Questões de Concurso Para técnico em análises clínicas

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Ano: 2014 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: Prefeitura de Jucurutu - RN
Q1196683 Português
VICIADOS EM REDES SOCIAIS
João Loes

O vício em redes sociais é uma realidade e tem impactos impossíveis de ignorar. Um dos primeiros estudos a revelar a força dessa nova dependência de forma inconteste foi apresentado em fevereiro de 2012 pela Universidade de Chicago. Depois de acompanhar a rotina de checagem de atualizações em redes sociais de 205 pessoas por sete dias, os pesquisadores concluíram que resistir ao Facebook e ao Twitter é mais difícil do que dizer “não” ao álcool e ao cigarro. Uma consulta aos números do programa de dependência de internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (IPq HCUSP) dá contornos brasileiros ao argumento posto pelos americanos de Chicago.

Cerca de 25% dos pacientes que buscam ajuda no programa do IPq o fazem atrás de tratamento para o vício em redes sociais. “E esse percentual deve aumentar”, afirma Dora Góes, psicóloga do programa. O vício em redes sociais é forte como o da dependência química. Como o viciado em drogas, que, com o tempo, precisa de doses cada vez maiores de uma substância para ter o efeito entorpecente parecido com o obtido no primeiro contato, o viciado em Facebook também necessita se expor e ler as confissões de amigos com cada vez mais frequência para saciar sua curiosidade e narcisismo. Sintomas de crise de abstinência, como ansiedade, acessos de raiva, suores e até depressão, quando há afastamento da rede, também são comuns.

Atualmente, a atenção em torno do assunto é tamanha que já há setores defendendo 18 a inclusão da dependência por redes sociais no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. O pedido mais incisivo veio de um time formado por quatro psiquiatras da Universidade de Atenas, na Grécia, que publicou um artigo na revista acadêmica “European Psychiatry” com uma descrição assustadora da rotina de uma paciente de 24 anos completamente viciada. Trazida à clínica pelos pais, ela passava cinco horas por dia no Facebook, havia perdido os amigos reais, o emprego, a vida social e, aos poucos, estava perdendo a saúde, pois já não dormia nem se alimentava bem. “A paciente usava a internet havia sete anos e nunca tinha tido problemas”, diz o artigo. “A rede social é que foi o gatilho para o distúrbio do impulso.” Considerando a escala potencialmente planetária desse novo candidato à doença – o Facebook tem 901 milhões de usuários no mundo, sendo 46,3 milhões no Brasil, o segundo país com maior participação da Terra –, o pleito é mais do que razoável.
Entender as razões dessa compulsão em ascensão é um desafio. Por que usamos tanto e, às vezes, até preferimos esses canais para nos comunicar? Carlos Florêncio, coach e consultor em desenvolvimento pessoal há 20 anos, com mais de 60 mil atendimentos no currículo, tem uma teoria: “Nas redes sociais, temos controle absoluto sobre quem somos”, diz ele. Lá, as vidas são editadas para que só os melhores momentos, as mais belas fotos e os detalhes mais interessantes do dia a dia sejam expostos. Até os defeitos, quando compartilhados, são cuidadosamente escolhidos. E isso tem um custo imenso. São poucas as pessoas que conseguem, de fato, viver o ideal que projetam, o que gera grande frustração. E mais: privilegiar as relações mediadas pela internet compromete as nossas habilidades sociais no mundo real. “Desaprendemos a olhar no olho, interpretar os sinais corporais e dar a atenção devida a quem está ali, diante da gente”, diz Dora, do IPq-HCUSP.

Mas nem tudo é ruim nas teias das redes sociais. Pelo contrário. Grande parte do que elas oferecem é bom. O problema é saber dosar o uso para que as vantagens não sejam ofuscadas pelo vício que surge com os excessos. Afinal, cair no canto da sereia virtual é fácil e conveniente. As redes sociais são a cocaína da era digital e estamos todos viciados. Você não está sozinho.

