Questões de Concurso Para analista legislativo - psicologia

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Q3666680 Matemática
Duas lâmpadas piscam em intervalos de 8 segundos e 12 segundos, respectivamente. Se ambas piscam juntas em certo momento, em quantos segundos elas piscarão juntas novamente?
Alternativas
Q3666679 Matemática
Luísa tinha um saldo de (– R$ 50,00) em sua conta bancária, ou seja, um saldo negativo. Ela recebeu um depósito de R$ 120,00 e depois pagou uma conta de R$ 30,00. Qual é o saldo atual de crédito de Luísa?
Alternativas
Q3666678 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Observando-se seus contextos de uso, quais são, respectivamente, as classes de palavras a que pertencem os vocábulos sublinhados em “Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor.” (5º parágrafo)?
Alternativas
Q3666677 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Qual das expressões a seguir NÃO se aplica ao texto como uma lição a ser extraída dele?
Alternativas
Q3666676 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Qual dos trechos a seguir, apresenta uma narrativa enquanto texto?
Alternativas
Q3666675 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
Em “De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro.” (5º parágrafo), quatro palavras seguem a mesma regra de acentuação. Assinale a alternativa que as apresenta corretamente.
Alternativas
Q3666674 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
De acordo com o texto, a resposta atual da autora a palavras e a comportamentos hostis tem sido
Alternativas
Q3666673 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
No trecho “Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada[,] devolvida.” (5º parágrafo), a vírgula entre colchetes foi empregada para
Alternativas
Q3666672 Português
Texto para a questão.

Eles passarão, eu passarinho...

Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado. Que qualidade de vida é essa?

Renata Giraldi | 11/06/24


   A correria do dia a dia tira o nosso sono, obriga que as refeições sejam feitas sempre de maneira açodada, que as conversas com os amigos e pessoas queridas fiquem para depois e que os planos simplesmente não ocorram. Que qualidade de vida é essa? Quando se vê, o tempo passou, aquele amigo adoeceu e não tem mais condições de receber visitas e o prato delicioso não pode ser saboreado porque o restaurante fechou...

   Ah, o tempo. Numa viagem ao Marrocos, eu, como sempre apressada, estava exausta com a longa história interminável e sem fim do guia local, pedi que fosse direto ao ponto. Eis que ele me deu uma das respostas mais inteligentes que já ouvi. "A senhora sabe a diferença entre nós, do Oriente Médio, e vocês"? Acenei negativamente. Veio a resposta: "Vocês têm pressa. Nós? Temos tempo."

   Desde então, parei para pensar na beleza e no prazer das coisas mais simples e cotidianas. Adoro andar devagar pelas ruas de Brasília, olhando as flores e plantas. Escolho a minha favorita e até batizo. Também sou capaz de estacionar o carro em local que nunca passei porque gostei da proposta do lugar: um pastel, um doce e, depois, trato de cuidar do peso na consciência.

   Sim, peso na consciência porque saí da dieta e posso engordar, porque gastei mais tempo no caminho do que deveria e acabei me enrolando para o compromisso seguinte. Mas como diria o marroquino: "Temos tempo". É preciso parar para ter tempo e se dar tempo porque, do contrário, a vida te trava e mostra que ela que manda em você, e não o contrário.

   De uns anos para cá, resolvi seguir a máxima de uma grande amiga que sobreviveu a três cânceres - mama, útero e cérebro. Segundo ela, depois desse desafio, ela passou a dar valor ao que realmente tem valor. Antes, eu era a brigona. Não deixava passar nada, um desaforo era rebatido, uma palavra mal colocada, devolvida. Agora?

   Bem, agora, não vou dizer que faço a digestão com tranquilidade. Não, não faço. Mas olho bem para a pessoa, avalio até que ponto ela é importante na minha vida, se responder vai me trazer algum benefício. Em geral, o silêncio é a melhor resposta. As pessoas não estão acostumadas ao silêncio, pois a agressividade anda tão em alta que quando são virulentas, já se preparam para retaliação.

