Questões de Concurso Para médico clínico

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Q2626298 Medicina

Paciente feminina, 52 anos, com diagnóstico prévio de enxaqueca e hipertensão arterial, procurou atendimento no pronto-socorro de sua cidade com queixa de ter iniciado quadro súbito de dor de cabeça fora do padrão de costume, com sensação máxima de dor em cerca de 1 minuto associado a náuseas e vômitos. Além disso, no momento do atendimento, começou com maior sonolência e menos colaborativa ao que lhe era perguntado. No exame físico, o médico plantonista notou quadro de rigidez de nuca. Qual seria a principal hipótese diagnóstica a ser pensada?

Alternativas
Q2626297 Medicina

Um plantonista de uma cidade do interior do estado atende, em uma noite fria na região, um paciente de 68 anos, natural de um pequeno município no norte de Minas Gerais, hipertenso e pouco adepto a atividades físicas. Ele procurou atendimento queixando-se que há 20 minutos passados iniciou, de forma inesperada, uma sensação de peso no braço e na perna esquerda que o dificultava caminhar sem auxílio, além de fala enrolada e boca torta. No momento da triagem hospitalar, o paciente, além dos sintomas mencionados, queixava-se de palpitações, e a enfermeira aferiu sua pressão arterial, que constava 180x96 mmHg e frequência cardíaca de 104 bpm. Diante da principal hipótese diagnóstica, qual a conduta sequencial a ser realizada ou solicitada pelo plantonista?

Alternativas
Q2626296 Medicina

OLN, 78 anos, agricultor, em seguimento ambulatorial com a Oncologia, devido a um adenocarcinoma metastático de próstata, procurou atendimento devido a quadro de edema de membro inferior direito, dor em panturrilha direita e discreto eritema local com evolução de 4 dias. Hoje pela manhã referiu dispneia súbita, tontura, fraqueza, e o filho optou por levá-lo ao atendimento médico. Na admissão, apresentava-se taquipneico, saturando de 93% com catéter nasal a 2L/min, ausculta pulmonar sem alterações. Nega outras comorbidades, ex-tabagista (1 maço a cada 3 dias por 20 anos). Feito um eletrocardiograma na admissão e evidenciado taquicardia sinusal, sem supradesnivelamento de segmento ST ou outras alterações compatíveis com isquemia. Solicitados Angiotomografia de Tórax e Doppler de MMII, confirmando o diagnóstico de TEP e TVP em MID.


Nesse cenário, assinale a afirmativa incorreta.

Alternativas
Q2626295 Medicina

A Síndrome Demencial tem impacto na vida pessoal, familiar e social e é atualmente definida pelo DSM-V como transtorno neurocognitivo maior caracterizado por prejuízo progressivo da cognição envolvendo um ou mais domínios (memória e aprendizado, linguagem, funções executivas, habilidades visuoespaciais e comportamento/personalidade). Tal declínio tem de ser severo o suficiente para interferir nas atividades sociais e ocupacionais habituais do indivíduo e interferir na sua independência. São exames laboratoriais indicados quando há diagnóstico clínico da síndrome demencial:

Alternativas
Q2626294 Medicina

Paciente feminino, 58 anos, dá entrada no pronto-socorro com queixa de piora de dispneia prévia, com aumento na quantidade de expectoração e mudança de aspecto, sendo previamente hialina e no momento amarelada. Refere ser portadora de hipertensão arterial, diabetes mellitus, hipotireoidismo, em uso de Losartana 50mg duas vezes ao dia, hidroclorotiazida 25mg uma vez cedo, Metformina 850mg duas vezes ao dia e Levotiroxina 75mcg uma vez cedo. Como hábitos apresenta etilismo social aos finais de semana e tabagismo ativo de cerca de 1 maço/dia por cerca de 30 anos. Na admissão apresentava saturação de 86% em ar ambiente, com sibilos à ausculta de forma difusa, apresentando taquipneia, com FR de 27ipm sem confusão mental. Dos exames laboratoriais: Hb 16,0 Ht 38,4 Leuco 12.450 Plaq 245.000 Cr 0,9 Ur 67 PCR 15,6. Gasometria arterial em ar ambiente pH 7,29 PCO2 53,4 mmHg PO2 63 mmHg HCO3 29 e saturação de 87,4%.


Nesse cenário, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2626293 Medicina

Paciente de 70 anos, hipertenso e diabético há 30 anos, procurou o pronto-socorro por história de dor torácica iniciada ao esforço moderado há 30 minutos, com irradiação para mandíbula e braço esquerdo, aliado a dispneia e diaforese. Realizado eletrocardiograma em menos de 10 minutos, que evidenciou o seguinte:


Imagem associada para resolução da questão


Você está em um hospital secundário que não dispõe de um serviço de hemodinâmica, mas consegue encaminhar o paciente para um serviço que fica a 60 minutos de você. Qual conduta a ser considerada neste momento?

