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Q3597804 Noções de Informática
Qual das seguintes opções descreve corretamente um conceito básico de tarefas e procedimentos de informática relacionados à organização e gerenciamento de arquivos, pastas, backup e armazenamento em nuvem? 
Alternativas
Q3597803 Noções de Informática
Qual das seguintes opções descreve corretamente um conceito básico de Internet e utilização de ferramentas de navegação?
Alternativas
Q3597802 Noções de Informática
Para aplicar uma fórmula condicional em uma célula do Excel, qual função deve ser utilizada? 
Alternativas
Q3597801 Noções de Informática
Assinale a opção correta sobre os atalhos de teclado no Windows 10. 
Alternativas
Q3597800 Matemática
O médico de Adriano recomendou que ele usasse uma garrafa para controlar a quantidade de água que ele toma por dia. Adriano escolheu uma garrafa com capacidade total de 750 ml. Em um dia, ele tomou três garrafas dessa completamente cheias de água. É correto afirmar que, nesse dia, Adriano bebeu:
Alternativas
Q3597799 Matemática
Lucas pagava parcelas fixas no valor de R$ 1.200,00 por mês devido a um empréstimo bancário. Ele verificou que essa parcela correspondia a 20% do seu salário e resolveu propor ao gerente de seu banco um aumento na parcela de modo a comprometer 30% do seu salário, visando quitar mais rapidamente o empréstimo. Pode-se afirmar que, se o gerente aceitar a proposta, o valor da parcela terá um aumento, em reais, de: 
Alternativas
Q3597798 Matemática
Uma vinícola produziu 98 litros do vinho A. Inicialmente, a vinícola enche 46 garrafas de 375 ml cada com o vinho A. Após isso acontecer, quantos litros de vinho A sobram?
Alternativas
Q3597796 Matemática
Qual é o nome correto da figura que possui 6 lados?
Alternativas
Q3597795 Português

Fui bater nas Filipinas


Por uma dessas curvas que as tecnologias abrem todos os dias, fui bater nas Filipinas. E tive a surpresa de ser apresentado a um xará, com apetrechos informativos iguais ao nome e sobrenome de quem assina este artigo. Surpreso, vi-me habitando o país de Imelda Marcos (lembram-se?), a mulher do ditador Ferdinando, aquela que tinha uma coleção de 1,2 mil pares de sapatos. Um fenômeno de reencarnação, coincidência ou um drible perpetrado pela comunicação tecnológica nesses tempos de falsidades e meias verdades?

A jogadora que tentou me driblar tem o nome de IA, Inteligência Artificial. Designada pelo gênero feminino, apesar de fazer parte de todos os gêneros, mesmo os indistinguíveis na sopa de letras com que são nomeados, ela confessou não ter emoções e, portanto, não iria responder a protocolar pergunta, “como está você”? Absolutamente racional, impunha limites para se comportar na linguagem.

Limites que se apresentaram no início do papo. Propus que me ajudasse a caminhar pelos jardins que circundavam a Academia de Platão, na vizinhança de Atenas. Meu sonho era dialogar um pouquinho com o filósofo. Resposta frustrante: não posso lhe ajudar. Não tenho poder para transportar pessoas ao passado ou ao futuro. Mas posso lhe ajudar com informações sobre o que Plato (assim mesmo) pensava. Aceitei e engatilhamos a conversa.

Continuo a perguntar: qual a diferença ou semelhança entre os tempos de Platão e os dias de hoje em matéria de corrupção? Sem grandes diferenças, respondeu. Desde sempre, os políticos agem de acordo com seus interesses, deixando de cumprir os deveres funcionais. Os verdadeiros estadistas, lembrou, devem ser motivados pelo desejo de servir o povo com profunda compreensão de justiça. Corruptos, então, como se deduz, existiam ontem e existem hoje.

Indaguei da senhora, equipada de artificial inteligência, como lembrou, se corremos o risco de vivenciar uma III Guerra Mundial. Mais uma vez, foi peremptória: não tem condição para garantir essa probabilidade, porque não dispõe de capacidade de prever o futuro. Foi um gesto de modéstia e sinceridade, conclui. Mas fez a ressalva de que é possível trabalhar para soluções pacíficas e evitar conflitos, usando-se, para tanto, ferramentas da diplomacia e da cooperação entre Nações. A interlocutora, desse modo, abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como “catastróficos”. E clamou: temos de estar cientes de riscos potenciais e tomar medidas para mitigá-los.