   Lembro-me sempre do meu querido Mario Quintana, quando a repórter perguntou para ele, como reagia, pois, pela terceira vez, teve o nome rejeitado pela Academia Brasileira de Letras (ABL), um sonho cultivado pela mãe do poetinha que imaginava o filho de fardão. Risonho, olhos baixos e uma carinha de quem enxerga ao longe, Quintana respondeu com a icônica frase: "Eles passarão, eu passarinho".


GIRALDI, Renata. Eles passarão, eu passarinho.... Correio Braziliense, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/06/6874830-artigo-elespassarao-eu-passarinho.html. Acesso em: 13 jun. 2024.
A palavra “açodada”, empregada no primeiro parágrafo do texto, significa, no contexto em que se encontra,
Alternativas
Q3666671 Português
Leia o excerto a seguir.

“Aqueça uma frigideira com um fio de azeite e refogue a abobrinha cortada em cubos. Tempere com sal e reserve. Numa tigela, misture os ovos, o creme de leite e o iogurte. Tempere com sal e pimenta a gosto.”

SEFARIM, Isabela. Receita de quiche de abobrinha com alho-poró. Cláudia, 21 de janeiro de 2020. Disponível em: https://claudia.abril.com.br/cozinha/gastronomia/receita-de-quiche-de-abobrinhacom-alho-poro/. Acesso em: 13 jan. 2024.

Qual das expressões apresentadas na opção, extraídas desse excerto, representa uma ocorrência da linguagem conotativa? 
Alternativas
Q3666670 Português

Observe os vocábulos dispostos no quadro a seguir.



Imagem associada para resolução da questão



Quantos desses vocábulos devem receber acento gráfico?

Alternativas
Q3666669 Português

Texto para a questão.


Peixe da Amazônia sensível ao calor intenso


da Revista Pesquisa FAPESP


Nativo da Amazônia e consumido em todo o país, o tambaqui (Colossoma macropomum) se mostrou sensível a agrotóxicos encontrados nos rios da região Norte. Os efeitos se agravam – e as defesas do organismo contra contaminação caem ainda mais – quando os pesticidas agem sob temperaturas mais elevadas que as atuais, como previsto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) submeteram 36 tambaquis jovens, com 35 gramas e 10 centímetros em média, divididos em três grupos, a condições experimentais por 96 horas. Depois, avaliaram os efeitos da mistura de quatro agrotóxicos (os inseticidas clorpirifós e malation, o fungicida carbendazim e o herbicida atrazina) sob as condições ambientais atuais e as previstas para 2100 (com aumento de 5 graus Celsius e de 700 partes por milhão de CO2) sobre sangue, brânquias, fígado, cérebro e músculos. Os pesticidas causaram danos mesmo em baixas concentrações. Quanto maior o calor, mais intensas são as alterações nas enzimas antioxidantes, no DNA e no fígado, reduzindo a capacidade de se ajustar às mudanças climáticas. Conclusão: a combinação de estímulos externos poderia comprometer a sobrevivência da espécie. Após a tilápia (Oreochromis niloticus, uma espécie exótica), o tambaqui é a segunda espécie de peixe mais cultivada no País, principalmente em Rondônia, Maranhão e Roraima. Tem em média 70 cm de comprimento e pode pesar até 30 quilos (Science of The Total Environment, abril).



Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/peixe-da-amazonia-sensivel-ao-calor-intenso/. Acesso em: 14 jun. 2024.

Analisando-se sua estruturação, é possível afirmar que os tipos textuais predominantes no texto apresentado são o
Alternativas
Q3666668 Português

Texto para a questão.