Disponível em <http://www.istoe.com.br/reportagens/204040_VICIADOS+EM+REDES+SOCIAIS>.Acesso em: 20 ago.2014.[Adaptado]

No texto, o propósito comunicativo dominante é
Alternativas
Ano: 2014 Banca: COMPERVE - UFRN Órgão: Prefeitura de Jucurutu - RN
Q1182230 Português
VICIADOS EM REDES SOCIAIS
João Loes
O vício em redes sociais é uma realidade e tem impactos impossíveis de ignorar. Um dos primeiros estudos a revelar a força dessa nova dependência de forma inconteste foi apresentado em fevereiro de 2012 pela Universidade de Chicago. Depois de acompanhar a rotina de checagem de atualizações em redes sociais de 205 pessoas por sete dias, os pesquisadores concluíram que resistir ao Facebook e ao Twitter é mais difícil do que dizer “não” ao álcool e ao cigarro. Uma consulta aos números do programa de dependência de internet do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (IPq HCUSP) dá contornos brasileiros ao argumento posto pelos americanos de Chicago.
Cerca de 25% dos pacientes que buscam ajuda no programa do IPq o fazem atrás de tratamento para o vício em redes sociais. “E esse percentual deve aumentar”, afirma Dora Góes, psicóloga do programa. O vício em redes sociais é forte como o da dependência química. Como o viciado em drogas, que, com o tempo, precisa de doses cada vez maiores de uma substância para ter o efeito entorpecente parecido com o obtido no primeiro contato, o viciado em Facebook também necessita se expor e ler as confissões de amigos com cada vez mais frequência para saciar sua curiosidade e narcisismo. Sintomas de crise de abstinência, como ansiedade, acessos de raiva, suores e até depressão, quando há afastamento da rede, também são comuns.
Atualmente, a atenção em torno do assunto é tamanha que já há setores defendendo 18 a inclusão da dependência por redes sociais no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, da Associação Americana de Psiquiatria. O pedido mais incisivo veio de um time formado por quatro psiquiatras da Universidade de Atenas, na Grécia, que publicou um artigo na revista acadêmica “European Psychiatry” com uma descrição assustadora da rotina de uma paciente de 24 anos completamente viciada. Trazida à clínica pelos pais, ela passava cinco horas por dia no Facebook, havia perdido os amigos reais, o emprego, a vida social e, aos poucos, estava perdendo a saúde, pois já não dormia nem se alimentava bem. “A paciente usava a internet havia sete anos e nunca tinha tido problemas”, diz o artigo. “A rede social é que foi o gatilho para o distúrbio do impulso.” Considerando a escala potencialmente planetária desse novo candidato à doença – o Facebook tem 901 milhões de usuários no mundo, sendo 46,3 milhões no Brasil, o segundo país com maior participação da Terra –, o pleito é mais do que razoável.
Entender as razões dessa compulsão em ascensão é um desafio. Por que usamos tanto e, às vezes, até preferimos esses canais para nos comunicar? Carlos Florêncio, coach e consultor em desenvolvimento pessoal há 20 anos, com mais de 60 mil atendimentos no currículo, tem uma teoria: “Nas redes sociais, temos controle absoluto sobre quem somos”, diz ele. Lá, as vidas são editadas para que só os melhores momentos, as mais belas fotos e os detalhes mais interessantes do dia a dia sejam expostos. Até os defeitos, quando compartilhados, são cuidadosamente escolhidos. E isso tem um custo imenso. São poucas as pessoas que conseguem, de fato, viver o ideal que projetam, o que gera grande frustração. E mais: privilegiar as relações mediadas pela internet compromete as nossas habilidades sociais no mundo real. “Desaprendemos a olhar no olho, interpretar os sinais corporais e dar a atenção devida a quem está ali, diante da gente”, diz Dora, do IPq-HCUSP.
