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Santos (2010) observou alguns deslocamentos nos processos de formação acadêmica e profissional dos ILS com base tanto na análise do percurso das pesquisas produzidas por esses profissionais no Brasil quanto nos depoimentos de alunos em formação no país. Segundo a autora, um dos motivos que impulsionou os deslocamentos foi
Na perspectiva dos Estudos Culturais, a identidade dos – Intérpretes de línguas de Sinais – ILS – é concebida como múltipla e não essencialista. Assim, não há uma identidade homogênia, única e centrada e sim aspectos que funcionam como marcadores constituintes da identidade dos ILS (SANTOS, 2006). Esta autora identifica os marcadores ou artefatos constituintes como sendo os seguintes elementos:
Santos (2006) assinala que em meados da década de 1980, no Brasil, surgem os primeiros trabalhos de interpretação da língua de sinais. A afirmação da autora é devido ao surgimento
Na Libras, os classificadores são formas que, substituindo o nome, podem ser presas à raiz verbal para modificar o sujeito ou o objeto que estão ligados à ação do verbo (FELIPE; MONTEIRO, 2006). Nessa perspectiva, constitui um classificador para VEÍCULO
A construção em Libras, transcrita a seguir [EL@-2 QUERER AULA LIBRAS], contém uma forma pronominal que indica
Na Libras, a negação pode ser feita por meio de três processos distintos. Um refere-se à incorporação da negação, na qual o sinal, que recebe sentido negativo, sofre alteração em um de seus parâmetros e resulta um item estruturalmente diferente daquele que é sua base (BRITO, 1995). Constitui exemplo de sinal com incorporação de negação:
Lima (2012) faz observações sobre a análise sugerindo a identificação das categorias Nome e Verbo na Libras. Para isso ele identifica padrões sintáticos em que um sinal se justapõe a outro (Ex. 1: EL@ SURD@. Ex. 2: MULHER^BEIJAR-DORSO-MÃO PROFESSOR.). Essas construções sintáticas expressam uma relação de
Leia o texto a seguir e responda às questões 41 a 43.
“Os intérpretes existem desde a Antiguidade, assim como os tradutores, com quem são frequentemente confundidos; o tradutor trabalha com a palavra escrita, o intérprete com a palavra falada”. Assim começa o livreto da União Européia (Commission of the European Communities, s/d) com informações para os candidatos e seus cursos de formação de intérpretes que atendem às necessidades da instituição, o maior empregador de tradutores e intérpretes do mundo (PAGURA, 2003, p. 210). |
De acordo com Pagura (2003), mesmo havendo o processo de tradução de um idioma para outro, a interpretação envolve atividade distinta. Transpondo tal conceituação para o contexto discursivo de conferência, envolvendo o par linguístico Libras/Português, na interação entre surdos e ouvintes será realizada uma
Leia o texto a seguir e responda às questões 41 a 43.
“Os intérpretes existem desde a Antiguidade, assim como os tradutores, com quem são frequentemente confundidos; o tradutor trabalha com a palavra escrita, o intérprete com a palavra falada”. Assim começa o livreto da União Européia (Commission of the European Communities, s/d) com informações para os candidatos e seus cursos de formação de intérpretes que atendem às necessidades da instituição, o maior empregador de tradutores e intérpretes do mundo (PAGURA, 2003, p. 210). |
Segundo Pagura (2003), o tradutor atua com o texto escrito. Há a possibilidade de o profissional atuar na atividade de traduzir, envolvendo uma língua na modalidade oral e uma língua na modalidade sinalizada, pois a Libras
Leia o texto a seguir e responda às questões 41 a 43.
“Os intérpretes existem desde a Antiguidade, assim como os tradutores, com quem são frequentemente confundidos; o tradutor trabalha com a palavra escrita, o intérprete com a palavra falada”. Assim começa o livreto da União Européia (Commission of the European Communities, s/d) com informações para os candidatos e seus cursos de formação de intérpretes que atendem às necessidades da instituição, o maior empregador de tradutores e intérpretes do mundo (PAGURA, 2003, p. 210). |
Pagura (2003) esclarece sobre as atividades de traduzir e interpretar. O termo adequado para nominar o profissional que atua junto à comunidade surda, promovendo o contato e a interação linguístico-cultural nos vários contextos possíveis, é:
As unidades mínimas da Libras são descritas, por Felipe (2006), por cinco parâmetros que configuram um sinal: configuração de mãos (o formato feito pela mão), ponto de articulação, (localização em relação ao corpo do sinalizador/falante), movimento (feito pela mão), direcionalidade (ou orientação da palma da mão) e expressões não manuais (ou expressões faciais e corporais). Esses cinco parâmetros são colocados como os fonemas nas línguas de sinais, são as cinco partes menores, que, juntas, formam um(a):
Na construção da Libras, nos classificadores, mãos e corpo são usados como articuladores para indicar o nome do referente ou o agente da ação. Supalla (1986) afirma que os classificadores são utilizados em verbos de:
Assinale a palavra ou expressão da língua portuguesa correspondente ao sinal da língua brasileira de sinais cuja execução é descrita da seguinte forma: “mão direita em 'V', palma para a esquerda, à frente, dobrando o pulso, para cima, para baixo e para frente”.
A Libras tem sua estrutura gramatical organizada a partir de alguns parâmetros que a formam nos diferentes níveis linguísticos. O movimento é um dos parâmetros que consiste na deslocação da mão no espaço durante a execução do sinal apresentando alguns sinais que têm movimento e outros não. Os sinais que têm movimento são:
Observe e assinale a alternativa correta para os sinais a seguir em suas devidas categorias:
Segundo Bernardino (1999;2000), o espaço de sinalização, ou o espaço neutro nas línguas de sinais é utilizado para marcação e identificação dos referentes, sendo esses identificados em pontos específicos no espaço de referenciação. Além desse uso, o espaço neutro ou a localização física à frente do sinalizador é utilizado para a realização das construções gramaticais com verbos espaciais e de concordância, e também para a realização de construções usando:
Diferentemente das crianças ouvintes, grande parte das crianças surdas chega com pouco ou nenhum conhecimento da língua portuguesa, cabendo à escola a tarefa de ensiná-la. Na educação de surdos, a adoção da concepção de segunda língua como código somente escrito, realizado através do ensino de estruturas frasais da língua portuguesa, resultou em um ensino:
Stolcke (1991) considera que atualmente mais importante é sair do enquadre das normas linguísticas, ensino mecânico, homogêneo que concebe o ensino da língua como um conteúdo escolar e no lugar disso, abordar a língua como prática social que possibilita a inserção cultural e social do indivíduo e que traz a complexidade da construção de uma identidade:
Existem palavras com significados diferentes que, quando traduzidas, têm a mesma configuração de mãos. A alternativa que corresponde à palavra que tem a mesma configuração de mãos do sinal utilizado para a palavra “manga” é:
A língua de sinais preenche as mesmas funções que a linguagem falada, para os ouvintes e deve ser adquirida na interação com usuários dela fluentes, os quais, envolvendo as crianças surdas em práticas discursivas e interpretando os enunciados produzidos por elas, inserindo-as no funcionamento desta língua, o que reforça o reconhecimento de que a Língua de Sinais possibilita o desenvolvimento do surdo em todos os seus aspectos: