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Q3259028 Português
Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

"O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias", observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

 "Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária", diz Granado. Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

"Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta", afirma a pesquisadora.

"Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada."

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

"Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia", observa a nutricionista.

"Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder."

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

"O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional", observa Granado.

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.



(Por Thais Carrança - BBC News Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8 go).
Analise a estrutura sintática do primeiro parágrafo do texto e marque a alternativa que traz a análise correta dos termos destacados:

“Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto."
Alternativas
Q3259027 Português
Por que feijão está sumindo do prato dos brasileiros?

Os brasileiros estão perdendo o hábito de comer feijão diariamente, em meio a mudanças culturais, avanço dos alimentos ultraprocessados e aumento de preços do produto.

Seguindo a tendência dos últimos anos, o feijão deixará de ser consumido de forma regular – de 5 a 7 dias na semana – em 2025, conforme estudo do Programa de Pós-graduação em Saúde Pública da Faculdade de Medicina da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).

A partir daquele ano, a maior parte dos brasileiros passará a comer o alimento símbolo nacional com frequência considerada irregular (1 a 4 dias), de acordo com a pesquisa.

A perda de espaço do feijão no prato nacional, e sua substituição por alternativas menos saudáveis, tem consequências para a segurança alimentar e para a saúde da população.

Segundo o levantamento da UFMG, não consumir feijão está associado a uma chance 10% maior de desenvolver excesso de peso e 20% maior de obesidade, em relação à parcela da população que consome o produto com alguma frequência.

A importância histórica, nutricional e social do feijão

"O feijão surgiu de uma miscigenação das nossas heranças culinárias", observa a nutricionista Fernanda Serra Granado, que pesquisou o tema em seu doutorado na UFMG.

Segundo ela, a leguminosa já era um alimento nativo na América, conhecido pelos indígenas, que consumiam os grãos sem caldo, mesmo antes da colonização portuguesa.

Os portugueses acrescentaram o caldo, uma solução encontrada pelas senhoras europeias para umedecer a comida nativa, que elas consideravam muito seca. Trazidos ao Brasil escravizados, os africanos também consumiam o alimento, adicionando seus saberes ao preparo.

Mas a construção do feijão como um símbolo nacional só vai acontecer bem mais para frente, durante o Modernismo Brasileiro dos anos 1920.

 "Aí ele é expresso em poesia, em músicas e é reconhecido como esse símbolo identitário da nossa tradição culinária", diz Granado. Em termos nutricionais, o feijão é rico em proteínas e minerais, incluindo o ferro, além das vitaminas C e do complexo B (à exceção da B12, de origem animal) e fibras solúveis e insolúveis, importantes para o bom funcionamento da digestão.

"Além de ter um excelente perfil nutritivo e ser importante para manutenção da saúde da população, o feijão é um marcador de qualidade da dieta", afirma a pesquisadora.

"Isso porque o indivíduo, quando consome feijão, acaba complementando o prato com outros alimentos saudáveis, como arroz, vegetais, salada e uma proteína animal. Então, em geral, o feijão é um dos componentes de uma refeição nutricionalmente equilibrada."

O que explica a queda de consumo nos últimos anos

Mudanças culturais e o avanço dos ultraprocessados – alimentos calóricos e de baixo valor nutricional – estão no centro da redução do consumo de feijão, segundo a pesquisadora.

"Na década de 1980, há a entrada das grandes transnacionais de alimentos no Brasil e o avanço da participação das mulheres no mercado de trabalho, o que causa uma modificação no perfil de consumo da população, com os ultraprocessados sendo percebidos como uma solução prática para o dia a dia", observa a nutricionista.

"Com o passar do tempo, há também uma perda de práticas culinárias, da habilidade em si de preparar os alimentos, com a tradição de receitas que passavam entre gerações que começa a se perder."

Um terceiro fator que pesa na redução de consumo do feijão é o aumento de preços do produto, observa a especialista.

Em 11 anos, entre janeiro de 2012 e janeiro de 2023, o feijão carioca acumula alta de preços de 122% e o feijão preto, de 186%, comparado a uma inflação geral de 89% no período, segundo o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) da FGV (Fundação Getulio Vargas).

Ou seja, em pouco mais de uma década, o feijão carioca dobrou de preço e o feijão preto, quase triplicou.

