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Q678985 Português

    Caso de recenseamento

    Carlos Drummond de Andrade


    O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.
    — Não quero comprar nada.
    — Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.
    — Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém.
    Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim? 
    E fecha-lhe a porta.
    Ele bate de novo.
    — O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?
    — A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas perguntinhas.
    — Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!
    A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.
    — Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!
    — Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele. 
    (Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário).
    — Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.
    — E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! 
    — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.
    — Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo! 
    O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convence-o de que não é nem camelô nem policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.
    E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida, da curiosidade do governo.
    — O senhor tem filhos, seu Ediraldo?
    — Tenho três, sim senhor.
    — Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?
    — Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.
    — Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?
    — Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.
    — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...
    — Isso eu não sei, não me lembro.
    E, voltando-se para a cozinha:
    — Mulher, sabes o nome da Pipoca?
    A mulher aparece confusa.
    — Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.
    Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.
    — Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?
    — Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente.
    Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

    Releia o texto e analise as afirmativas abaixo a respeito da colocação pronominal.
    I. Na frase: “O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções”, o pronome destacado refere-se a esposa, uma vez que o gesto é feita para que ela se cale.
    II. Na frase: “O agente explica-lhe tudo com calma”, o pronome destacado se refere ao marido.
    III. Na frase: “Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar”, o pronome destacado se refere ao marido.'
    É correto o que se afirma em 
    Alternativas
    Q678984 Português

      Caso de recenseamento

      Carlos Drummond de Andrade


      O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.
      — Não quero comprar nada.
      — Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.
      — Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém.
      Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim? 
      E fecha-lhe a porta.
      Ele bate de novo.
      — O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?
      — A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas perguntinhas.
      — Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!
      A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.
      — Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!
      — Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele. 
      (Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário).
      — Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.
      — E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! 
      — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.
      — Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo! 
      O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convence-o de que não é nem camelô nem policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.
      E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida, da curiosidade do governo.
      — O senhor tem filhos, seu Ediraldo?
      — Tenho três, sim senhor.
      — Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?
      — Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.
      — Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?
      — Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.
      — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...
      — Isso eu não sei, não me lembro.
      E, voltando-se para a cozinha:
      — Mulher, sabes o nome da Pipoca?
      A mulher aparece confusa.
      — Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.
      Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.
      — Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?
      — Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente.
      Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

      Assinale a alternativa correta cujo termo destacado seja um exemplo de verbo na forma nominal.
      Alternativas
      Q678983 Português

        Caso de recenseamento

        Carlos Drummond de Andrade


        O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.
        — Não quero comprar nada.
        — Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.
        — Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém.
        Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim? 
        E fecha-lhe a porta.
        Ele bate de novo.
        — O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?
        — A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas perguntinhas.
        — Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!
        A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.
        — Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!
        — Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele. 
        (Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário).
        — Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.
        — E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! 
        — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.
        — Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo! 
        O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convence-o de que não é nem camelô nem policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.
        E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida, da curiosidade do governo.
        — O senhor tem filhos, seu Ediraldo?
        — Tenho três, sim senhor.
        — Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?
        — Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.
        — Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?
        — Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.
        — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...
        — Isso eu não sei, não me lembro.
        E, voltando-se para a cozinha:
        — Mulher, sabes o nome da Pipoca?
        A mulher aparece confusa.
        — Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.
        Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.
        — Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?
        — Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente.
        Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

        Na frase: “O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias", o termo “aonde" está empregado de maneira correta. Assinale a alternativa na qual os termos “onde” e “aonde" estejam empregados INCORRETAMENTE. 
        Alternativas
        Q678982 Português

          Caso de recenseamento

          Carlos Drummond de Andrade


          O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.
          — Não quero comprar nada.
          — Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.
          — Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém.
          Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim? 
          E fecha-lhe a porta.
          Ele bate de novo.
          — O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?
          — A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas perguntinhas.
          — Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!
          A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.
          — Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!
          — Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele. 
          (Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário).
          — Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.
          — E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! 
          — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.
          — Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo! 
          O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convence-o de que não é nem camelô nem policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.
          E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida, da curiosidade do governo.
          — O senhor tem filhos, seu Ediraldo?
          — Tenho três, sim senhor.
          — Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?
          — Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.
          — Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?
          — Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.
          — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...
          — Isso eu não sei, não me lembro.
          E, voltando-se para a cozinha:
          — Mulher, sabes o nome da Pipoca?
          A mulher aparece confusa.
          — Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.
          Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.
          — Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?
          — Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente.
          Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

