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A maioria dos estudos de coorte tem como objetivo primário a comparação da incidência do desfecho entre indivíduos expostos (IE) e não expostos (I0), o que é feito a partir do cálculo de medidas de associação baseadas em diferenças de incidências (IE - I0) ou em razão de incidências (IE ÷ I0).
Todos os estudos de coorte fazem análises retrospectivas dos casos estudados e dos fatores de risco.
Uma característica dos estudos de coorte é que os participantes são randomizados pelos fatores de exposição (exemplo:sujeito exposto e não exposto).
Esses estudos contribuem para se entender como o tabaco, a radiação ionizante e outros fatores ambientais ou ocupacionais podem aumentar o risco de câncer.
Segundo dados do INCA, as regiões Norte e Nordeste do Brasil apresentam as mais altas taxas de incidência de câncer de pulmão.
Ao final do século XX, o câncer de pulmão se tornou uma das principais causas de morte evitável.
Não há evidências na literatura de que pessoas com história familiar de câncer de pulmão apresentem risco aumentado para o aparecimento da doença.
A sobrevida média cumulativa total em cinco anos varia entre 50% e 60% em países desenvolvidos, e 20% nos países em desenvolvimento.
Esse tipo de câncer é geralmente detectado em estágios iniciais, uma vez que a sintomatologia nos estágios iniciais da doença é comum.
O câncer de pulmão é o tipo mais comum de câncer no mundo, e o que mais conduz ao óbito.
Importantes fatores de risco para o câncer de pulmão são: exposição ao asbesto, ao gás radioativo radônio e à poluição do ar, assim como infecções pulmonares de repetição e a deficiência ou o excesso de vitamina A.
Comparados aos não fumantes, os tabagistas têm cerca de cinco vezes mais risco de desenvolver câncer de pulmão.
Estima-se que 80% a 90% da incidência de câncer de pulmão seja atribuída ao fumo.
Os estudos analíticos são mais apropriados para testar hipóteses, por exemplo, medindo a associação entre a exposição de um individuo a um fator de risco e a doença subsequente.
Os estudos descritivos identificam características pessoais, localização geográfica e períodos de tempo que podem estar associados a um risco baixo ou elevado de câncer.
Os estudos analíticos caracterizam a prevalência de um fator de risco e ou a ocorrência de uma doença em uma população.
Estudos epidemiológicos são frequentemente caracterizados como observacionais.
Uma vantagem dos estudos observacionais é que fatores externos outros podem estar correlacionados tanto com o fator de exposição (exemplo: tabagismo) quanto à doença de interesse do estudo (exemplo: enfisema pulmonar).
Uma característica fundamental dos estudos epidemiológicos é que o status de exposição dos participantes é determinado por fatores outros que não a randomização.
O uso de serviços preventivos, a eliminação de fatores de risco e a adoção de hábitos de vida saudáveis são pouco importantes na determinação do envelhecimento saudável.