No terreno do conhecimento sobre este figurante, a gentil madame pisou em falso. Fui parar nas Filipinas, na figura de um consultor político. Ocorre que a teia informativa que abrigava o filipino encaixava-se plenamente em minha trajetória. Por isso, reagi: quero saber sobre o fulano nascido em Luis Gomes, RN, Brasil. A senhora deve estar errada. Imediatamente, ela pediu desculpas, reconheceu que se confundiu e passou novas informações, incluindo as tarefas de jornalista, que também desenvolvo. Mesmo com palavras novas, o conteúdo foi o mesmo.

Sabia que o ChatGPT 4, mais avançado, abrigava a possibilidade de criar imagens a partir de uma situação descrita. Tanto que um amigo acionou a jovem senhora IA, que lhe mandou impressionantes desenhos de descrições para imagens que ele pediu: gatos brancos, de olhos amarelados; gatos pretos, de olhos esverdeados; um gato na praia chuvosa, usando guarda-chuva, a par de fotos de nossos ancestrais. Desenhos fantásticos.

Tenho poucas incertezas. Entre elas, a de que a IA, mesmo com a ligeireza para alinhavar trilhões de referências e encaminhar respostas em segundos para curiosos, não será capaz de se esquivar do cérebro humano. Que terá condição de distinguir entre a obra do autor e o plágio. Peguei no pé da aclamada IA quando contestei o painel sobre o tal pensador filipino. E leio que pegaram na mentira a última modelagem do ChatGPT, que usou informações falsas para cumprir rapidamente a tarefa que lhe foi pedida. Viveremos tempos de guerra entre a decisão humana e os dribles tecnológicos. Ufa!

Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/fui-bater-nas-filipinas-1.2911720. Acesso em 24 jun.2023.

Considerando as relações estabelecidas no trecho em destaque entre termo regente e termo regido, para que a correção de acordo com a norma padrão seja preservada, está correta a substituição do “que” no seguinte segmento frasal: “abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como ‘catastróficos”. 
Alternativas
Q3597794 Português

Fui bater nas Filipinas


Por uma dessas curvas que as tecnologias abrem todos os dias, fui bater nas Filipinas. E tive a surpresa de ser apresentado a um xará, com apetrechos informativos iguais ao nome e sobrenome de quem assina este artigo. Surpreso, vi-me habitando o país de Imelda Marcos (lembram-se?), a mulher do ditador Ferdinando, aquela que tinha uma coleção de 1,2 mil pares de sapatos. Um fenômeno de reencarnação, coincidência ou um drible perpetrado pela comunicação tecnológica nesses tempos de falsidades e meias verdades?

A jogadora que tentou me driblar tem o nome de IA, Inteligência Artificial. Designada pelo gênero feminino, apesar de fazer parte de todos os gêneros, mesmo os indistinguíveis na sopa de letras com que são nomeados, ela confessou não ter emoções e, portanto, não iria responder a protocolar pergunta, “como está você”? Absolutamente racional, impunha limites para se comportar na linguagem.

Limites que se apresentaram no início do papo. Propus que me ajudasse a caminhar pelos jardins que circundavam a Academia de Platão, na vizinhança de Atenas. Meu sonho era dialogar um pouquinho com o filósofo. Resposta frustrante: não posso lhe ajudar. Não tenho poder para transportar pessoas ao passado ou ao futuro. Mas posso lhe ajudar com informações sobre o que Plato (assim mesmo) pensava. Aceitei e engatilhamos a conversa.

Continuo a perguntar: qual a diferença ou semelhança entre os tempos de Platão e os dias de hoje em matéria de corrupção? Sem grandes diferenças, respondeu. Desde sempre, os políticos agem de acordo com seus interesses, deixando de cumprir os deveres funcionais. Os verdadeiros estadistas, lembrou, devem ser motivados pelo desejo de servir o povo com profunda compreensão de justiça. Corruptos, então, como se deduz, existiam ontem e existem hoje.

