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Esse fato define a mulher que iria revolucionar o tratamento da esquizofrenia e pôr em questão alguns dogmas estéticos em vigor mesmo entre artistas antiacadêmicos e críticos de arte.
A mesma sensibilidade à flor da pele que a fez deixar, horrorizada, a aula de anatomia, levou-a a se opor ao tratamento da esquizofrenia em voga na época em que se formou: o choque elétrico, o choque insulínico, o choque de colabiosol e, pior do que tudo, a lobotomia, que consistia em secionar uma parte do cérebro do paciente. Tomou-se de revolta contra tais procedimentos, negando-se a aplicá-los nos doentes a ela confiados. Foi então que o diretor do hospital, seu amigo, disse-lhe que não poderia mantê-la no emprego, a não ser em outra atividade que não envolvesse o tratamento médico. - Mas qual?, perguntou ela. - Na terapia ocupacional, respondeu-lhe o diretor.
A terapia ocupacional, naquela época, consistia em pôr os internados para lavar os banheiros, varrer os quartos e arrumar as camas. Nise aceitou a proposta e, em pouco tempo, em lugar de faxina, os pacientes trabalhavam em ateliês improvisados, pintando, desenhando, fazendo modelagem com argila e encadernando livros. Desses ateliês saíram alguns dos artistas mais criativos da arte brasileira, cujas obras passaram a constituir o hoje famosíssimo Museu de Imagens do Inconsciente do Centro Psiquiátrico Nacional, situado no Engenho de Dentro, no Rio.
É que sua visão da doença mental diferia da aceita por seus companheiros psiquiatras. Enquanto, para estes, a loucura era um processo progressivo de degenerescência cerebral, que só se poderia retardar com a intervenção direta no cérebro, ela via de outro modo, confiando que o trabalho criativo e a expressão artística contribuiriam para dar ordem e equilíbrio ao mundo subjetivo e afetivo tumultuado pela doença.
Por isso mesmo acredito que o elemento fundamental das realizações e das concepções de Nise da Silveira era o afeto, o afeto pelo outro. Foi por não suportar o sofrimento imposto aos pacientes pelos choques que ela buscou e inventou outro caminho, no qual, em vez de ser vítima da truculência médica, o doente se tornou sujeito criador, personalidade livre capaz de criar um universo mágico em que os problemas insolúveis arrefeciam.
(Adaptado de: GULLAR, Ferreira. A Cura pelo Afeto. Resmungos, São Paulo: Imprensa Oficial, 2007)
Esse fato define a mulher que iria revolucionar o tratamento da esquizofrenia e pôr em questão alguns dogmas estéticos em vigor mesmo entre artistas antiacadêmicos e críticos de arte.
A mesma sensibilidade à flor da pele que a fez deixar, horrorizada, a aula de anatomia, levou-a a se opor ao tratamento da esquizofrenia em voga na época em que se formou: o choque elétrico, o choque insulínico, o choque de colabiosol e, pior do que tudo, a lobotomia, que consistia em secionar uma parte do cérebro do paciente. Tomou-se de revolta contra tais procedimentos, negando-se a aplicá-los nos doentes a ela confiados. Foi então que o diretor do hospital, seu amigo, disse-lhe que não poderia mantê-la no emprego, a não ser em outra atividade que não envolvesse o tratamento médico. - Mas qual?, perguntou ela. - Na terapia ocupacional, respondeu-lhe o diretor.
A terapia ocupacional, naquela época, consistia em pôr os internados para lavar os banheiros, varrer os quartos e arrumar as camas. Nise aceitou a proposta e, em pouco tempo, em lugar de faxina, os pacientes trabalhavam em ateliês improvisados, pintando, desenhando, fazendo modelagem com argila e encadernando livros. Desses ateliês saíram alguns dos artistas mais criativos da arte brasileira, cujas obras passaram a constituir o hoje famosíssimo Museu de Imagens do Inconsciente do Centro Psiquiátrico Nacional, situado no Engenho de Dentro, no Rio.
É que sua visão da doença mental diferia da aceita por seus companheiros psiquiatras. Enquanto, para estes, a loucura era um processo progressivo de degenerescência cerebral, que só se poderia retardar com a intervenção direta no cérebro, ela via de outro modo, confiando que o trabalho criativo e a expressão artística contribuiriam para dar ordem e equilíbrio ao mundo subjetivo e afetivo tumultuado pela doença.
Por isso mesmo acredito que o elemento fundamental das realizações e das concepções de Nise da Silveira era o afeto, o afeto pelo outro. Foi por não suportar o sofrimento imposto aos pacientes pelos choques que ela buscou e inventou outro caminho, no qual, em vez de ser vítima da truculência médica, o doente se tornou sujeito criador, personalidade livre capaz de criar um universo mágico em que os problemas insolúveis arrefeciam.
