Questões de Concurso
Para professor - religião
Foram encontradas 413 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Considere a tabela abaixo estruturada no programa Microsoft Excel, contendo informações sobre o inventário de um escritório:
Um técnico de suporte precisa preencher um relatório e aplicou a seguinte fórmula na célula B5: =CONT.VALORES(B1:B4) - CONT.NÚM(B1:B4). O resultado obtido pelo técnico na célula B5 será:
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Considerando o trecho “[...] só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.”, analise os enunciados abaixo e, em seguida, considerando V como verdadeira e F como falsa, selecione a alternativa correta.
I. A expressão “só lhe restava” sugere que o personagem não dispunha de alternativas para enfrentar o problema da seca.
II. O emprego da expressão “como negro fugido” intensifica a condição de extrema vulnerabilidade de Fabiano.
III. As escolhas lexicais feitas pelo narrador limitam-se a informar sobre o deslocamento de Fabiano e sua família, sem acrescentar efeitos de sentido que contribuam para a interpretação do leitor.
IV. O uso da comparação “como negro fugido” intensifica a argumentação do narrador, pois amplia a percepção do leitor sobre a gravidade da situação vivida por Fabiano e sua família.
Para a questão, leia o trecho da obra “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos:
“A VIDA na fazenda se tornara difícil. Sinha Vitória benzia-se tremendo, manejava o rosário, mexia os beiços rezando rezas desesperadas. Encolhido no banco do copiar, Fabiano espiava a catinga amarela, onde as folhas secas se pulverizavam, trituradas pelos redemoinhos, e os garranchos se torciam, negros, torrados. No céu azul as últimas arribações tinham desaparecido. Pouco a pouco os bichos se finavam, devorados pelo carrapato. E Fabiano resistia, pedindo a Deus um milagre.
Mas quando a fazenda se despovoou, viu que tudo estava perdido, combinou a viagem com a mulher, matou o bezerro morrinhento que possuíam, salgou a carne, largou-se com a família, sem se despedir do amo. Não poderia nunca liquidar aquela dívida exagerada. Só lhe restava jogar-se ao mundo, como negro fugido.
Saíram de madrugada. Sinha Vitória meteu o braço pelo buraco da parede e fechou a porta da frente com a taramela. Atravessaram o pátio, deixaram na escuridão o chiqueiro e o curral, vazios, de porteiras abertas, o carro de bois que apodrecia, os juazeiros. Ao passar junto às pedras onde os meninos atiravam cobras mortas, sinhá Vitória lembrou-se da cachorra Baleia, chorou, mas estava invisível e ninguém percebeu o choro.
Desceram a ladeira, atravessaram o rio seco, tomaram rumo para o sul. Com a fresca da madrugada, andaram bastante, em silêncio, quatro sombras no caminho estreito coberto de seixos miúdos — os meninos à frente, conduzindo trouxas de roupa, sinhá Vitória sob o baú de folha pintada e a cabaça de água, Fabiano atrás, de facão de rasto e faca de ponta, a cuia pendurada por uma correia amarrada ao cinturão, o aió a tiracolo, a espingarda de pederneira num ombro, o saco da matalotagem no outro. “
[...]
(Adaptado de: GRACILIANO, Ramos. Vidas Secas. 71 ed. São Paulo: Record, 1996, p. 116-117)
Para a questão, analise a charge abaixo:
TEXTO II

(Fonte: NINIU. [Não existe racismo. Tanto que você está empregado, né segurança?]. Instagram: @chargesdoniniu. [S. l.], 13 ago. 2023. Disponível em: <https://www.instagram.com/chargesdoniniu/ >. Acesso em: 10 jul. 2026.)
Para a questão, analise a situação-problema abaixo:
Sobre a atuação da Fifa na designação dos países sede da Copa do Mundo, imaginemos que dois jornais de expressividade regional (doravante Jornal A e Jornal B) publiquem as seguintes manchetes:
Manchete 1 (Jornal A)
“A Fifa priorizou aspectos financeiros na definição dos EUA como uma das sedes da Copa do Mundo em 2026”
Manchete 2 (Jornal B)
“A fome financeira da Fifa determinou a escolha dos EUA como uma das sedes do mundial em 2026”
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Para a questão, leia atentamente o texto a seguir:
A Copa das incertezas
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente?
Por IVANILDO SAMPAIO
Publicado em 22/02/2026 às 0:00 | Atualizado em 23/02/2026 às 9:05

O jogador Vinicius, craque do Real Madri e da Seleção Brasileira de Futebol, foi, mais uma vez, recentemente, vítima de agressões racistas vindas de um jogador do Benfica, e da própria torcida do time português, num jogo válido pela Champions League, quando seu time derrotou a equipe portuguesa com um gol de sua autoria. Não foi a primeira vez e certamente não será a última em que o grande craque sofrerá agressões de torcedores e adversários, que não aceitam seu talento, sua coragem em campo e fora dele, jamais se curvando diante desses ataques covardes, quase sempre ocorridos sob o anonimato das arquibancadas, sem que a Fifa, até hoje, tenha tomado medidas duras e punitivas para combater esse tipo de violência anônima e suja.