          Na frase: “A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo”, o narrador, ao dizer que o agente estava obstinado, se refere ao fato de que ele estava 
          Alternativas
          Q678981 Português

            Caso de recenseamento

            Carlos Drummond de Andrade


            O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.
            — Não quero comprar nada.
            — Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.
            — Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém.
            Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim? 
            E fecha-lhe a porta.
            Ele bate de novo.
            — O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?
            — A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas perguntinhas.
            — Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!
            A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.
            — Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!
            — Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele. 
            (Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário).
            — Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.
            — E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! 
            — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.
            — Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo! 
            O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convence-o de que não é nem camelô nem policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.
            E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida, da curiosidade do governo.
            — O senhor tem filhos, seu Ediraldo?
            — Tenho três, sim senhor.
            — Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?
            — Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.
            — Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?
            — Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.
            — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...
            — Isso eu não sei, não me lembro.
            E, voltando-se para a cozinha:
            — Mulher, sabes o nome da Pipoca?
            A mulher aparece confusa.
            — Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.
            Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.
            — Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?
            — Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente.
            Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

            Na frase: — O senhor, outra vez?!, a senhora que atende o pesquisador, demonstra
            Alternativas
            Q678980 Português

              Caso de recenseamento

              Carlos Drummond de Andrade


              O agente do recenseamento vai bater numa casa de subúrbio longínquo, aonde nunca chegam as notícias.
              — Não quero comprar nada.
              — Eu não vim vender, minha senhora. Estou fazendo o censo da população e lhe peço o favor de me ajudar.
              — Ah moço, não estou em condições de ajudar ninguém.
              Tomara eu que Deus me ajude. Com licença, sim? 
              E fecha-lhe a porta.
              Ele bate de novo.
              — O senhor, outra vez?! Não lhe disse que não adianta me pedir auxílio?
              — A senhora não me entendeu bem, desculpe. Desejo que me auxilie, mas é a encher este papel. Não vai pagar nada, não vou lhe tomar nada. Basta respondera umas perguntinhas.
              — Não vou respondera perguntinha nenhuma, estou muito ocupada, até logo!
              A porta é fechada de novo, de novo o agente obstinado tenta restabelecer o diálogo.
              — Sabe de uma coisa? Dê o fora depressa antes que eu chame meu marido!
              — Chame sim, minha senhora, eu me explico com ele. 
              (Só Deus sabe o que irá acontecer. Mas o rapaz tem uma ideia na cabeça: é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário, é preciso preencher o questionário).
              — Que é que há? — resmunga o marido, sonolento, descalço e sem camisa, puxado pela mulher.
              — E esse camelô aí que não quer deixar a gente sossegada! 
              — Não sou camelô, meu amigo, sou agente do censo.
              — Agente coisa nenhuma, eles inventam uma besteira qualquer, depois empurram a mercadoria! A gente não pode comprar mais nada este mês, Ediraldo! 
              O marido faz-lhe um gesto para calar-se, enquanto ele estuda o rapaz, suas intenções. O agente explica-lhe tudo com calma, convence-o de que não é nem camelô nem policial nem cobrador de impostos nem enviado de Tenório Cavalcanti. A ideia , de recenseamento, pouco a pouco, vai se instalando naquela casa, penetrando naquele espírito. Não custa atender ao rapaz, que é bonzinho e respeitoso.
              E como não há despesa nem ameaça de despesa ou incômodo de qualquer ordem, começa a informar, obscuramente orgulhoso de ser objeto, pela primeira vez na vida, da curiosidade do governo.
              — O senhor tem filhos, seu Ediraldo?
              — Tenho três, sim senhor.
              — Pode me dizer a graça deles, por obséquio? Com a idade de cada um?
              — Pois não. Tenho o Jorge Independente, de 14 anos; o Miguel Urubatã, de 10; e a Pipoca, de 4.
              — Muito bem, me deixe tomar nota. Jorge... Urubatã... E a Pipoca, como é mesmo o nome dela?
              — Nós chamamos ela de Pipoca porque é doida por pipoca.
              — Se pudesse me dizer como é que ela foi registrada...
              — Isso eu não sei, não me lembro.
              E, voltando-se para a cozinha:
              — Mulher, sabes o nome da Pipoca?
              A mulher aparece confusa.
              — Assim de cabeça eu não guardei. Procura o papel na gaveta.
              Reviram a gaveta, não acham a certidão de registro civil.
              — Só perguntando à madrinha dela, que foi quem inventou o nome. Pra nós ela é Pipoca, tá bom?
              — Pois então fica se chamando Pipoca, decide o agente.
              Muito obrigado, seu Ediraldo, muito obrigado, minha senhora, disponham!