Um dos fatores que explica esse encarecimento é a perda de espaço da produção agrícola de feijão para commodities como a soja e o milho, explica Granado.

Segundo dados da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), a área plantada de feijão no Brasil na safra 2022-2023 deverá ser de apenas 859 mil hectares, a menor da série histórica com início em 1976. O número representa uma redução de 65% em relação ao momento de auge, na safra 1981/1982.

"O produtor acaba abandonando a produção de feijão e outros alimentos que possuem valor agregado menor em comparação a commodities como soja e milho, que têm safras muito mais lucrativas, com demanda internacional", observa Granado.

Por fim, com relação à queda maior do consumo entre as mulheres, a especialista avalia que isso pode ser fruto da dupla jornada, que pode estar fazendo com que elas optem com mais frequência pela conveniência dos ultraprocessados.



(Por Thais Carrança - BBC News Brasil em São Paulo. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c90935j2k8 go).
Com base no texto, analise e identifique os fatores que contribuem para a redução do consumo de feijão entre os brasileiros e selecione a alternativa correta:
Alternativas
Q3259025 Português
Matéria de poesia

Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
O homem que possui um pente
e uma árvore serve para poesia

Terreno de 10 x 20, sujo de mato — os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia

Um chevrolé gosmento
Coleção de besouros abstêmios
O bule de Braque sem boca
são bons para poesia

As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo tem seu lugar
na poesia ou na geral.


(Disponivel em:
https://letraselivros.com.br/livro/marina-colasanticronicas-do-cotidiano/)

Identifique na sequência de palavras extraídas do poema de Manoel de Barros aquelas que apresentam as mesmas características quanto à divisão e tonicidade da sílaba.
Alternativas
Q3259024 Português
Matéria de poesia

Todas as coisas cujos valores podem ser
disputados no cuspe à distância
servem para poesia
O homem que possui um pente
e uma árvore serve para poesia

Terreno de 10 x 20, sujo de mato — os que
nele gorjeiam: detritos semoventes, latas
servem para poesia

Um chevrolé gosmento
Coleção de besouros abstêmios
O bule de Braque sem boca
são bons para poesia

As coisas que não levam a nada
têm grande importância
Cada coisa ordinária é um elemento de estima
Cada coisa sem préstimo tem seu lugar
na poesia ou na geral.


(Disponivel em:
https://letraselivros.com.br/livro/marina-colasanticronicas-do-cotidiano/)

Considere as palavras abaixo do poema "Materia de Poesia" de Manoel de Barros e indique se as afirmações são verdadeiras (V) ou falsas (F) quanto à tonicidade da sílaba destacada:

Distância - árvore - chevrolé - coleção – abstêmios - têm – importância - ordinária - préstimo

( ) Distância - A sílaba tônica é oxítona. ( ) Árvore - A sílaba tônica é paroxítona. ( ) Chevrolé - A sílaba tônica é oxítona. ( ) Coleção - A sílaba tônica é paroxítona. ( ) Abstêmios - A sílaba tônica é proparoxítona. ( ) Têm - A sílaba tônica é oxítona. ( ) Importância - A sílaba tônica é paroxítona. ( ) Ordinária - A sílaba tônica é paroxítona. ( ) Préstimo - A sílaba tônica é paroxítona.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3259021 Português
Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Com base ainda no trecho acima, analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta sobre a concordância verbal e nominal:
Alternativas
Q3259018 Português
Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma.

Mas não devia.

A gente se acostuma a morar em apartamento de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E porque à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã, sobressaltado porque está na hora.

A tomar café correndo porque está atrasado. A ler jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíches porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia. A gente se acostuma a abrir a janela e a ler sobre a guerra. E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E aceitando as negociações de paz, aceitar ler todo dia de guerra, dos números da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto. A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que paga. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagará mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com o que pagar nas filas em que se cobra. A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes, a abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema, a engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às besteiras das músicas, às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À luta. À lenta morte dos rios. E se acostuma a não ouvir passarinhos, a não colher frutas do pé, a não ter sequer uma planta. A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente só molha os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer, a gente vai dormir cedo e ainda satisfeito porque tem sono atrasado. A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.

Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.

A gente se acostuma para poupar a vida.