Mas nem tudo é ruim nas teias das redes sociais. Pelo contrário. Grande parte do que elas oferecem é bom. O problema é saber dosar o uso para que as vantagens não sejam ofuscadas pelo vício que surge com os excessos. Afinal, cair no canto da sereia virtual é fácil e conveniente. As redes sociais são a cocaína da era digital e estamos todos viciados. Você não está sozinho.
Disponível em <http://www.istoe.com.br/reportagens/204040_VICIADOS+EM+REDES+SOCIAIS>.Acesso em: 20 ago.2014.[Adaptado]
Leia o trecho a seguir:
“Trazida à clínica pelos pais, ela passava cinco horas por dia no Facebook, havia perdido os amigos reais [...].”
A exemplo do que ocorre nesse trecho, o uso do acento grave (indicativo da crase) também está correto em:
Alternativas
Q825956 Biomedicina - Análises Clínicas
O exame de urina é considerado o primeiro exame realizado na medicina laboratorial. Os médicos eram capazes de obter informações diagnósticas a partir da observação da cor, turbidez, cheiro e volume. Até hoje esses dados ainda fazem parte do exame de urina. As instruções de coleta de urina variam para o tipo de exame a ser realizado. A coleta da amostra aleatória de urina em frasco não estéril é ideal para qual exame?
Alternativas
Q825955 Biomedicina - Análises Clínicas
As amostras de sangue são coletadas em frascos contendo diferentes tipos de anticoagulantes. Para evitar a possibilidade de contaminação com aditivos de um tubo de coleta para outro, é recomendada uma ordem de coleta que deve ser seguida. A correta sequência de coleta de sangue em tubos de plástico é:
Alternativas
Q825954 Biomedicina - Análises Clínicas
Em geral, é preconizado um período de jejum para a coleta de exames de sangue para evitar que a turbidez na amostra que ocorre após as refeições interfira em alguns métodos analíticos. Para crianças, o jejum recomendado é de aproximadamente:
Alternativas
Q825953 Biomedicina - Análises Clínicas
Os ensaios de proficiência em laboratórios clínicos têm a finalidade de avaliar o desempenho do laboratório por meio de comparações interlaboratoriais. É uma ferramenta de controle de qualidade baseada na avaliação de ensaios realizados por diferentes laboratórios em materiais idênticos ou similares. Os benefícios do ensaio de proficiência na rotina incluem:
Alternativas
Q825952 Biomedicina - Análises Clínicas
O erro de um resultado de exame é influenciado pelas variabilidades na coleta de amostra, variabilidade de transporte, variabilidade analítica e também na variabilidade biológica. O controle interno é uma das ferramentas para a minimização da variabilidade analítica. Para uma prática diária de controle eficiente da fase analítica, deve-se considerar as seguintes ações, EXCETO:
Alternativas
Q825951 Medicina
Poluição ambiental é toda contaminação do ar, água ou solo por quantidades indesejáveis de matéria ou energia e que prejudica a vida. A poluição gerada pela liberação de energia como luz, calor e som causam sintomas relacionados ao sistema nervoso. Esses sintomas podem ser:
Alternativas
Q825950 Meio Ambiente
A preocupação com a preservação do meio ambiente e da vida tem sido motivo de reuniões mundiais. Entre as medidas propostas, foi elaborado um dos mais ambiciosos projetos de combate ao aquecimento global. Assinale a alternativa que indica um dos países que têm se negado a validar esse documento.
Alternativas
Q825949 Meio Ambiente
No Brasil produzem-se cerca de 700 gramas de lixo por pessoa por dia, constituído por restos alimentares, metais, plásticos, vidros e papéis. O problema do lixo é muito sério e soluções têm sido propostas. Assinale a alternativa que corresponde ao correto manuseio do lixo.
Alternativas
Q825948 Meio Ambiente