Peixe da Amazônia sensível ao calor intenso


da Revista Pesquisa FAPESP


Nativo da Amazônia e consumido em todo o país, o tambaqui (Colossoma macropomum) se mostrou sensível a agrotóxicos encontrados nos rios da região Norte. Os efeitos se agravam – e as defesas do organismo contra contaminação caem ainda mais – quando os pesticidas agem sob temperaturas mais elevadas que as atuais, como previsto pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) submeteram 36 tambaquis jovens, com 35 gramas e 10 centímetros em média, divididos em três grupos, a condições experimentais por 96 horas. Depois, avaliaram os efeitos da mistura de quatro agrotóxicos (os inseticidas clorpirifós e malation, o fungicida carbendazim e o herbicida atrazina) sob as condições ambientais atuais e as previstas para 2100 (com aumento de 5 graus Celsius e de 700 partes por milhão de CO2) sobre sangue, brânquias, fígado, cérebro e músculos. Os pesticidas causaram danos mesmo em baixas concentrações. Quanto maior o calor, mais intensas são as alterações nas enzimas antioxidantes, no DNA e no fígado, reduzindo a capacidade de se ajustar às mudanças climáticas. Conclusão: a combinação de estímulos externos poderia comprometer a sobrevivência da espécie. Após a tilápia (Oreochromis niloticus, uma espécie exótica), o tambaqui é a segunda espécie de peixe mais cultivada no País, principalmente em Rondônia, Maranhão e Roraima. Tem em média 70 cm de comprimento e pode pesar até 30 quilos (Science of The Total Environment, abril).



Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/peixe-da-amazonia-sensivel-ao-calor-intenso/. Acesso em: 14 jun. 2024.

Qual das expressões a seguir representa o tema orientador do texto? 
Alternativas
Q3666667 Português
Na tirinha a seguir, foram inseridas lacunas, que devem ser preenchidas pelos porquês da escrita em LÍNGUA PORTUGUESA. Observe.

Imagem associada para resolução da questão

GONSALES, Fernando. Níquel Náusea. Folha de São Paulo, 29 de novembro de 2023. Adaptado.

As formas que preenchem respectiva e adequadamente as lacunas do texto são:
Alternativas
Q3666666 Português

analise os textos a seguir.



TEXTO I


Imagem associada para resolução da questão


Disponível em: https://www.comunicacao.df.gov.br/wpconteudo/uploads/2024/02/4-1.png. Acesso em: 14 jun. 2024.



TEXTO II


Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/czq52l4xgypo. Acesso em: 14 jun. 2024.



Quais são, respectivamente, as funções da linguagem que embasam e classificam os textos?

Alternativas
Q3666665 Português
Em qual número, os verbos sinalizados a seguir devem ser flexionados, considerando os contextos em que eles se encontram empregados?

   “Poucos dias antes da estreia da segunda temporada de A Casa do Dragão, a HBO e a Max ______[anunciar] que a produção vai ganhar um terceiro ano. Para a alegria dos fãs, as filmagens ______[começar] ainda em 2024.
   A informação foi revelada pelo The Guardian. Em uma entrevista com o ator Matt Smith, que ______[interpretar] Daemon Targaryen, o jornal britânico afirmou que a terceira temporada do derivado de Game of Thrones começará a ser gravada no fim do ano. “Lá vamos nós de novo”, ______[comentar] o ator.”

AVILA, Gabriel. A Casa do Dragão vai filmar terceira temporada no fim de 2024. Jovem Nerd, 15 de junho de 2024. Disponível em: https://www.jovemnerd.com.br/noticias/series-e-tv/a-casa-dodragao-gravacoes-terceira-temporada. Acesso em: 15 jun. 2024.

Marque a opção que apresenta a classificação CORRETA.
Alternativas
Q3666664 Português
Leia o excerto a seguir.