Que aos poucos se gasta, e que, de tanto acostumar, se perde de si mesma.
Considere o trecho da crônica "Eu Sei, Mas Não Devia", de Marina Colassanti, que aborda a temática do hábito de se acostumar com diversas situações da vida urbana. Analise as implicações desse hábito segundo o texto e assinale a alternativa que melhor representa o principal efeito mencionado pela autora.
Alternativas
Q3254428 Saúde Pública
João é o funcionário responsável pela inauguração do necrotério de sua cidade. Entre as diversas atividades que desempenhará, ficou encarregado da sala de câmara fria. Esse ambiente é destinado aos cadáveres não identificados ou que aguardam a realização de necropsia ou a liberação. Trata-se de um espaço com revestimento adequado no piso e nas paredes, permitindo a higienização, além de isolantes térmicos com barreira física para evitar a perda de ar frio, entre outras especificações. João precisa estar atento aos cuidados necessários para a manutenção da sala de câmara fria. Assinale a alternativa correta sobre o tema.
Alternativas
Q3254427 Segurança e Saúde no Trabalho
O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é um produto de uso individual utilizado por trabalhadores, com intenção de proteger contra riscos capazes de ameaçar a sua segurança e a sua saúde. Conforme a Norma Regulamentadora 6, toda empresa é obrigada a fornecer aos empregados gratuitamente. Em relação aos profissionais que atuam em necropsia, avalie as afirmativas abaixo.

I. Lavar as mãos após contato com cadáveres, secreções, fluidos e locais possivelmente contaminados é uma obrigatoriedade, mesmo que o manuseio tenha sido realizado com o uso de luvas.
II. São exemplos de EPI's: luvas, botas, óculos de proteção individual, avental impermeável.
III. Em necropsia é necessário a utilização de protetores de cabeça como exemplo capacetes ou viseiras.
IV. O lava-olho deve ser considerado como EPI em ambientes de necropsia pois serve para higienizar os olhos em situação de emergência quando profissionais são expostos à substâncias químicas perigosas ou materiais irritantes.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3254426 Medicina Legal
O Procedimento Operacional Padrão (POP) é um documento que descreve o passo a passo de um processo de trabalho, com o objetivo de garantir a qualidade e padronização das atividades desenvolvidas. Dentro do POP de admissão de cadáveres temos alguns passos obrigatórios e em ordem cronológica. Sobre este tema temos 3 afirmações abaixo.

I. Auxiliar no transporte do cadáver até a sala de necropsia, realizar a pesagem do corpo em balança digital, medir a altura e registrar os dados na ficha que o acompanha.
II. Juntar a Declaração de óbito (D.O.) o Código Numérico Identificador e o número de vestígio, para registrar data, nome (quando suposto), médico responsável pelo exame realizado, junto à ficha de registro.
III. Na chegada, verificar o código numérico com a ficha de registro e conferir com o número do lacre, para identificação do corpo.

Assinale a alternativa que corresponde à sequência cronológica correta, em relação a admissão de cadáveres.
Alternativas
Q3254425 Medicina Legal
No contexto da necrópsia de cadáveres, diferentes profissionais estão envolvidos no processo como Médico patologista ou legista, técnico e auxiliar / agente de necrópsia.

Abaixo temos três atribuições realizadas em sala de necrópsia.

I. Realizar a limpeza e preparação de ossos para procedimentos legais.
II. Prestar auxílio em operações de embalsamento, preparo de peças anatômicas e montagem de esqueletos
III. Colher amostras para exames laboratoriais.

Sobre a atuação do auxiliar / agente de necrópsia, assinale a alternativa correta que corresponde à sua atribuição.
Alternativas
Q3254424 Medicina
O esqueleto apendicular é formado pelos ossos dos membros. Possui 2 porções: a cintura apendicular e a cintura pélvica. Cintura apendicular ou escapular é formada pela escápula e clavícula e ossos dos membros superiores. A cintura pélvica corresponde aos ossos do quadril e dos membros inferiores. Assinale a alternativa que corresponde a um dos ossos dos membros inferiores:
Alternativas
Q3254423 Medicina Legal
Um procedimento padrão para profissionais em necropsia é a admissão de cadáveres nos serviços. Sobre este tema responda (V) para verdadeiro e (F) para falso nas alternativas abaixo:

( ) Tem como objetivo sistematizar e padronizar a Admissão de Cadáveres no Necrotério, inserindo informações assertivas em sistemas para controle e gerenciamento de forma adequada.
( ) Para preparar o corpo deve-se retirar todo e qualquer objeto, roupa, equipamento antes do Médico Legista chegar, bem como colocá-lo em posição de necrópsia.
( ) O cadaver deve chegar ao necrotério em viatura própria do IML (Instituto Médico Legal), no interior de um saco cadavérico fechado, e no momento de sua adminssão recebe lacre de identificação.