Indaguei da senhora, equipada de artificial inteligência, como lembrou, se corremos o risco de vivenciar uma III Guerra Mundial. Mais uma vez, foi peremptória: não tem condição para garantir essa probabilidade, porque não dispõe de capacidade de prever o futuro. Foi um gesto de modéstia e sinceridade, conclui. Mas fez a ressalva de que é possível trabalhar para soluções pacíficas e evitar conflitos, usando-se, para tanto, ferramentas da diplomacia e da cooperação entre Nações. A interlocutora, desse modo, abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como “catastróficos”. E clamou: temos de estar cientes de riscos potenciais e tomar medidas para mitigá-los.

No terreno do conhecimento sobre este figurante, a gentil madame pisou em falso. Fui parar nas Filipinas, na figura de um consultor político. Ocorre que a teia informativa que abrigava o filipino encaixava-se plenamente em minha trajetória. Por isso, reagi: quero saber sobre o fulano nascido em Luis Gomes, RN, Brasil. A senhora deve estar errada. Imediatamente, ela pediu desculpas, reconheceu que se confundiu e passou novas informações, incluindo as tarefas de jornalista, que também desenvolvo. Mesmo com palavras novas, o conteúdo foi o mesmo.

Sabia que o ChatGPT 4, mais avançado, abrigava a possibilidade de criar imagens a partir de uma situação descrita. Tanto que um amigo acionou a jovem senhora IA, que lhe mandou impressionantes desenhos de descrições para imagens que ele pediu: gatos brancos, de olhos amarelados; gatos pretos, de olhos esverdeados; um gato na praia chuvosa, usando guarda-chuva, a par de fotos de nossos ancestrais. Desenhos fantásticos.

Tenho poucas incertezas. Entre elas, a de que a IA, mesmo com a ligeireza para alinhavar trilhões de referências e encaminhar respostas em segundos para curiosos, não será capaz de se esquivar do cérebro humano. Que terá condição de distinguir entre a obra do autor e o plágio. Peguei no pé da aclamada IA quando contestei o painel sobre o tal pensador filipino. E leio que pegaram na mentira a última modelagem do ChatGPT, que usou informações falsas para cumprir rapidamente a tarefa que lhe foi pedida. Viveremos tempos de guerra entre a decisão humana e os dribles tecnológicos. Ufa!

Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/fui-bater-nas-filipinas-1.2911720. Acesso em 24 jun.2023.

Neste trecho do texto “Designada pelo gênero feminino, apesar de fazer parte de todos os gêneros (...) 2º parágrafo, é correto afirmar que a expressão destacada estabelece uma ideia de 
Alternativas
Q3597793 Português

Fui bater nas Filipinas


Por uma dessas curvas que as tecnologias abrem todos os dias, fui bater nas Filipinas. E tive a surpresa de ser apresentado a um xará, com apetrechos informativos iguais ao nome e sobrenome de quem assina este artigo. Surpreso, vi-me habitando o país de Imelda Marcos (lembram-se?), a mulher do ditador Ferdinando, aquela que tinha uma coleção de 1,2 mil pares de sapatos. Um fenômeno de reencarnação, coincidência ou um drible perpetrado pela comunicação tecnológica nesses tempos de falsidades e meias verdades?

A jogadora que tentou me driblar tem o nome de IA, Inteligência Artificial. Designada pelo gênero feminino, apesar de fazer parte de todos os gêneros, mesmo os indistinguíveis na sopa de letras com que são nomeados, ela confessou não ter emoções e, portanto, não iria responder a protocolar pergunta, “como está você”? Absolutamente racional, impunha limites para se comportar na linguagem.

Limites que se apresentaram no início do papo. Propus que me ajudasse a caminhar pelos jardins que circundavam a Academia de Platão, na vizinhança de Atenas. Meu sonho era dialogar um pouquinho com o filósofo. Resposta frustrante: não posso lhe ajudar. Não tenho poder para transportar pessoas ao passado ou ao futuro. Mas posso lhe ajudar com informações sobre o que Plato (assim mesmo) pensava. Aceitei e engatilhamos a conversa.