A água é a substância mais abundante do planeta e também dentro de nosso corpo. Sobre o tema, considere as seguintes afirmativas:

1. A água possui alto calor específico, que é a quantidade de calor para elevar em 1 ºC um grama de água.

2. As moléculas de água aderem a moléculas polares e apolares.

3. A água é o único fluido que, ao congelar, se expande e se torna menos denso que a forma líquida.

4. A água tem o grande poder de dissolução.

Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q825947 Biomedicina - Análises Clínicas
Os fatores que influenciam o risco de adquirir uma infecção cuja fonte principal é o sangue dependem da quantidade de sangue que envolve a exposição, da quantidade do agente e de qual foi o tratamento administrado. Assinale a alternativa que apresenta o vírus que tem a maior incidência em contaminar os profissionais em um acidente com perfurocortante.
Alternativas
Q825946 Biomedicina - Análises Clínicas

O laboratório tem como característica um ambiente onde são utilizados materiais potencialmente infecciosos, incluindo perfurocortantes, como agulhas lâminas e pinças. Sobre o assunto, numere as descrições da coluna da direita de acordo com sua correspondência com a coluna da esquerda.

1. Perfurocortante.

2. Risco de acidente.

3. Contaminação.

4. Patógeno.

5. Plano de controle de exposição.

( ) Documento escrito que identifica os processos que oferecem riscos aos profissionais.

( ) Presença de agentes potencialmente infecciosos em uma superfície.

( ) Qualquer material pontiagudo capaz de provocar perfurações.

( ) Qualquer fator que coloque o trabalhador em situação de perigo e que possa afetar sua integridade.

( ) Micro-organismo que pode provocar doenças.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta da coluna da direita, de cima para baixo.

Alternativas
Q825945 Biomedicina - Análises Clínicas
Para o diagnóstico laboratorial em alguns exames na sorologia, deve-se inativar o soro para evitar interferência do complemento na reação. Assinale a alternativa que apresenta o modo como a inativação é realizada.
Alternativas
Q825944 Biomedicina - Análises Clínicas
O isolamento de N. gonorrhoeae de amostras genitais é geralmente dificultado pela presença de contaminantes da microbiota local. O meio de cultura utilizado para essa finalidade é:
Alternativas
Q825943 Biomedicina - Análises Clínicas
O laboratório clínico, assim como outros ambientes de trabalho, é um sistema complexo, onde há interação de pessoas, equipamentos de alta tecnologia e rotinas organizacionais preestabelecidas. As rotinas normalmente são descritas em procedimentos operacionais padrão, denominados “POP”. Sobre esses procedimentos, é correto afirmar que neles deverão constar os seguintes elementos:
Alternativas
Q825942 Biomedicina - Análises Clínicas
O diagnóstico presuntivo das infecções é obtido pela bacterioscopia pelo método de Gram, o qual classifica as bactérias em dois grandes grupos (Gram-positivas e Gram-negativas). A respeito dessa coloração, é correto afirmar:
Alternativas
Q825941 Biomedicina - Análises Clínicas
A coprocultura é o método que pesquisa agentes causadores de diarreia. Como nas fezes há quantidades enormes de bactérias, o uso de meios seletivos é essencial. O meio de shilose-lisina-desoxicolato (XLD) é indicado para isolamento de:
Alternativas
Q825940 Biomedicina - Análises Clínicas
O Mycobacterium leprae – o bacilo de Hansen – é bactéria responsável pela lepra. Para a pesquisa do M. Leprae, deve-se coletar material das lesões cutâneas. O método utilizado para a pesquisa do bacilo de Hansen nessas lesões é: 
Alternativas
Q825939 Biomedicina - Análises Clínicas

A semeadura para o cultivo quantitativo de bactérias baseia-se na semeadura de um volume conhecido de material. Numere os procedimentos abaixo na sequência em que a prática de semeadura é realizada:

( ) Observar a integridade da película formada até despontar na parte superior da placa.

( ) Distribuir material em linha reta de uma extremidade a outra.

( ) Obter o volume definido pela técnica com o auxílio da alça calibrada.

( ) Homogeneizar o material com agitação manual ou vórtex.

( ) Perpendicularmente, distribuir novamente o material por toda a superfície.

( ) Repetir o mesmo procedimento por três vezes, até que a superfície da placa esteja seca.

Assinale a alternativa que apresenta a numeração correta, de cima para baixo.

Alternativas
Respostas
1181: D
1182: D
1183: E
1184: A
1185: A
1186: C
1187: E
1188: B
1189: C
1190: E
1191: D
1192: B
1193: A
1194: A
1195: C
1196: E
1197: C
1198: E
1199: D
1200: E