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Q3622543 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II

Q7_10.png (334×342)

Disponível em: https://www.vestibulandoweb.com.br/enem/simulado-enemtirinhas-charges/
No segundo balão da fala de Mafalda, a personagem afirma: “Chht! Não se fala palavrão na mesa!”. Considerando as palavras destacadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente suas classes gramaticais.
Alternativas
Q3622542 Literatura
A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, é considerada um marco na literatura brasileira porque:
Alternativas
Q3622541 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
No trecho:

“Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, a indústria conseguiu uma vitória indireta.” a oração destacada é classificada como:
Alternativas
Q3622537 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
O tema central do texto é:
Alternativas
Q3604699 Medicina
A cobertura antimicrobiana para Pseudomonas aeruginosa está indicada na pneumonia comunitária na seguinte situação:
Alternativas
Q3604698 Medicina
Sobre morte súbita e reanimação cardiorrespiratória, marque a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3604697 Medicina
Assinale a opção com a relação correta entre diurético e efeito colateral adverso:
Alternativas
Q3604696 Medicina
Uma jovem de 25 anos é internada com mielite transversa grave. Os médicos suspeitam de neuromielite óptica. Sobre esse cenário clínico, indique a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3604693 Medicina
Sobre sarcoidose, marque a afirmativa verdadeira: 
Alternativas
Q3604692 Medicina
Os autoanticorpos são muito utilizados para o diagnóstico de doenças autoimunes.
Indique a opção com a relação correta entre o anticorpo e seu significado clínico.
Alternativas
Q3604691 Medicina
Indique qual dos seguintes achados laboratoriais é característico da síndrome hepatorrenal na cirrose.
Alternativas
Q3604690 Medicina
Identifique qual das manifestações clínicas a seguir diferencia, mais comumente, a doença de Crohn e retocolite ulcerativa.
Alternativas
Q3604689 Medicina
Uma paciente de 30 anos apresenta infecção urinária de repetição. No episódio atual, houve critérios de pielonefrite e necessidade de internação. Foi iniciada a piperacilina-tazobactam devido ao perfil de sensibilidade de uma Escherichia coli na urocultura. No décimo dia de antibiótico, a febre voltou. Novas culturas estão negativas, o acesso venoso é periférico e sem flebite, e a paciente sente-se melhor. Exames laboratoriais mostram plaquetas e bioquímica normais, proteína C reativa 1,5 mg/dl (em queda) e leucometria 8900 cel/mm³ (20% eosinófilos, 70% segmentados, 8% linfócitos e 2% monóticos); o EAS mantém piúria. A tomografia de abdome e pelve não mostra lesões estruturais.
Dentre as opções a seguir, a medida mais apropriada é:
Alternativas
Q3604688 Medicina
Sobre Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, marque a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3604687 Medicina
Leia o caso clínico abaixo e responda a questão.


Um homem de 50 anos apresenta angina estável classe II. De comorbidades, é hipertenso e dislipidêmico; faz uso de AAS, metoprolol, rosuvastatina e enalapril. No exame físico, os sinais vitais estão normais e não há outras anormalidades relevantes. No ecocardiograma, apresenta disfunção sistólica global do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção por Simpson de 34%. No teste ergométrico, houve interrupção em torno de 4 MET por queda > 10 mmHg na pressão arterial sistólica e ocorrência de dor anginosa.
O plano terapêutico desse paciente deve ser:
Alternativas
Q3604686 Medicina
Leia o caso clínico abaixo e responda a questão.


Um homem de 50 anos apresenta angina estável classe II. De comorbidades, é hipertenso e dislipidêmico; faz uso de AAS, metoprolol, rosuvastatina e enalapril. No exame físico, os sinais vitais estão normais e não há outras anormalidades relevantes. No ecocardiograma, apresenta disfunção sistólica global do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção por Simpson de 34%. No teste ergométrico, houve interrupção em torno de 4 MET por queda > 10 mmHg na pressão arterial sistólica e ocorrência de dor anginosa.
Sobre tratamento medicamentoso, a opção mais adequada para esse paciente é:
Alternativas
Q3604685 Medicina
Uma mulher de 70 anos queixa-se de dispneia aos esforços há três meses, que vem piorando progressivamente. Ela é hipertensa, diabética e obesa e faz uso de losartana, anlodipino, metformina e gliclazida. No exame físico, a pressão arterial é de 152 x 96 mmHg; IMC 38 kg/m²; ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações; discreto edema de membros inferiores frio e bilateral. Exames complementares mostram hemograma e bioquímica normais, hemoglobina glicada 8,9%, BNP 250 pg/ml. Um ecocardiograma mostrou ventrículos com tamanho e fração de ejeção normais; aumento do átrio esquerdo (volume indexado 40 ml/m²); relação E/A 1,2; relação E/E’ 16; pressão sistólica em artéria pulmonar 40 mmHg; sem lesões valvares; ausência de derrame pleural e linhas B em campos pulmonares.
Das opções abaixo, a conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q3604684 Medicina
Uma senhora de 70 anos está há três meses com febre noturna, perda ponderal e tosse seca. No exame físico, há apenas sinais de emagrecimento. Exames complementares mostram VHS 140 mm/h, proteína C reativa 10 mg/dl, hematócrito 27%, leucometria e plaquetas normais. A tomografia computadorizada mostrou adenomegalia hilar com captação periférica de contraste nos linfonodos; ausência de lesões no parênquima pulmonar. Hemocultura, cultura do escarro e BAAR foram todos negativos. Realizou-se uma punção com biópsia linfonodal por mediastinoscopia, que mostrou infiltrado inflamatório granulomatoso, composto por macrófagos, células epitelioides, células gigantes e linfócitos, com área central caseosa.
Dentre as opções abaixo, a conduta mais apropriada é administrar:
Alternativas
Q3604683 Medicina
Uma mulher de 30 anos interna com cefaleia, diplopia e perda de acuidade visual no olho direito. No exame físico, esse olho está hiperemiado e dolorido; o fundo de olho confirma uveíte posterior. A ressonância magnética não mostra lesões com efeito expansivo e não há lesões no parênquima cerebral. Exame do líquor revela pleocitose 20 cel/mm³, glicose 60 mg/dl, proteínas 70 mg/dl, lactato normal e ausência de formas coradas no Gram; VDRL 1:512. Os demais testes estão em andamento, assim como as culturas. Nesse momento, das opções abaixo, a conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q3604682 Medicina
Sobre a infecção por Clostridium difficile (Clostridioides difficile), é correto afirmar:
Alternativas
Respostas
2241: B
2242: D
2243: B
2244: C
2245: E
2246: C
2247: B
2248: D
2249: B
2250: A
2251: D
2252: C
2253: B
2254: E
2255: D
2256: C
2257: E
2258: B
2259: A
2260: C