Continuo a perguntar: qual a diferença ou semelhança entre os tempos de Platão e os dias de hoje em matéria de corrupção? Sem grandes diferenças, respondeu. Desde sempre, os políticos agem de acordo com seus interesses, deixando de cumprir os deveres funcionais. Os verdadeiros estadistas, lembrou, devem ser motivados pelo desejo de servir o povo com profunda compreensão de justiça. Corruptos, então, como se deduz, existiam ontem e existem hoje.

Indaguei da senhora, equipada de artificial inteligência, como lembrou, se corremos o risco de vivenciar uma III Guerra Mundial. Mais uma vez, foi peremptória: não tem condição para garantir essa probabilidade, porque não dispõe de capacidade de prever o futuro. Foi um gesto de modéstia e sinceridade, conclui. Mas fez a ressalva de que é possível trabalhar para soluções pacíficas e evitar conflitos, usando-se, para tanto, ferramentas da diplomacia e da cooperação entre Nações. A interlocutora, desse modo, abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como “catastróficos”. E clamou: temos de estar cientes de riscos potenciais e tomar medidas para mitigá-los.

No terreno do conhecimento sobre este figurante, a gentil madame pisou em falso. Fui parar nas Filipinas, na figura de um consultor político. Ocorre que a teia informativa que abrigava o filipino encaixava-se plenamente em minha trajetória. Por isso, reagi: quero saber sobre o fulano nascido em Luis Gomes, RN, Brasil. A senhora deve estar errada. Imediatamente, ela pediu desculpas, reconheceu que se confundiu e passou novas informações, incluindo as tarefas de jornalista, que também desenvolvo. Mesmo com palavras novas, o conteúdo foi o mesmo.

Sabia que o ChatGPT 4, mais avançado, abrigava a possibilidade de criar imagens a partir de uma situação descrita. Tanto que um amigo acionou a jovem senhora IA, que lhe mandou impressionantes desenhos de descrições para imagens que ele pediu: gatos brancos, de olhos amarelados; gatos pretos, de olhos esverdeados; um gato na praia chuvosa, usando guarda-chuva, a par de fotos de nossos ancestrais. Desenhos fantásticos.

Tenho poucas incertezas. Entre elas, a de que a IA, mesmo com a ligeireza para alinhavar trilhões de referências e encaminhar respostas em segundos para curiosos, não será capaz de se esquivar do cérebro humano. Que terá condição de distinguir entre a obra do autor e o plágio. Peguei no pé da aclamada IA quando contestei o painel sobre o tal pensador filipino. E leio que pegaram na mentira a última modelagem do ChatGPT, que usou informações falsas para cumprir rapidamente a tarefa que lhe foi pedida. Viveremos tempos de guerra entre a decisão humana e os dribles tecnológicos. Ufa!

Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/fui-bater-nas-filipinas-1.2911720. Acesso em 24 jun.2023.

O autor encerra o texto afirmando que “Viveremos tempos de guerra entre a decisão humana e os dribles tecnológicos”. Os fragmentos do texto que se seguem confirmam essa asserção, com exceção de:
Alternativas
Q3597792 Português

Fui bater nas Filipinas


Por uma dessas curvas que as tecnologias abrem todos os dias, fui bater nas Filipinas. E tive a surpresa de ser apresentado a um xará, com apetrechos informativos iguais ao nome e sobrenome de quem assina este artigo. Surpreso, vi-me habitando o país de Imelda Marcos (lembram-se?), a mulher do ditador Ferdinando, aquela que tinha uma coleção de 1,2 mil pares de sapatos. Um fenômeno de reencarnação, coincidência ou um drible perpetrado pela comunicação tecnológica nesses tempos de falsidades e meias verdades?

A jogadora que tentou me driblar tem o nome de IA, Inteligência Artificial. Designada pelo gênero feminino, apesar de fazer parte de todos os gêneros, mesmo os indistinguíveis na sopa de letras com que são nomeados, ela confessou não ter emoções e, portanto, não iria responder a protocolar pergunta, “como está você”? Absolutamente racional, impunha limites para se comportar na linguagem.