              Assinale a alternativa que apresenta a definição correta do termo “recenseamento”.
              Alternativas
              Q601660 Segurança da Informação
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              Alternativas
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              Alternativas
              Q601658 Redes de Computadores
              “É baseado na técnica de espelhamento. Nesta configuração do RAID, os dados são espelhados para oferecer uma tolerância à falha. O conjunto do RAID consiste de dois drives de discos e todas as gravações são feitas em ambos os discos. O espelhamento é transparente ao host. Durante uma falha do disco, o impacto na recuperação dos dados em um RAID desse nível é o menor entre todas as implementações RAID. Isso porque a controladora do RAID utiliza o drive espelhado para a recuperação de dados. É adequado para aplicativos que necessitam de uma alta disponibilidade sem restrições de custo."

              O texto acima apresenta o nível do RAID: 
              Alternativas
              Q601657 Segurança da Informação
              Considere as recomendações seguintes.

              I. Colocar as linhas de energia e de telecomunicações que entram nas instalações de processamento da informação no subterrâneo, sempre que possível.

              II. Proteger o cabeamento de redes contra interceptações não autorizadas ou danos, por exemplo, usando conduítes.

              III. Segregar os cabos de energia dos cabos de comunicações, para evitar interferências.

              IV. Marcar de forma clara e identificável os cabos e equipamentos, a fim de minimizar erros de manuseio.

              Com relação à segurança do cabeamento, a norma ISO 27002 sugere que sejam considerados os itens: 
              Alternativas
              Q601656 Segurança da Informação
              A norma ISO 27001 afirma que a organização deve identificar e avaliar opções para o tratamento de riscos, considerando um conjunto de ações que não inclui:
              Alternativas
              Q601655 Sistemas Operacionais
              O sistema de arquivos do Linux ext4 apresenta bom desempenho, escalabilidade e confiabilidade. Teoricamente pode suportar volumes com tamanho máximo de até:
              Alternativas
              Q601654 Sistemas Operacionais
              Para listar arquivos e pastas ocultos no Linux, o comando ls deve ser utilizado com o parâmetro:
              Alternativas
              Q601653 Sistemas Operacionais
              No Linux, para aplicar a permissão total ao diretório xpto para o dono, para o grupo e para outros, utiliza-se o comando:
              Alternativas
              Q601652 Sistemas Operacionais
              No Linux, para definir que a senha do usuário xpto expirará após 10 dias e que ele será avisado com 2 dias de antecedência para trocar a senha, utiliza-se o comando:
              Alternativas
              Q601651 Sistemas Operacionais
              Em uma máquina que utiliza o Windows Server 2008 houve problemas com o servidor DNS e, após a resolução, certos clientes informaram que conseguem acessar alguns sites, mas não conseguem acessar outros. Considerando que isso aconteceu porque no cache local do cliente existem registros que podem não ser mais válidos, para resolver o problema um Analista liberou e redefiniu o cache do resolvedor do cliente DNS utilizando o comando:
              Alternativas
              Q601650 Sistemas Operacionais
              Em uma janela de prompt de comando com privilégios elevados em um servidor com o Windows Server 2008, um usuário membro do grupo Administradores deseja realizar instalações ou remoções automatizadas de funções (holes), serviços de função (hole services) e recursos (features). Para isso poderá utilizar a ferramenta:
              Alternativas
              Q601649 Governança de TI
              O modelo corporativo para Governança de TI mais conhecido atualmente é o COBIT 5, que tem como um dos cinco princípios básicos:
              Alternativas
              Q601648 Redes de Computadores
              Nas redes que usam Asynchronous Transfer Mode (ATM), os dados são enviados em pequenos pacotes chamados de células, com tamanho de:
              Alternativas
              Q601647 Gerência de Projetos
              Considere a imagem a seguir, referente ao nível de interação entre processos no decorrer do tempo, no gerenciamento de projetos com PMBOK.

                                        Imagem associada para resolução da questão

              As lacunas I, II e III na imagem são preenchidas, correta e respectivamente, com: 
              Alternativas
              Respostas
              3941: A
              3942: B
              3943: B
              3944: C
              3945: B
              3946: A
              3947: E
              3948: D
              3949: C
              3950: A
              3951: C
              3952: C
              3953: A
              3954: E
              3955: A
              3956: B
              3957: B
              3958: E
              3959: B
              3960: B