Resolvesse, por exemplo, que a equipe onde o agressor atua seria punida com perda total da renda da partida, proibição de mando de campo e confisco dos pontos, se os conquistou, na partida onde a agressão aconteceu - certamente isso deixaria de ocorrer. Mas, até hoje, não houve, por parte da Fifa e das Confederações Continentais, uma decisão séria e dura para combater esse tipo de crime, porque, sob o manto da lei, racismo é crime. E Vinicius, assim como outros jogadores negros, continuam sendo agredidos nos mais diferentes estádios do mundo. Inclusive no Brasil.
Trago de volta esse triste episódio envolvendo, mais uma vez, Vinicius Junior, diante de uma realidade irreversível e preocupante: o Campeonato Mundial de Futebol, que será realizado este ano, pela primeira vez tendo três países como sede. Só mesmo a ganância e fome financeira de uma instituição como a Fifa, muitas vezes palco de corrupção desenfreada e escândalos que envolveram, inclusive "cartolas" brasileiros. Mas, e a Copa do Mundo, tendo como sede Os Estados Unidos, o Canadá e o México? Como vai acabar isso? E o turista que pretende ver a Copa, o que deve fazer? Reservar Hotel nos três países? Pular de um para outro, acompanhando a sua Seleção, desde que ela avance etapa por etapa? Encontrará hotel disponível?
Os dois primeiros países têm pouco tradição no futebol: o México é considerado uma "potência média", com experiência de já ter sido sede de Copa do Mundo, inclusive quando viu a Seleção Brasileira de Pelé, Gérson, Jairzinho, Rivelino e outros craques conquistaram o tricampeonato e a Taça Jules Rimet, que posteriormente seria roubada e derretida, sem que ninguém jamais tenha sido punido por isso. Os Estados Unidos tentam comprar com o dinheiro o talento que seus jogadores não têm: virou o paraíso de grandes craques em final de carreira, como aconteceu com Pelé, que foi jogar no Cosmos quando já há algum tempo havia "pendurado" as chuteiras no Brasil.
A pergunta que agora se faz: Como será uma Copa do Mundo realizada nos três países? E nos Estados Unidos? O racismo se fará presente nos Estádios de Futebol? O que se pode esperar de um país onde seu presidente, Donald Trump, coloca nas redes sociais uma montagem dos corpos de dois macacos com os rostos de um ex-presidente e de sua mulher, como ele fez com Barak Obama e sua mulher Michelle? Que ocuparam a Presidência com uma dignidade que ele jamais terá? Os torcedores terão liberdade e apoio para expor seu racismo com as bênçãos da Casa Branca?
Será permitido xingar e tentar humilhar jogadores negros, alguns muito mais dignos do que aqueles brancos que os xingam? E o Canadá? Possui ou não um histórico de racismo em sua sociedade, mesmo com seus portões abertos para a imigração? E a Fifa? Também se curvará ao poder de Trump, sob a ameaça de ser adquirida por ele, assim como ele já "comprou" a Venezuela e ameaça comprar a Groelândia?
É bom lembrar que, pelo menos até agora", não há, no Brasil, um clima de confiança na Seleção que que vai defender a tradição brasileiras nessa Copa "Tripartite". Os torcedores ainda se mostram cautelosos, sentem que não há, entre os que vão vestir a camisa verde-amarela um grande craque que, mesmo depois de Pelé, se colocavam acima da média, como Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho, Romário e Zico.
Não tenho conhecimento de atos de racismo contra nenhum desses craques. Até porque quando algum deles se irritava, era o goleiro adversário quem pagava a conta, indo apanhar a bola no fundo das redes. E o treinador Carlo Anceloti, merece a fortuna que está recebendo?
Que Vinicius continue combatendo esse racismo criminoso e inaceitável e, se puder, quando estiver irritado, faça como aqueles craques das Seleções de outrora: mande, com um sorriso malandro, os adversários irem também apanhar a bola no fundo das redes.
(SAMPAIO, Ivanildo. A Copa das incertezas. Jornal do Commercio, Recife, 22 fev. 2026. Disponível em: https://jc.uol.com.br/opiniao/artigo/2026/02/22/a-copa-das-incertezas.html. Acesso em: 10 jul. 2026)
Durante a realização de uma reunião da comissão de celebrações da comunidade Porto do Céu, foi essencial que um dos membros assumisse a função de registrar os assuntos discutidos, os nomes dos presentes, bem como as decisões aprovadas.
Diante dessa situação-problema, o gênero textual mais adequado para fazer o registro é:
I.O ecumenismo defende a fusão de todas as religiões em uma única crença universal.
II.O movimento ecumênico visa promover o diálogo inter-religioso sem desrespeitar a identidade de cada religião.
III.O ecumenismo contribui para a cidadania ao incentivar a cooperação entre diferentes comunidades religiosas em causas sociais.
I.A revelação religiosa é um fenômeno exclusivamente coletivo, sempre mediado por rituais públicos.
II.A revelação refere-se à comunicação de verdades divinas ao ser humano, podendo ocorrer de forma individual ou coletiva.
III.O caráter sagrado da revelação é inquestionável e está sempre registrado em textos canônicos.
Assinale a alternativa correta: