Questões de Concurso Para analista de comunicação

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Q840020 Português

                             A morte e a morte do poeta


      Ao ler o seu necrológio no jornal outro dia, o pianista Marcos Resende primeiro tratou de verificar que estava vivo, bem vivo. Em seguida gravou uma mensagem na sua secretária eletrônica: “Hoje é 27 e eu não morri. Não posso atender porque estou na outra linha dando a mesma explicação”. Quando li esta nota, me lembrei de como tudo neste mundo caminha cada vez mais depressa. Em 1862, chegou aqui a notícia da morte de Gonçalves Dias.

      O poeta estava a bordo do Grand Condé havia cinquenta e cinco dias. O brigue chegou a Marselha com um morto a bordo. À falta de lazareto, o navio estava obrigado à caceteação da quarentena. Gonçalves Dias tinha ido se tratar na Europa e logo se concluiu que era ele o morto. A notícia chegou ao Instituto Histórico durante uma sessão presidida por d. Pedro II. Suspensa a sessão, começaram as homenagens ao que era tido e havido como o maior poeta do Brasil.

      Suspeitar que podia ser mentira? Impossível. O imperador, em pleno Instituto Histórico, só podia ser verdade. Ofícios fúnebres solenes foram celebrados na Corte e na província. Vinte e cinco nênias saíram publicadas de estalo. Joaquim Serra, Juvenal Galeno e Bernardo Guimarães debulharam lágrimas de esguicho, quentes e sinceras. O grande poeta! O grande amigo! Que trágica perda! As comunicações se arrastavam a passo de cágado. Mal se começava a aliviar o luto fechado, dois meses depois chegou o desmentido: morreu, uma vírgula! Vivinho da silva.

      A carta vinha escrita pela mão do próprio poeta: “É mentira! Não morri, nem morro, nem hei de morrer nunca mais!” Entre exclamações, citou Horácio: “Não morrerei de todo.” Todavia, morreu, claro. E morreu num naufrágio, vejam a coincidência. Em 1864, trancado na sua cabine do Ville de Boulogne, à vista da costa do Maranhão. Seu corpo não foi encontrado. Terá sido devorado pelos tubarões. Mas o poeta, este de fato não morreu.

      [...]

(Adaptado de: RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p.107-8) 

Joaquim Serra, Juvenal Galeno e Bernardo Guimarães debulharam lágrimas de esguicho, quentes e sinceras.


O verbo transitivo empregado com o mesmo tipo de complemento com que foi empregado o verbo grifado acima está em:

Alternativas
Q840018 Português

                             A morte e a morte do poeta


      Ao ler o seu necrológio no jornal outro dia, o pianista Marcos Resende primeiro tratou de verificar que estava vivo, bem vivo. Em seguida gravou uma mensagem na sua secretária eletrônica: “Hoje é 27 e eu não morri. Não posso atender porque estou na outra linha dando a mesma explicação”. Quando li esta nota, me lembrei de como tudo neste mundo caminha cada vez mais depressa. Em 1862, chegou aqui a notícia da morte de Gonçalves Dias.

      O poeta estava a bordo do Grand Condé havia cinquenta e cinco dias. O brigue chegou a Marselha com um morto a bordo. À falta de lazareto, o navio estava obrigado à caceteação da quarentena. Gonçalves Dias tinha ido se tratar na Europa e logo se concluiu que era ele o morto. A notícia chegou ao Instituto Histórico durante uma sessão presidida por d. Pedro II. Suspensa a sessão, começaram as homenagens ao que era tido e havido como o maior poeta do Brasil.

      Suspeitar que podia ser mentira? Impossível. O imperador, em pleno Instituto Histórico, só podia ser verdade. Ofícios fúnebres solenes foram celebrados na Corte e na província. Vinte e cinco nênias saíram publicadas de estalo. Joaquim Serra, Juvenal Galeno e Bernardo Guimarães debulharam lágrimas de esguicho, quentes e sinceras. O grande poeta! O grande amigo! Que trágica perda! As comunicações se arrastavam a passo de cágado. Mal se começava a aliviar o luto fechado, dois meses depois chegou o desmentido: morreu, uma vírgula! Vivinho da silva.

      A carta vinha escrita pela mão do próprio poeta: “É mentira! Não morri, nem morro, nem hei de morrer nunca mais!” Entre exclamações, citou Horácio: “Não morrerei de todo.” Todavia, morreu, claro. E morreu num naufrágio, vejam a coincidência. Em 1864, trancado na sua cabine do Ville de Boulogne, à vista da costa do Maranhão. Seu corpo não foi encontrado. Terá sido devorado pelos tubarões. Mas o poeta, este de fato não morreu.

      [...]

(Adaptado de: RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p.107-8) 

Considerando-se o contexto, o segmento cujo sentido está adequadamente expresso em outras palavras é:
Alternativas
Q840016 Português

                             A morte e a morte do poeta


      Ao ler o seu necrológio no jornal outro dia, o pianista Marcos Resende primeiro tratou de verificar que estava vivo, bem vivo. Em seguida gravou uma mensagem na sua secretária eletrônica: “Hoje é 27 e eu não morri. Não posso atender porque estou na outra linha dando a mesma explicação”. Quando li esta nota, me lembrei de como tudo neste mundo caminha cada vez mais depressa. Em 1862, chegou aqui a notícia da morte de Gonçalves Dias.