Limites que se apresentaram no início do papo. Propus que me ajudasse a caminhar pelos jardins que circundavam a Academia de Platão, na vizinhança de Atenas. Meu sonho era dialogar um pouquinho com o filósofo. Resposta frustrante: não posso lhe ajudar. Não tenho poder para transportar pessoas ao passado ou ao futuro. Mas posso lhe ajudar com informações sobre o que Plato (assim mesmo) pensava. Aceitei e engatilhamos a conversa.

Continuo a perguntar: qual a diferença ou semelhança entre os tempos de Platão e os dias de hoje em matéria de corrupção? Sem grandes diferenças, respondeu. Desde sempre, os políticos agem de acordo com seus interesses, deixando de cumprir os deveres funcionais. Os verdadeiros estadistas, lembrou, devem ser motivados pelo desejo de servir o povo com profunda compreensão de justiça. Corruptos, então, como se deduz, existiam ontem e existem hoje.

Indaguei da senhora, equipada de artificial inteligência, como lembrou, se corremos o risco de vivenciar uma III Guerra Mundial. Mais uma vez, foi peremptória: não tem condição para garantir essa probabilidade, porque não dispõe de capacidade de prever o futuro. Foi um gesto de modéstia e sinceridade, conclui. Mas fez a ressalva de que é possível trabalhar para soluções pacíficas e evitar conflitos, usando-se, para tanto, ferramentas da diplomacia e da cooperação entre Nações. A interlocutora, desse modo, abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como “catastróficos”. E clamou: temos de estar cientes de riscos potenciais e tomar medidas para mitigá-los.

No terreno do conhecimento sobre este figurante, a gentil madame pisou em falso. Fui parar nas Filipinas, na figura de um consultor político. Ocorre que a teia informativa que abrigava o filipino encaixava-se plenamente em minha trajetória. Por isso, reagi: quero saber sobre o fulano nascido em Luis Gomes, RN, Brasil. A senhora deve estar errada. Imediatamente, ela pediu desculpas, reconheceu que se confundiu e passou novas informações, incluindo as tarefas de jornalista, que também desenvolvo. Mesmo com palavras novas, o conteúdo foi o mesmo.

Sabia que o ChatGPT 4, mais avançado, abrigava a possibilidade de criar imagens a partir de uma situação descrita. Tanto que um amigo acionou a jovem senhora IA, que lhe mandou impressionantes desenhos de descrições para imagens que ele pediu: gatos brancos, de olhos amarelados; gatos pretos, de olhos esverdeados; um gato na praia chuvosa, usando guarda-chuva, a par de fotos de nossos ancestrais. Desenhos fantásticos.

Tenho poucas incertezas. Entre elas, a de que a IA, mesmo com a ligeireza para alinhavar trilhões de referências e encaminhar respostas em segundos para curiosos, não será capaz de se esquivar do cérebro humano. Que terá condição de distinguir entre a obra do autor e o plágio. Peguei no pé da aclamada IA quando contestei o painel sobre o tal pensador filipino. E leio que pegaram na mentira a última modelagem do ChatGPT, que usou informações falsas para cumprir rapidamente a tarefa que lhe foi pedida. Viveremos tempos de guerra entre a decisão humana e os dribles tecnológicos. Ufa!

Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/fui-bater-nas-filipinas-1.2911720. Acesso em 24 jun.2023.

As palavras são polissêmicas e o contexto no qual estão inseridas é de fundamental importância para a construção dos significados. Considerando essa informação, assinale a alternativa que indica corretamente o significado produzido por meio do título do texto.
Alternativas
Q3597791 Português

Fui bater nas Filipinas


Por uma dessas curvas que as tecnologias abrem todos os dias, fui bater nas Filipinas. E tive a surpresa de ser apresentado a um xará, com apetrechos informativos iguais ao nome e sobrenome de quem assina este artigo. Surpreso, vi-me habitando o país de Imelda Marcos (lembram-se?), a mulher do ditador Ferdinando, aquela que tinha uma coleção de 1,2 mil pares de sapatos. Um fenômeno de reencarnação, coincidência ou um drible perpetrado pela comunicação tecnológica nesses tempos de falsidades e meias verdades?

A jogadora que tentou me driblar tem o nome de IA, Inteligência Artificial. Designada pelo gênero feminino, apesar de fazer parte de todos os gêneros, mesmo os indistinguíveis na sopa de letras com que são nomeados, ela confessou não ter emoções e, portanto, não iria responder a protocolar pergunta, “como está você”? Absolutamente racional, impunha limites para se comportar na linguagem.