Alternativas
Q2626292 Medicina

Paciente de 56 anos, hipertenso e diabético, iniciou quadro de palpitações há 2 horas, após esforço físico moderado e que, inicialmente, não apresentava dispneia, dor torácica, alteração de sensório. Compareceu ao pronto-socorro, sendo triado logo para a sala de emergência por queixa de dor torácica. Exame físico: regular estado geral, corado, hidratado, acianótico. Sinais vitais com pressão arterial de 80 x 50 mmHg, oximetria de 96% em ar ambiente, afebril e frequência respiratória de 30 incursões respiratórias por minuto. Na sala de emergência, realizou-se um eletrocardiograma e visualizada frequência cardíaca de 180 batimentos por minuto, com complexo QRS regular e estreito, ausência de onda P precedendo o complexo QRS, presença de pseudo-S em D2 e pseudo-r’ em V1. Qual é a conduta neste momento, além de monitorização e demais suportes clínicos rotineiros?

Alternativas
Q2626291 Medicina

Paciente feminino, de 49 anos, iniciou há 1 ano quadro de eritema periorbitário associado a lesões eritematosas distribuídas pelo corpo, predominando em superfícies extensoras como cotovelo e joelhos, juntamente com fraqueza muscular em ombros e quadris, associadas ou não ao esforço. Ao exame físico, apresenta bom estado geral, corada, hidratada, acianótica, anictérica, afebril. Em face, apresenta eritema periorbitário bilateralmente e, em mãos e superfícies extensoras, pápulas eritematosas e simétricas, mais proeminentes em superfícies ósseas (articulações metacarpofalangeanas e interfalangeanas). Qual é o provável diagnóstico?

Alternativas
Q2626290 Medicina

Em relação à Síndrome de Fragilidade, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2626289 Medicina

Paciente masculino, de 78 anos, tabagista há 50 anos e previamente portador de hipertensão arterial sistêmica, bem controlada com anlodipino 10mg por dia e enalapril 20mg por dia, apresenta quadro de dispneia, prostração e perda de peso não intencional de 10kg nos últimos 3 meses (representa mais do que 10% do peso corporal). Apresentou infecção de vias aéreas superiores há cerca de 10 dias, com resolução espontânea, segundo ele. Procurou o pronto-socorro, onde realizou uma radiografia de tórax que evidenciou derrame pleural em hemitórax esquerdo, comprometendo cerca de 2/3 do pulmão ipsilateral. Realizada toracocentese com resultado de exames: relação da proteína do líquido pleural/sérica de 0,6; relação do DHL do líquido pleural/sérico de 0,61; DHL com valor menor do que 2/3 do limite superior de normalidade do soro. Qual é o mais provável diagnóstico do caso?

Alternativas
Q2626257 Noções de Informática

A planilha da figura foi criada no Excel 2019 BR. Em D2, foi inserida a fórmula =SOMA(A2;A6). Em D4, foi inserida uma fórmula que determina a média aritmética entre todos os valores mostrados nas células A2, A3, A4, A5 e A6. Em D6, foi inserida a fórmula =MOD(D4;2).



A

B

C

D

1

Imagem associada para resolução da questão

2

21


SOMA =

?

3

13




4

18


MÉDIA =

16

5

17




6

11


MOD =

?



Nessas condições, o valor mostrado em D2, a fórmula inserida em D4 e o valor mostrado em D6 são, respectivamente,

Alternativas
Q2626252 Matemática

A seguir temos o gráfico de uma função polinomial do 1º grau f : ¡ → ¡ .


Imagem associada para resolução da questão


O valor de 𝑓(−3) é igual a

Alternativas
Q2626243 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

Assinale a alternativa em que não se encontre exemplo de voz passiva.

Alternativas
Q2626242 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por mesclar esses questionários com diversas abordagens, incluindo experiências em laboratório. (L.37-39)


O termo sublinhado no período acima desempenha papel

Alternativas
Q2626241 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

Assinale a alternativa em que o termo indicado exerça função sintática distinta da das demais.

Alternativas
Q2626240 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos negativos que já foram amplamente descritos pelos cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o distanciamento dessas plataformas também pode diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos usuários. (L.1-7)


As duas ocorrências do QUE no período acima se classificam, respectivamente, como

Alternativas
Q2626239 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

Em “ferramentas” (L.68), há

Alternativas
Q2626238 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a questionários em que os próprios participantes mensuram e descrevem seus sentimentos. (L.28-33)


O segmento sublinhado no período acima, em relação ao que é dito anteriormente, desempenha papel de

Alternativas
Q2626237 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

Essa configuração permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais "recaídas" no uso das ferramentas. (L.66-68)

O termo entre aspas no período acima agrega um valor semântico não explícito no texto como um todo.


Nesse sentido, assinale a alternativa em que se indique corretamente o universo de sentido que é evocado pelo termo.

Alternativas
Q2626236 Português

Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.


“Detox digital” reduz não só as emoções negativas, mas também as positivas


Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox

digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos

negativos que já foram amplamente descritos pelos

cientistas. Agora, um novo trabalho mostra que o

5 distanciamento dessas plataformas também pode

diminuir, simultaneamente, as emoções positivas dos

usuários.