   “Muitas vezes, o período menstrual chega acompanhado por alguns incômodos comuns, como a cólica e a mudança de humor. Mas, para algumas mulheres, ele é sinônimo de fortes dores de cabeça, que caracterizam a enxaqueca menstrual.
   A ginecologista Maria Carolina Dalboni explica a CAPRICHO que esse tipo de enxaqueca acontece, normalmente, de 2 a 3 dias antes do ciclo menstrual e pode perdurar até a descida mesmo da menstruação. Isso se dá, principalmente, em razão da queda do hormônio chamado estrogênio. [...]”

MORALES, Juliana. O que é enxaqueca menstrual? Conheça os sintomas e tratamentos. Capricho, 08 de junho de 2024. Disponível em: https://capricho.abril.com.br/comportamento/o-que-e-enxaquecamenstrual-conheca-os-sintomas-e-tratamentos/. Acesso em: 13 jun. 2024.

Analise as proposições construídas acerca da configuração sintática desse trecho.

I. O vocábulo “como”, empregado no primeiro período do trecho, introduz uma sequência de exemplos.
II. O conectivo “Mas”, que abre o segundo período do excerto, pode ser substituído por “Contudo” sem que se altere o sentido básico do enunciado.
III. As duas ocorrências da palavra “que” no excerto funcionam como pronomes relativos, o primeiro como introdutor de uma oração adjetiva explicativa, e o segundo, como introdutor de uma oração adjetiva restritiva.
IV. O conectivo “em razão de”, que ocorre no último período do excerto, introduz uma expressão indicativa de consequência.

Marque a opção que apresenta as proposições CORRETAS.
Alternativas
Q3666663 Português
Identifique os processos de formação de palavras que originaram os vocábulos sinalizados no fragmento a seguir.

“A poluição1 atmosférica, provocada pelo ser humano e outras fontes como os incêndios florestais2, está associada a cerca de 135 milhões de mortes prematuras no mundo entre 1980 e 2020, segundo um estudo de uma universidade de Singapura publicada nesta segunda-feira3 (10).”

ESTUDO associa poluição do ar a 135 milhões de mortes prematuras entre 1980 e 2020. Planeta, 11 de junho de 2024. Disponível em: https://revistaplaneta.com.br/estudo-associa-poluicao-do-ar-a-135- milhoes-de-mortes-prematuras-entre-1980-e-2020/. Acesso em: 13 jun. 2024.

Marque a opção que indica a classificação CORRETA.
Alternativas
Q3666662 Português
Assinale a alternativa que apresenta um desvio no que tange à regência verbal padrão.
Alternativas
Q2570544 Psicologia
Sobre conflitos no grupo e resolução de problemas, estudiosos como Idalberto Chiavenato, um autor brasileiro conhecido e respeitado na área de recursos humanos, afirma que “as pessoas nunca têm objetivos, aspirações e interesses idênticos. Essas diferenças sempre produzem alguma espécie de conflito. O conflito é inerente à vida de cada indivíduo e faz parte inevitável da natureza humana. Constitui o lado oposto da cooperação e da colaboração”.
(Chiavenato, 2014 p. 405.)
De acordo com o autor mencionado, o conflito pode ocorrer em três níveis de gravidade; relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Percebido.
2. Manifestado.
3. Experienciado.
( ) Ocorre quando é expressado pelo comportamento de interferência ativa ou passiva por pelo menos uma das partes. É o chamado conflito aberto, que se manifesta sem qualquer dissimulação.
( ) Ocorre quando provoca sentimentos de hostilidade, raiva, medo, descrédito entre uma parte e outra. É o conflito velado, quando é dissimulado, oculto e não manifestado externamente com clareza.
( ) Ocorre quando as partes percebem e compreendem que o conflito existe porque sentem que seus objetivos são diferentes dos objetivos dos outros e que existem oportunidades para interferência ou bloqueio. É o conflito latente que as partes percebem que é potencial.
A sequência está correta em 
Alternativas
Respostas
181: D
182: E
183: B
184: A
185: B
186: D
187: C
188: E
189: C
190: B
191: B
192: E
193: B
194: B
195: C
196: C
197: A
198: D
199: E
200: B