Limites que se apresentaram no início do papo. Propus que me ajudasse a caminhar pelos jardins que circundavam a Academia de Platão, na vizinhança de Atenas. Meu sonho era dialogar um pouquinho com o filósofo. Resposta frustrante: não posso lhe ajudar. Não tenho poder para transportar pessoas ao passado ou ao futuro. Mas posso lhe ajudar com informações sobre o que Plato (assim mesmo) pensava. Aceitei e engatilhamos a conversa.

Continuo a perguntar: qual a diferença ou semelhança entre os tempos de Platão e os dias de hoje em matéria de corrupção? Sem grandes diferenças, respondeu. Desde sempre, os políticos agem de acordo com seus interesses, deixando de cumprir os deveres funcionais. Os verdadeiros estadistas, lembrou, devem ser motivados pelo desejo de servir o povo com profunda compreensão de justiça. Corruptos, então, como se deduz, existiam ontem e existem hoje.

Indaguei da senhora, equipada de artificial inteligência, como lembrou, se corremos o risco de vivenciar uma III Guerra Mundial. Mais uma vez, foi peremptória: não tem condição para garantir essa probabilidade, porque não dispõe de capacidade de prever o futuro. Foi um gesto de modéstia e sinceridade, conclui. Mas fez a ressalva de que é possível trabalhar para soluções pacíficas e evitar conflitos, usando-se, para tanto, ferramentas da diplomacia e da cooperação entre Nações. A interlocutora, desse modo, abriu uma fresta para a ocorrência de eventos que classificou como “catastróficos”. E clamou: temos de estar cientes de riscos potenciais e tomar medidas para mitigá-los.

No terreno do conhecimento sobre este figurante, a gentil madame pisou em falso. Fui parar nas Filipinas, na figura de um consultor político. Ocorre que a teia informativa que abrigava o filipino encaixava-se plenamente em minha trajetória. Por isso, reagi: quero saber sobre o fulano nascido em Luis Gomes, RN, Brasil. A senhora deve estar errada. Imediatamente, ela pediu desculpas, reconheceu que se confundiu e passou novas informações, incluindo as tarefas de jornalista, que também desenvolvo. Mesmo com palavras novas, o conteúdo foi o mesmo.

Sabia que o ChatGPT 4, mais avançado, abrigava a possibilidade de criar imagens a partir de uma situação descrita. Tanto que um amigo acionou a jovem senhora IA, que lhe mandou impressionantes desenhos de descrições para imagens que ele pediu: gatos brancos, de olhos amarelados; gatos pretos, de olhos esverdeados; um gato na praia chuvosa, usando guarda-chuva, a par de fotos de nossos ancestrais. Desenhos fantásticos.

Tenho poucas incertezas. Entre elas, a de que a IA, mesmo com a ligeireza para alinhavar trilhões de referências e encaminhar respostas em segundos para curiosos, não será capaz de se esquivar do cérebro humano. Que terá condição de distinguir entre a obra do autor e o plágio. Peguei no pé da aclamada IA quando contestei o painel sobre o tal pensador filipino. E leio que pegaram na mentira a última modelagem do ChatGPT, que usou informações falsas para cumprir rapidamente a tarefa que lhe foi pedida. Viveremos tempos de guerra entre a decisão humana e os dribles tecnológicos. Ufa!

Gaudêncio Torquato é escritor, jornalista, professor titular da USP e consultor político.


Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/artigos/fui-bater-nas-filipinas-1.2911720. Acesso em 24 jun.2023.