Se por um lado a abstinência dos aplicativos ajuda a

reduzir as experiências negativas – como comparação

10 social, comentários depreciativos e até bullying –, por

outro, o jejum também minora ações que trazem

sensações de recompensa social, como likes, crescimento

do número de seguidores e mensagens positivas.

O resultado surpreendeu os próprios cientistas

15 responsáveis pelo estudo, que descreveram a situação

como inesperada.

"Acreditamos que isso [diminuição dos sentimentos

positivos dos participantes] se deve a uma ‘perda’ de

experiências socialmente gratificantes das redes sociais",

20 explica um dos autores do trabalho, Niklas Ihssen, que é

professor do departamento de psicologia da Universidade

de Durham, no Reino Unido.

"As nossas descobertas sugerem que as redes

oferecem recompensas sociais poderosas, e a abstenção

25 pode, portanto, levar a alguma redução das emoções

positivas, porque essas recompensas já não estão

disponíveis", diz o cientista.

O artigo, publicado na última quarta-feira (8) na

revista especializada PLoS One, tentou compensar ainda

30 um outro desequilíbrio frequente em pesquisas que

avaliam as emoções dos usuários: o recurso exclusivo a

questionários em que os próprios participantes mensuram

e descrevem seus sentimentos.

Em muitos dos trabalhados dessa área, a

35 autoavaliação dos voluntários é a principal ferramenta

para medir os efeitos psicológicos.

Para ultrapassar isso, os cientistas optaram por

mesclar esses questionários com diversas abordagens,

incluindo experiências em laboratório. O objetivo principal

40 era captar certas consequências implícitas da abstinência

das redes.

"Um dos desafios é acompanhar, de uma forma

realista, os efeitos da redução do consumo [das redes

sociais]. Entre outras técnicas, utilizamos para isso um

45 método denominado ‘avaliação ecológica momentânea’.

Nele, os participantes recebem miniquestionários em seus

smartphones em vários momentos do dia, permitindo uma

avaliação mais naturalista do humor e dos

comportamentos", descreve Niklas Ihssen.

50 ____ Além das pequenas pesquisas, havia ainda uma

avaliação maior. Por volta das 21h30 de cada dia do

experimento, o grupo avaliado respondia a um

questionário mais abrangente.

Ao longo do trabalho, os voluntários tiveram de fazer

55 visitas também a um laboratório da Universidade de

Durham, onde foram realizados testes mais aprofundados

que mensuravam outras componentes, como percepção

temporal e de esforço e a reação a estímulos.

Durante todo o estudo, os participantes tiveram uma

60 ferramenta que monitorava o tempo de uso das telas.

Embora tenham sido orientados a não entrarem nas redes

sociais e a desabilitarem as notificações, eles não

precisaram deletar os respectivos aplicativos do celular.

Segundo os autores, manter os apps nos dispositivos

65 contribui para evitar que o grupo estudado usasse outros

dispositivos para acessar as redes. Essa configuração

permitiu ainda que os cientistas identificassem eventuais

"recaídas" no uso das ferramentas.

No próprio experimento, aliás, vários participantes

70 não conseguiram manter o detox total. Apenas 7 dos 51

envolvidos conseguiram ficar completamente abstêmios

durante os sete dias determinados. A maioria, porém,

reduziu drasticamente o uso.

A própria ideia de ter de ficar sem redes sociais já foi

75 o suficiente para, de acordo com os cientistas, dificultar o

recrutamento para o experimento.

"Os participantes precisavam estar preparados para

se absterem das redes sociais durante uma semana, e

muitos fatores podem ter inicialmente dissuadido os

80 indivíduos de fazerem isto, incluindo o chamado FOMO

[‘fear of missing out’, ou medo de perder algo, na sigla em

inglês]", diz o autor.

Segundo Niklas Ihssen, embora a abstinência total

tenha se mostrado difícil, a maioria dos envolvidos pode

85 diminuir consideravelmente o tempo passado nas redes,

saindo de uma média de 3 a 4 horas diárias para cerca de

30 minutos durante o experimento.

O estudo mostrou ainda que, de uma maneira geral,

os participantes também não tiveram manifestações

90 relevantes de sintomas relacionados à síndrome de

abstinência.

"Em última análise, os nossos resultados implicam

que é possível reduzir substancialmente o uso das redes

sociais sem ter efeitos colaterais significativos no humor e

95 em outros processos psicológicos. Ao mesmo tempo,

parece difícil abster-se completamente", completa o

autor.


(Giuliana Miranda.

https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2023/11/detox-digital-reduz-naoso-as-emocoes-negativas-mas-as-positivas-tambem.shtml. 16.nov.2023)

Dar um tempo das redes sociais – o popular "detox digital" – traz benefícios para a redução de sentimentos negativos que já foram amplamente descritos pelos cientistas. (L.1-4)


O nome popular para “dar um tempo das redes sociais” constitui, como no período acima, exemplo de

Alternativas
Respostas
6341: D
6342: C
6343: B
6344: C
6345: C
6346: B
6347: C
6348: A
6349: C
6350: D
6351: A
6352: C
6353: E
6354: E
6355: D
6356: D
6357: C
6358: C
6359: A
6360: E