      O poeta estava a bordo do Grand Condé havia cinquenta e cinco dias. O brigue chegou a Marselha com um morto a bordo. À falta de lazareto, o navio estava obrigado à caceteação da quarentena. Gonçalves Dias tinha ido se tratar na Europa e logo se concluiu que era ele o morto. A notícia chegou ao Instituto Histórico durante uma sessão presidida por d. Pedro II. Suspensa a sessão, começaram as homenagens ao que era tido e havido como o maior poeta do Brasil.

      Suspeitar que podia ser mentira? Impossível. O imperador, em pleno Instituto Histórico, só podia ser verdade. Ofícios fúnebres solenes foram celebrados na Corte e na província. Vinte e cinco nênias saíram publicadas de estalo. Joaquim Serra, Juvenal Galeno e Bernardo Guimarães debulharam lágrimas de esguicho, quentes e sinceras. O grande poeta! O grande amigo! Que trágica perda! As comunicações se arrastavam a passo de cágado. Mal se começava a aliviar o luto fechado, dois meses depois chegou o desmentido: morreu, uma vírgula! Vivinho da silva.

      A carta vinha escrita pela mão do próprio poeta: “É mentira! Não morri, nem morro, nem hei de morrer nunca mais!” Entre exclamações, citou Horácio: “Não morrerei de todo.” Todavia, morreu, claro. E morreu num naufrágio, vejam a coincidência. Em 1864, trancado na sua cabine do Ville de Boulogne, à vista da costa do Maranhão. Seu corpo não foi encontrado. Terá sido devorado pelos tubarões. Mas o poeta, este de fato não morreu.

      [...]

(Adaptado de: RESENDE, Otto Lara. Bom dia para nascer. São Paulo: Cia das Letras, 2011, p.107-8) 

No texto, o autor contrapõe fundamentalmente
Alternativas
Q765226 Comunicação Social
Acerca de layout e planejamento visual gráfico, é incorreto afirmar que
Alternativas
Q765225 Comunicação Social
O planejamento gráfico dos veículos de comunicação evoluiu assim como a respectiva natureza. A esse respeito, assinale a alternativa que indica características do planejamento gráfico para internet.
Alternativas
Q765224 Comunicação Social
No que se refere ao conceito de assessoria de imprensa, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q765223 Comunicação Social
Uma das importantes funções da assessoria de imprensa é atender à demanda de outros jornalistas por informações, ou seja, atender à mídia de uma forma geral. Quanto ao atendimento da mídia pela assessoria de imprensa, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q765222 Jornalismo
Quanto ao lead, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q765221 Jornalismo
Acerca dos tipos de notícia, é correto afirmar que a
Alternativas
Q765220 Jornalismo
O jornalismo que apresenta segmentação e atividades especializadas é aquele que se conhece por jornalismo especializado. Não são formas de jornalismo especializado o
Alternativas
Q765219 Jornalismo
A cobertura jornalística online promove diferentes possibilidades de interação com o leitor. Com relação às características desse tipo de jornalismo, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q765218 Jornalismo
Com o crescimento da internet e a facilidade de acesso às redes pelos tablets e smartphones, cada vez mais o jornalismo digital ganha espaço. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q765217 Jornalismo
A pirâmide invertida é uma das principais técnicas do texto jornalístico, principalmente para o jornal impresso. Acerca dessa técnica, é correto afirmar que
Alternativas
Q765216 Comunicação Social
O texto do rádio tem características peculiares que devem ser consideradas para a transmissão da informação em um veículo no qual o ouvinte cria a imagem da notícia mentalmente. No que se refere ao texto do rádio, é correto afirmar que a (o)
Alternativas
Q765215 Jornalismo
O texto jornalístico apresenta diferentes características para cada um dos veículos de comunicação. Assim, há características distintas para o meio impresso, o rádio, a televisão e a internet. A esse respeito, assinale a alternativa incorreta.
Alternativas
Q765214 Jornalismo
As diferentes funções do jornalista na redação são importantes para o bom funcionamento do veículo de comunicação, e, cada uma delas apresenta particularidades distintas. No que se refere ao editor de texto do jornal, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q765213 Jornalismo
O jornalista é importante na sociedade da informação, pois é responsável por levá-la isenta e com qualidade à população. Para exercer a respectiva profissão, ele pode ocupar diversas funções em uma redação de rádio, jornal ou revista, entre as quais a função de
Alternativas
Q765212 Jornalismo
Entre as atribuições do departamento comercial da empresa jornalística, estão
Alternativas
Q765211 Jornalismo
A empresa jornalística é composta por diversos departamentos que sistematizam as respectivas atividades. Entre os que compõem a empresa jornalística, encontra-se o departamento
Alternativas
Q765210 Comunicação Social
No que se refere à propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons e imagens no Brasil, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
1861: E
1862: D
1863: B
1864: C
1865: A
1866: D
1867: E
1868: B
1869: D
1870: C
1871: B
1872: A
1873: D
1874: B
1875: C
1876: E
1877: A
1878: B
1879: E
1880: C