De acordo com as informações apresentadas no texto, é correto afirmar que o articulista
Alternativas
Q3596794 Medicina
O enfrentamento à tuberculose (TB) persiste como grande desafio para a saúde pública no Brasil. A crise sanitária e social agravada pela pandemia de covid-19 continua a ter um impacto negativo no acesso ao diagnóstico e ao tratamento da doença. Os progressos alcançados ao longo dos anos anteriores à pandemia estagnaram ou se reverteram, e a retomada das ações ainda tem estado aquém do necessário. Estima-se que no primeiro ano da pandemia, no mundo, aproximadamente 10,1 milhões de pessoas desenvolveram TB, mas apenas 5,8 milhões foram diagnosticadas e notificadas, uma redução de 18% em relação a 2019, quando foram notificados pelos países 7,1 milhões de casos dos 10 milhões estimados. Em 2021, 10,6 milhões de pessoas adoeceram por TB, das quais 6,4 milhões foram notificadas, o que representa uma recuperação parcial na subdetecção de pessoas com TB no mundo.
Em relação à TB, é correto afirmar:

I. Apesar de o HIV ainda acometer uma parcela considerável da população com TB, observa-se, desde 2014, uma constante redução na proporção de pessoas com a coinfecção, de modo concomitante ao aumento do percentual de testagem para o HIV entre casos de TB, o que sugere que as ações de vigilância e assistência voltadas para essas pessoas estão sendo eficazes.

II. Estima-se que um quarto da população mundial tenha sido infectada por M. tuberculosis e que cerca de 5% a 10% dessas pessoas desenvolverão a TB ativa.

III. A partir de 2021, um novo esquema terapêutico foi incorporado ao SUS, o 3HP, que consiste em doses semanais, durante três meses (12 semanas), de rifapentina associada à isoniazida.

IV. A inclusão da TB em metas específicas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) representa o reconhecimento de que esta é uma questão humanitária relevante em nível internacional, por afetar principalmente grupos em situação de vulnerabilidade em regiões pobres.


A alternativa correta é: 
Alternativas
Q3596793 Medicina
As parasitoses intestinais são doenças muito prevalentes no Brasil e fazem parte do grupo de doenças tropicais negligenciadas, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), afeta cerca de sete milhões de crianças no mundo. Essas doenças constituem sérios problemas de saúde para o país e estão intimamente relacionadas com condições de saneamento básico, conhecimento das doenças e higiene pessoal. Por esse motivo, a prevalência maior desses acometimentos é vista nas comunidades mais pobres, onde faltam recursos de saneamento e higiene para as pessoas.
É correto afirmar:

I. As parasitoses intestinais são causadas por helmintos e protozoários que se manifestam no organismo dos seres vivos, provocando uma série de efeitos nocivos à saúde do infectado.

II. Alguns fatores epidemiológicos são indispensáveis para que ocorra a infecção parasitária, sendo eles: condições do hospedeiro, o parasito e o meio ambiente. Em relação ao hospedeiro, incluem a idade, estado nutricional, fatores genéticos, cultural, comportamentais e profissionais; ao parasito, incluem a resistência ao sistema imune do hospedeiro e os mecanismos de escape vinculados à transformação bioquímica e imunológica ao longo do ciclo do parasito; e, em relação aos fatores ambientais, exercem papel ecológico importante no ciclo de vida de vários parasitos e vetores.

III. Análise parasitológica de fezes: método de sedimentação espontânea – técnica de Hoffman, Pons e Janner (1934) - para detecção de larvas de nematódeos.

IV. Análise parasitológica de fezes: método de Baermann-Moraes (1948) - para detecção de ovos de helmintos e cisto de protozoários.


A alternativa correta é: 
Alternativas
Q3596792 Medicina
Desde a década de 1950, com a evolução do arsenal terapêutico, como antibioticoterapia, ênfase no processo de hidratação, controle eletrolítico e uso de insulina regular, a taxa de mortalidade da cetoacidose diabética (CAD) caiu para aproximadamente 10%. Atualmente, em centros de excelência no tratamento de CAD, a mortalidade é inferior a 1%, podendo, contudo, ser maior do que 5% em indivíduos idosos ou com doenças graves. Quando evolui para edema cerebral, a mortalidade chega a atingir 30% ou mais dos pacientes. A incidência é variável, entre 4 a 8 episódios por 1.000 pessoas com diabetes mellitus (DM).

