Questões de Concurso Para médico clínico

Foram encontradas 22.033 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3622547 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO III


A última crônica


A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de ser vivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: “assim eu quereria o meu último poema”. Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica.


Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome.


Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho – um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular.


A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim.


São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se juntam, discretos: “Parabéns pra você, parabéns pra você…”. Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura – ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido – vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso.


Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso.


Fernando Sabino

Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/13529/aultima-cronica
No trecho: “Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa” (5º parágrafo), as palavras destacadas pertencem, RESPECTIVAMENTE, às classes de:
Alternativas
Q3622543 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO II

Q7_10.png (334×342)

Disponível em: https://www.vestibulandoweb.com.br/enem/simulado-enemtirinhas-charges/
No segundo balão da fala de Mafalda, a personagem afirma: “Chht! Não se fala palavrão na mesa!”. Considerando as palavras destacadas, assinale a alternativa que apresenta corretamente suas classes gramaticais.
Alternativas
Q3622542 Literatura
A Semana de Arte Moderna de 1922, realizada em São Paulo, é considerada um marco na literatura brasileira porque:
Alternativas
Q3622541 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
No trecho:

Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, a indústria conseguiu uma vitória indireta.” a oração destacada é classificada como:
Alternativas
Q3622537 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.


Texto I


Anvisa recua e fecha cerco a manipulação de emagrecedores


Claudia Lucca Mano


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recuou e proibiu, no último dia 25 de agosto, a manipulação de semaglutida em farmácias de manipulação. A decisão marca uma guinada em relação à postura anterior da agência, que vinha mantendo posição favorável ao setor magistral mesmo sob pressão da indústria farmacêutica.


Não é de hoje que a Anvisa publica notas técnicas sobre a manipulação de agonistas do GLP-1, como a semaglutida e a tirzepatida, usados no tratamento do diabetes e da obesidade. A popularidade desses medicamentos, que extrapolou o ambiente médico para se tornar pauta cultural, acendeu um debate regulatório e econômico.


Ozempic, Wegovy e Rybelsus — todos à base de semaglutida e fabricados pela Novo Nordisk — se tornaram símbolos da chamada “era GLP-1”. O primeiro é frequentemente citado como responsável por impactos econômicos inusitados, como a queda no faturamento de redes de fast-food. A patente da semaglutida expira em 2026, mas a empresa tenta prorrogá-la. O Superior Tribunal de Justiça já sinalizou que não deve aceitar a tese.


O Mounjaro, da Eli Lilly, caneta injetável de tirzepatida considerada mais potente que a semaglutida, tem patente válida no Brasil ao menos até 2035.


Nos bastidores, a disputa entre farmácias magistrais e laboratórios detentores de patentes ganhou força. As farmácias vinham amparadas pelo artigo 43, inciso III, da Lei 9.279/96, que permite a manipulação de medicamentos mediante prescrição individual, sem violação de patente.


A Anvisa, porém, não tem competência legal para fiscalizar infrações patentárias — nem para proteger interesses da indústria em detrimento da saúde pública. Como a agência não pode fiscalizar violações de patente, e considerando que a manipulação sob prescrição médica é legal, a indústria conseguiu uma vitória indireta: alegou ausência de equivalência entre a semaglutida aprovada pela Anvisa e a usada em farmácias de manipulação estéreis.


O argumento prevaleceu. A agência acatou a tese de que não seria possível comparar a semaglutida biológica industrializada à manipulada, por se tratar de produtos obtidos a partir de organismos vivos. Assim, proibiu a manipulação. 


A tirzepatida continua autorizada, mas as farmácias e importadoras de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo) terão de cumprir requisitos muito mais rigorosos: atender a padrões analíticos mais restritos, inspecionar fisicamente as fornecedoras de matéria-prima, manter condições especiais de armazenamento e adotar controles que, na prática, podem inibir o atendimento magistral, além de aumentar o preço ao consumidor final.


Além disso, chama atenção o fato de a Anvisa ter retirado o efeito suspensivo dos recursos administrativos que venham a ser manejados questionando a decisão. Pela legislação brasileira, recursos têm efeito suspensivo justamente para evitar mudanças bruscas que prejudiquem pacientes em tratamento, além de conferir segurança jurídica às empresas que operam em setores altamente regulados.


