seu filho é esquizofrênico e ser, por isso, obrigado a interná-lo. Há certamente pais que se negam a fazê-lo, mas ao custo de ser por ele agredido ou vê-lo por fim à própria vida, jogando-se da janela do apartamento.
Como aquelas pessoas não enfrentam tais situações, inventam que os hospitais psiquiátricos, ainda hoje, são locais de tortura. Ignoram que as clínicas atuais, em sua maioria, graças aos remédios neuroléticos, nada têm dos manicômios do passado.
Recentemente, num desses programas de televisão, ouvi pessoas afirmarem que o verdadeiro tratamento psiquiátrico foi inventado pela médica Nise da Silveira, que curava os doentes com atividades artísticas. Trata-se de um equívoco. A terapia ocupacional, artística ou não, jamais curou algum doente.
Trata-se, graças a Nise, de uma ocupação que lhe dá prazer e, por mantê-lo ocupado, alivia-lhe as tensões psíquicas. Quando o doente é, apesar de louco, um artista talentoso, como Emygdio de Barros ou Arthur Bispo do Rosário, realiza-se artisticamente e encontra assim um modo de ser feliz.
Graças à atividade dos internados no Centro Psiquiátrico Nacional, do Engenho de Dentro, no Estado do Rio, criou-se o Museu de Imagens do Inconsciente, que muito contribuiu para o reconhecimento do valor estético dos artistas doentes mentais. Mas é bom entender que não é a loucura que torna alguém artista; de fato, ele é artístico apesar de louco.
Tanto isso é verdade que, das dezenas de pacientes que trabalharam no ateliê do Centro Psiquiátrico, apenas quatro ou cinco criaram obras de arte. Deve-se reconhecer, também, que conforme a personalidade de cada um seu estado mental compõe a expressão estética que produz.
No tal programa de TV, alguém afirmou que, graças a Nise da Silveira, o tratamento psiquiátrico tornou-se o que é hoje. Não é verdade, isso se deve à invenção dos remédios neurolépticos que possibilitam o controle do surto psíquico.
É também graças a essa medicação que as internações se tornaram menos frequentes e, quando necessárias, duram pouco tempo – o tempo necessário ao controle do surto por medicação mais forte. Superada a crise, o paciente volta para casa e continua tomando as doses necessárias à manutenção da estabilidade mental.
Não pretendo com esses argumentos diminuir a extraordinária contribuição dada pela médica Nise da Silveira ao tratamento dos doentes mentais no Brasil. Fui amigo dela e acompanhei de perto, juntamente com Mário Pedrosa, o seu trabalho no Centro Psiquiátrico Nacional.
Uma das qualidades dela era o seu afeto pelas pessoas e particularmente pelo doente mental. Eis um exemplo: como o Natal se aproximava, ela perguntou aos pacientes o que queriam de presente. Emygdio respondeu: um guarda-chuva.
Como dentro do hospital naturalmente não chovia, ela concluiu que ele queria ir embora para casa. E era. Ela providenciou para que levasse consigo tinta e tela, a fim de que não parasse de pintar.
Ele se foi, mas, passado algum tempo, alguém toca a campainha do gabinete da médica. Ela abre a porta, era o Emygdio, de paletó, gravata e maleta na mão. “Voltei para continuar pintando, porque lá em casa não dava pé.” E ficou pintando ali até completar 80 anos, quando, por lei, teve que deixar o hospital e ir para um abrigo de idosos, onde morreu anos depois.
(Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2016/02/174 1258-consideracoes-sobre-a-loucura.shtml)
Analise a Figura 12 e assinale a alternativa correta.