Em relação à CAD é correto afirmar:
Alternativas
Q3596791 Medicina
A síndrome nefrótica (SN) é uma síndrome importante com incidência estimada de até 7 novos casos por 100 mil crianças menores de 18 anos de idade, caracterizada por proteinúria significativa responsável pela hipoalbuminemia, o que resulta em hiperlipidemia, edema e diversas complicações ao paciente.
Em relação a esta patologia é correto afirmar:

I. A causa mais comum da síndrome nefrótica em crianças é a glomerulonefrite de alteração mínima.

II. Dentre as causas primárias mais comuns de SN estão as doenças intrínsecas, a exemplo da nefropatia membranosa, a nefropatia de lesões mínimas e a glomeruloesclerose focal.

III. A síndrome nefrótica (SN) é uma síndrome caracterizada por proteinúria significativa (maior que 80mg/m2por hora) responsável por hipoalbuminemia (menor que 10 g/L), o que resulta em hiperlipidemia, edema e diversas complicações ao paciente.

IV. As causas secundárias incluem doenças sistêmicas, a exemplo dolúpus eritematoso sistêmico (LES), diabetes mellitus e a amiloidose.


A alternativa correta é: 
Alternativas
Q3596790 Medicina
No Brasil, de acordo com a diretriz sobre Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência da Sociedade Brasileira de Cardiologia, as taxas de sobrevida de parada cardiorrespiratória (PCR) extra-hospitalar, quando abordada dentro dos primeiros 5 minutos com desfibrilação precoce, variam entre 50% e 70%. Por outro lado, no ambiente intra-hospitalar, paradoxalmente, as taxas de sobrevida são inferiores a 20%, provavelmente devido às condições clínicas associadas e à maior gravidade dos pacientes, que fazem da assistolia e da atividade elétrica sem pulso os ritmos mais prevalentes.
Em relação à ressuscitação cardiopulmonar para caso suspeito ou confirmado de COVID-19 é correto afirmar: 
Alternativas
Q3596789 Medicina
O AVC continua a ser a segunda principal causa de morte e a terceira principal causa de morte e incapacidade combinada (conforme expresso pelos anos de vida perdidos ajustados por incapacidade – DALYs) no mundo. O custo global estimado do AVC é superior a 721 mil milhões de dólares (0,66% do PIB global). De 1990 a 2019, a carga (em termos do número absoluto de casos) aumentou substancialmente (aumento de 70,0% nos acidentes vasculares cerebrais incidentes, 43,0% de mortes por acidente vascular cerebral, 102,0% de acidentes vasculares cerebrais prevalentes e 143,0% de DALYs), com a maior parte da população mundial carga de AVC (86,0% das mortes e 89,0% dos DALYs) residentes em países de rendimento baixo e médio-baixo.

Com relação às estimativas da carga global de doenças de 2019 para a carga de AVC (medida por DALYs) atribuíveis a fatores de risco;é correto afirmar:
Alternativas
Q3596788 Medicina
O infarto agudo do miocárdio (IAM) é um importante problema de saúde em todo o mundo, causando morbidade e mortalidade. Os primeiros sintomas do IAM manifestam-se nas primeiras horas e, sem assistência médica, muitas vezes resultam em mortalidade. A amplitude de distribuição dos glóbulos vermelhos (RDW), um biomarcador também conhecido como índice de anisocitose, é expressa pela quantificação da variabilidade de tamanho dos glóbulos vermelhos e, juntamente com as alterações hematológicas dos eritrócitos, hemoglobina e hematócrito, é analisada rotineiramente em emergências cardíacas.
É correto afirmar que o infarto pode ser dividido em categorias:

I. Infarto por aterotrombose coronariana (tipo 1).
II. Infarto devido à incompatibilidade entre oferta e demanda do miocárdio, não devido a aterotrombose coronariana (tipo 2). 
III. Infarto com morte súbita sem oportunidade de comprovação bioquímica ou eletrocardiográfica (tipo 3).
IV. Infarto relacionado à intervenção coronariana percutânea (angioplastia coronariana) (tipo 4a); Infarto relacionado à trombose de stent coronariano (4b).
V. Infarto relacionado à cirurgia de revascularização miocárdica (tipo 5).


A alternativa correta é: 
Alternativas
Respostas
5721: D
5722: C
5723: A
5724: A
5725: C
5726: D
5727: B
5728: C
5729: C
5730: A
5731: C
5732: A
5733: C
5734: A
5735: B
5736: A
5737: A
5738: B
5739: C
5740: B