O cenário pode acabar empurrando as empresas para judicialização, principalmente para assegurar a continuidade dos tratamentos em curso e impedir que estoques já manipulados sejam descartados sem respaldo científico ou sanitário.


A decisão da Anvisa fortalece a pressão de setores da indústria que buscam manter o monopólio dos GLP1 até o fim — e talvez além — de suas patentes.


A semaglutida sintética, que está em processo de registro, pode alterar o cenário. Até lá, porém, quem perde são os pacientes que não podem arcar com os medicamentos industrializados.


Enquanto um frasco de semaglutida manipulada (4 ml a 1,3 mg/ml) custa cerca de R$ 270, uma caneta de Ozempic sai por aproximadamente R$ 999. Já o Wegovy pode variar entre R$ 999 e R$ 1.699, dependendo da dosagem. Mesmo com cortes recentes de até 20%, os preços seguem proibitivos. A economia com manipulados chega a 70%–85%.


Sem incorporação desses medicamentos ao SUS, milhões de brasileiros seguem excluídos. O governo federal já rejeitou incluir Ozempic e Wegovy na rede pública, mas o presidente Lula cobrou da Anvisa celeridade na análise da semaglutida sintética — modalidade que, em tese, poderia ser manipulada em farmácias, já que a restrição atinge apenas insumos de origem biológica.


O Brasil precisa decidir se a regulação sanitária vai continuar se curvando aos interesses comerciais ou se, finalmente, vai assumir um papel técnico e independente no que diz respeito à saúde pública.


HOJE EM DIA. Disponível em: https://claudiadeluccamano.adv.br/anvisarecua-e-fecha-cerco-a-manipulacao-de-emagrecedores-veto-ao-ozempic-enovas-regras-paratirzepatida/#:~:text=O%20argumento%20prevaleceu.,Assim%2C%20proibiu% 20a%20manipula%C3%A7%C3%A3o. 
O tema central do texto é:
Alternativas
Q3604699 Medicina
A cobertura antimicrobiana para Pseudomonas aeruginosa está indicada na pneumonia comunitária na seguinte situação:
Alternativas
Q3604698 Medicina
Sobre morte súbita e reanimação cardiorrespiratória, marque a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3604697 Medicina
Assinale a opção com a relação correta entre diurético e efeito colateral adverso:
Alternativas
Q3604696 Medicina
Uma jovem de 25 anos é internada com mielite transversa grave. Os médicos suspeitam de neuromielite óptica. Sobre esse cenário clínico, indique a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3604693 Medicina
Sobre sarcoidose, marque a afirmativa verdadeira: 
Alternativas
Q3604692 Medicina
Os autoanticorpos são muito utilizados para o diagnóstico de doenças autoimunes.
Indique a opção com a relação correta entre o anticorpo e seu significado clínico.
Alternativas
Q3604691 Medicina
Indique qual dos seguintes achados laboratoriais é característico da síndrome hepatorrenal na cirrose.
Alternativas
Q3604690 Medicina
Identifique qual das manifestações clínicas a seguir diferencia, mais comumente, a doença de Crohn e retocolite ulcerativa.
Alternativas
Q3604689 Medicina
Uma paciente de 30 anos apresenta infecção urinária de repetição. No episódio atual, houve critérios de pielonefrite e necessidade de internação. Foi iniciada a piperacilina-tazobactam devido ao perfil de sensibilidade de uma Escherichia coli na urocultura. No décimo dia de antibiótico, a febre voltou. Novas culturas estão negativas, o acesso venoso é periférico e sem flebite, e a paciente sente-se melhor. Exames laboratoriais mostram plaquetas e bioquímica normais, proteína C reativa 1,5 mg/dl (em queda) e leucometria 8900 cel/mm³ (20% eosinófilos, 70% segmentados, 8% linfócitos e 2% monóticos); o EAS mantém piúria. A tomografia de abdome e pelve não mostra lesões estruturais.
Dentre as opções a seguir, a medida mais apropriada é:
Alternativas
Q3604688 Medicina
Sobre Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica, marque a afirmativa verdadeira:
Alternativas
Q3604687 Medicina
Leia o caso clínico abaixo e responda a questão.