(Adaptado de: GULLAR, Ferreira. A Cura pelo Afeto. Resmungos, São Paulo: Imprensa Oficial, 2007)
O tema nos encanta, apesar de alguns teóricos afirmarem que o amor é mera invenção da literatura europeia medieval, universalizada, de modo equivocado, pelos autores românticos dos séculos 19 e 20. (Adaptado de: Luiz Felipe Pondé. Folha de S. Paulo, 11/02/2013)
O tema nos encanta, apesar de alguns teóricos afirmarem que o amor é mera invenção da literatura europeia medieval, universalizada, de modo equivocado, pelos autores românticos dos séculos 19 e 20.
Afirma-se corretamente sobre a frase acima:
Considere que, em janeiro de 2012, João tenha completado dezessete anos de idade e começado a cursar Direito, sua primeira graduação. Considere, ainda, que, no fim do mesmo ano, ele tenha sido aprovado em concurso público para um cargo de nível superior. Nessa situação, João estava habilitado para tomar posse no referido cargo em fevereiro de 2013.
O trabalho é determinante para o desenvolvimento das doenças mentais.
Sintomas de estresse ou depressão, podem ser episódicos e até fazer parte de outros quadros clínicos, sendo relevante considerar a coexistência deles, a frequência e intensidade.
(Adaptado de: Lorenzo Mammi. Bravo!, 191, julho de 2013, p. 16-21) 1
Conclui-se corretamente do texto:
(Adaptado de: Lorenzo Mammi. Bravo!, 191, julho de 2013, p. 16-21) 1
Identifica-se relação de causa e consequência entre os seguintes fatos apontados no texto:
A respeito da atuação do psicólogo em equipes de saúde do trabalho, julgue o item a seguir.
Ao exercer a clínica do trabalho, o psicólogo deve observar os processos intersubjetivos vividos pelo trabalhador, os quais consistem
no sentido que cada trabalhador individualmente atribui ao trabalho.
A respeito da atuação do psicólogo em equipes de saúde do trabalho, julgue o item a seguir.
A promoção da saúde mental deve constituir-se de ações direcionadas à eliminação das vivências de sofrimento.
A respeito da atuação do psicólogo em equipes de saúde do trabalho, julgue o item a seguir.
O psicólogo tem o papel de estimular o trabalhar, ou seja, de contribuir para que os indivíduos aprendam a conviver com situações
que envolvam juízo de previsões e prescrições.
Acerca de psicopatologia e psicodinâmica do trabalho e de gestão da saúde do trabalhador, julgue o próximo item.
A defesa da formação reativa é fundamental para a
ressignificação do sofrimento, uma vez que possibilita o
manejo de impulsos inaceitáveis, bem como a expressão desses
impulsos em uma forma antiética.
Acerca de psicopatologia e psicodinâmica do trabalho e de gestão da saúde do trabalhador, julgue o próximo item.
A normopatia no trabalho, patologia em que o indivíduo
apresenta aparente normalidade, é uma doença que impede o
ser humano de explorar novas ideias e agir de forma diferente.
Acerca de psicopatologia e psicodinâmica do trabalho e de gestão da saúde do trabalhador, julgue o próximo item.
A denegação é uma das defesas coletivas mais nocivas à saúde
mental do trabalhador.
Acerca de psicopatologia e psicodinâmica do trabalho e de gestão da saúde do trabalhador, julgue o próximo item.
A sublimação, processo de modificação da finalidade e do
objeto da pulsão, com base nos valores sociais, contribui para
a mobilização subjetiva e o prazer e saúde no trabalho.
Julgue o item seguinte, referente à rotatividade e ao absenteísmo.
O recrutamento de pessoal atinge atualmente profissionais
altamente qualificados, fato este que consiste em uma das
razões da alta rotatividade no serviço público.
Julgue o item seguinte, referente à rotatividade e ao absenteísmo.
Os fatores que contribuem para a ocorrência de absenteísmo
em uma organização incluem fragmentação das atividades,
imposição de ritmos, procedimentos repetitivos, tarefas
envolvendo risco de vida, imprevisibilidade da atividade a ser
executada, ausência de prescrições, rigidez na condução da
atividade e não priorização de atividades.
Julgue o item seguinte, referente à rotatividade e ao absenteísmo.
A avaliação de desempenho — um processo continuamente
retroalimentado por estratégias organizacionais relacionadas à
gestão de pessoas — é uma das principais ferramentas que o
psicólogo dispõe para reduzir a rotatividade em uma
organização.
Julgue o item seguinte, referente à rotatividade e ao absenteísmo.
A análise de tarefas objetiva, entre outros aspectos, manter os
índices de absenteísmo controlados, mediante a descrição de
tarefas, deveres e responsabilidades de determinado cargo.