Em relação as questões acima, está correta a alternativa:
Alternativas
Q3254422 Medicina Legal
Em um serviço de necrotério, o funcionário Paulo é o responsável em auxiliar o médico legista. Após a conclusão do procedimento médico, ele deve seguir as orientações do documento POP (Procedimento Operacional Padrão) para as ações pós-procedimento. Assinale a alternativa que corresponde a ação imediata de Paulo, após a liberação do cadáver pelo médico legista.
Alternativas
Q3254421 Medicina Legal
No Setor de Permanência, o cadáver é recebido mediante apresentação da Guia de Remoção de Cadáver e documentos complementares. Após a entrada, o cadáver é registrado no Livro de Entrada de Cadáveres com um número único, que origina o número de laudo interno. Este número acompanha o cadáver e sua documentação até a liberação.

Em relação ao roteiro de identificação do cadáver, avalie as afirmativas abaixo:

I. O cadáver deve ser identificado com: nome, sexo, cor, etnia, idade, data e hora de entrada, provável causa da morte, número da Guia de Remoção e Delegacia Policial de procedência.
II. O cadáver deve ser identificado com: provável causa da morte, número da Guia de Remoção e Delegacia Policial de procedência.
III. Caso o nome do cadáver não seja conhecido, este é descrito como homem, mulher, criança, feto ou despojos humanos.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3254420 Medicina Legal
A necrópsia é o exame realizado em um cadáver para avaliar órgãos, tecidos e outras partes do corpo com o objetivo de determinar a causa da morte. A palavra necropsia vem do grego necro = morto e psia = ação de ver / examinar. Referente as definições de termos na necropsia, assinale a alternativa abaixo correta.
Alternativas
Q3254419 Medicina Legal
Para a identificação de um corpo que deu entrada no serviço de necropsia sem documento de identificação ou em estado avançado de decomposição ou putrefação que não permite a identificação visual, em respeito a normas da unidade de medicina legal, é realizado o procedimento chamado luva cadavérica. Sobre este procedimento, assinale a alternativa correta que representa o tipo de exame:
Alternativas
Q3254418 Medicina Legal
O Código de ética em necropsia é um conjunto de princípios e normas que orientam os profissionais envolvidos no exame de necrópsia, como médico, técnico, auxiliares / agentes de saúde. Seu objetivo é estabelecer diretrizes para garantir a integridade, o respeito e a precisão durante a realização do procedimento. Sobre este tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3254416 Saúde Pública
O necrotério é o local onde os cadáveres são temporariamente guardados para exames periciais e necropsias. A sala de necropsia é o local onde se realizam o trabalho de identificação de causa de morte de uma pessoa. Para a limpeza e descontaminação desses ambientes seguimos medidas de segurança como tipo de limpeza para cada local / ambiente, classificação das áreas e rotinas de limpeza e desinfecção, frequência a ser realizada a limpeza.

Sobre o tema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3254415 Segurança e Saúde no Trabalho
No mercado de produtos químicos voltados para a realização de necrópsias, existem diversas opções para fixação e conservação de peças anatômicas e cadáveres. Entre as alternativas apresentadas, assinale aquela que representa o produto principal, recomendado por reduzir os riscos à saúde dos profissionais que o utilizam. 
Alternativas
Q3254414 Segurança e Saúde no Trabalho
Em uma escola de cursos na área da saúde, Ana estava realizando apresentação de trabalho sobre técnicas e métodos utilizados para impedir a invasão de germes patogênicos no organismo com intenção de explorar o tema "Prevenção de Infecção" na disciplina Biossegurança. Dentre tantos conceitos, ajude Ana relacionando a coluna I - Técnica com a coluna II - Descrição da Técnica no preparo de sua apresentação.

Q26.png (356×101)
Alternativas
Respostas
781: A
782: E
783: B
784: D
785: C
786: C
787: D
788: B
789: E
790: C
791: D
792: B
793: E
794: B
795: A
796: E
797: E
798: D
799: C
800: C