Um homem de 50 anos apresenta angina estável classe II. De comorbidades, é hipertenso e dislipidêmico; faz uso de AAS, metoprolol, rosuvastatina e enalapril. No exame físico, os sinais vitais estão normais e não há outras anormalidades relevantes. No ecocardiograma, apresenta disfunção sistólica global do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção por Simpson de 34%. No teste ergométrico, houve interrupção em torno de 4 MET por queda > 10 mmHg na pressão arterial sistólica e ocorrência de dor anginosa.
O plano terapêutico desse paciente deve ser:
Alternativas
Q3604686 Medicina
Leia o caso clínico abaixo e responda a questão.


Um homem de 50 anos apresenta angina estável classe II. De comorbidades, é hipertenso e dislipidêmico; faz uso de AAS, metoprolol, rosuvastatina e enalapril. No exame físico, os sinais vitais estão normais e não há outras anormalidades relevantes. No ecocardiograma, apresenta disfunção sistólica global do ventrículo esquerdo, com fração de ejeção por Simpson de 34%. No teste ergométrico, houve interrupção em torno de 4 MET por queda > 10 mmHg na pressão arterial sistólica e ocorrência de dor anginosa.
Sobre tratamento medicamentoso, a opção mais adequada para esse paciente é:
Alternativas
Q3604685 Medicina
Uma mulher de 70 anos queixa-se de dispneia aos esforços há três meses, que vem piorando progressivamente. Ela é hipertensa, diabética e obesa e faz uso de losartana, anlodipino, metformina e gliclazida. No exame físico, a pressão arterial é de 152 x 96 mmHg; IMC 38 kg/m²; ausculta cardíaca e pulmonar sem alterações; discreto edema de membros inferiores frio e bilateral. Exames complementares mostram hemograma e bioquímica normais, hemoglobina glicada 8,9%, BNP 250 pg/ml. Um ecocardiograma mostrou ventrículos com tamanho e fração de ejeção normais; aumento do átrio esquerdo (volume indexado 40 ml/m²); relação E/A 1,2; relação E/E’ 16; pressão sistólica em artéria pulmonar 40 mmHg; sem lesões valvares; ausência de derrame pleural e linhas B em campos pulmonares.
Das opções abaixo, a conduta mais apropriada é:
Alternativas
Q3604684 Medicina
Uma senhora de 70 anos está há três meses com febre noturna, perda ponderal e tosse seca. No exame físico, há apenas sinais de emagrecimento. Exames complementares mostram VHS 140 mm/h, proteína C reativa 10 mg/dl, hematócrito 27%, leucometria e plaquetas normais. A tomografia computadorizada mostrou adenomegalia hilar com captação periférica de contraste nos linfonodos; ausência de lesões no parênquima pulmonar. Hemocultura, cultura do escarro e BAAR foram todos negativos. Realizou-se uma punção com biópsia linfonodal por mediastinoscopia, que mostrou infiltrado inflamatório granulomatoso, composto por macrófagos, células epitelioides, células gigantes e linfócitos, com área central caseosa.
Dentre as opções abaixo, a conduta mais apropriada é administrar:
Alternativas
Q3604683 Medicina
Uma mulher de 30 anos interna com cefaleia, diplopia e perda de acuidade visual no olho direito. No exame físico, esse olho está hiperemiado e dolorido; o fundo de olho confirma uveíte posterior. A ressonância magnética não mostra lesões com efeito expansivo e não há lesões no parênquima cerebral. Exame do líquor revela pleocitose 20 cel/mm³, glicose 60 mg/dl, proteínas 70 mg/dl, lactato normal e ausência de formas coradas no Gram; VDRL 1:512. Os demais testes estão em andamento, assim como as culturas. Nesse momento, das opções abaixo, a conduta mais apropriada é:
Alternativas
Respostas
1981: B
1982: B
1983: D
1984: B
1985: C
1986: E
1987: C
1988: B
1989: D
1990: B
1991: A
1992: D
1993: C
1994: B
1995: E
1996: D
1997: C
1998: E
1999: B
2000: A